Qual é o meu estilo de gestão de sala de aula?Responda às 12 questões que se seguem e conheça melhor o seu perfil de gestão de sala de aula. Os passos são os seguintes:Leia cuidadosamente cada frase.Responda a cada questão utilizando a escala que abaixo se apresenta. Responda baseando-se na sua experiência de sala de aula. Finalmente, siga as instruções para pontuação das suas respostas que abaixo se apresentam.Escala: Discordo completamente, Discordo, Concordo, Concordo completamente. Questões:1. Se um aluno perturba a aula, isolo-o dos colegas, sem qualquer discussão.2. Não gosto de impor regras aos meus alunos.3. Na sala de aula deve haver silêncio para que os alunos possam aprender.4. Preocupo-me com o que os alunos aprendem e como aprendem.5. Se o aluno apresentar um trabalho de casa fora de horas, o problema não é meu.6. Não gosto de repreender um aluno, porque posso ferir os seus sentimentos7. A preparação das aulas não vale o esforço.8. Tento sempre explicar as razões que fundamentam as minhas regras e decisões.9. Não posso aceitar desculpas de um aluno que chega atrasado.10. O bem-estar emocional de um aluno é mais importante do que o controlo da sala de aula.11. Os meus alunos compreendem porque não podem interromper a minha explicação se têm uma pergunta a fazer.12. Se um aluno me pedir permissão para circular na sala eu acedo.Para analisar o seu estiloSome as pontuações das suas respostas às frases 1, 3 e 9. Esta é a sua pontuação para o estilo autoritário. Some as pontuações das suas respostas às frases 4, 8 e 11. Esta é a sua pontuação para o estilo assertivo. Some as pontuações das suas respostas às frases 6, 10 e 12. Esta é a sua pontuação para o estilo permissivo. Some as pontuações das suas respostas às frases 2, 5 e 7. Esta é a sua pontuação para o estilo indiferente. A sua pontuação para cada estilo de gestão pode variar de 3 a 12. O resultado é o seu perfil de gestão de sala de aula. Uma pontuação elevada indica uma forte preferência por um estilo particular. Depois de ter encontrado as suas pontuações e determinado o seu perfil vá reler as descrições de cada estilo de gestão que se apresentaram nas páginas 30 e 31. Poderá encontrar um pouco de si em cada uma deles. À medida que vai adquirindo mais experiência de ensino, poderá verificar que o seu estilo preferido vai mudando.Amado e Freire, Obra citada
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Questionário de auto-observação
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January 10 2010, 4:23pm | Comments »
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Para uma Pedagogia do Espanto
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Car s'étonner, n'est-ce pas s'arrêter et prendre le recul nécessaire pour percevoir avant de réagir et pour découvrir sinlultanément des possibilités nouvelles ? L' étonnement fait partie du bonheur de la découverte. Obra citada
January 10 2010, 4:16pm | Comments »
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Para uma Pedagogia da Esperança
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Já aqui a convocámos. Já aqui a celebrámos. Porque sem esperança aprofissão docente é impossível. Sem acreditar que amanhã vai poderser um pouco melhor. Sem crer no ser humano e na suaperfectibilidade. Sem pensar que os nossos alunos vão crescer emconhecimento, sensatez, capacidade de intervir e mudar o seupequeno mundo. Sem trabalhar numa lógica de entreajuda, deconfiança e cooperação. Sem agir com um sentido de aliança,reforçando tudo aquilo que nos une (sem esquecer o que nos separa e desune).Sabemos o peso dos dias. As desautorizações, por vezes, frequentes. Asdificuldades de existir face a alunos irrequietos, alheados, turbulentos.Ou até indisciplinados e que não querem aprender. Conhecemos essa afronta maior. A extrema dificuldade de lidar ao mesmo tempo com 25 ou 30alunos – o que não acontece com nenhuma outra profissão. Semprenuma contínua exposição, sempre no risco de não saber, no fio da navalha.E no entanto. Não podemos desistir. Não podemos abdicar de pensar esentir o orgulho de sermos professores. Construtores do futuro. Construtores de humanidade. Solidários, mas longe do balido do rebanho.E de agir no sentido de nos unirmos em torno do essencial. Em torno de uma mútua securização. Em torno do fazer aprender os alunos.Em termos do reforço da confiança em nós próprios.Temos de ser os nossos principais aliados neste tempo difícil ecomplexo. Felicitando-nos pelo muito de bom que fazemos.Partilhando ideias e recursos. Enriquecendo os nossos modos deensinar e educar. Mas também não deixando de denunciar comportamentos indignos do ser professor. E temos de ser nós os primeiros a dizê-los. Em nome do nosso bom nome.E neste início de ano é esta alegria breve que temos de procuraracender. Contra a escuridão. E contra todos os mestres e ceguinhosque querem colocar nas ruas da amargura o primeiro de todos osofícios. Mesmo quando, aparentemente, estão na primeira linha da sua defesa.
January 5 2010, 6:55am | Comments »
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Do 'Apoio Pedagógico' à Pedagogia Diferenciada
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Forme la plus connue de la lutte contre l’échec scolaire, le soutien pédagogique est généralement mis en oeuvre lorsque l’élève a de grosses difficultés ; il fait appel à des intervenants distincts du maître de classe, qui agissent souvent en prenant à part les élèves en difficulté. C’est pourquoi le soutien ne saurait être considéré comme une forme achevée de différenciation de l’enseignement.Existe-t-il à ce jour une pédagogie différenciée entièrement intégrée à la pratique pédagogique des maîtres de classe, fondée sur une évaluation formative et une régulation continue des apprentissages, qui préviendrait les difficultés et l’échec plutôt que d’y remédier ? Il semble que non. Les modèles qui s’en rapprochent le plus vont dans le sens d’un élargissement de la pédagogie de maîtrise (Huberman, 1988), pour la rendre plus compatible avec les didactiques nouvelles, les courants d’école active, l’approche pragmatique de l’évaluation formative, la conception interactionniste et constructiviste de l’apprentissage (CRESAS, 1987). Mais il y a beaucoup à faire pour que ces conceptions soient praticables à large échelle. Le temps n’est donc pas encore venu de proposer de passer sans délai du soutien à une différenciation intégrée. Mais la question de la transition peut se poser.Texto Integral
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January 2 2010, 1:03pm | Comments »
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Canção do óbvio
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Paulo FreireEscolhi a sombra desta árvorePara repousar do muito que fareiEnquanto esperarei por tiQuem espera na pura esperaVive um tempo de espera vãPor isto, enquanto te esperoTrabalharei os campos eConversarei com os humanosSuarei meu corpo, que o sol queimará;Minhas mãos ficarão calejadasMeus pés aprenderão o mistério dos caminhosMeus ouvidos ouvirão maisMeus olhos verão o que antes não viamEnquanto esperarão por tiNão te esperarei na pura esperaPorque o meu tempo de espera é umTempo de quefazerdesconfiarei daqueles que virão dizer-me,em voz baixa e precavida:é perigoso agiré perigoso falaré perigoso andaré perigoso esperar, na forma em que esperasporque esses recusam a alegria de tua chegadaDesconfiarei também daqueles que virão dizer-meCom palavras fáceis, que já chegaste,Porque esses, ao anunciar-te ingenuamente,Antes te denunciam.Estarei preparando a tua chegadaComo o jardineiro prepara o jardimPara a rosa que se abrirá na primavera.Encontrada aqui. Palavras para uma espécie de credo pedagógico.
January 2 2010, 10:42am | Comments »
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Uma pedagogia do encantamento
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O primeiro passo para o encantamentoé recuperar a mente do aprendize o espanto da criança, esqueceralgumas das coisas que aprendemose às quais estamos ligados. (Thomas More)Enunciemos alguns princípios de uma pedagogia do encantamento. Oprimeiro poderá ser a surpresa. A surpresa face à revelação de um saber, face à luz de um conceito, à resolução de um enigma. À descoberta de um erro. A surpresa face ao desenrolar imprevisto de uma história.O segundo poderá ser a relevância pessoal do que se ensina e quepor isso também se aprende. O sentido de um discurso, de uma prática, de uma experiência que ajuda a compreender o mundo e os paradoxos da existência.O terceiro poderá ser o desafio face ao desconhecido, a coragem de ver a humanidade ameaçada e a insatisfação, o desassossego e o compromisso. Com valores, com princípios, com horizontes alcançáveis.O quarto princípio poderá ser a aprendizagem de desaprender. “Raspar a tinta com que nos embotaram os sentidos”; aos “tristes de nós que trazemos a alma vestida”, como nos quis ensinar Alberto Caeiro.Neste tempo de desencanto, seria bom ir tecendo um novo encantamento. Pelas coisas mais simples e contudo essenciais. Ver, ouvir, tocar, sentir. Abrir espaço para os silêncios que falam e para os olhares que tudo dizem. E não esquecer a terra, o ar, a água. A relação, os laços, as pessoas. O sabor do saber.
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January 2 2010, 8:00am | Comments »
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Toda a lição deve ser uma resposta
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Toda a lição deve ser uma resposta.Uma resposta às dúvidas eàs interrogações. Uma resposta(mesmo precária, mesmo provisória)às perplexidades e aos enigmas.Uma resposta à ruína e à fracturasocial. Uma resposta à sede inominávele ao vazio. Uma resposta às muitas ignorâncias.Uma resposta à resistência de aprender. Aos paradoxos. Ao negrume e às cortinas que nos impedem de ver.Sim. Toda a lição deve ser umaresposta. Assim proclamava JohnDewey. Toda a lição deve procurarser um momento de encontro, deconstrução das identidades, da afirmaçãodas diferenças. Da procurado mistério da vida (e da morte). Ummomento de mobilização de energias,de (in)satisfação.Toda a lição deve ser um encontrocom a singularidade dos nossosalunos. Uma resposta ao tédio e aosem-sentido da vida. Uma comunicação:pôr em comum os desejos,os saberes, os sabores, os medos, os sofrimentos.Se toda a lição deve ser uma respostae um encontro, então é precisoconstruir uma pedagogia do problemae do enigma. Um lugar quasesecreto da fruição do trabalho que dignificaa existência do ser. Um lugarda alteridade metodológica, da pluralidadede caminhos, da diversidadede vozes e de silêncios. Onde a correria(para cumprir o programa, para dar a matéria que não aprendida...)cede o lugar à calma, à paciência eà persistência, à exigência. Onde a competiçãotem um sentido interior (o de procuraratingir os limites de cada um...) eabdica da humilhação do outro.Toda a lição deve ser uma resposta.
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January 1 2010, 9:16am | Comments »
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Sermão da montanha
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E subindo a um monte, tomou a palavra e começou a ensiná-los, dizendo:
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados; bem-aventurados os mansos porque possuirão a terra; bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados; bem-aventurados os pacificadores, porque alcançarão a paz; bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os que não desistem de procurar um pouco mais de azul, porque deles será a alegria; bem-aventurados os que não se vendem e não se calam, porque herdarão a terra; bem- -aventurados os compassivos, porque verão a humanidade. Bem-aventuradas aquelas mulheres e aqueles homens que se dedicam ao próximo como a si mesmos; aqueles homens e aquelas mulheres que fazem do ofício de ensinar o primeiro de todos os ofícios; que fazem da escuta a principal virtude pedagógica e da relação o principal preditor de sucesso académico; que ainda acreditam que a educação pode ser um tesouro; que raramente esquecem que a sua missão é muito mais educar (instruir, estimular, guiar, emancipar, libertar...) do que julgar.... Bem-aventurados os que estão sempre disponíveis para aprender, para cooperar, para ser na relação....
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December 21 2009, 4:31pm | Comments »
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O Obstáculo
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O importante é o obstáculo. Digamos que o aluno aprende quando encontra um obstáculo e perante esse obstáculo decide, decidimos com ele, ir procurar os recursos que nos permitem ensinar-lhe a ultrapassá-lo sozinho. Identificar os bons obstáculos, trabalhar naquilo a que nós chamamos os objectivos-obstáculo. (Meirieu)
Há toda uma pedagogia do obstáculo que é preciso reconstruir. Porque o fácil não cativa nem mobiliza. O fácil (o zapping) não nos implica, não nos constrói, não nos marca, não nos motiva. Aprender é conhecer e desafiar os nossos limites. É conquistar a distância, é chegar ao desconhecido. Lembram-se da metáfora do Fernão Capelo Gaivota? E aí saborear a alegria.
Mas o obstáculo tem de ser alcançável. Como nos ensina Vigotsky, o problema tem de situar-se na zona de desenvolvimento próximo do aluno para que a actividade possa ser um êxito e reforce o auto-conceito, o investimento no estudo, a alegria e o sentido do trabalho escolar.
É, por isso, importante que façamos das nossas aulas obstáculos superáveis, desafios estimulantes. Que mobilizemos recursos que ajudem o aluno a investir e reinvestir na descoberta da sua autonomia. São pequenos gestos, pequenos passos. E, sobretudo, implicação e participação. E crença na perfectibilidade do ser humano. E partilha. E esperança de que o amanhã vai ser um pouquinho melhor.
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December 16 2009, 5:40am | Comments »
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O Síndrome do Analfabetismo Afectivo e o Direito à Ternura
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É um síndrome crescente. É um direito quase clandestino. Não consta dos tratados e catálogos internacionais. Fugazmente aparece nos tratados pedagógicos. Sobrevive nalguns olhares, gestos, palavras.Vivemos num mundo que parece, muitas vezes, um campo de batalha em que só há lugar para os vencedores. (Quem escreverá a história dos vencidos?) Existimos, muito mais para fazer o outro perder, do que para ganharmos. O jogo de soma positiva, em que todos podemos e devemos ganhar, parece arredado das nossas preocupações essenciais. Sofremos o síndrome do analfabetismo afectivo.Na tradição ocidental, vivemos a dualidade dificilmente conjugável da cognição e do afecto. Noespaço público só há direito para o triunfo da razão. A ternura que acaricia, que liberta, que protege, que acalenta só raramente ocupa o palco das nossas relações sociais.E na relação pedagógica, na sala de aula, teremos de criar pequenas ilhas de ternura. Pequenos momentos de ternura e afecto. De compreensão. De compaixão. De humanidade. Porque háum grande défice sentimental. E é (também) por isso que a solidão cresce. Que a revolta lateja. Que mais de um terço das jovens já tomou a pílula do dia seguinte. E bem sei também quão difícil é a fronteira entre a proximidade e a distancia.Bem sei que nenhuma reforma passa por aqui. Só uma consciência acesa de ser profissional. Dedicado. Atento. Disponível. Exigente. Felizmente como muitos daquelasprofessoras e professores que me lêem neste espaco público. E sentem que a vida tem de passar por aqui.
December 15 2009, 5:36am | Comments »





