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A Geração mais qualificada de sempre está a deixar o país!
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November 24 2010, 3:25am | Comments »
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INVESTIMENTO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA: O PÚBLICO E O PRIVADO
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Foram recentemente divulgados pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior novos números sobre o investimento em ciência e tecnologia, que mostram ligeira evolução positiva em relação ao ano passado. Como ainda não tive tempo de analisar esses números, assim com os relatórios que os sustentam, deixo um comentário sobre os números anteriores, comentário que, no essencial, se poderá ler no livro de minha autoria “A Ciência em Portugal”, que sairá muito em breve do prelo da Fundação Francisco Manuel dos Santos.A dotação pública anual para ciência e desenvolvimento, localizada na sua maior parte no Ministério de Ciência e Tecnologia, atingiu, em 2009, um máximo absoluto, orçando em mais de 1700 milhões de euros, quando em 1995, no ano da criação do Ministério da Ciência e Tecnologia, não passava de 440 milhões de euros. Por outro lado, no sector privado, apesar de a percentagem de orçamento de investigação e desenvolvimento a cargo de empresas ter crescido nos últimos tempos muito mais do que o orçamento público, ela está ainda longe da percentagem despendida nos países europeus mais desenvolvidos com a dimensão do nosso.Portanto, apesar de, no investimento em ciência, termos conseguido recentemente, mais por força da evolução dos números do sector privado do que do público, atingir 1,5 por cento, passando para a frente de países da Europa do Sul como a Espanha e a Itália, e mesmo de um país da Europa do Norte, actualmente em dificuldades financeiras, como a Irlanda, estamos ainda abaixo da média europeia (1,8 por cento para a Europa a 27 países) e longe de países mais desenvolvidos com população não muito diferente da nossa, como os países nórdicos (a Suécia, a Finlândia e a Dinamarca lideram o ranking de investimentos, com respectivamente 3,8, 3,7 e 2,7 por cento).Persistem, todavia, alguma questões mal esclarecidas sobre o investimento privado. Em primeiro lugar, o modo como é medido o que é investimento em ciência e tecnologia: não fará sentido considerar ciência e tecnologia tudo o que, mesmo remotamente, tenha a ver com isso e há fortes receios de que isso possa estar a ser feito. Em segundo lugar, permanece a questão de saber se os números das despesas em ciência e tecnologia no sector privado não estarão artificialmente inflacionados pela entrada, nalguns casos bastante generosa, de dinheiros públicos. As famigeradas parcerias público-privadas mostram como tem sido confusa entre nós a relação entre o público e o privado. A injecção de subsídios com origem na União Europeia será investimento privado?Para quem quiser avaliar os maiores investidores nacionais. no sector privado, em ciência e tecnologia, indico o top-ten das empresas que indicam mais despesas em investigação e tecnologia, segundo números de 2009:1- Grupo Portugal Telecom2- BCP – Banco Comercial Português3- Banco BPI SA4- Nokia Siemens Networks Portugal5- ISBAN PT – Engenharia e Software Bancário SA (grupo Santander)6- Grupo EDP7- Grupo Unicer8- Bial – Portela e Cia SA9- Grupo Volkswagen (que inclui a Autoeuropa)10- Grupo José de Melo (que inclui a Brisa, a EFACEC, a CUF).Agora bastará ver nas bases de dados internacionais (publicações e patentes; no caso das patentes não passamos da últimas posições!) para ver qual tem sido o volume de resultados da investigação científica e desenvolvimento dos cientistas e engenheiros que aí trabalham.Em resumo, o País pode orgulhar-se de ter saído, neste sector, do grupo dos Estados menos evoluídos na Europa para “bater à porta” do grupo dos mais avançados. Não é, todavia, de modo nenhum claro como é que os privados estão a investir em ciência e tecnologia. Por enquanto, Portugal está apenas “à porta”, mas espera-se não só que entre dentro de casa como que fique... E, para isso, era necessário que o investimento privado adquirisse outras proporções e, principalmente, consistência.
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November 23 2010, 3:00am | Comments »
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O efeito espirro
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Destaque para a crónica de J. Pio de Abreu no "Destak":O bater de asas de uma borboleta pode causar uma tempestade nos antípodas. Esta é a interpretação popular do “efeito borboleta” descrito em 1963 por Edward Lorenz. Dizem os cientistas que a história não é bem esta, mas a ideia foi correndo a ponto de inspirar vários filmes. Os filmes também não são muito rigorosos, mas tudo se desculpa quando, como é o caso, este efeito ocorre nos sistemas caóticos.Seja ou não assim o efeito borboleta, o certo é que se passa, na actualidade, um fenómeno seme-lhante. É o “efeito espirro”, e descreve-se assim: “O espirro de um ministro das Finanças provoca uma tempestade nos mercados.” Senão, vejamos: um ministro espirrou quando dava uma entrevista ao Financial Times. No dia seguinte, o assunto era divulgado nos jornais de todo o mundo.Em geral, as notícias diziam que o ministro se deixara contagiar pelo mal irlandês. Alguns, porém, disseram que apenas lhe tinham chegado com a mostarda ao nariz. Correu à boca pequena que se tratava de doença grave, e muitos começaram a profetizar o seu desfalecimento. Houve mesmo quem o visse já cadáver.Por cá, jornalistas, comentadores, colunistas, economistas de palco, politólogos e representantes de partidos, os costumeiros sequiosos de sangue, regalaram-se com a notícia e festejaram-na. O país, que já estava de quarentena, ficou finalmente caótico. E foi tão grande a incerteza, que os mercados desataram a vender. A tempestade, contudo, virou-se para a Irlanda.
November 19 2010, 3:12am | Comments »
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A tragédia que ninguém quis evitar
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Charles Fergusson realizou um documentário intitulado A Verdade da Crise: A tragédia que ninguém quis evitar, onde apresenta o essencial de várias entrevistas a responsáveis de instituições financeiras, políticos, economistas e jornalistas sobre a estranha situação de vida em que nos encontramos, que está longe de ser apenas e só financeira e política... É uma estranha situação que tem tudo a ver com os valores, conforme, aliás, reconhece o referido realizador:"Espero que o filme, em menos de dois anos, permita que toda a gente perceba a natureza e as causas do problema. É também minha esperança que, quaisquer que sejam as opiniões que os espetadores possam ter, depois de verem o filme possamos todos concordar na importância de restaurar a honestidade e estabilidade do nosso sistema financeiro, e em pedir responsabilidade aos que o destruíram."Poderá o leitor ver a apresentação deste documentário, que está nos cinemas, aqui.
November 18 2010, 5:06am | Comments »
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Decadência? Ironia da História?
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Take da LUSA: Timor-Leste poderá vir a comprar, em breve, títulos de dívida pública portuguesa, disse hoje em Macau o presidente timorense, José Ramos-Horta. A SIC avançou que a ideia partiu de José Sócrates."Não vejo dificuldades em Timor-Leste comprar também dívida pública portuguesa, na medida em que o próprio Governo timorense já tomou a decisão de diversificar a aplicação do Fundo do Petróleo, comprando outras dívidas públicas, incluindo a australiana e de outros países", disse Ramos-Horta, escusando-se a comentar se o tema tinha sido abordado num encontro que hoje manteve com o primeiro ministro de Portugal, José Sócrates, à margem da conferência ministerial do Fórum Macau.A compra de dívida pública portuguesa é avaliada à luz da diversificação de investimentos do Fundo do Petróleo timorense, que terá mais de 6 000 milhões de dólares (4,38 mil milhões de euros). Instado a comentar quanto poderia Timor-Leste investir, Ramos-Horta disse que é um tema que não lhe compete, mas assegurou que o investimento poderá ser "discutido quando o senhor primeiro ministro Sócrates visitar Timor-Leste"."Espero que o possa fazer muito brevemente tendo já manifestado interesse em visitar (Timor-Leste)", disse, salientando que Sócrates "agora está muito interessado em visitar" o país. Ramos Horta apontou outros caminhos, que considerou rentáveis, para investimentos em Portugal, nomeadamente em empresas públicas ou semi-públicas como é o caso das energias renováveis ou as telecomunicações. "(...) em energias renováveis e em telecomunicações é uma aposta que garante proventos, seguros elevados" concluiu.Pode ser lido aquiBolas! A ironia da história. Onde chega uma nação liderada por fracos e incompetentes. Agora, segundo Ramos Horta Sócrates "está muito interessado em visitar" o país. Timor tem petróleo e um fundo com mais de 6000 milhões de dólares. Que tristeza.
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November 14 2010, 5:28am | Comments »
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Humor - Lição de gramática
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"Boneco" chegado ao De Rerum Natura. Não, não foi acabado de fazer... É anterior à conturbada situação política que atravessamos.
November 13 2010, 4:44pm | Comments »
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Os mercados zombeteiros
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Destaque, como é habitual, para a crónica de J. L. Pio Abreu no "Destak" de hoje:Parece que os mercados andaram a gozar com o nosso Ministro das Finanças. Ele disse que o limite eram os 7% de juros e logo os mercados esticaram a corda até esse limite. E andou o ministro a cortar salários, a reduzir pensões, a retirar abonos, a limpar subsídios e a aumentar impostos para compadecer os mercados, e os mercados, nada. Puseram-se no gozo.E veio o nosso Presidente pedir para não afrontar os mercados, e vieram os nossos milhentos Nóbeis em economia explicar o comportamento dos mercados, vieram os jornalistas perdoar-lhes as diatribes, vieram os políticos prescrever receitas para os acalmar, até os nossos juízes abriram os olhos para ver os mercados, e nem sequer o Ministério Público os acusou. E os mercados, nada. Gozaram com todos.A divindade anda desenfreada porque tem amigalhaços poderosos. As bocas da senhora Merkel ajudam imenso e o senhor Sarkozy diz que sim. Ninguém tem culpa dos traumas de infância da senhora Merkel e dos amores do senhor Sarkozy, ambos nas tintas para o poder dos Estados e cada vez mais rendidos à volúpia do Mercado. E o Deus Mercado impera.O problema é que essa divindade perante a qual ajoelhamos deu agora em gozar connosco. Com isso, desceu do altar e mostrou que é tão humana como a senhora Merkel, o senhor Sarkozy ou o nosso Ministro das Finanças. Mas quando é essa divindade desenfreada, improdutiva e zombeteira que nos governa, é porque algo está podre no Reino da Dinamarca.J. L. Pio Abreu
November 12 2010, 2:46am | Comments »
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Enfim, regressados
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Ao tempo da disforia! Ao tempo do desencanto! Ao tempo da mediocridade! Mas também do espanto! Porque há tanta vontade adormecida! Tanta energia desperdiçada! Tanta inteligência anestesiada! Que se passa com este povo? Com este rebanho? Como se pode viver nesta asfixia e neste fechar de horizontes? Vindo de 12 000 km de distância são estas as exclamações e as interrogações...
November 11 2010, 2:18pm | Comments »
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AS PALAVRAS QUE MARIA DE LOURDES NOS DEU
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Texto convidado do ensaísta Eugénio Lisboa, que já tem colaborado neste blogue e que promete continuar a colaborar. Aqui recenseia um livro de Maria de Lourdes Pintassilgo que saiu há alguns anos na editora Livros Horizonte:Embora a inteligência, a cultura, a energia e a coragem de Maria de Lourdes Pintassilgo me fossem, de há muito, conhecidas (fui seu colega no Instituto Superior Técnico e éramos vizinhos, ao pé da Fonte Luminosa), confesso que leitura do seu livro póstumo, Palavras Dadas, me fez uma funda impressão: pela ampla abertura e energia do pensamento, pela insaciável fome de conhecimento que revela nas áreas mais diversas das ciências e das humanidades, pelo testemunho de um empenho vigoroso em causas meritórias, mas sem o gosto insalubre das “certezas” perigosas e ameaçadoras. No prefácio que escrevera para este livro, Maria de Lourdes deixou-nos esta coisa luminosa, que só alguém fecundado pelo verdadeiro espírito de investigação saberia formular:“Resposta, mesmo resposta, não há! Todos os meus “eus” são interrogativos, tanto mais quanto a afirmação é esperada e a decisão se impõe. Neles, o princípio da incerteza coexiste com a procura einsteiniana de uma grande verdade.”O agnóstico Bertrand Russell, também ele homem de causas, de coragem e de sacrifícios, estaria aqui de acordo com a católica Maria de Lourdes Pintassilgo: os extremos tocam-se e como é belo quando isso acontece!Espírito interrogativo, de mais perguntar que responder, Maria de Lourdes pressentiria talvez a alguma verdade que pode entrever-se nas palavras de Saint-Exupéry: “A verdade não é aquilo que é demonstrável, é aquilo que é inelutável.” A possibilidade de um mundo melhor e mais justo para todos terá parecido à autora de Palavras Dadas uma verdade inelutável.; com a alegre e decidida energia que se lhe conhecia terá até porventura achado que o inelutável era afinal demonstrável – e toda a sua vida que, como ela tão bem sublinha, foi uma luta empenhada mas não uma carreira, terá sido um longo percurso que se foi aproximando assintoticamente da almejada demonstração. Porque não? Afinal bastava ir por aí fora perguntando, insaciavelmente. No texto dedicado a Alberto Martins (p. 20) di-lo, com todas as letras: “Desde muito cedo intuíra que aprender era perguntar.”Ler ou ouvir a Maria de Lourdes tornava-nos exigentes, sobretudo para com nós próprios. Por isso tenho aqui uma confissão a fazer: confissão que nasceu de ter querido interrogar-me, na linha de rigor com que nos seduz o discurso inesquecível da minha ex-colega do Instituto Superior Técnico. Embora fascinado pelo espírito pertinazmente inquisitivo da colega com que, diariamente, subia e descia a alameda Afonso Henriques, pelo seu entusiasmo, pela sua curiosidade infatigável, pela força e alegria com que queria saber mais, embora seduzido (mas um pouco inibido), alimentei durante muito tempo, algumas reservas ou, se preferirem, reticências... ou preconceitos, em relação à mulher que seria a nossa primeira Primeira Ministra. Por duas principais razões: a primeira, tê-la conhecido, quando fomos colegas do Técnico, ligada a uma Juventude Universitária Católica que, nessa altura, não era um modelo de instituição progressista; depois, ter sabido que, logo a seguir ao 25 de Abril, tentara justificar ou “compreender” o exercício de alguma censura em países africanos de recente independência: achei que, à representante de um país que acabara de emergir de quase 50 anos de palavra censurada, não ficava bem tentar compreender a censura de outros. Tudo isto me confundiu um pouco e, embora não anulasse a admiração que por ela sempre tive – admiração acrescida de algum fascínio -, senti-me um pouco abalado. Mas a verdade é que fui também compreendendo que havia, da minha parte, um certo teor de irredutibilidade, ao sublinhar demais, dentro de mim, aspectos porventura efémeros e ultrapassados por um longo e vigoroso percurso de coragem, audácia e invulgar empenhamento. E também de incompreensões, de ostracismos e de mesquinhez política e outra. Portugal tem sido sempre um país que maltrata alguns dos seus melhores filhos e que sobretudo não perdoa com facilidade o talento reconhecido lá fora e tido como afrontoso, cá dentro. A Maria de Lourdes que eu próprio – embora moderada e discretamente – talvez não tenha julgado com justeza nem com justiça, pelo menos até certa altura, era um ser de convicções mas não de dogma: era ela quem diria, já próximo do fim, que “a vida tornou-se poliédrica e sem verdades absolutas.” Ter convicções profundas – e não ter medo da acção – mas não se acreditar em “verdades absolutas” põe uma dificuldade de difícil ou impossível solução. Bertrand Russell, também campeão melhorista, como disse, achou que o máximo a que se podia chegar era a isto (ver Bertrand Russell Speaks His Mind, London, 1960)):“Creio que a espécie de filosofia em que acredito é útil desta maneira: permite às pessoas que actuem com vigor, mesmo quando não estão absolutamente certas de que se trata da acção apropriada. Penso que ninguém deve estar certo de nada. Se estivermos certos de alguma coisa, estaremos certamente errados, porque nada merece certezas, e portanto devemos sempre manter todas as nossas crenças com um certo elemento de dúvida e, por outro lado, devemos ser capazes de actuar vigorosamente, apesar dessas dúvidas.”É, em suma, a existência da dúvida que assegurará ao homem (ou à mulher) de acção a possibilidade, se necessária, do recuo ou da mudança de rota – o não cair em certezas fundamentalistas. Creio que foi também a isto que chegou, por si própria, Maria de Lourdes Pintassilgo: aquecia-nos, quando a líamos ou com ela falávamos, todo o vigor caloroso de convicções profundas e actuantes, mas nunca o fundamentalismo intolerante, que tanto mal tem feito ao mundo: porque o seu calor originava-se num ser vigoroso mas inteligente, eternamente curioso e gostosamente capaz de mudar de curso, se defrontasse argumentos novos que a isso o persuadissem. Quando nos cruzamos na vida com pessoas assim, acontece-nos um pouco o que o místico escritor indiano, Rabindranath Tagore, contou ter-lhe acontecido um dia, ao conversar, num jardim de Cambridge, com o lógico matemático, Bertrand Russell: disse, depois desse encontro, ter alcançado “um estado de consciência mais elevado.” O mesmo se passou comigo, ao ler as belas Palavras Dadas, de Maria de Lourdes Pintassilgo. Um estado de consciência mais elevado... Que melhor legado nos poderia ela ter deixado?Eugénio Lisboa- Palavras Dadas de Maria de Lourdes Pintasilgo, coord. de Isabel Allegro de Magalhães, Lisboa, Livros Horizonte, 2005
November 8 2010, 10:58am | Comments »
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Descobrir rostos em Gondomar
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Semana Social - Município de Gondomar"Pessoas sem Rosto: Estratégias pela Inclusão"14 a 20 de Novembro de 2010 Mais Informação.
November 7 2010, 11:13pm | Comments »






