N° 172 2010La pédagogie universitaire : un courant en plein développement(dossier coordonné par Jean-Marie De Ketele)Comme courant de recherche, la pédagogie universitaire n’a pas une longue histoire, quelques décennies tout au plus. Plusieurs facteurs ont facilité son émergence et son développement. Parmi eux, il faut citer en premier lieu la massification de l’enseignement qui conduit de plus en plus d’élèves à entrer dans l’enseignement supérieur et exige une adaptation des pratiques pédagogiques des enseignants à la diversité des parcours et des motivations pour éviter les taux alarmants d’échecs et d’abandons. Parallèlement, le développement de la mondialisation, de la mobilité et de la compétition entre les pays a fait pression sur les universités afin qu’elles contribuent par une formation de qualité à implanter une « société de la connaissance » et même une « économie de la connaissance ». Si le diplôme universitaire, surtout dans les pays francophones, est resté un atout majeur pour obtenir un emploi et une situation professionnelle socialement et financièrement valorisée, les employeurs ont accordé de plus en plus d’importance aux compétences réelles des candidats à un emploi, d’autant plus que s’accroissait le nombre de diplômés disponibles sur le marché.(...)http://www.inrp.fr/editions/revues/revue-francaise-de-pedagogie
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Pedagogia Universitária
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January 27 2011, 5:49pm | Comments »
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Acções a empreender para aumentar a auto-estima e a confiança
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- Incentivar a Empatia e o Afeto Embora a linguagem e a lógica da parte do cérebro responsável pelo raciocínio sejam importantes para ensinar valores às crianças, não moldam o comportamento delas como as emoções e os sentimentos.2. Honestidade e Integridade A honestidade e a ética podem ser assunto de permanentes conversas desde tenra idade, escolhendo livros e vídeos para compartilhar com elas, utilizando jogos que desenvolvam a confiança.3. Vergonha e CulpaA vergonha e a culpa não são vilãs emocionais. Quando utilizadas de forma apropriada, são recursos importantes para os pais ensinarem valores morais aos filhos.4. Pensamento RealistaIsto é o oposto da auto-ilusão. Livros ou histórias contadas pelos pais podem modelar este tipo de pensamento. As crianças aprenderão a pensar de forma realista sobre os seus problemas ou preocupações se os pais fizerem o mesmo. A verdade, mesmo dolorosa, não deve ser escondida.5. Optimismo (fundamental para uma personalidade sadia!!!)O optimismo aprende-se com os pais. É mais do que um simples pensamento positivo. É um hábito de pensar positivamente, uma disposição ou tendência de olhar para o lado mais favorável dos acontecimentos ou condições e esperar pelo resultado mais favorável.6. Humor (decisivo para uma personalidade sociável!!!)As crianças bem-humoradas apresentam um quociente de inteligência emocional superior às outras. O seu sucesso social é geralmente muito grande e fácil de obter.O humor aprende-se a desenvolver desde muito cedo. A boa disposição e o clima reinante em casa ajudam a modelar um espírito bem-humorado. As brincadeiras divertidas favorecem os alicerces do humor.7. Amizades Devem ser incentivadas pelos pais e na escola. Participar em festas e em grupos é um bom meio de fortalecer a inteligência social.8. Boas Maneiras Desde muito nova, a criança deve aprender a comportar-se bem mas sem constrangimentos. A melhor forma de educar boa maneiras é mostrar como é. As crianças aprendem por imitação.9. Persistência e Esforço Na adolescência, muitas crianças perdem interesse em lutar pelas coisas quando enfrentam a realidade das coisas. Já nem tudo é fácil como antes, durante a infância. Assim, é necessário ensinar as crianças a perceber o que é a perseverança e a persistência. As biografias de gente de sucesso é um bom meio. É também muito importante ajudá-los a administrar o tempo.10. Enfrentar e Superar Fracassos Na adolescência, as crianças são particularmente vulneráveis aos problemas ligados à motivação. É útil ensinar-lhes que as ameaças e os problemas da vida são desafios a serem estudados e vencidos. Deve-se ensiná-los a saber tirar partido das suas habilidades e pontos fortes.11. Consciência Emocional Incentivar as crianças a verbalizarem os seus sentimentos como maneira de lidarem com conflitos e preocupações. Ajudá-las a ouvirem e estudarem soluções para os problemas emocionais.12. Controle Emocional Desde muito novas, as crianças devem aprender a gerir as suas emoções, conversando, dialogando, ouvindo, dando opiniões, pesquisando soluções para os seus problemas emocionais e sentimentais.
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January 23 2011, 7:58am | Comments »
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10 Regras para ensinar neste século
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We’ve been predicting a technology revolution for decades, and actually, it happened 5 years ago. We are now past the tipping point. Suddenly, we find that higher education no longer has a corner on knowledge-making and distribution. But on the bright side, the entire culture is learning-resource rich, technology has a more human face, and education has become more critical than ever.As the revolution gathers momentum, many higher education institutions are clean-sheet redesigning teaching, learning, assessment, and career development. The 10 rules in this article suggest the depth of change that’s occurring on campuses right now.These rules describe how to transform current teaching-centered practice to learning-centered practice, using the technologies of today.Two basic 21st century laws frame these rules: First, the knowledge developed during the course does not pre-exist the course. Second, since the knowledge of the course does not exist before the course (because you and the students develop the knowledge during the course), your chief challenge is to manage the process of knowledge discovery. Here are the rules for how to do this:1. Re-examine and adopt the move from teaching to learning. This principle gained prominence in the 1990s as a catch phrase, but with limited implementation, well before the tipping point in 2005. Now, there are many reasons to make this move and no longer reasons not to make the move. Before, it was hard to make the move because of the comparatively tiny resource set and the restricted learning opportunities compared to what is available today. Now, because learning resources and opportunities are infinite, make the move: Don’t just tell students the key knowledge in your field, but help them discover it through problem-based active learning. Change your curriculum from a list of what you will say to a list of essential problems (or questions) that students will address, with your guidance, throughout the semester.2. Re-visit the accountability measures on your campus (usually called learning goals or learning outcomes) and re-structure them to fit the move you and others are making. As course design at your campus or in your courses starts to incorporate active learning approaches, rubrics based on the legacy curriculum need to change as well. It may well be better to re-state learning outcomes in terms of essential problems and the research associated with those essential problems, and build rubrics based on the problems within a problem-based learning structure.3. Make a corollary change in assessment, once this move from teaching to learning is underway in your course or course of study: Move most assessment activity away from testing and toward evaluation of student evidence of learning. Student evidence of learning is now easy to capture and store. In the new paradigm of active and varied learning, testing is less appropriate but assessing student evidence is more appropriate.4. Insist on teaching only in technology-enabled classrooms. Information technology is the default learning technology of today. Campuses have spent millions of dollars on management systems such as the SIS, ERPs, and CRMs because they knew they had to. Now, to stay in business, they must spend millions more to finish the job of building learning spaces for the current learning paradigm: 100 percent “smart classrooms.” These learning spaces must allow all students to have access to the Net while they are in the learning space.5. Make sure your students have technology management tools of their own as they take on active learning challenges. Campuses spend hundreds of thousands of dollars each year on management systems for faculty, for them to teach. But, as you and your campus make the move from teaching to learning, students must also have tools to manage their own resources and evidence, not just during a course, but 24/7 while they are enrolled, including between semesters.6. Insist on faculty having management tools for their own professional development to support annual review or a request for promotion or tenure. You, as a faculty member, must be as adept as your students in using Web-based applications, and there is no better way to learn the new breed of applications than to use them yourself for important professional purposes.7. Do not discard the lecture or class discussion approach when appropriate, but use it primarily for the purpose of helping students address the essential problems of the course: Use lectures and discussions to help students to make progress in their projects and therefore to build their course portfolios.8. Make sure your students have a digital repository of some sort--a portfolio system, a wiki, a blog, a Web page builder, a place to store and manage the evidence of their active learning.9. Require your students to interpret their collected online evidence at regular intervals and, finally, in capstone Web presentations.10. Make the collection of evidence the primary work of the course. In other words, students should be graded largely or entirely on their final portfolio for the course. In a learning-centered course, the portfolio is the sine qua non.These rules apply to any course, any field, or any kind of formal learning sequence. The rules describe what is necessary to adapt to and celebrate the millennial change we’ve just gone through.The 20th century economy, led by the industrial sector, has morphed radically into the knowledge economy, an economy of ideas and innovation. This new economy is not yet generating the wealth of the old economy. Therefore, in order to regain our economic vitality, education needs to be the primary engine. The four years of traditional undergraduate education has taken on a new urgency: Because the vitality of our economy now arises from innovation, college graduates must be allowed to be innovators. The ten rules provide the path.Fonte
January 13 2011, 4:34pm | Comments »
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7 Qualidades dos Professores Eficazes
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- Os professores eficazes cuidam. Eles preocupam-se com os seus alunos, o seu trabalho e consigo mesmos. Eles tratam os outros com dignidade, que respeite a integridade dos outros. Dão prioridade ao benefício dos outros. Afirmam os pontos fortes dos outros e reconhem o valor de ser... é uma espécie de amor.2. Os professores eficazes partilham. Compartilham os seus conhecimentos, ideias e pontos de vista com os outros. A sua vontade de compartilhar é uma forma de vida para eles. Eles não retêm informações para benefício pessoal.3. Os professores altamente eficazes aprendem. Eles sempre buscam a verdade e significado. Procuram descobrir novas ideias e insights. Eles refletem sobre suas experiências e incorporam a aprendizagem nas suas vidas. Estão dispostos a melhorar as suas competências. Continuam a crescer e a desenvolver-se ao longo das suas vidas.4. Os professores altamente eficazes criam. Eles estão dispostos a experimentar o novo e o desconhecido, a assumir riscos para melhorar os resultados educacionais. Qualquer coisa que valha a pena fazer, pode valer a pena falhar. Não são desencorajadas por uma falha ocasional; reformulam o erro como uma oportunidade para fazer melhor, como resultado da experiência.5. Os professores altamente eficazes acreditam. Eles têm fé nos alunos. Confiam nos alunos e estão dispostos a conceder-lhes liberdade e responsabilidade. Eles têm expectativas altas para seus alunos, bem como para si próprios.6. Os professores eficazes sonham. Eles têm uma visão de sucesso. Eles são movidos por uma imagem de excelência, mais que as suas capacidades inatas permitem. Sempre procuram melhorar, nunca se contentam apenas com o remedeio e a mediania.7. Os professores eficazes desfrutam. Ensinar não é apenas um emprego para eles, é o seu trabalho. Eles vivem-no com alegria, satisfação, entusiasmo e vigor. E estas qualidades contagiam muitas vezes os seus alunos.Fontetradução adaptada
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January 13 2011, 3:54pm | Comments »
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O Efeito Elevador
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If you have even ridden in an elevator, you are familiar with the "Elevator Effect." You get in with perhaps five other people, and you push the button for your destination floor. The doors slide shut. And now that you are riding with these five people, something very peculiar happens. No one on the elevator looks at each other. No one talks. Everyone stares at the display that indicates the current floor.This phenomenon - this strange transformation in human behavior that occurs when strangers are confined together in a limited amount of space - is the elevator effect. It occurs in a variety situations - on buses, in doctor's waiting rooms, in laundromats, at the check out line of the grocery store, etc.The elevator effect is very important to you as a teacher. What, after all, is a classroom? A classroom is a giant elevator, and you are its attendant. Students board the elevator at the beginning of class, walking into a room full of strangers. The door to the room shuts. They sit through a 50 minute ride, staring at you, or the board, or the ceiling the entire time. The elevator "rises" (hopefully), taking the students to a slightly higher intellectual plain, with you announcing each floor as it goes by. At the end of 50 minutes, the door opens and the students get off the elevator.(...)Fonte
January 13 2011, 3:44pm | Comments »
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Pedagogia
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January 8 2011, 5:51pm | Comments »
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Histórias pedagógicas - O GRANDE SONHO DO ESQUILO
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- Aspectos pedagógicos: O objectivo do conto é que as crianças captem o facto de todos os seres terem coisas de que gostam e outras que invejam aos outros. Quer dizer, devemos estar contentes pelo que somos, fazemos ou temos. Este conto permite iniciar os alunos na auto-imagem positiva e levá-los a reconhecer as vantagens e desvantagens de qualquer situação.- Desenvolvimento do conto:«Era uma vez um velho bosque cheio de árvores grandes e pequenas onde vivia uma família de esquilos. O pequeno esquilo era o mais pequenito de seis irmãos. Naquela tarde, de tanto nevar, estava tudo como um grande pastel de nata muito branco. O pequeno esquilo não sentia frio porque estava muito bem aconchegado no ninho junto a seus pais e irmãos. Sonhava. E no bosque continuava a nevar. E o pequeno esquilo continuava a dormir quentinho.Às tantas, começou a sonhar que era um cavalo. Sorriu feliz, porque conseguia trotar mais depressa que o vento, dando música ao bosque com os seus cascos: cataclic, cataclic, tão suave que todos os animais do bosque ficavam de boca aberta. Saltava todos os obstáculos e tinha uma crina larga e muito bonita. Oh!, mas um cavalo também tem que levar gente montada e isso deve ser muito cansativo ou arrastar carros carregados ...E o pequeno esquilo mexia-se intranquilo na sua camita, embora continuasse a dormir.Depois, começa a sonhar que era uma tartaruga. Oh!, se fosse tartaruga dormia todo o Inverno e no Verão caminharia devagar sem se cansar, comeria coisas suaves: alfaces, tomates, morangos ... E se algum dia tivesse medo de alguma coisa podia esconder-se rapidamente dentro da carapaça dura e forte. Ninguém poderia fazer-lhe mal. Oh, mas não poderia saltar, nem correr, nem brincar, nem fazer piruetas ...E o pequeno esquilo mexia-se intranquilo na sua camita, embora continuasse a dormir.Depois, começa a sonhar que era uma truta. Se fosse uma truta estaria todo o dia fresquinha, nadando na água: cnip, cnap, cnip, cnap ... Dormiria em cima das algas, faria grandes viagens pelo rio e chegaria até ao mar, ouviria a música das ondas e nenhum caçador lhe apontaria uma arma Oh!, se fosse uma truta nunca sentiria o calor do Sol e teria que fugir dos pescadores para não ser caça.E o pequeno esquilo mexia-se intranquilo na sua camita, embora continuasse a dormir.Depois, começa a sonhar que era uma aranha. Se fosse uma aranha não teria medo, nem dos caçadores nem dos pescadores. Estaria todo o dia a tecer. Faria bonitas teias de aranha que seriam redes para caçar as desgraçadas moscas. E quando chovesse, as gotas de água fariam lindos colares ao cair da teia. Teria um ninho, viveria numa árvore e passsaria o tempo a balouçar-se. Oh!, mas não teria amigas, comeria sempre moscas e ficaria triste sempre que me rompessem a teia.E o pequeno esquilo mexia-se intranquilo na sua camita, embora continuasse a dormir.Depois começou a sonhar que era um faisão.Oh!, que maravilha. Voaria por cima das árvores e muito alto, junto das nuvens. Comeria todo o tipo de grãos e de sementes. Saberia cantar e avisaria todos os habitantes do bosque quando os caçadores se aproximassem. Oh!, mas os caçadores apanhavam-me com os seus cães, depois comiam-me e enfeitavam os seus chapéus com as minhas penas.E o pequeno esquilo mexia-se intranquilo na sua camita, embora continuasse a dormir.Depois, começou a sonhar que era um menino. Podia correr, saltar, dançar, cantar, nadar. Não teria medo dos homens nem dos animais. Não teria frio porque vestiria bonitas roupas feitas pela avó. Oh, mas não poderia estar todo o dia no bosque, porque teria que aprender coisas, não poderia saltar nem correr sempre. Não teria cauda ..Então, o pequeno esquilo acordou e disse:- Sou um esquilo.Tenho uma cabeça pequena, umas orelhas direitas, uns olhos vivos, umas patitas muito fortes. O meu pelo é muito bonito e a minha cauda é muito suave. Tenho todo o Inverno para dormir e um grande bosque para brincar e muitos pinhões para comer. Estou muito contente por ser um esquilo.»- Orientação didáctica:Com os mais pequenos basta explicar o conto. Utilizando as marionetas de pau (simples cartolinas recortadas depois de desenhados e pintados os animais). Terminado o conto, deve ajudar-se as crianças a estarem contentes com tudo o que têm: mãos para moldar plasticina, pernas para saltar, corpo para brincar. etcCom os mais crescidos, o conto pode ser explicado, preparando-o com sombras chinesas e. uma vez finalizada a exposição, estabelecer um diálogo levando-os a entender que não temos, todos, as mesmas coisas ou as mesmas facilidades e que devemos estar contentes com o que somos. Devem ser sugeridos outros animais, para que as crianças vejam outras habilidades ou qualidades que gostaríamos ou não de possuir. Cada aluno ou cada grupo da turma poderá escolher um animal como seu mascote. Poderiam os próprios alunos construir o referido mascote ..inGomez, Mª, Mir, V., Serrats, Mª (2003). Como criar uma boa relação pedagógica. Porto:ASA
January 8 2011, 5:03pm | Comments »
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O país imaginário
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Objectivos: Levar as pessoas a perceber que os direitos também são baseados em necessidades.Pessoas: a partir dos 14 anos 10 a 20 pessoas, 2 animadores Material e espaço necess. · Material – Folhas de papel; MarcadoresDuração: 40 minutosConcretização:Os animadores dividem as pessoas em grupos de 5 e lêem o seguinte texto: "Imagina que descobrias um novo país, onde ninguém tinha vivido antes, e onde não havia leis nem regras. Tu e os outros membros do teu grupo serão os pioneiros nesta nova terra. Não sabes que tipo de estatuto vais ter lá.” Individualmente, o participante escreve uma lista com três direitos que pensa serem essenciais para toda as pessoas que vão habitar este país. Assim, o animador pede para as pessoas partilharem o que escreveram e concordarem numa lista de 10 direitos que o grupo ache que devam ser garantidos. Eles deverão dar um nome ao país e escrever numa grande folha de papel juntamente com a sua lista. Cada grupo apresenta a sua lista aos restantes participantes. Se houver direitos que surjam repetidos o animador deverá assinalar com uma cruz. Depois de todos os grupos terem apresentados, o animador pede para as pessoas encontrarem ( se houver) direitos que se contradigam. Será que esta lista pode ser totalmente racionalizada? Poderão direitos semelhantes estar agrupados em conjunto? Quão perto da realidade estará esta lista?Fonte
January 6 2011, 1:15pm | Comments »
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"ENSINAR É APENAS AJUDAR A APRENDER"
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Uma entrevista notável:Gazeta de Física - É verdade que os seus alunos costumam atribuir-lhe boas notas? E como consegue isso?Eric Mazur - Quando comecei a ensinar, em 1984, ensinava tal como eu próprio tinha sido ensinado. Afinal, que outras formas há de ensinar? É natural, foi como nós aprendemos e, além disso, temos tendência para projectar a nossa própria experiência nas pessoas que nos rodeiam. O que pensamos é: "Eu aprendi assim e, por isso, eles também devem aprender assim". Ao fazer isto, acho que se cometem dois erros. Se olhar para a forma como fui ensinado percebo que aprendi, não devido a esse ensino, mas apesar dele.P. - Como é que mudou os seus métodos de trabalho?R. - Não mudei imediatamente porque considerava que estava a ensinar bem. Os meus alunos tinham boas classificações nos exames e também me atribuíam boas notas no inquérito final de avaliação dos professores...P. - Então o método tradicional funcionava bem...R. - Tinha quatro e meio numa escala de cinco. Era a nota mais alta na área de Física.P. - Em suma, os alunos estavam satisfeitos e o professortambém...R. - Exactamente! E era por isso mesmo que eu achava que estava a fazer um bom trabalho. Seis anos mais tarde, colegas da Califórnia mostraram-me artigos sobre testes com questões muito fáceis. Por exemplo: "Um carro colide com um camião. A força exercida pelo camião sobre o carro é maior ou menor que a força do carro sobre o camião?". A confusão era grande.(...)Devo salientar dois pontos. O primeiro é que a educação é mais do que transferência de informação, é um processo em que desenvolvemos um modelo mental para assimilar essa informação. Mas numa aula convencional não há tempo para pensar, espera-se que essa assimilação seja feita após a aula. O segundo ponto tem a ver com as tecnologias de informação. Não estou a falar de computadores mas da invenção de Gutenberg, há quinhentos anos.P. - Os livros.R. - Sim, mas antes de haver livros a transmissão de conhecimentos de uma geração para a outra era feita oralmente, como hoje nas aulas. Depois vieram os livros, e os livros são uma boa fonte de informação, mas passámos a lê-los aos alunos nas aulas. É ridículo! Se eu fosse professor de Literatura, por exemplo, não diria aos alunos que na aula seguinte iríamos ler “Sonho de uma Noite de Verão” mas sim que o lessem antes da aula. Assim, decidi que a primeira coisa que iria fazer seria retirar a transferência de informação da sala de aula. O que agora faço é dizer aos meus alunos que estudem um assunto em casa para posteriormente o discutirmos na aula.P. - E os alunos fazem isso?R. - Têm de fazer. Esse trabalho representa 20 por cento da nota final. Mas voltemos atrás. Uma vez estudado determinado assunto, posso explicar aos alunos o seu significado.P. - A chamada aprendizagem conceptual.R. - Exactamente. E faço-o usando uma técnica a que chamamos "Peer Instruction".P. - Mas essa técnica não é nova...R. - Não, de facto não se trata de uma novidade mas eu também não sabia nada da literatura especializada sobre a aprendizagem colaborativa... Só conhecia Sócrates! O que se passou numa aula foi o seguinte. Estava a discutir o teste conceptual com alguns alunos e a tentar explicaralguns problemas. Expliquei-os durante dez minutos e percebi pelas expressões deles que não estavam a entender.Pelo contrário, estavam ainda mais confusos. Eu não sabia o que fazer, não sabia explicar melhor. Resolvi então dizer-lhes para discutirem as suas dúvidas com o colega do lado e fiqueisurpreendido com a agitação que se criou. De repente estavam todos a falar uns com os outros.Decidi formalizar este procedimento e o que faço hoje em dia é isso mesmo. Digo aos alunos para estudarem antes da aula, depois faço uma breve introdução (não mais de cinco minutos senão eles adormecem) e coloco uma pergunta (a que chamo teste conceptual) no retroprojector.São perguntas conceptuais que não se podem resolver por equações. Por exemplo, há um barco no lago com uma pedra dentro. Se tirarmos a pedra o que acontece ao nível da água do lago? É uma questão contra-intuitiva, temos de perceber bem o Princípio de Arquimedes. Os alunos têm um minuto para pensar sobre a pergunta e em seguida votam na opção que consideram correcta(uso cartões com as letras A, B, C, etc.).(...)P. - E qual é o papel que resta para o professor?R. - O professor é o treinador. Concluindo, os alunos discutem o problema durante mais dois minutos e votam novamente. O que acontece é incrível: o número de respostas correctas aumenta consideravelmente. E no final do semestre a aprendizagem conceptual também melhorou.(..)P. - O senhor é um cientista, um físico, e agora está envolvido em pedagogia. Acha que a educação é uma ciência, no sentido tradicional da palavra?R. - Tenho que lhe dizer que fiquei fascinado com a pedagogia e a psicologia do ensino-aprendizagem e passei a respeitar muito mais os meus colegas do departamento de Psicologia. É uma ciência? Penso que podemos e devemos tratar a educação como uma ciência. Eu encaroos dados das minhas experiências laboratoriais da mesma maneira que trato os resultados das minhas aulas, que também são um laboratório.in Gazeta de Física(e via blogue Vox Nostra)
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January 4 2011, 2:54pm | Comments »
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Cativar
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“- Anda brincar comigo, propôs-lhe o principezinho. Estou tão triste…-Não posso brincar contigo, disse a raposa. Ainda ninguém me cativou.- Há! Perdão, disse o principezinho.- Mas, depois de ter reflectido, acrescentou:-Que significa “cativar”?-Tu não deves ser daqui, disse a raposa. Que procuras?-Procuro os homens, disse o principezinho. Que significa “cativar”?-Os homens, disse a raposa, têm espingardas e caçam. É uma maçada! Também criam galinhas. É o único interesse que lhes acho. Andas à procura de galinhas?-Não, disse o principezinho. Ando à procura de amigos. Que significa “cativar”?-É uma coisa de que toda a gente se esqueceu, disse a raposa. Significa “criar laços…”-Criar laços?-Isso mesmo, disse a raposa. Para mim, não passas, por enquanto, de um rapazinho em tudo igual a cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu não precisas de mim. Para ti, não passo de uma raposa igual a cem mil raposas. Mas, se me cativares, precisaremos um do outro. Serás para mim único no mundo. Serei única no mundo para ti…”(…)-Cativa-me, por favor, disse ela.-Tenho muito gosto, respondeu o principezinho, mas falta-me tempo. Preciso de descobrir amigos e conhecer muitas coisas.-Só se conhecem as coisas que se cativam, disse a raposa. Os homens já não têm tempo para tomar conhecimento de nada. Compram coisas feitas aos mercadores. Mas como não existem mercadores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, cativa-me.-Como é que hei-de fazer?, disse o principezinho.Antoine de Saint-Exupéry, O Principezinho, Lisboa: Editorial Aster
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December 31 2010, 8:21am | Comments »





