Valoriser les problèmes et non les solutions paraît, dans nos sociétés trop pressés, iconoclaste, presque incovenant. Cela revient à mépriser certaines de nos valeurs les plus reconnues: l'efficacité, la rapidité, l' esprit de décision, la loquique dedutive. Dans notre culture dominante, la priorité reste toujours à l'action. La discussion des problèmes doit être abandonné aux intellectuels. Quand il s'agit d'action, elle est le refuge des angoissés, des rêveurs et des indécis. Hamlet ne sera jamais un homme d'affaires. Le seul leader est celui qui impose sa solution.J'aimerais soutenir, tout au contraire, que l'homme des solutions est en fait de plus en plus anachronique. C' est l'homme du "n' y a qu'à". C' est le technocrate qui refuse toute discussion parce qu'el detient la meilleure formule. Or, le monde change si vite que nous le reconnaissons à peine à une décennie de distance: les solutions et les formules préetablis sont dépassés avant d'être mise em oeuvre. Michel Crozier, Obra citada infra, pp. 214-215
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Valorizar os Problemas e não as Soluções
http://terrear.blogspot.com/2010/10/valorizar-os-problemas-e-nao-as.html
October 21 2010, 3:34pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Filosofia da ciência - um roteiro para realizar a investigação
http://terrear.blogspot.com/2009/11/filosofia-da-ciencia-um-roteiro-para.html
M.1 Chegou a hora de fazermos um inventário das coisas mais importantes que descobrimos.
N.1 O conhecimento só ocorre em situações-problema. Quando não há problemas, não pensamos, só usufruímos. Lembra-se da afirmação de Fernando Pessoa? Se nossos olhos são bons, nem sequer nos lembramos disso: gastamos nossas energias usufruindo o que vemos. Não nos lembramos de sapatos confortáveis, mas eles se tornam o centro da nossa atenção quando apertam um calo. Pensamos quando nossa acção foi interrompida. O pensamento é, em seu momento inicial, uma tomada de consciência de que a acção foi interrompida: este é o problema. Tudo o que se segue tem por objectivo a resolução do problema, para que a acção continue como antes. “(...) coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incómodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema” (Michael Polanyi, op. cit., p. 122). “O indivíduo pensa somente para continuar a acção interrompida” (G. H. Mead, On Social Psychology, p. 324). “Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso” (Miguel de Unamuno, O sentimento trágico da vida, p. 28).
A primeira tarefa que se impõe, portanto, é ver o problema com clareza. Em ciência, como no senso comum, existe uma estreita relação entre ver com clareza e dizer com clareza. Quem não diz com clareza não está vendo com clareza. Dizer com clareza é a marca do entendimento, da compreensão. Enunciar com clareza o problema é indicar, antes de mais nada, de que partes ele se compõe. É a este procedimento que se dá o nome de análise. O mecânico que desmonta o motor está envolvido em análise: separando cada e todas as partes, uma a uma. O jogador de xadrez que examina sua situação estratégica está envolvido em análise: ele deve tomar ciência de cada e todas as implicações da sua situação. Se possível, represente o problema de forma gráfica. O desenho revela relações que permanecem escondidas na escrita e na fala.
“É tolo tentar responder uma questão que você não entende. É triste ter de trabalhar para um fim que você não deseja. Coisas tristes e tolas como estas frequentemente acontecem, dentro e fora da escola, mas o professor deve evitar que ocorram em classe. O estudante deve entender o problema. Mas não basta que ele o entenda. É necessário que ele deseje sua solução” (G. Polya, How to Solve it, p. 6).
O.1 Por onde se começa a solução de um problema? Imagine que você é um escoteiro e se perdeu numa floresta. Seu problema é voltar ao acampamento. Qual seria seu procedimento? O que significa encontrar a solução para o problema? A solução é o caminho que o levará de onde você está ao lugar onde você deseja ir. Imagine que você não sabe para onde ir: não poderá fazer nada inteligente. Gritará, chorará, andará a esmo. O procedimento inteligente é o seguinte: pegue seu mapa, identifique o ponto para onde ir, o ponto onde você se encontra e, a partir do primeiro, trace um caminho. A inteligência segue o caminho inverso da acção. E é somente isso que a torna inteligência. Começando do ponto ao qual se deseja chegar, evita-se o comportamento errático e desordenado a que se dá o nome de “tentativa e erro”. “O sábio começa no fim; o tolo termina no começo” (id., ibid., p. 223). Os dados conhecidos me dão os tijolos para construir a casa. Mas eu não construirei casa alguma se não organizar os tijolos segundo a imagem de uma entidade ainda inexistente: a casa. Daí o conselho: comece do desconhecido, do ponto aonde você quer chegar. O matemático Polya, já citado, acha que esta é a questão mais importante a ser levantada. “O professor, para ajudar o estudante de forma efectiva, e sem atrapalhar sua iniciativa individual, deve levantar as mesmas perguntas e indicar os mesmos passos, uma vez atrás da outra. Assim, em problemas inumeráveis temos de levantar a questão: o que é o desconhecido? Podemos variar as palavras e perguntar a mesma coisa de formas diferentes: o que é necessário e exigido? O que é que você quer encontrar? O que é que você deve procurar? O objectivo dessas perguntas é fazer com que o estudante focalize sua atenção no desconhecido...” (id., ibid., pp. 1-2). P.1 Sei que esta proposta de começar pelo fim pode parecer meio estranha. Você poderá estar raciocinando da seguinte maneira: 1. O fim é o ponto ao qual desejo chegar. 2. Se ainda não cheguei lá, não posso saber como o fim será. 3. Como posso, portanto, começar do fim? Você está resolvendo um quebra-cabeças. Há uma peça faltando. Será que você não pode e deve construí-la, pela imaginação? A forma da peça será o encaixe positivo daquelas que já estão prontas. Sua cor deverá ser a continuação das cores ao seu redor. Por este processo você construiu mentalmente a peça, e é somente em decorrência deste fato, isto é, de você haver pensado o fim, que você poderá procurar a peça que está faltando.
Filosofia da Ciência - O jogo e as suas regras (edições ASA) Rubem Alves
November 29 2009, 5:31pm | Comments »
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