La formación práctica de estudiantes universitarios: repensando el Practicum / Practical training of university students: re-thinking PracticumTodo um número da Revista de Educación (354)
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A Formação Prática
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February 6 2011, 3:16pm | Comments »
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O país imaginário
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Objectivos: Levar as pessoas a perceber que os direitos também são baseados em necessidades.Pessoas: a partir dos 14 anos 10 a 20 pessoas, 2 animadores Material e espaço necess. · Material – Folhas de papel; MarcadoresDuração: 40 minutosConcretização:Os animadores dividem as pessoas em grupos de 5 e lêem o seguinte texto: "Imagina que descobrias um novo país, onde ninguém tinha vivido antes, e onde não havia leis nem regras. Tu e os outros membros do teu grupo serão os pioneiros nesta nova terra. Não sabes que tipo de estatuto vais ter lá.” Individualmente, o participante escreve uma lista com três direitos que pensa serem essenciais para toda as pessoas que vão habitar este país. Assim, o animador pede para as pessoas partilharem o que escreveram e concordarem numa lista de 10 direitos que o grupo ache que devam ser garantidos. Eles deverão dar um nome ao país e escrever numa grande folha de papel juntamente com a sua lista. Cada grupo apresenta a sua lista aos restantes participantes. Se houver direitos que surjam repetidos o animador deverá assinalar com uma cruz. Depois de todos os grupos terem apresentados, o animador pede para as pessoas encontrarem ( se houver) direitos que se contradigam. Será que esta lista pode ser totalmente racionalizada? Poderão direitos semelhantes estar agrupados em conjunto? Quão perto da realidade estará esta lista?Fonte
January 6 2011, 1:15pm | Comments »
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Práticas
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Para combater o excesso de retórica. Na Escola de Campo, Valongo.
November 19 2010, 4:29pm | Comments »
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ASSUMIR O LUTO
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Situo-me no contexto da escola pública, com sua estrutura e seus programas. Nela, a diferenciação é um mecanismo importante. Que uma escola particular, uma escola-piloto, uma escola alternativa invistam na diferenciação do ensino, tudo bem. Mas quando se trata de lutar em grande escala contra o fracasso escolar, devemos falar das escolas e das classes comuns. Os inovadores muitas vezes fingem acreditar que tudo o que o que resiste a eles provém de uma rigidez patológica, de um apego irracional à tradição. Na verdade, com freqüência as resistências são inteligíveis se quisermos adotar o ponto de vista dos atares envolvidos. Falarei aqui apenas dos professores. Não para sugerir que os administradores, os pais e os alunos não manifestam resistências, mas porque as dos profissionais são decisivas. Se não as compreendermos, é inútil tentar atacar as resistências dos outros: a diferenciação não progredirá contra os professores, e eles é que estarão na primeira fila para convencer pais, alunos ou colegas conservadores de que uma mudança está bem fundamentada.Diferenciar seu ensino é assumir o luto por representações e práticas bastante cômodas. Sem dúvida, os reformadores sempre dizem que é pelo bem dos alunos, mas devemos reconhecer que, muitas vezes, os interesses dos alunos chocam-se de frente com os interesses dos professores. Por isso,não é suficiente chamá-los ao dever e à abnegação, convidar os professores a renunciar, "pelo bem dos alunos", a representações e práticas vitais para seu próprio equilíbrio e até mesmo para sua sobrevivência na profissão. É mais realista ajudá-los a reconstruir satisfações profissionais em um outro nível de domínio, a assumir o trabalho do luto, sem minimizá-lo. Isso não pode ser feito em um dia, nem na solidão. As estratégias de mudança passam por dinâmicas de equipes pedagógicas, de estabelecimentos ou de redes que ajudam todos a evoluir, durante vários anos.A análise dos diversos lutos, dos quais apresento aqui uma lista aberta, não sugere sozinha as formas de estimular e sustentar um processo de mudança. Seria absurdo jogar essa lista aos professores, esperando que ela facilitasse as coisas. Em compensação, a lista pode ajudar os animadores e os agentes de mudança a colocar um pouco de ordem nas intuições e representações que emergem naturalmente em todo processo de inovação, ou simplesmente de formação, se criarmos o clima desejado para que cada um ouse dizer o que realmente o assusta e o que verdadeiramente tem a perder. ..Philippe Perrenoud, Obra citada
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June 19 2010, 7:44am | Comments »
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Olhar, ver, reparar, mudar, agir
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May 30 2010, 2:40pm | Comments »
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Da Gramática das Práticas Pedagógicas
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- As práticas pedagógicas são fundamentadas sobre objetivos de nível taxonómico cada vez mais elevados (por exemplo, aprender a aprender, a raciocinar, a comunicar).2. Elas (as práticas) têm cada vez mais frequentemente a tarefa de construir as competências, de se estar ansioso por conhecimento.3. Elas recorrem das vantagens dos métodos ativos e dos princípios da nova escola, as pedagogias fundamentadas sobre o projeto, o contrato, a cooperação.4. Elas exigem uma disciplina menos rígida, deixando a vantagem da liberdade aos alunos.5. Elas manifestam um grande respeito pelo aluno, pela sua lógica, seu ritmo, suas necessidades, seus deveres, seus direitos.6. Elas se prendem mais à vantagem de desenvolver a pessoa, menos à sua adaptação à sociedade.7. Elas se concentram na vantagem do aprendiz e do ensino conceituado acima de tudo na organização de situações de aprendizado.8. Elas são mais sensíveis à pluralidade das culturas, são menos etnocêntricas.9. Elas aceitam cada vez menos as falhas escolares como uma fatalidade e evoluem no sentido da diferencia o do ensino como discriminação positiva.10. Elas tendem a explodir o grupo de classe estável como única estrutura de trabalho, e compõem grupos de necessidade, de projeto, de nível.11. Elas estão cada vez mais conectadas com outros interventores e uma equipe pedagógica, inscritas numa lógica de cooperaçáo.12. Elas são cada vez mais enquadradas ao nível do estabelecimento.13. Elas vão através de uma planificação didática mais flexível e negociável.14. Elas dão lugar às tarefas abertas e às situações-problema.15. Elas vão no sentido de uma avaliação menos normativa, mais formativa.16. Elas se articulam mais facilmente como as práticas educativas dos pais, em favor de um diálogo mais equilibrado.17. Elas tornam-se mais dependentes das tecnologias audiovisuais e informatizadas.18. Elas dão lugar à manipulação de conteúdos, à observação e à experimentação.19. Elas tendem a tornar-se reflexivas, sujeitas a uma avaliação periódica.20. Elas tendem a usar mais largamente a pesquisa.21. Elas mudam mais rápido, a inovação se banaliza.22. Elas são socialmente menos valorizadas.23. Elas são favor da profissionalização, elas se baseiam sobre as competências adquiridas na formação inicial e contínua.Philippe Perrenoud (adaptado)
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April 17 2010, 4:40pm | Comments »
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Não enterrar a cabeça na areia
http://terrear.blogspot.com/2010/03/nao-enterrar-cabeca-na-areia.html
Não há um sistema de intervenção ou de mediação inteiramente convincente e que seja ao mesmo tempo facilmente realizável em larga escala, não apenas pelo seu custo, mas também, pelo menos à partida, por falta de intervenientes qualificados para tal trabalho.Sem pretender resolver o problema, queria apenas colocá-lo e insistir no facto de o conjunto dos dispositivos nacionais, académicos e locais, que rodeiam as pessoas de estimulos, incitações e projectos não estarem à altura do desafio, porque se destinam aos favorecidos, àqueles que já estão a caminhar.Os que dominam todos os códigos arranjam boas colocações, fazem prova de relacionamento idóneo com o saber, com a instituição e a mudança, beneficiam de todos estes recursos e não passam ao lado de nenhuma oportunidade de se formar.Tanto melhor! Mas como alcançar pessoas que mudam de assunto quando se fala de pedagogia ou quando surge um desacordo, ou quando se sentem pouco à vontade por que não podem justificar tudo o que fazem?No sistema educativo português pode-se imaginar dispositivos capazes de colocar em movimento práticas pedagógicas que não evoluem espontaneamente? Tal está longe de ser evidente. Os professores conquistaram uma semi-liberdade pedagógica, garantida jurídica e instituciona1mente, defendida pelos sindicatos. O que significa que desde que o professor não ultrapasse a linha amarela - absentismo, atentado aos costumes, violência ou desprezo pelo programa - dá-se-lhe uma grande autonomia no seu trabalho. Como fazer evoluir pessoas que permanecem inacessíveis tanto tempo, mas que não tenham violado grosseiramente as suas obrigações profissionais?O que é preciso negociar antes de tudo com as associações de professores é a legitimidade e a necessidade de encontrar os meios de procurar as pessoas onde elas estiverem, por vezes a anos-luz de uma prática reflexiva. Se a reflexão sobre o acompanhamento não defronta este problema, passará ao lado do essencial. Não nos podemos esconder por detrás de dispositivos gerais, durante décadas. É necessário que alguém se aproxime dos professores sem ser para os chamar à atenção, antes se interesse pelo que fazem, acabando com a solidão protectora mas também conservadora. Isto não pode ser feito contra a profissão e deve portanto ter em conta todos os receios de abuso de poder, de concorrência, de salário por mérito, etc. Contrariamente ao que se pensa, a cultura da avaliação não pode senão alimentar fantasmas e bloquear a evolução para dispositivos cooperativos. A obsessão pelos indicadores e pelos resultados está quase a pôr em risco a concepção e o desenvolvimento de sistemas subtis e cooperativos de acompanhamento de pessoas IExiste uma grande cumplicidade nos sistemas educativos para evitar este problema. Uma boa parte dos inspectores ou praticamente não vão às salas de aula ou vão por motivos burocráticos, não para ajudar os profissionais a analisar o seu trabalho e construir novas competências. Foge-se à confrontação. A chamada de atenção pode não ser mais do que uma fuga, conveniente para toda a gente.A análise, fonte de regulação, passa pelo diálogo, mais do que pela chamada de atenção. A análise necessita de um período de observação apertado, de conversação, seguida da coragem de apontar as práticas discutíveis, de colocar perguntas embaraçosas, de sugerir hipóteses que o profissional não gosta de ouvir, tudo isso para desencadear um processo reflexivo que deveria continuar para lá do encontro.Actualmente, uma parte dos professores passa entre os pingos de chuva, mesmo quando são formalmente "inspeccionados". Acontece que em vinte ou quarenta anos ninguém disse ao Senhor X ou à Senhora Y que assim não podia ser, que era injusto ou ineficaz tratar os alunos ou os programas daquela maneira. Isto não é apenas uma questão de coragem individual. A coragem de dizer o que não está bem deve ser, numa organização, apoiada por dispositivos, por mandatos. No f:im de contas, um visitante acha-se confrontado com um professor e tem que escolher entre nada dizer de útil, ou encontrar a coragem pessoal de dizer coisas que podem ser interpretadas como desagradáveis, injustas, contundentes. Não há um sistema de intervenção ou de mediação inteiramente convincente e que seja ao mesmo tempo facilmente realizável em larga escala, não apenas pelo seu custo, mas também, pelo menos à partida, por falta de intervenientes qualificados para tal trabalho.Sem pretender resolver o problema, queria apenas colocá-lo e insistir no facto de o conjunto dos dispositivos nacionais, académicos e locais, que rodeiam as pessoas de estimulos, incitações e projectos não estarem à altura do desafio, porque se destinam aos favorecidos, àqueles que já estão a caminhar.Os que dominam todos os códigos arranjam boas colocações, fazem prova de relacionamento idóneo com o saber, com a instituição e a mudança, beneficiam de todos estes recursos e não passam ao lado de nenhuma oportunidade de se formar.Tanto melhor! Mas como alcançar pessoas que mudam de assunto quando se fala de pedagogia ou quando surge um desacordo, ou quando se sentem pouco à vontade por que não podem justificar tudo o que fazem?No sistema educativo francês pode-se imaginar dispositivos capazes de colocar em movimento práticas pedagógicas que não evoluem espontaneamente? Tal está longe de ser evidente. Os professores conquistaram uma semi-liberdade pedagógica, garantida jurídica e instituciona1mente, defendida pelos sindicatos. O que significa que desde que o professor não ultrapasse a linha amarela - absentismo, atentado aos costumes, violência ou desprezo pelo programa - dá-se-lhe uma grande autonomia no seu trabalho. Como fazer evoluir pessoas que permanecem inacessíveis tanto tempo, mas que não tenham violado grosseiramente as suas obrigações profissionais?O que é preciso negociar antes de tudo com as associações de professores é a legitimidade e a necessidade de encontrar os meios de procurar as pessoas onde elas estiverem, por vezes a anos-luz de uma prática reflexiva. Se a reflexão sobre o acompanhamento não defronta este problema, passará ao lado do essencial. Não nos podemos esconder por detrás de dispositivos gerais, durante décadas. É necessário que alguém se aproxime dos professores sem ser para os chamar à atenção, antes se interesse pelo que fazem, acabando com a solidão protectora mas também conservadora. Isto não pode ser feito contra a profissão e deve portanto ter em conta todos os receios de abuso de poder, de concorrência, de salário por mérito, etc. Contrariamente ao que se pensa, a cultura da avaliação não pode senão alimentar fantasmas e bloquear a evolução para dispositivos cooperativos. A obsessão pelos indicadores e pelos resultados está quase a pôr em risco a concepção e o desenvolvimento de sistemas subtis e cooperativos de acompanhamento de pessoas.Existe uma grande cumplicidade nos sistemas educativos para evitar este problema. Uma boa parte dos inspectores ou praticamente não vão às salas de aula ou vão por motivos burocráticos, não para ajudar os profissionais a analisar o seu trabalho e construir novas competências. Foge-se à confrontação. A chamada de atenção pode não ser mais do que uma fuga, conveniente para toda a gente.A análise, fonte de regulação, passa pelo diálogo, mais do que pela chamada de atenção. A análise necessita de um período de observação apertado, de conversação, seguida da coragem de apontar as práticas discutíveis, de colocar perguntas embaraçosas, de sugerir hipóteses que o profissional não gosta de ouvir, tudo isso para desencadear um processo reflexivo que deveria continuar para lá do encontro.Actualmente, uma parte dos professores passa entre os pingos de chuva, mesmo quando são formalmente "inspeccionados". Acontece que em vinte ou quarenta anos ninguém disse ao Senhor X ou à Senhora Y que assim não podia ser, que era injusto ou ineficaz tratar os alunos ou os programas daquela maneira. Isto não é apenas uma questão de coragem individual. A coragem de dizer o que não está bem deve ser, numa organização, apoiada por dispositivos, por mandatos. No fim de contas, um visitante acha-se confrontado com um professor e tem que escolher entre nada dizer de útil, ou encontrar a coragem pessoal de dizer coisas que podem ser interpretadas como desagradáveis, injustas, contundentes.Philippe Perrenoud, Obrfa citada indra
March 4 2010, 2:07am | Comments »
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O Conflito entre Controlo e Regulação
http://terrear.blogspot.com/2010/03/o-conflito-entre-controlo-e-regulacao.html
Podemos perguntar-nos: quem deve intervir junto dos professores que não evoluem espontaneamente? É assunto para os directores escolares, para os inspectores ou é preciso criar novos papéis, inscritos em novas estruturas?Reencontra-se o conflito possível entre controlo e regulação. Podemos assumir as duas posturas ao mesmo tempo? Seria mais económico, mas o paradoxo da avaliação formativa é bem conhecido: porquê revelar as nossas falhar a alguém que deve apreciar as nossas competências e pode influenciar a nossa carreira? É preciso ser louco para confiar totalmente num inspector encarregado de nos avaliar, ou num director escolar que é nosso superior directo.Os directores escolares e os inspectores não parecem, portanto, ser os mais bem colocados para, face a face, contribuírem para a profissionalização dos professores cujas práticas são questionáveis. Podem intervir em casos de emergência, para salvaguardar osinteresses dos alunos. Para incitar uma mudança, é preciso passar por uma relação mais igualitária, fundada numa análise partilhada do trabalho e dos obstáculos com os quais o professor se depara.Análise do trabalho e feedbackComo é que procedes? Como pensas? Como consegues captar a atenção deles? E conquistar a confiança? Mas também: como é que não vês que este aluno está bloqueado? Porque não te interessa este outro que parece ausente? Porque é que, se tens a impressão de que eles se aborrecem, não fazes a pergunta aos interessados? Porque não telefonas aos pais, para entender porque é que o seu filho está tão perturbado? Porque não verificas a tua hipótese sobre aquele assunto de segregação, falando abertamente com os alunos? A teu ver, porque é que eles estão agitados? Pensas que este teste te informa sobre o que aprenderam? Não pensas que esta tarefa marginaliza os alunos fracos? Estas questões não são nem fáceis de fazer, nem de compreender. São, no entanto, as únicas que podem abalar uma prática. Não se pode pôr as pessoas a trabalhar sem saber como pensam, como encaram os problemas, qual é a sua maneira de ver, como constroem hipóteses, como reagem quando as coisas não andam bem, como resolvem as situações problemáticas.Esta interrogação é mais clinica do que norrnativa. É a de um monitor que forma um piloto e por isso tenta entender o seu pensamento, compreender porque é que ele é cego a certos indicadores, obcecado por certos riscos e indiferente a outros, demasiadamente rápido ou demasiadamente lento a reagir a certas situações.É necessária uma espécie de curiosidade, de capacidade para se surpreender, de fazer perguntas sem contemplações, mas sem julgamento de valor sobre a pessoa, cujas respostas podem ser relativamente sinceras, porque elas não terão outros efeitos do que os que o interessado lhes quiser dar. Podemos supor que é este o preço de reactivar um trabalho adormecido num certo momento da vida profissional, se alguma vez este tiver sido iniciado.A entrevista de explicitação, que fez furor na educação, pode ser um instrumento, mesmo que, à partida, não seja um instrumento de intervenção, mas de investigação. Podemos inspirar-nos em práticas desenvoJvidas no campo da análise do trabalho, por exemplo, na autoconfrontação. Neste caso, não são tanto as práticas particulares que me interessam. Ou se encontram, ou se constroem. Antes de mais, é preciso desenvolver uma postura e uma relação reflexiva e cooperativa, baseadas na confiança e no projecto de fazer avançar a prática, à margem de toda a notação ou incidência institucional.Podem-se inflectir os papéis do director escolar ou do inspector, neste sentido? Parece ser difícil. Daí a ideia de confiar o papel de interlocutores a outras pessoas ou recursos. Alguns sistemas tentaram a experiência. Os professores visitam colegas, observam-nos, interrogam-nos, dialogam com eles, fornecem-lhes feedback. Isto faz-se independentemente da inspecção, que pode continuar a avaliar, anotar, fazer progredir a carreira, mas não pretende regulamentar as práticas, ou somente nos seus aspectos mais formais. Pode também encarar-se a intervenção em equipas mistas, visitando-se os professores individualmente ou em grupo .Idem, ibidem
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March 2 2010, 4:02pm | Comments »
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A Supervisão como Processo de Emancipação
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Assim concebidas, as actividades supervisiva e pedagógica são indissociáveis e fazem parte de um mesmo projecto: indagar e melhorar a qualidade da acção educativa. Sempre que um educador regula a sua acção (auto-supervisão), as duas actividades fundem-se numa só, tornando-se praticamente indistinguíveis do ponto de vista epistemológico. Contudo, elas tendem a distinguir-se nos casos da supervisão pedagógica acompanhada, sobretudo quando a função da supervisão é exercida por alguém com um papel relativamente especializado (“supervisor”, “orientador”, “consultor”, “coordenador pedagógico”, “conselheiro crítico” etc.).São estas situações de assimetria estatutária e funcional dos participantes do acto supervisivo que têm justificado um estudo mais aprofundado da teoria e prática da supervisão no contexto português, o que explica que a sua emergência e afirmação como área de conhecimento se associe fortemente à orientação da prática pedagógica em estágio, e que a criação de cursos de pós-graduação em supervisão pedagógica se tenha alicerçado na necessidade de formar os supervisores das escolas que acolhem os estagiários das instituições de ensino superior. No entanto, diria que a finalidade principal da supervisão acompanhada será ajudar os formandosa tornar-se supervisores da sua própria prática e que, se isso não acontecer, falhou no essencial: dotá-los da vontade e capacidade de (re)conceptualizarem o seu saber pedagógico e participarem, individual e colectivamente, na (re)construção da pedagogia escolar.Flávia Vieira.PARA UMA VISÃO TRANSFORMADORADA SUPERVISÃO PEDAGÓGICAFonte
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January 27 2010, 1:54pm | Comments »
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27 Formas Práticas para Melhorar o Ensino Ideias para promover a aprendizagem activa e cooperativa
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Vivemos numa ordem marcada pela oferta de milhões de informações, pelo fragmento,pela repetição, pela intoxicação, pelo consumo acéfalo. Vivemos numa ordemescolar ainda excessivamente inspirada pela uniformidade e impessoalidade, pela exposição,pelo centralismo e pela desautorização, pela passividade, alheamento e tédio.Precisamos de pensar práticas educativas diferentes. Mais interpelantes e activas,mais incertas mas mais enriquecedoras para todos os intervenientes. Apresenta-se seguidamente um roteiro que pode introduzir a diferença.1) Faça perguntas que estimulem a curiosidade. Se os alunos querem saber algo estarão mais interessados e motivados para o aprender.2) Utilize perguntas-guia. Estas perguntas evidenciam conceitos específicos e princípiosgerais e servem de referência para as aprendizagens que os alunos devem realizar.3) Aplique uma prova curta de cinco minutos no início de cada aula. As provaspodem ser de diferente natureza (escolha múltipla, V/F, correspondência, interpretaçãode texto, produção de texto…) e servem para consolidar ou orientar aprendizagens e,não menos importante, fixar a atenção dos alunos para que a aula possa começar. Umavariante desta prática consiste na escrita no quadro de um verso, de um pensamentoque sirva de interpelação e debate breves.4) Utilize (sem abusar) apresentações multimédia. O uso de diferentes linguagens e suportes reforça as possibilidades do aprender.5) Ensine conteúdos da sua disciplina de forma crítica. O ensino de conteúdos deve levar os estudantes a analisar posições e contraposições, a colocar-se no lugar do outro, a julgar a pertinência e a relevância dos factos, a sustentabilidade das opiniões…6) Fomente o conhecimento mútuo dos estudantes. No primeiro dia de aulas, distribua os alunos em pares e peça a cada um para perguntar ao seu companheiro: i) donde vem; ii) quais são os seus interesses, passatempos, cores, desportos, matérias preferidas. Cada elemento regista a resposta e expõe-na à turma.7) Peça a cada aluno que escreva o seu nome num cartão, que o coloque à sua frente e dirija perguntas a todos. Paralelamente, pode também colocar o nome de cada aluno num pequeno cartão e tirar à sorte o nome a inquirir.8) Fomente o pensamento independente. Coloque aos seus alunos um problema que requeira um pensamento independente e tenha várias soluções possíveis. Peça-lhes que escrevam as soluções num papel. Organize a turma em grupos de três ou quatro alunos, em que cada um apresente uma resposta. O grupo debate as hipóteses e escolhe a melhor ideia, apresentando-a depoisao grande grupo.9) Fomente a escuta atenta. Peça frequentemente aos seus alunos que resumam pelassuas próprias palavras o que disse outro estudante. Coloque a grupos de pares questões controversas de modo que cada um apresente a sua solução.10) Fale menos para que os alunos pensem mais. Procure não falar mais do que 20% do tempo de aula. Pare a sua exposição em cada dez minutos e peça aos estudantes para que, em grupos de dois ou três, comuniquem, resumindo dados-chave, avaliando e explorando implicações do conteúdo exposto.11) Seja um modelo. Pense em voz alta em frente aos seus estudantes. Permita que eles o escutem a decifrar os problemas da matéria. Faça você mesmo em frente aos seus alunoso exercício de leitura, a resolução de um problema, a produção de um comentário ou resumo, o enunciado de um procedimento de investigação…12) Utilize o método socrático para colocar perguntas. Que queres dizer quando usas essa palavra? Que evidências comprovam a tua afirmação? É confiável essa evidência? Quais os efeitos não desejados de uma proposta ou decisão?13) Fomente a colaboração. Divida a turma, frequentemente, em pequenos grupos de dois, três ou quatro elementos, atribua-lhes tarefas específicas e limites temporais. Inquira do resultado e dos procedimentos e promova a exposição e o debate em grande grupo.14) Use o ensino em pirâmide. Peça aos estudantes que discutam uma questão ou problema em pares até chegarem a um consenso. Junte cada par a outro par até chegarem a novo consenso. Reúna cada grupo de quatro com outro grupo de quatro até chegarem a consenso.15) Peça aos seus estudantes para realizarem exercícios de pré-escrita. Antes de começar a expor a matéria de um tema, peça aos seus alunos que, durante cinco minutos, escrevam o que sabem ou julgam saber sobre o tema.16) Consigne tarefas de escrita que requeiram o pensamento independente. Durante alguns minutos solicite a escrita sobre um determinado tema, problema, conteúdo.17) Peça aos estudantes para avaliarem os trabalhos dos colegas, mediante critérios e escalas previamente explicitados. E considere, no seu juízo avaliativo, essas avaliações. Como se sabe, a tarefa de avaliar é das mais exigentes em termos cognitivos. E pode ser uma excelente forma de aprender.18) Utilize cadernos de aprendizagem. Peças aos seus alunos para organizarem os cadernos em duas colunas: a primeira é para anotarem os conteúdos que vão retendo daaula; a segunda é para escreverem os pensamentos que surgem a propósito do que estão a aprender: questões, dúvidas, hipóteses a explorar.19) Organize debates. De vez em quando, estimule o debate sobre temas controversos. Organize grupos com pensamentos divergentes e coloque-os a procurar argumentos que fundamentem as suas posições.20) Solicite que escrevam diálogos construtivos. Os diálogos deverão incidir sobre temas actuais, pertinentes e educacionalmente relevantes e teriam como protagonistas alunos com pensares diferentes (reais ou simulados) sobre o assunto.21) Peça aos alunos para explicarem o objectivo do trabalho e o sentido das tarefas que vão realizar. Pensar e analisar o que é pedido pode ser uma excelente forma de clarificaro trabalho e de enriquecer as aprendizagens.22) Estimule os seus alunos para que determinem as sequências da acção didáctica. Comopodemos resolver o problema? Como podemos verificar a validade da hipótese? Permitir que a turma tome decisões de aprendizagem é uma forma de inclusão, participação e motivaçãoacrescida.23) Peça aos estudantes que documentem o seu progresso. Antes de iniciar um tema, peça-lhes que escrevam o que sabem. No final, peça-lhes que escrevam o que ficaram a saber e que o comparem com o primeiro texto. Deste modo poder-se-á tomar consciência dos progressos realizados e valorizar o tempo de investimento na tarefa.24) Decomponha projectos grandes em partes mais pequenas. Deste modo, poder-se-á conseguir maior confiança na realização da tarefa, reforçar a auto-estima e estruturar a capacidade para projectos mais complexos.25) Fomente a descoberta. Desenhe actividades para que os estudantes descubram (individualmente ou em pequenos grupos) os conceitos, os princípios e as técnicas, antes de os apresentar.26) Fomente a auto-avaliação. Definidos os critérios e a escala, ensine os seus estudantes a auto-avaliarem-se. Esta prática é uma das mais relevantes para uma aprendizagem dequalidade.27) Ensine aplicações úteis. Aprendemos o que precisamos de saber. A relevância pessoal e social do que se ensina é um dos factores mais importantes da motivação e da aprendizagem. E devemos demonstrar, sempre que possível, o valor de uso do que ensinamos (e no limite, até nem ensinar o que é manifestamente inútil, como é o caso do sistema nervoso da mosca, e muitos outros conteúdos absolutamente dispensáveis.) Conseguir que os alunos pensemactiva e independentemente sobre o que aprendem não é suficiente. Não basta que eles pensem, mas que pensem bem.Desenvolver de forma regular e sistemática estas práticas é uma forma de dar outro sentido ao tempo escolar, de gerar novos compromissos, de aumentar a participação e a motivação.Numa palavra: o sucesso escolar passa, necessariamente, por aqui.(a partir de Richard Paul e Linda Elder, Fundação do PensamentoCrítico, in www. Eduteka.org/27IdeasPracticas.php)
January 22 2010, 5:03pm | Comments »


