Um excerto da crónica de hoje de Miguel Santos Guerra, provavelmente muito mais pertinente no contexto educativo português do que no espanhol:(...)Pero necesitamos tener confianza en los demás: en las personas en las instituciones, en los gobiernos. Creo que esta sociedad moderna y pretendidamente democrática necesita recuperar un discurso basado en la confianza. La confianza es una necesidad emocional que nos permite relacionarnos de forma sana con los demás: con las personas, con las organizaciones, con los gobiernos. No podemos vivir instalados en una desconfianza radical. La sociedad no funcionaría si no existe un mínimo de confianza en los demás. Necesitamos confiar en que el médico nos curará, en que el profesor nos evaluará justamente, en que la policía nos defenderá si llega el caso, en que la comida servida en el restaurante está en buenas condiciones y en que el juez no estará corrompido si tiene que juzgarnos… Necesitamos confiar en nuestra familia, en nuestra pareja, en nuestros hijos, en nuestros amigos y amigas…“Confianza es una palabra a la que hay que otorgar mucha confianza”, dice Muntean Rosenblum..Los cambios acelerados en el modelo de familia, la pérdida de valores tradicionales, los movimientos migratorios violentos, los cambios en los modos de trabajo, la aparición de tecnología cada día más compleja, el desarrollo de mercados globalizados emergentes, los nuevos patrones de conducta, la percepción de un futuro incierto, la sensación de ausencia de control sobre el curso de los acontecimientos, la sensación de injusticia, los escándalos financieros, las mentiras de los políticos, las falsas promesas, los mensajes contradictorios, los casos de corrupción, la pérdida progresiva de empleo…producen una crisis de confianza. Demasiados cambios, rapidísimos cambios, profundos cambios para una misma capacidad de afrontarlos. Ahí estamos.Podemos tener mucha confianza, bastante confianza o algo de confianza. Podemos no tener ninguna, es decir no confiar en nada ni en nadie. E, incluso, podemos desconfiar sistemáticamente de todo y de todos. Hay personas desconfiadas por naturaleza, por aprendizaje o por hábito. Todos conoceremos alguna. Son esos profesores que, cuando se hacen cargo de una clase, automáticamente dicen que ese grupo fracasará. Son esos pacientes que, cuando acuden al médico, desconfían de que `pueda hacer algo por ellos. Son esos ciudadanos que, cuando hay que votar, dicen que todos los políticos son iguales.La confianza lleva inherentemente aparejado el riesgo. Mientras más confiamos, más fácilmente podemos ser defraudados. Por eso algunos prefieren no confiar en nadie. Así no se llevan el chasco. Dado que la confianza se proyecta en otros y hacia el futuro, siempre existe el riesgo de ser decepcionados. Por eso decía aquel creyente: “Sagrado Corazón de Jesús, en vos confiaba”. Es probable que muchos ciudadanos de Estados Unidos y del mundo vean frustradas sus esperanzas al haber depositado en el Presidente Obama más esperanzas de las que un ser humano puede satisfacer.Si tenemos confianza en los demás es, probablemente, porque también confiamos en nosotros mismos. La persona desconfiada no suele creer en sí misma. La persona desconfiada tacha de ingenua o de boba a la que confía. “La confianza bien otorgada crece mediante el cuestionamiento activo más que por la aceptación ciega”, dice Onora O´Neill.Albert J. Jowell, licenciado y doctor en Medicina y en sociología y ciencias políticas, acaba de publicar un libro titulado “La confianza”. El subtítulo condensa muchas ideas que explica luego el autor: “En su ausencia, no somos nadie”. Dice este autor que “la confianza es algo así como el aire que uno respira; sólo se hace palpable su necesidad en su ausencia o en situaciones de desconfianza”.(...)Texto Integral
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Uma Grave Crise de Confiança
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January 31 2009, 11:07am | Comments »
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Do tempo, do espaço e das pessoas...
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Não resisto a trazer para o terrear um debate breve suscitado por um post que coloquei no Aragem com um texto de Rui Canário (que tinha anteriormente aqui inscrito). Três vozes amigas e lúcidas:3za disse..."...Construir a escola do futuro supõe, pois, a adopção do procedimento inverso: transformar os alunos em pessoas. Só nestas condições a escola poderá assumir-se, para todos, como um lugar de hospitalidade." Importante que os professores possam também ser (os deixem ser) pessoas que se sentem acolhidas com hospitalidade no espaço que partilham com as crianças-pessoas que desejam ajudar a formar. Vivo tempos simultaneamente doces e amargos: por um lado tento fazer o que preconiza Canário, contra todas as adversidades (com o apoio das crianças e das famílias), por outro... o sistema escola não é hospitaleiro: pune-me (com faltas e outros doces tratamentos)precisamente por decidir dar o contributo na diferença e não na conformidade. Durante quanto tempo um professor mais frágil sobrevive hostilizado no espaço que devia habitar com o maior dos prazeres? Para fazer pessoas é preciso poder ser uma primeiro... Então, a luta que mantemos ganha todo o sentido: estamos a fazer tudo para tornar a escola num espaço onde as pessoas possam respirar e crescer... todas elas. E nela oferecemos o exemplo máximo de cidadania crítica capaz de gerar a mudança.4:40 PMJMA disse...De facto, a escola vem-se tornando num espaço e num tempo concentracionário (creio que o escrevi vai para mais de três anos)onde não importa o que se faz, desde que lá se esteja mesmo a fazer nada(o efeito do presencismo, como também lhe tenho chamado). Este teatro do absurdo ultrapassou o limiar da farsa e vivemos hoje a tragédia.12:29 AMIC disse...Creio que o JMA, no comentário aqui, se refere aos alunos. Mas, a propósito de espaço e tempo e também do comentário da 3za, trago estas palavras do próprio JMA, de um número de 2005 do Correio da Educação (não é que as encontrei muito rapidamente?! deve ser porque parecem de hoje...):"O tempo obrigatório de presença na escola é assim um tempo individual, esmigalhado, sem qualquer sentido estratégico e colectivo. É um tempo assistencial, dispersivo, desgastante e desqualificante. Haverá a humildade de saber ver? Haverá a lucidez de rever decisões burocraticamente perfeitas e aparentemente sustentáveis? Em nome da dignidade profissional e dos interesses educativos dos alunos?"12:54 AMTeresa Lopes disse...Não pude deixar de sorrir com o comentário do JMA: "Este teatro do absurdo ultrapassou o limiar da farsa e vivemos hoje a tragédia."Vivi, um dia destes, uma situação de absurdo. Fazia uma substituição numa turma do 8º ano, uma turma por sinal com alguns alunos oriundos de um certo (elevado) extracto social e a aula tinha-se iniciado num clima de boa disposição, da minha parte, e de algum constrangimento por parte dos alunos, embora estivessem devidamente comportados e a participar ainda "a medo". Aproveitando um momento em que me debrucei sobre o livro de ponto para fazer um registo duas alunas levantam-se silenciosamente e só as vi de costas sair porta fora.Devia ter ficado com um ar de estupefacção durante uns segundos e a primeira coisa que consegui articular foi perguntar aos alunos o que se tinha passado. Vivi o absurdo, total, durante esses breves segundos.O que se passou depois não vale a pena contar. O artigo de Rui Canário é, de facto, um iluminar sobre o escuro que temos hoje em muitas escolas, um ponto de partida para inúmeras reflexões.Destaco a seguinte afirmação referida pela IC: "A de fazer da escola um sítio onde se desenvolva e estimule o gosto pelo acto intelectual de aprender...", sem tragédias.1:51 PM
January 30 2009, 6:00am | Comments »
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A Avaliação e as Condições de Credibilidade
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O carácter disperso, fragmentado, e por vezes contraditório dos dados exige a aplicação de processos de contraste para analisar as discrepâncias e coincidências das explicações. Não se trata de eliminar as discrepâncias mas de as compreender e explicar. Numa escola existem múltiplas visões e interpretações da realidade. A avaliação terá de as integrar numa explicação coerente (e não necessariamente uniforme).Os processos de triangulação facilitam o contraste e a depuração dos dados. Não é preciso esperar pelo fim da exploração para iniciar a triangulação. Da mesma forma que não se torna imprescindível suspender a recolha de dados para que se produza a compreensão. A progressiva espiral do discernimento vai-se realizando a partir da negociação. e vai sendo desenvolvida num processo contínuo de reflexão.A triangulação permite depurar os dados e conferir-lhes maior qualidade e valor. Podemos falar de diferentes tipos de triangulação, de acordo com a procedência da informação a confrontar.a. Triangulação de dados provenientes de diversos métodosOs dados procedentes da observação nem sempre coincidem com os fornecidos pelos informadores nas entrevistas. E as declarações de princípios contidas nos documentos nem sempre coincidem com a realidade que se observa na escola. Por vezes, é fácil acabar com a discrepância, tomando partido pelo dado proveniente do método. Outras vezes será difícil, e terá de se suspender a decisão, ou então procurar mais informações na escola.b. Triangulação de dados provenientes de diferentes informadoresAs perspectivas de interpretação dos diferentes sectores ou das diferentes pessoas que convivem e trabalham na escola. não costumam coincidir. Esta discrepância pode estar ligada ao grupo social (professores, alunos, pais), pode ter um fundo ideológico (conservadores. progressistas), hierárquico (equipa directiva. subordinados), conflituoso (agressores, agredidos)...A triangulação permite confrontar as opiniões, tendo em conta as circunstâncias e características dos informadores.c. Triangulação de dados provenientes de momentos distintosUm dado obtido antes da realização de uma actividade. de uma reunião. de um conflito. pode conter informação diferente da que é recolhida. quer durante o desenvolvimento da actividade. quer com esta já terminada. A perspectiva temporal que permite confrontar os dados facilita a interpretação do fenómeno e permite obter uma compreensão mais profunda da realidade.d. Triangulação de opiniões de agentes internos e externosDurante o processo de avaliação pode ser interessante obter a opinião de agentes que não estejam a participar no processo. A sua opinião pode diferir da de quem está a realizar a avaliação. Este tipo de contraste de opiniões pode ser feito em relação à recolha de dados, à interpretação dos mesmos, às relações com os participantes, etc. Este tipo de triangulação é importante porque permite rectificar e reorientar o trabalho.A triangulação não se faz num momento de não retorno ao campo de observação. Pode remeter o processo à escola a fim de se obterem novos dados ou precisar melhor os dados obtidos. A triangulação é feita para obter uma informação mais elaborada que favoreça a redacção do relatório informativo.Miguel Santos Guerra (2002). Como num espelho - avaliação qualitativa das escolas. Porot:ASA
January 29 2009, 6:14am | Comments »
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O Estado, a educação e a regulação das políticas públicas
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O presente artigo tem como principal finalidade analisar e debater a evolução da intervenção do Estado na educação no quadro das transformações que ocorrem, em diferentes países, na regulação das políticas e da acção públicas. Partindo da elucidação do conceito de regulação, apresento um modelo interpretativo para análise dos processos de regulação em educação, identificando, em seguida, as principais convergências e divergências que se verificam, em alguns países europeus, neste domínio, nomeadamente no que se refere à emergência de modelos de regulação pós-burocráticos. A parte final do artigo é consagrada à discussão do papel do Estado na defesa e promoção da escola pública, tendo em conta as evoluções que foram detectadas nos modos de governação e coordenação das políticas e da acção públicas em educação.Palavras-chave: Regulação. Estado e mercado. Regulação pós-burocrática. Escola pública.João BarrosoFonte
January 28 2009, 5:12pm | Comments »
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Sete (7) perguntas ao Senhor Secretário de Estado da Educação
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O Sindicato dos Inspectores da Educação fez-me chegar uma nota de Imprensa que merece ser divulgada:A notícia inserta na página 12 do "Público" do passado dia 22, com o título "Ministério da Educação vai avaliar a qualidade «interna e externa» dos cursos profissionais" , suscita-nos algumas perguntas, que gostaríamos de ver respondidas.Citamos da notícia: "O Ministério da Educação (ME) vai arrancar em breve com a avaliação aos cursos profissionais das escolas públicas. A garantia foi dada pelo Secretário de Estado da Educação, Valter Lemos (...). «O contrato está pronto e a adjudicação vai ser feita muito em breve», sublinhou Lemos (...)". Esta notícia, como se vê, coloca inúmeras questões. Entre outras, e não sendo exaustivos:1. Por que está a Inspecção-Geral da Educação (IGE) arredada de todo este processo?;2. De que contrato, com que caderno de encargos, e de que adjudicação se está a falar?;3. A IGE possui competências legais e técnicas, e meios e experiência, para, no âmbito de uma redefinição das suas prioridades e do urgente reforço dos seus quadros, fazer esta avaliação - por que é que a não faz?;4. Assim sendo, qual o fundamento legal, técnico, orçamental e financeiro que justifica esta externalização do serviço?;5. A IGE já desenvolveu e aplicou um Programa de Avaliação Integrada das Escolas, a IGE já fez a avaliação de escolas profissionais públicas, a IGE está a aplicar neste momento um programa de Avaliação Externa das Escolas - e é colocada à margem desta avaliação aos cursos profissionais das escolas públicas, assim se propiciando "contratos" e "adjudicações"?;6. A IGE, para além de credível e competente, também sai naturalmente mais barata aos contribuintes, pelo que uma outra pergunta se torna inevitável: quais os custos deste contrato, isto é, quem ganha e quem perde com este negócio?;7. A aplicação de um processo de avaliação promovido pelo Ministério da Educação pode ser um negócio?Pel'A Direcção do Sindicato dos Inspectores da Educação e do EnsinoJosé Calçada(Presidente)
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January 28 2009, 4:33pm | Comments »
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Querer Conhecer as Realidades
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A Educação em Portugal (1986-2006)Alguns contributos de investigação Licínio C. LimaJosé Augusto PachecoManuela EstevesRui Canário Ou a ética da responsabilidade.
January 28 2009, 4:15pm | Comments »
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Quanto Tempo?
http://terrear.blogspot.com/2009/01/quanto-tempo.html
Demoraráa sarar as feridas?a separar o trigo do joio?a tecer os laços desfeitos?a construir um sentido estimulante para a acção individual e colectiva?a discutir o essencial de uma profissão?a aprender a olhar, ver, reparar, intervir?Ninguém sabe.
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January 28 2009, 7:33am | Comments »
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Leio esta coisa espantosa e não quero acreditar
http://terrear.blogspot.com/2009/01/leio-esta-coisa-espantosa-e-no-quero.html
"O Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) vai pedir ao Presidente da República (PR) que dissolva o Parlamento. Este repto é encarado como a única forma de derrotar as "políticas destrutivas do Governo e salvar o ensino em Portugal" e poderá ocorrer no sábado, na concentração em frente ao Palácio de Belém."
January 23 2009, 3:44pm | Comments »
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Revisão de ECD - Grave Erro
http://terrear.blogspot.com/2009/01/reviso-de-ecd-grave-erro.html
Inicia-se em breve a negociação da Revisão do ECD. Segundo foi hoje mediatizado, a primeira exigência da plataforma é a anulação da Prova de Ingresso na Profissão com o argumento que o diplomado tem uma credencial para docência e que isso é condição bastante. Já pensei isso e produzi idêntico argumento. E ainda acrescentei outros relacionados com a credibilidade das instituições, os efeitos
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January 20 2009, 2:33pm | Comments »
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Lógica da simetria e vitórias de Pirro
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Quando o Ministério da Educação, no início do conflito com a classe profissional docente, enunciou as vitórias (normativas) que ia conseguindo escrevi que isso era uma Vitório de Pirro (com mais vitórias dessas, o desastre seria completo - faço notar que escrevi em 16 de Dezembro de 2006. Agora, na lógica do pêndulo e da simetria, quando a plataforma e os movimentos celebram as suas vitórias e
January 20 2009, 7:31am | Comments »


