Transcrevo um excerto de um artigo a publicar em breve de António José Leonardo e Décio Ruivo Martins e meu sobre o ensino em Portugal no final da monarquia:"Após sete anos de aplicação da reforma de Jaime Moniz, período que permitiu a sua execução completa, António José Gonçalves Guimarães (1850-1919), que foi lente da Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra, professor do ensino secundário e Reitor do Liceu de Coimbra, publicou em 1902 uma análise crítica dessa reforma na revista O Instituto do Instituto de Coimbra.Gonçalves Guimarães alertou para um problema de fundo, que segundo muitos ainda hoje assola o sistema educativo português: a grande vontade reformista de quase todos os governos na aprovação de novos projectos de reforma que nunca são concretizados na sua totalidade, ou por falta de direcção adequada ou por limitações financeiras, ou por outro motivo qualquer, sendo alvo de um conjunto de remendos ao sabor das críticas que vão sofrendo, remendos esses que desvirtuam muitos dos seus princípios e que não raro bloqueiam a sua execução.Um dos primeiros comentários de Gonçalves Guimarães incidiu no facto da reforma “não ter sido executada como estava escrita”, uma vez que “o reformador deveria ter sido encarregado de velar” pela sua aplicação. Considerando que a reforma foi “imitada da Alemanha”, descreveu a evolução do ensino secundário neste país, reforçando que na “Alemanha as reformas uma vez decretadas, cumprem-se rigorosamente em todas as suas partes, ao passo que em Portugal se desperdiça o tempo em vacilações e tortuosidades, em que os legítimos interesses do país são o que menos importa salvaguardar” . Acrescentou que “o ardor de reformar tudo a torto e a direito é, sem dúvida, uma das manias mais características dos nossos governos de todas as cores políticas” ."A diferença para os tempos de hoje talvez seja que as reformas são importadas do Chile e não da Alemanha...FONTE:- Guimarães, António José Gonçalves (1902). "Reforma do ensino secundário". O Instituto, 49, 513-535.
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Sobre as reformas do ensino, Portugal 1902
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September 13 2009, 3:16am | Comments »
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10 Comprossimos e 100 medidas para Gondomar - Por Gondomar
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programa 10set
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September 12 2009, 1:58pm | Comments »
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O Dever de Responder
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PORQUE ME CANDIDATO?Candidato-me à Assembleia Municipal de Gondomar não apenas porque nasci e vivo em Gondomar. Mas porque entendo a política como um serviço às pessoas. Porque sou um cidadão independente, que valoriza a liberdade, a participação e a democracia. Porque quero que os bens públicos sejam usados para benefício de todos os gondomarenses.Fui durante muitos anos professor na Escola Secundária de Gondomar e a ela continuo ligado. Trabalho hoje na Universidade Católica Portuguesa onde coordeno programas de formação e de serviço à Melhoria das Escolas. Os milhares de alunos que ajudei a formar durante 33 anos são o meu melhor testemunho e merecem uma política de verdade, seriedade e competência. Como aliás todos os Gondomarenses.Acredito que Gondomar tem grandes potencialidades. Nos últimos 12 anos houve certamente obra feita. Mas é claro que o modelo de desenvolvimento adoptado está esgotado. Não há projectos coerentes que coloquem Gondomar à frente nas acessibilidades, nos transportes, no emprego, na cultura, no desporto, na qualidade de vida. Precisamos de um novo ciclo político, de novas ideias e novos protagonistas. Precisamos que Gondomar seja falado por boas razões. Os Gondomarenses decidirão. Livremente. Escolhendo quem melhor interprete os seus anseios. Quem melhor souber colocar Gondomar no mapa. Quem der garantias credíveis de que os compromissos são para cumprir.Porque as pessoas precisam de motivos de esperança e alento. E têm em Rui Quelhas o rosto da mudança determinada, da mudança tranquila e da mudança necessária.
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September 12 2009, 1:12pm | Comments »
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Há esperança em que as bestas sejam cada vez menos
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September 12 2009, 1:08pm | Comments »
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MATEMÁTICA ELEITORAL
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Minha crónica no "Sol" de hoje:No dia 27 de Setembro vai haver eleições para a Assembleia da República. É a 12ª vez que tal ocorre, depois de ter sido eleita em 1975 a Assembleia que redigiu e aprovou a Constituição da República.A Constituição estabelece círculos eleitorais e, em cada círculo, um sistema de representação proporcional que usa o método de Hondt para converter os votos em mandatos de deputados. O nome do método provém do jurista belga Victor d’Hondt que o propôs em 1878. Trata-se de aplicar em cada círculo uma fórmula matemática simples: calculam-se os quocientes V/(s+1), com V o número de votos em cada lista e s um número inteiro que começa em zero e vai crescendo. Os mandatos vão-se apurando a partir da ordenação dos quocientes assim obtidos para as várias listas. O método de Hondt, adoptado não só entre nós como em muitos países, favorece a formação de governos maioritários, ao mesmo tempo que assegura a representação das minorias, o que é um valor em democracia.Como se vê, a matemática está presente de forma clara no processo eleitoral. Há aliás toda uma discussão matemática sobre o modo de aplicar o conceito de proporcionalidade no contexto de um sufrágio. É ainda a matemática que, com base na teoria das probabilidades e da estatística, permite prever os resultados eleitorais. O segredo está em escolher bem as amostras.O equilíbrio entre os dois maiores partidos é a conclusão a extrair da história política recente: nas oito eleições realizadas desde 1983, o PSD tem a melhor média, mas por pouco, com 37 por cento contra 35 por cento do PS. As sondagens actualmente disponíveis para as próximas eleições dão também conta de um equilíbrio entre o PS e o PSD. Se as sondagens estão certas - e, no essencial, devem estar porque as probabilidades e a estatística são instrumentos poderosos -, não haverá maioria absoluta para ninguém. Que a fórmula usada para converter votos em mandatos é importante prova-o a eleição de 1999, na qual ao PS de António Guterres faltou um só lugar para obter a maioria absoluta...
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September 11 2009, 1:13am | Comments »
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Francisco Louçã, o pregador
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Como neste blogue as opiniões são livres, trazemos a opinião do nosso colaborador Rui Baptista sobre o debate televisivo Sócrates-Louçã: “A cura está ligada ao tempo e às vezes também às circunstâncias” (Hipócrates, 460 a.C.- 337 a.C)O recente debate televisivo entre José Sócrates e Francisco Louçã (RTP1, 8/09/2009) fez-me recuar aos tempos da minha juventude. Mais precisamente aos saudosos filmes de “cowboys” em que aparecia a personagem de um pregador que, na praça pública, tentava convencer os ouvintes da bem-aventurança que aguardava as suas almas no paraíso que ele defendia com a convicção da sua “própria fé” .Neste caso, o pregador da coboiada nacional que passou nos ecrãs televisivos foi personificado por Francisco Louçã, o festejado líder do Bloco de Esquerda, quando no referido debate defendeu que as despesas com a saúde - consequentemente, as consultas médicas em consultórios privados - deixassem de contar para efeitos de desconto no IRS.Sabendo nós que os recibos passados pelos médicos aos seus clientes constituem uma parcela importante do total que é taxado a estes profissionais para pagamento de IRS, o referido desaparecimento de recibos constituiria uma perda evidente de rendimentos para a fazenda pública criando uma forma de economia paralela que vigora nas profissões que não passam recibo porque o cliente assim não o exige, porque não ganha nada com isso e porque não quer amontoar papelada para lançar no lixo.Este um aspecto da questão. Outro, e não menor, é o facto de o pregador Francisco Louçã julgar estar a viver, no "ledo e doce engano" de um mundo idílico em que o utente de uma consulta estatal não tem que se deslocar pela madrugada a um posto médico ou hospital para ser atendido ou simplesmente marcar uma consulta. Sem comentários por desnecessários, suponhamos, por hipótese, tratar-se de um doente com uma pneumonia e sem meio de transporte próprio que tem de se deslocar em transporte público... O terrível dilema das pessoas que se encontram fragilizadas fisica e animicamente por uma doença grave dá azo à seguinte opção popular: vão-se os anéis e fiquem-se os dedos. O doente tem de ir à privada se não quer morrer já.Pode ser que o ridículo nem sempre mate, mas que faz perder votos fá-lo sempre. Será que Francisco Louçã, na sua ânsia cega de tudo tornar público, se não apercebeu do mau serviço que estava a prestar a si e ao partido que representa? Quer se tenha apercebido ou não, o mal está feito e pode ter consequências, venham as justificações de onde vierem. Se vierem, claro.
September 10 2009, 4:59pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
A política, os políticos e os meios sociais
http://pauloquerido.pt/politica/a-politica-os-politicos-e-os-meios-sociais/
A política 2.0 já chegou a Portugal? Has Politics 2.0 arrived in Portugal? — perguntava há dias um artigo no Personal Democracy Forum (technology is changing politics). Lancei o link no Twitter, mantendo o título interrogativo, e o director do Público respondeu — sempre na lógica dos 140 caracteres que facilita a economia de esforço e as respostas curtas. José Manuel Fernandes gastou nove caracteres: “ainda não”. O artigo da PDF (da autoria de Sérgio Bastos) também conclui que a política 2.0 está, em Portugal, num estádio primitivo. Há inovações, mas não se distinguem ainda tendências no uso delas por um número significativo de cidadãos. Não fiz ainda uma análise de fundo; será preciso ter em conta que os meios de comunicação de massas, em particular a televisão, se apropriam do espaço comunicacional com distorções, algumas vezes intencionais, em especial em campanha eleitoral. Nos meios de comunicação reticulares não é possível, por exemplo, limitar o espectador a um tema, ou visão, abusando da sua janela de atenção e fazendo com que a realidade pareça ser apenas aquilo que preenche essa janela por inteiro. A começar por aí, os efeitos — e em particular os efeitos qualitativos da narrativa na formação de opinião — serão completamente diferentes. Quão diferentes, eis a questão. E por não dispôr de instrumentos para a analisar, se tivesse de responder curto e grosso, alinharia pelo “não” de JMF, acenando que sim com a cabeça às conclusões do Sérgio. Por outro lado, o capital de confiança que os públicos antigamente depositavam nos media tem sido desbaratado por meios que crescentemente sujeitam os seus espaços — as suas timelines — às pressões económicas. Esse capital, que não está em crise, tem vindo a ser deslocado para os meios sociais, percepcionados como o novo espaço de liberdade e de esperança. Para o departamento da formação de opinião: apesar de isso não ser notícia (convenientemente para quem não a dá), algumas pessoas e instituições já dispõem de “audiências” individuais superiores, até, às audiências colectivas de muitos jornais. Isto sem sequer levar em conta que a audiência colectiva de um jornal é em regra, e erradamente, vista como a audiência individual de cada um dos seus cronistas e opinion-makers. Assim, suspeito que se fossemos capazes de olhar para o sítio certo, mesmo a resposta curta será menos fácil de dar. Hoje republiquei no TwitterPortugal Blog um artigo de Edney Souza sobre a realidade brasileira, que ele conhece muito bem. Edney — o conhecido Interney — escreve em Políticos e media sociais: o que vem pela frente? mais ou menos a mesma coisa: “apesar de diversas iniciativas visando a aproximação da população com a esfera política, ainda é cedo para dizer que temos algum tipo de proximidade ou percebemos alguma melhora clara. Tudo que temos são indícios de boas intenções que na prática parecem mais campanha eleitoral antecipada do que algo de efetivamente produtivo para o cidadão brasileiro.” Nos próximos dias publicaremos um levantamento das iniciativas lusas nesta tripla campanha de 2009. É que, paradoxalmente, parece existir um excesso de oferta de sites e serviços para o debate político.
September 7 2009, 3:00am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Ao Serviço do Líder
http://terrear.blogspot.com/2009/09/ao-servico-do-lider.html
Ao serviço do líder: as campanhas eleitoraisdo Partido SocialistaEste artigo procura analisar a evolução das campanhas eleitorais do Partido Socialistaentre 1976 e 2005, evidenciando as suas principais características organizativas aonível nacional e local. As conclusões apontam para a importância dos especialistasexternos e para o reforço da centralização, que contribuem para o aumento daautonomia do líder socialista.Palavras-chave: Partido Socialista; campanhas eleitorais; eleições; comunicaçãopolítica.Fonte
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September 5 2009, 11:35am | Comments »
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Ao fim do dia de ontem, balanço objectivo da suspensão do Jornal Nacional
Ao fim do dia de ontem podemos fazer um balanço objectivo da suspensão do Jornal Nacional. Uma decisão que, recordo, foi justificada pela administração da TVI por razões económicas, as quais uma parte significativa do país eleitoraleiro preferiu ignorar. Financeiramente: 1. A Impresa, rival da Prisa, foi a principal beneficiada com a decisão. As suas acções no mercado de capitais registaram ontem, depois da notícia da suspensão, uma valorização de 10%. 2. A decisão da Prisa foi penalizada pelo mercado: a Media Capital perdeu 15% do seu valor. 3. A Ongoing, onde pontifica o marido de Manuela Moura Guedes e ex-director-geral da TVI, saiu a ganhar duplamente com a suspensão do Jornal Nacional: directamente, porque encaixou o seu quinhão de valor na subida da Impresa, onde detêm uma fatia considerável; indirectamente, por sair fragilizado um dos seus objectivos. Politicamente: 4. O PSD, partido que concorre contra o PS de José Sócrates, foi o beneficiado, politicamente, com a suspensão do referido jornal. 5. O PS e o Governo foram os mais prejudicados com a decisão de suspender o jornal televisivo que lhes era mais crítico. E um balanço subjectivo? 1. Os comentaristas (que eu li) ficaram-se a debater os aspectos irracionais do caso e, alguns, muito alegremente, quiseram fazer pender para o Governo a responsabilidade de uma decisão que objectivamente só prejudica este. Compreendam-nos: foram possuídos pel’A Verdade. 2. Ninguém se lembrou de Pina Moura e da sua recente aproximação ao PSD. 3. Ninguém quis seguir a pista do dinheiro. O JN foi a (tímida) excepção. Pergunta: 1. Se a suspensão tivesse origem no Governo, o dia tinha sido diferente? Sim. Tal significaria que a TVI obtinha algum tipo de vantagem do Governo, como uma promessa de licença, favores nalgum negócio ou empreendimento, ou outro. O mercado de capitais recompensaria a acção, na perspectiva de que o valor da Prisa subiria por força dessa vantagem. As acções da Prisa subiam e as do grupo rival provavelmente desciam, na proporção. Cenário: O caro leitor dirige 1 empresa cotada em bolsa, depois de ter saído o director-geral. Este saiu há 1 mês para um grupo rival, que quer comprar e controlar a sua empresa. Deixou na sua empresa a mulher, num cargo de chefia onde tem acesso a informação classificada. Você: 1. despede-a na primeira ocasião; 2. deixa-a ficar, correndo o risco de passar informação ao seu ameaçador rival. Não se coiba, leitor amigo. Diga-me nos comentários o que fazia.
September 3 2009, 7:37pm | Comments »
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UM PLANO ALGO TARDIO
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/um-plano-algo-tardio.html
O Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, o social-democrata Carlos Encarnação, vai apresentar, nesta altura eleitoral em que se candidata à autarquia, um "plano estratégico" para a cidade de Coimbra. Parece uma ideia excelente, essa de haver um plano. Só que há aqui um pequeno pormenor: ele é Presidente há dois mandatos sucessivos, perfazendo um total de oito anos. Não faria mais entido dizer agora qual foi a parte realizada do seu plano inicial? Ou simplesmente não havia plano?
September 2 2009, 2:38am | Comments »




