Hoje, a propósito de nada, um amigo fez-me chegar, inserida em longo texto, esta história que ouvi de um outro grande amigo, Miguel Santos Guerra: “Era uma vez, há muito anos, um homem que numa noite, caminhava pelas ruas de uma cidade, com uma lâmpada acesa. Encontra-se com um amigo que surpreendido, lhe pergunta: «Que fazes tu, que és cego, com uma lâmpada acesa nas mãos?». Responde o cego: «Não levo a lâmpada para poder ver o meu caminho. Conheço as ruas de cor em plena escuridão. Levo esta luz para que os outros quando derem comigo, possam descobrir o seu caminho”.E aqui fica, no meio da noite.
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LUZ
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April 4 2009, 3:07pm | Comments »
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Eventual erro em portaria pode deixar de fora candidatos a professores de Espanhol
http://terrear.blogspot.com/2009/04/eventual-erro-em-portaria-pode-deixar.html
Valter Lemos admite que o contestado diploma pode não servir O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, admitiu hoje que o Diploma Espanhol de Língua Estrangeira (DELE) de nível Superior do Instituto Cervantes possa não corresponder ao nível C2 do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas, “ao contrário do que é pressuposto” na portaria que define as habilitações para a candidatura às 220 vagas definitivas para a colocação de professores de Espanhol. “Se assim for, quem tem uma profissionalização noutra língua e, para além disso, este diploma, não terá, afinal, requisitos para se candidatar”, disse.FonteSó uma pequena correcção: não é um eventual erro. É um erro e uma grave injustiça que aqui já referi há mais de 3 semanas. Não entendo por que se está ainda à espera.
April 3 2009, 4:22am | Comments »
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Os poucos erros detectáveis
http://dererummundi.blogspot.com/2009/03/os-poucos-erros-detectaveis.html
Soubemos, através do Semanário Expresso de hoje, que uma “aplicação” instalada no “Magalhães” está repleta de erros de Português a que se somam instruções absurdas. Vale a pena ver a sua sistematização aqui.O facto de se tratar duma “aplicação” para os primeiros anos de escolaridade, torna a circunstância especialmente gravosa, porquanto se sabe que as crianças não devem ser expostas a erros de ortografia e de gramática quando se iniciam na leitura e na escrita, dado que tais erros perturbam a aquisição e consolidação das regras que estão subjacentes a essas aprendizagens.Ouvido o secretário de Estado Jorge Pedreira a propósito do assunto, afirmou: “Uma coisa é certa: não é pelo facto de um programa de jogo didáctico ter erros, que isso diminui, em alguma coisa, a utilidade e a importância do projecto do computador Magalhães”.O senhor secretário de Estado está profundamente enganado: um equipamento e/ou suporte educativo (computador, manual, quadro preto, quadro interactivo…) não valem por si. A sua utilidade e importância advêm das aplicações, dos conteúdos que nele se incluírem, os quais devem ser intocáveis do ponto de vista científico e pedagógico-didáctico.A esta nota acrescento outra ainda mais preocupante: os erros anunciados pelo Expresso e de que toda a gente fala, apesar da sua seriedade, são, infelizmente, os poucos que poderemos detectar no “Magalhães”, pois em tudo o resto que ele contiver não conseguiremos perceber correcções ou incorrecções. E isto porque:1. Não há qualquer teoria de aprendizagem subjacente ao uso do computador. E, deveria haver.2. Em sequência, não foi delineado qualquer modelo e estratégia de ensino para orientação dos professores. E, devia ter sido.3. Assim sendo, os “conteúdos” já disponibilizados ou a disponibilizar decorrem do puro acaso. E, não deviam decorrer.
March 7 2009, 12:55pm | Comments »
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Autonomia das escolas como ficção necessária
http://terrear.blogspot.com/2009/02/autonomia-das-escolas-como-ficcao.html
Relembrar João Barosso:Aqui.
February 22 2009, 7:57am | Comments »
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Incontornável, Paredes de Coura...
http://terrear.blogspot.com/2009/02/incontornavel-paredes-de-coura.html
As informações são dispersas. Ignoro se o mediatizado enuncia o essencial da realidade. Há, no entanto, factos que parecem confirmados: i) o plano de actividades aprovado pelos órgãos da escola previa um desfile de carnaval pelas ruas do concelho;ii) o conselho pedagógico terá deliberado suspender esta actividade, alegando falta de tempo de preparação; iii) a dren, servindo-se do poder hierárquico, ordenou que se mantivesse a actividade, vinculando a presidente do CE a realizar uma convocatória.iv) os professores marcham acorrentadaos, de boca tapada e vestidos de negro.No meu ponto de vista, a Dren e os professores não agiram da melhor forma. Porque este exercício do poder é desproporcional e gera mais efeitos negativos que positivos. E, ao contrário da visão heróica tecida sobre a acção dos docentes, considero este comportamento nocivo para a dignidade profissional.Note-se ainda que se o facto enunciado em ii) for verdadeiro, a deliberação do Conselho é ilegal porque o órgão não tem esse poder legal.
February 20 2009, 3:56pm | Comments »
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Controlar ou Capacitar?
http://terrear.blogspot.com/2009/02/controlar-ou-capacitar.html
De um lado o controlo das conformidades da mais diversa ordem (quase sempre ilusório), a prestação de contas, a responsabilização (alheia, raramente a própria), a desautorização, a dependência, a intimidação, a notificação; do outro a capacitação, o empowerment, a autonomia, a liberdade, a responsabilidade pessoal, profissional e organizacional, o apoio e o encorajamento. Duas filosofias políticas, humanas e organizacionais. Com efeitos muito diferentes. A nossa ordem educativa geral tem, largamente, privilegiado a primeira. Devido a uma convergência de interesses supostamente antagónicos. E é talvez a causa maior do estado lastimável em que nos encontramos.
February 7 2009, 1:10pm | Comments »
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"O Ensino Básico vai de mal a pior"
http://dererummundi.blogspot.com/2009/02/o-ensino-basico-vai-de-mal-pior.html
Um livro muito interessante e actual que ando a ler intitula-se "O Ensino Básico vai de mal a pior" e subintitula-se "Uma abordagem pedagógica e política". O seu autor é Carlos Paiva, professor do 4º grupo (Matemática e Ciências da Natureza) do 2º ciclo, e a editora é a Minerva de Lisboa (há outra Minerva em Coimbra). Há um sítio associado ao livro ( aqui ) onde podem ser encontradas muitas hiperligações muito úteis para muita informação sobre a educação em Portugal (o livro é sobre a situação do nosso ensino um bom repositório de dados, que servem de base aos comentários que são apresentados). Como o livro saiu em Outubro passado, a informação é actual e os comentários mantêm-se, em geral e infelizmente para nós, pertinentes,O autor é claro ao que vem o livro. Na contracapa diz, preto no branco: "A Escola não cumpre, devidamente, as funções que a devem caracterizar". E remata:"O Ensino constitui um problema multifacetado, com consequências intensas, vastas e graves. os seus efeitos foram-se ampliando e, já há muito, vêm contaminando várias vertentes da vida nacional (social, económica e cultural). A questão é política: o que está em causa não é apenas o Ensino - é o País".Ora que aqui está uma obra desassombrada que recomendo a todos os que se interessam pelas questões do nosso ensino. Começam a aparecer profissionais que entendem a gravidade da situação e que, tendo estudado, conhecem melhor a realidade do que os pretensos "avaliadores da OCDE".- Carlos Paiva, "O Ensino vai de mal a pior", Editorial Minerva, Lisboa, 2008.
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February 5 2009, 10:09am | Comments »
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AS DESVENTURAS DO MAGALHÃES
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Sucedem-se as notícias das não-entregas do "Magalhães", o mini-computador que o governo prometeu distribuir universalmente pelas crianças do primeiro ciclo do ensino básico. Já se sabia que o Magalhães era um grande negócio (para o fabricante e, sobretudo, para as operadores de telecomunicações) e uma grande acção de propaganda governamental (propaganda interna e externa, embora externamente mais para países do Terceiro Mundo). Agora sabe-se também que é uma fraude.
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February 4 2009, 2:20am | Comments »
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Caldo Cultural
http://terrear.blogspot.com/2009/02/caldo-cultural.html
Boatos, intimidações e chantagens internas e externas, pressões e ingenuidades, espíritos e acções de vingança e vendeta, atropelos aos mais elementares princípios éticos, desrespeito pelo próximo, requerimentos e minutas nas fronteiras de acção hipócrita, posições e disposições de desacreditação e descrédito, no limiar da assumpção do estatuto de proletário, climas ofensivos e de desconfiança radical: eis alguns dos elementos do caldo “cultural” dos tempos recentes. Não obstante perseguir dia mais claros, pessimista, por agora.Como já aqui disse (e repito): o ME nada ganha com a manutenção de uma medida emblemática, perfeitamente inútil. Os professores nada ganham com esta centração obsessiva, embalados por um sonho de uma unidade que nunca existiu – e não deixei de sorrir com amargura perante declarações heróicas de “professores” que não merecem o nome que usam - (a não ser nas margens da “profissionalidade”). Portanto, todos perdem. Não obstante as simétricas euforias. Uns a dizer que são 500 as escolas que…. (sendo que neste número há elementos falsos). Outros a dizer que agora é que a melhoria e o mérito vai enfim. Um novelo (uma novela) de tristezas sem fim.
February 1 2009, 7:36am | Comments »
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32 Princípios para uma Educação Democrática
http://terrear.blogspot.com/2009/01/32-principios-para-uma-educacao.html
1) L’éducation n’est pas un processus de fabrication, mais l’accompagnement de l’émergence d’un sujet libre. C’est pourquoi aucun système éducatif ne saurait être astreint à une « obligation de résultats ». En revanche, il est astreint à une « obligation de moyens » et doit rendre compte de la manière la plus transparente possible de tous les moyens qu’il met en oeuvre pour lutter contre l’échec scolaire générateur de détresse individuelle et sociale, qui compromet l’avenir de la société tout entière et génère, sur la durée, d’immenses coûts sociaux.Texto integral
January 31 2009, 3:43pm | Comments »


