O Primeiro Ministro José Sócrates apresentou há pouco ao Presidente da República, Cavaco Silva, o elenco do novo governo. Aqui ficam os nomes, com 8 novos ministros. Em actualização. Elenco do XVIII Governo Constitucional Primeiro Ministro, Eng. José Sócrates Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Dr. Luís Filipe Marques Amado Ministro de Estado e das Finanças, Prof. Doutor Fernando Teixeira dos Santos Ministro da Presidência, Dr. Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira Ministro da Defesa Nacional, Prof. Doutor Augusto Santos Silva Ministro da Administração Interna, Dr. Rui Carlos Pereira Ministro da Justiça, Dr. Alberto de Sousa Martins Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, Dr. José António Fonseca Vieira da Silva Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Prof. Doutor António Manuel Soares Serrano Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Prof. Doutor António Augusto da Ascenção Mendonça Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Engª. Dulce dos Prazeres Fidalgo Álvaro Pássaro Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Drª. Maria Helena dos Santos André Ministra da Saúde, Drª. Ana Maria Teodoro Jorge Ministra da Educação, Drª. Isabel Alçada (Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar) Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Prof. Doutor José Mariano Rebelo Pires Gago Ministra da Cultura, Drª. Maria Gabriela da Silveira Ferreira Canavilhas Ministro dos Assuntos Parlamentares, Dr. Jorge Lacão Costa Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Dr. João Tiago Valente Almeida da Silveira
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Elenco do novo governo (em actualização)
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October 22 2009, 11:05am | Comments »
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SOBRE O CERN E A AL-QAEDA
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/sobre-o-cern-e-alqaeda.html
O já habitual destaque a um dos comentários da coluna semanal What's New do físico Robert Park:"CERN: DID FORCES FROM THE FUTURE SABOTAGE THE LHC.The plot in Dan Brown's novel "Angels and Demons" is to use the collider to make an antimatter bomb to blow up the Vatican, but this week the French police arrested a nuclear physicist at CERN on suspicion that he had links to terrorist organizations in Algeria. According to Dennis Overbye in the New York Times, the suspect is Adlene Hicheur, a French particle physicist born in Algeria, who was studying differences between matter and antimatter. As difficult as it is to make even a little antimatter, it would be far more difficult to use it in a bomb. The problem would not be to get it to explode, but to keep it from exploding prematurely. Even al-Qaeda is not that dumb. Most likely Hicheur’s job was just to supply al-Qaeda with targets in France."Robert Park
October 17 2009, 5:38am | Comments »
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Memórias das minhas aulas de História – 2
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/memorias-das-minhas-aulas-de-historia-2.html
Dado que gerou alguma controvérsia a referência que Rui Baptista fez aqui ao seu antigo professor de História no liceu Passos Manuel, José Hermano Saraiva, recebemos do nosso habitual colaborador um acrescento: “Este mundo é duro: haverá sempre inquisidores e fogueiras” (António José Saraiva, 1963).Embora correndo o risco de a deslustrar com a opacidade do verbo desta minha breve introdução, entendo que o meu post anterior, “Memórias das minhas aulas de História” (12 de Outubro de 2009), deve ser complementado com uma carta que recebi do Prof. José Hermano Saraiva a 29 de Setembro de 2005. Uma carta decerto merecedora de divulgação pela sua inegável qualidade literária e pela penetrante ironia de fino aço de Toledo que por ela perpassa.Sem delongas, transcrevo-a como o fiz, depois de devidamente autorizado, na altura em que se desenrolaram os acontecimentos que motivaram o meu post anterior:“Recebi a sua carta com o recorte do 'Diário de Coimbra'.Agradeço-lhe muito as suas palavras amigas que usa a meu respeito. Não sabia do artigo em causa, mas não me surpreende. Conheço a pessoa e sei que não fez aquilo por mal. É apenas incapaz de fazer melhor Fiquei particularmente enternecido com a recordação dos tempos da minha juventude em que com tanto entusiasmo tentava iniciar os meus jovens amigos na inteligência da História.Quero ainda dizer-lhe que concordo inteiramente com o seu ‘P.S.’[1]. Como advogado defendi muitas dezenas de presos políticos no Tribunal Plenário de Lisboa. A discordância vi-a na frase ‘não haver machado que corte a raiz ao pensamento’. Infelizmente há. As fogueiras da Inquisição ainda hoje fazem sentir o seu efeito exterminador, e a prova é que em 1974 as cinzas reacenderam-se e provocaram um novo ‘auto de fé’. Passados 30 anos ainda há quem ache isso bem.Não julgue que estou com isto a censurar os pontos de vista do meu colega e autor da carta. Desde os astrónomos gregos, sabemos que o mundo é redondo e o círculo tem 360 graus. Os meus antípodas têm tanto direito de pensar como eu”.(in Rui Baptista, “O Leito de Procusta – Crónicas sobre o Sistema Educativo”, Lisboa, 2005, p. 103).Aqui chegado, declaro, por meu turno, como escreveu Jacques Leclerc, que “não foi meu propósito favorecer quem quer que fosse , mas sim, e unicamente, expor as coisas que aconteceram” . NOTA:[1] Dizia o meu P.S.: “Para evitar especulações de deturpação de intenções, desde já declaro que abomino qualquer tipo de prisões por motivos políticos que atentem contra a vida de pessoas inocentes ou de mordaça de regimes totalitários à liberdade de expressão, que acaba por não vingar porque, no dizer poético de Carlos de Oliveira, ‘não há machado que corte a raiz ao pensamento’ ”.Rui Baptista
October 14 2009, 6:41pm | Comments »
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Memórias das minhas aulas de História
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Rui Baptista recorda o seu professor de História no Liceu Passos Manuel, José Hermano Saraiva: “Recordar é viver duas vezes”(provérbio)Em vésperas de cumprir 90 anos de idade com invejável lucidez, em entrevista ao seu sobrinho José António Saraiva, director do semanário Sol, José Hermano Saraiva à pergunta “que memória tem das aulas de História que dava no Liceu Passos Manuel?” respondeu:“Foi um período muito interessante, de tentativa de contar uma História diferente.(…) Era um curso em que eles é que faziam a História, eles é que descobriam os acontecimentos.(…) Levavam objectos no bolso (…) Cada aluno levava um caderno e depois todos os colegas classificavam”. (Sol, revista Tabu, n.º 161, 9/ 10/2009, p.41).Tive na minha vida liceal dois professores de História. Um deles dissertava sobre a duvidosa heterossexualidade de uns tantos monarcas de Portugal e a má fama moral de algumas das rainhas. Quando o aluno tinha a desdita de ser chamado mandava-o ler umas tantas páginas do “Compêndio de História” de António Mattoso (que ia passando de irmão para irmão e até de pais para filhos), avaliando-o desta forma: “Leste bem, tens positiva; leste mal, tens negativa”. Um outro, o Prof. José Hermano Saraiva, que foi vítima, numa “Carta ao Director” (Público, 26/07/2005), de um ataque político e profissional descabido. Por imperativo de justiça, respondi com um artigo de desafronta de que ora cito excertos que confirmam as suas recordações de uma docência liceal que os ventos da mudança passaram a adjectivar de secundária: “Num momento pouco agradável de uma vida vítima de torpeza, seja-me concedida a oportunidade de dizer que tive a honra de ser aluno do Prof. José Hermano Saraiva, no Liceu Passos Manuel. E dele me recordo a dar as aulas da disciplina de História com o mesmo entusiasmo e aplauso que desperta, ainda hoje, na legião de pessoas que o escutam e vêem os seus programas televisivos por se tratar de um pedagogo que em nada se assemelha aos ‘pedabobos’ a quem os ventos da revolução de Abril trouxeram uma mudança radical nas suas convicções políticas (?), e que pululam por esse Portugal fora arrastando-o para o lugar os últimos lugares em estudos comparativos sobre Educação relativamente a outros países europeus. E que bem ele utilizava a metodologia de fazer para aprender: aquando da matéria referente aos Descobrimentos, passava como trabalho de casa a feitura de mapas a eles referentes bem como a construção, em madeira de balsa talhadas a canivete e as velas de pano com a Cruz de Cristo pintadas, das caravelas de antanho, sendo atribuídas classificações desses trabalhos que contavam para a nota final de período” (Diário de Coimbra, 4/8/2005).Abre aquela entrevista com uma pergunta sobre a relação do entrevistado com o respectivo pai. Não fugindo à resposta (apenas adiando-a) deixa-se enlear por recordações da infância: “A presença que domina completamente a minha infância, e mesmo juventude, não é o meu pai, é o António [António José Saraiva], meu irmão e teu pai. A minha ligação com o António era uma coisa quase visceral” (id.,ibid., p. 37).Com o intuito facilmente identificável de colocar, por motivos políticos, em causa essa fraternal e “visceral” amizade, recorre o autor da carta atrás citada ao nome do Prof. José António Saraiva, segundo ele, “um dos portugueses mais perseguidos por questões políticas durante o regime do Estado Novo”. Assim sucedeu, na verdade! Mas vejamos o que escreveu Maria Ana Sequeiro de Medeiros, na respectiva biografia, sobre algumas das perseguições de que foi vítima: “Expulso do ensino superior em 1943, na sequência de um processo disciplinar motivado por um desentendimento com Vitorino Nemésio, António José Saraiva ingressou no ensino liceal” (“António José Saraiva e Óscar Lopes. Correspondência”, Gradiva, 2005).Ou seja, a deturpação, que, por vezes, é feita dos motivos desta expulsão da docência universitária, logo é aproveitada por uma certa esquerda a seu bel-prazer e em benefício das suas conveniências ao referenciar, apenas, parte da vida de uma personagem notável do mundo cultural português. E a outra? Quando, por exemplo, ele denuncia os crimes cometidos na ex-União Soviética ou se manifesta abertamente contra a “exemplaridade” da descolonização?Terminei o artigo transcrito parcialmente atrás da forma seguinte: “Por último, esta é uma sentida e singela homenagem (que muito peca por tardia!) de um antigo aluno que lamenta que a condição de octogenário do seu antigo Mestre, que dedicou grande parte da vida ao estudo da divulgação científica e popular da historiografia – não só pelo achado de documentos novos, mas também pelo surto de ideias fecundas, como preconizou e defendeu António Sérgio -, lhe não permita a destreza física para dar uma boas bengaladas nos costados de quem bem as merece por ter posto em causa o notável estatuto profissional e humano do historiador José Hermano Saraiva”.Preso que me sinto às recordações da juventude, hoje, num sistema educativo ensombrado pelo facilitismo, melhor me encontro preparado para compreender o alcance do pensamento do filósofo francês Roger Garaudy: “Mas é tão belo o mundo da cultura; à falta de futuro, deu-me um passado”.
October 11 2009, 7:10pm | Comments »
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Ano eleitoral fecha com chave de ouro
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Do meu ponto de vista, o ano eleitoral fecha com chave de ouro. O PS ganhou genericamente as autárquicas, com um resultado tão confortável, afinal, que dará um suplemento de tranquilidade a José Sócrates para formar governo. O maior número de câmaras do PSD permite a Manuela Ferreira Leite continuar a liderar o partido (para lado nenhum). Em Almada, os espantosos resultados do PCTP/MRPP e do CDS-PP ajudaram à missão da oposição: retirar a maioria absoluta a PCP e insuflar um pouco de democracia no executivo camarário. Em vez de mandar sozinha, Maria Emília de Sousa vai ter de dar pelouros aos vereadores do PS, PSD e Bloco e — horror — aprender a falar com eles.
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October 11 2009, 7:00pm | Comments »
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Consumatum est!
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Ganhou o Valentim em Gondomar. Uma nódoa na democracia. A política do "pão e circo" ganhou estas eleições. Mas há alguma esperança: perdeu 12 000 votos e a maioria absoluta, de 8 vereadores passou a ter cinco e a ficar em minoria na Câmara e na Assembleia Municipal. Será o princípio do fim.
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October 11 2009, 5:43pm | Comments »
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Sem palavras
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October 9 2009, 4:56pm | Comments »
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Gondomar: das piores taxas de escolarização do país
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Gondomar é um dos cinco concelhos com a mais baixa taxa de escolarização das crianças entre os 6 e os 14 anos - 94,6%. (Fonte: Jornal Negócios, 9/10)
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October 9 2009, 2:29am | Comments »
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Está tudo dito, digo, escrito
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Um tratado sobre a arte de "fazer política".
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October 8 2009, 5:10pm | Comments »
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COIMBRA: A MUDANÇA NECESSÁRIA
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Que Coimbra é uma bela cidade é a conclusão que um visitante não pode deixar de tirar depois de ter visto o Mosteiro de Santa Clara a Velha, recentemente reaberto, a Biblioteca Joanina (está uma exposição de fotografia sobre a Alta da cidade nas Prisões Académicas), a vista do meio da ponte Pedro e Inês, o Museu de Ciência da Universidade, a Mata do Choupal, o Jardim Botânico, o renovado Museu Machado de Castro com o criptopórtico romano, o Centro de Artes Visuais no Pátio da Inquisição, os claustros da Igreja de Santa Cruz e da Sé Velha, a Lapa dos Esteios, a vista do cimo do Paço das Escolas (de preferência a vista do cimo da velha "Cabra"), o foyer do Teatro Gil Vicente, o Parque Verde da Cidade com as suas esplanadas, e um longo etc. que aqui não cabe esmiuçar.Mas que Coimbra é uma feia cidade é a conclusão que o mesmo visitante não pode deixar de extrair depois de ver a urbanização das Torres do Mondego, o Estádio Municipal, o Coimbra Shopping e o Forum, a Penitenciária, os prédios da Alta em ruínas, a Baixa acabrunhada, o abandonado Jardim de Santa Cruz, a inacessibilidade da Mata do Jardim Botânico, o estado das rotundas, o trânsito desregulado, o estacionamento selvagem, as Escadas Monumentais onduladas, a frontaria do Carmelo de Santa Teresa, a desaparecida Praça dos Heróis do Ultramar, a inenarrável Rua Carlos Seixas, o prédio negro do Arnado, o Convento de S. Francisco em ruínas, o Mosteiro de Santa Clara a Nova a caminhar também para esse estado, etc., etc.Por mim falo: estou cansado de ver, nos últimos anos, este último etc. do feio a crescer. Nos últimos oito anos a cidade, na importante parte que cabe à Câmara Municipal, não tem, infelizmente, melhorado. Fui das pessoas que acreditaram que o actual presidente, Carlos Encarnação, seria capaz de concretizar algumas das mudanças que anunciou há oito anos. Lembro-me de o ver à porta da Penitenciária, à porta do Mosteiro de Santa Clara a Nova, à porta do Convento de São Francisco, e a tantas outras portas, a dizer que ali se iam abrir portas, para nós entrarmos e gostarmos de entrar. Não se abriram e nós não entrámos. Teve o seu tempo para mostrar o que valia e o resultado está à vista. Penso que fez o melhor que conseguiu, merecendo por isso o nosso respeito, mas não conseguiu melhor. Não se pode queixar do governo central, que foi bastante generoso para com a cidade pois muitas das coisas belas que apareceram vieram dele (o Mosteiro de Santa Clara a Velha, o Parque Verde, o o Museu da Ciência, o Museu Machado de Castro). Nem se pode queixar da sua equipa, progressivamente deserdada (um seu ex vice-presidente concorre até contra ele), pois foi ele que a escolheu. Nem se pode queixar de falta de ajuda da Universidade, que bem tentou reunir-se com a Câmara.Nem falo, porque nem vale a pena falar, dos escândalos que têm Coimbra por epicentro: a promiscuidade entre a Câmara e o clube de futebol, os andares a mais nas Torres do Mondego (não são os andares: está tudo a mais!), o negócio mais do que duvidoso do edifício dos Correios. Não falo porque disso devem os tribunais falar e só é pena que demorem tanto a dizer alguma coisa.Mas falo da ciência e da tecnologia. Coimbra deixou fugir para Cantanhede um parque biotecnológico de categoria internacional. Não conseguiu ainda montar um parque empresarial fundado na moderna ciência e tecnologia, em particular na área da saúde. Não deu aos spin-offs da Universidades, como a Critical Software, as asas com o tamanho necessário.E falo também da cultura. Do ponto de vista da cultura a Câmara foi um descalabro quase completo. Foi o desastre da Coimbra Capital da Cultura, que fez acabar com as capitais da cultura. Foi o desastre da candidatura a capital europeia da cultura (nem sequer foi a jogo com Guimarães, perdendo por falta de comparência!). Foi o desastre trágico da falta de ambição que se traduziu na ausência de equipamentos decentes, de espectáculos dignos e de público minimamente interessado. Quem quis cultura teve de sair da cidade mais vezes do que gostaria. Enganam-se aqueles que pensam que a responsabilidade da incapacidade cultural de Coimbra, da sua falta de projecção nacional e internacional nesta área, é de um vereador ou de outro. A responsabilidade maior pela acção e, sobretudo, pela inacção neste campo assim como noutros é, sobretudo, do Presidente. Eu não acredito que Carlos Encarnação, no seu íntimo, se sinta satisfeito... Não pode estar, penso até que, se tivesse satisfeito, não concorreria de novo.Mas concorre. Concorre com um "slogan" primitivo e lamechas que fala de "amor", que é como quem diz que não concorre com qualquer ideia nova. Agradecendo-lhe o que de positivo conseguiu fazer, penso, contudo, que é a altura de mudar. É a altura de aparecerem novas ideias para Coimbra. É a altura de surgir uma nova ambição para concretizar essas ideias. A democracia tem o grande, o extraordinário mérito de permitir a alternância. O candidato Álvaro Maia Seco pediu-me para integrar a sua Comissão de Honra e faço-o com todo o gosto porque tenho a esperança de uma Coimbra melhor. Não me interessam aqui tanto os partidos (no Porto eu votaria Rui Rio e em Lisboa votaria António Costa), mas as pessoas, as suas ideias e a esperança que transporta. Confio que Álvaro Maia Seco ponha Coimbra no lugar que a cidade, por muitos e bons motivos, merece.
October 7 2009, 3:52pm | Comments »


