-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Favores em Cadeia
http://terrear.blogspot.com/2009/10/favores-em-cadeia.html
October 5 2009, 5:06pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
A responsabilidade dos professores
http://dererummundi.blogspot.com/2009/10/responsabilidade-dos-professores.html
No final deste dia 5 de Outubro soube que havia sido o Dia Mundial do Professor. Mesmo duvidando da pertinência dos "Dias de...", relembro uma frase do pedagogo António Faria de Vasconcelos (1880-1939), publicada em 1921, que remete para a responsabilidade que todos os professores têm em mãos:“Do bem e do mal que andam pelos caminhos da vida são em boa parte responsáveis aqueles que se consagram com alma ou sem ela à obra da educação. É deles que depende, não direi todo, mas uma parcela considerável do destino humano.”
- Tags:
- professores
October 5 2009, 4:21pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
PROFESSORES
http://terrear.blogspot.com/2009/10/professores.html
Aprender com as práticas, a invenção, a partilha.
- Tags:
- professores
October 5 2009, 9:57am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
No Dia Mundial do Professor - Honra e Louvor
http://terrear.blogspot.com/2009/10/no-dia-mundial-do-professor-honra-e.html
Poucas profissões enfrentam tão difíceis e estimulantes desafios. Poucas profissões se exercem em tão complexas circunstâncias. O ter de fazer aprender quem não quer. O ter de gostar daquilo que se faz. O ter de, simultaneamente, conhecer e trabalhar com 25 ou mais alunos, na tentativa quase sempre impossível de chegar a cada um deles no esforço de diagnóstico, prescrição e seguimento dos efeitos da decisão. O ter de, sequencialmente, durante uma manhã ou tarde, trabalhar com 100 ou mais alunos. O ter de conhecer cada identidade, cada contexto social e familiar para compreender o que se (não) passa. O ter de estar sempre bem disposto, entusiasmado, e na máxima concentração face a turmas muitas vezes difíceis, na indigência, no tédio, caos e turbulência. O ter de decidir imediatamente face a interpelações imprevistas: perguntas difíceis, pedidos pouco canónicos. O ter de corrigir os TPC e fornecer feedback na aula seguinte. O ter de corrigir os testes e devolvê-los anotados e classificados desejavelmente na aula seguinte (o que muitas vez significa trabalhar muitas horas seguidas). O ter de gostar dos alunos mesmo quanto eles o não merecem. O ter de descobrir a pessoa que lá mora e muitas vezes nos lança um olhar ansioso ou indiferente.Poucas profissões supõem tanta dedicação, dádiva, entusiasmo, actualização. Poucas profissões são tão desgastantes e exigentes. Poucas profissões são o alicerce da vida pessoal e social. Por isso, aqui hoje a celebro em jeito de homenagem a quem não desiste de o ser.
- Tags:
- professores
October 5 2009, 8:33am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Vulnerabilidade ao stress, estratégias de coping e autoeficácia em professores portugueses
http://terrear.blogspot.com/2009/10/vulnerabilidade-ao-stress-estrategias.html
Margarida Pocinho (Universisade da madeira) ; Maria Regina Capelo (Secretaria Regional da Educação e Cultura)Neste trabalho, apresentamos uma investigação realizada com professores, no qual se procura determinar a vulnerabilidade ao stress; identificar as principais fontes de stress; estabelecer as principais estratégias de coping; analisar se as estratégias deste condicionam a presença de stress laboral; e reconhecer se a autoeficácia percebida é preditora desse tipo de stress. Trata-se duma investigação por questionário, do tipo correlacional, e a amostra é constituída por 54 professores do Ensino Básico público português. As respostas ao Questionário sociodemográfico e profissional; ao Questionário de Vulnerabilidade ao Stress — 23QVS (Serra, 2000); ao Questionário de Stress nos Professores — QSP (Gomes et al., 2006; Gomes, 2007); ao Coping Job Scale — CJS de Latack (adaptação de Jesus & Pereira, 1994); e à Escala de Avaliação de Autoeficácia Geral (Ribeiro, 1995) revelam que 20,4% dos docentes são vulneráveis ao stress; os comportamentos inadequados/indisciplina dos alunos são as principais fontes de stress; as estratégias de controlo são as mais utilizadas pelos participantes para enfrentar o stress, seguidas das de escape e das de gestão de sintomas. Os professores não vulneráveis ao stress utilizam principalmente estratégias de controlo e apresentam níveis mais elevados de eficácia perante a adversidade, bem como de iniciativa e persistência em relação aos professores vulneráveis ao stress.Palavras-chave: Stress — Coping — Autoeficácia — Professores.Artigo completo
- Tags:
- professores
- stress
October 3 2009, 2:21pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Quem Educa Ama
http://terrear.blogspot.com/2009/10/quem-educa-ama.html
A esta crónica, estimulante, de Miguel Santos Guerra:“Quien ama educa” es el título de un reciente libro de Içami Tiba, licenciado en Psiquiatría por la Universidad brasileña de Sao Paulo. El libro está dirigido a padres y madres y, también, a educadores y educadoras. En él se “ofrecen las claves necesarias para impedir que los hijos los tiranicen, les ayuda a descubrir las consecuencias de una educación permisiva y los prepara ante posibles situaciones críticas”, se dice en la contraportada. Cuestiones importantes y en absoluto sencillas sobre las que conviene reflexionar. Pero no me importa tanto el contenido del libro como glosar su hermoso y certero título que, a mi juicio, encierra una gran verdad. Si la educación es algo, es precisamente comunicación influyente y beneficiosa. Y para ser comunicación beneficiosa entre personas, tiene que estar sustentada en el amor.Me preocupa que haya mercenarios en la educación. Caracteriza a los mercenarios el desempeño de un oficio por un salario, sin que medie apasionamiento, sin que en el ejercicio de la tarea existan sentimiento alguno. Hay muchos rebotados que aterrizan en la enseñanza porque no han podido hacer lo que realmente querían. Me preocupa el hecho de que algunos se dediquen a esta tarea “porque de algo hay que vivir”, “porque es un modo como otro cualquiera de ganar un dinero” y “porque no encontré otra cosa mejor”….(Continua)
- Tags:
- professores
- educação
- amor
October 3 2009, 11:33am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Honrar Compromissos
http://terrear.blogspot.com/2009/09/honrar-compromissos.html
Decreto-Lei n.º 270/2009de 30 de Setembro(...)Com a aprovação do presente decreto -lei, o Governohonra os compromissos assumidos com as associaçõessindicais representativas dos professores e educadores,criando oportunidades mais favoráveis ao desenvolvimentoda carreira para todos os docentes e estabelecendo as basespara que, no futuro próximo, se possa alargar o universode professores titulares. Assim, não só se renovam as perspectivasde progressão e acesso para todos os docentes, emparticular àqueles que não puderam apresentar -se ou nãoforam providos no primeiro concurso extraordinário parao recrutamento de professores titulares, como se melhoramas condições de trabalho e de organização das escolas.
- Tags:
- professores
- ECD
- profissão
September 30 2009, 3:47pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Carta de Berkeley: O que é ou quem é um bom professor?
http://terrear.blogspot.com/2009/09/carta-de-berkeley-o-que-e-ou-quem-e-um.html
Maria Elvira CallapezÉ comum ouvirmos expressões como “tive um excelente professor”, “o professor tal influenciou-me bastante”, “nunca mais me esquecerei daquele professor”, “que saudades daquelas aulas”... Então, quem é, ou quem são esses bons professores? Do que é que guardamos memória? Quem elegemos como bons professores? Que qualidades procuramos num bom professor? Quem pode decidir objectivamente o que é um bom professor e com base em quê? Será consensual admitir que quando definimos um bom ou mau professor, fazemo-lo com base na nossa experiência pessoal, apesar de existirem muitos estudos sobre o assunto que, segundo Ornstein, têm falhado em produzir resultados úteis, ou porque confirmam o senso comum, ou porque parecem ser altamente questionáveis. Embora não seja fácil definir um padrão de personalidade de um bom professor, há seguramente razões para acreditar que os bons professores exibem características pessoais únicas e que por vezes “há um padrão consistente na descrição de um bom professor: é competente na matéria, preocupa-se profundamente com o sucesso e carácter dos alunos e tem um cunho distinto”. Ou seja, “embora não se possa reduzir uma lista particular de comportamentos do professor a uma fórmula, reconhece-se que a capacidade intelectual e o conhecimento das matérias são importantes factores para julgar o sucesso de um professor.” Para além das capacidades intelectuais, que outros atributos pessoais deve um bom professor possuir para o bom ensino?Tem-se assistido nos últimos tempos a uma agitação à volta das questões educativas, nomeadamente, sobre a qualidade do ensino e dos professores. Em conversa com uma colega, Marita Hübner, investigadora de pós doutoramento na University of California, Berkeley, sobre o que se poderia considerar “um bom professor”, respondeu-me ela com o seguinte episódio: “quando iniciei os meus estudos de mestrado em Filosofia numa universidade alemã, no final dos anos 90, escolhi as aulas de um dos professores mais cotados na área.Quando cheguei à sala, misturei-me com os 45 candidatos ao curso e o professor disse-nos: vocês são muitos, as minhas expectativas em vocês são grandes e muitos de vocês não terão capacidade de as satisfazer, com toda a certeza. Continuou ela o relato: este professor era candidato a ministro da cultura. Face ao seu recado, o mesmo número de alunos, os mesmos alunos, na mesma sala, foram conhecer o outro professor da cadeira que lhes disse: a sala é bastante pequena, vamos dividir-nos em dois grupos e assim poderemos trabalhar bem melhor. A grande maioria dos alunos não teve dúvidas em escolher este professor, aparentemente, o número dois ou três, preterindo o número um, pelo menos reconhecido como tal”. Tendo presente que na interacção professor-aluno há a considerar factores como a subjectividade e a sensibilidade que resultam dessa relação, como se poderá interpretar esta diferença de atitudes, comportamentos por parte de cada um destes professores? Será que um é o bom e o outro é o mau? Sem dúvida que tentar definir com toda a certeza o que é um bom professor é difícil, é complexo e alguns investigadores no campo da educação admitem até que “we do not know how to define, prepare for, or measure teacher competence.” Algumas definições clássicas afirmam que um bom professor “é um verdadeiro académico, eficiente, trabalhador, imaginativo, objectivo, humano e cavalheiro.” Outras consideram que as qualificações de um bom professor passam por “dominar completamente a sua matéria, gostar genuinamente da sua matéria e dos seus alunos como seres humanos ” para além de dever ser “física, emocional e intelectualmente robusto”. Há quem defenda que o bom professor para ser altamente qualificado, deveria possuir, no mínimo, o doutoramento. É certo que existem várias objecções a este ponto de vista, porque alguns dizem que determinadas pessoas formalmente menos qualificadas detêm uma invulgar capacidade, atingindo níveis de reputação, prestígio e competência comparáveis aos que dedicaram anos à investigação para adquirirem o grau de doutor. Embora estejamos cientes de que o número destes casos é reduzido, há que dar o merecido “crédito a essas excepções, quando elas aparecem”.Há um rol de atributos sobre o que é um bom professor. Certas investigações notam que a classificação desses atributos depende dos tempos, das gerações, das universidades, escolas, supervisores, professores das ciências da educação, alunos dos ensinos básico, secundário e superior. Se, em determinada altura, se valorizam os professores cujos alunos passam nos exames nacionais, noutras (anos 80) os bons professores eram, por exemplo, os que seguiam as receitas de Madeline Hunter para alcançar o sucesso. Algumas visões dividem, ainda, os bons professores de acordo com uma “taxonomia de qualidades” como, em resumo, as seguintes variantes demonstram: “1 - IDEAL teachers meet standards set by school principals, supervisors, and education professors. 2 - ANALYTIC teachers use observation techniques to record how well they are meeting their instructional intentions. 3 - EFFECTIVE teachers bring about higher student achievement. 4 - DUTIFUL teachers perform assigned teaching duties well. 5 - COMPETENT teachers pass tests that indicate they possess requisite teacher attributes. 6 - EXPERT teachers have extensive and accessible knowledge and can do more in less time. 7 - REFLECTIVE teachers examine the art and science of teaching to become more thoughtful practitioners. 8 - SATISFYING teachers please students, parents or caregivers, colleagues, supervisors, and administrators. 9 - DIVERSITY-RESPONSIVE teachers are sensitive to all students. 10 - RESPECTED teachers possess and demonstrate qualities regarded as virtues.” Ou seja: “1 - O professor ideal satisfaz os padrões subjectivos de excelência determinados e seleccionados por outros e por isso pode levantar problemas e gerar desacordos. As características de um professor ideal são: atitude profissional, criatividade, controle das aulas, planeamento, personalidade e compreensão dos alunos. Outros atributos incluem flexibilidade, estabilidade emocional, comportamento ético, expressividade, energia e magnetismo pessoal. 2 – O professor analítico é aquele que, durante as aulas, é examinado/avaliado de acordo com as práticas e técnicas que utiliza, com as interacções professor-aluno, nomeadamente, sobre o assunto e o tempo gasto a expô-lo, quer por parte do professor, quer por parte dos alunos, assim como a extensão e natureza do silêncio dos alunos. 3 – O professor eficaz olha atentamente para as actividades dos seus alunos, é receptivo e encorajador, imparcial/justo, desafiador e entusiasta.4 – O professor zeloso tem conhecimento das matérias, da escola e da comunidade. 5 – O professor competente sabe planear os cursos, implementar os programas, avaliar e classificar os estudantes, comunicar e realizar tarefas administrativas. 6 – O professor especialista/perito, comparativamente aos não “peritos”, faz mais em menos tempo e é capaz de chegar a novas soluções para os problemas. Por isso, a “perícia” é mais do que experiência. Os professores podem ser mais experientes e terem menos “perícia” do que alguns mais novos. 7 – O professor introspectivo tem um manifesto interesse em aprender sobre a arte e a ciência do ensino e autoavaliar-se enquanto professor. É introspectivo, analisa a sua própria prática de ensino e procura um melhor entendimento do ensino através da leitura de revistas e livros científicos e profissionais, incluindo biografias de professores. 8 - O professor motivado agrada aos alunos, aos pais ou encarregados de educação, coopera com os colegas e com os supervisores. 9 - O professor paternalista é particularmente sensível aos estudantes que são cultural, social, económica, intelectual, física e emocionalmente diferentes. Ajuda os estudantes a melhorar as suas vidas, tanto dentro como fora da sala de aula. 10 – O professor respeitável/reputado destaca-se pela competência na matéria, pelo interesse no sucesso dos alunos e pelo seu carácter distinto. Possui também outras apreciadas qualidades como: honestidade, decência, justiça, devoção, empatia, altruísmo e determinação. Ora, face às múltiplas definições sobre as qualidades e credenciais do bom professor aqui descritas, é bom estarmos conscientes de que “num mundo utópico os professores demonstrariam e possuiriam todas as virtudes e visões aqui listadas. No mundo real, temos que aprender como reconhecer e como avaliar os vários modelos que os professores podem seguir para serem bons professores”.E quanto aos alunos? O que pensam eles dos bons professores?Diz-se que o “professor ensina e o aluno aprende”. Todavia, na relação professor-aluno há a considerar diversos factores que influenciam o quanto e como efectivamente o aluno aprende na medida em que nenhuma relação professor-aluno é indiferente e sem significado. “O professor e o aluno interagem, tanto positiva como negativamente e a natureza desta interacção determinará em larga medida a aprendizagem do aluno”.Sabe-se que os bons professores são a chave para o sucesso em qualquer escola, mas para os alunos fazem a diferença aqueles que eles consideram como os professores “estrela”, os de topo. São os que trazem “magia” para as suas salas de aulas todos os dias. Dizem os estudos que estes professores não se contentam apenas com os resultados que os seus alunos alcançam, mas que também se autoavaliam, encorajam-se a si e a toda a gente à sua volta. Como tal, a sua influência poderá ir para além das suas salas de aula, contribuindo positivamente para moldar a cultura das suas escolas.Bem sabemos que ao longo dos nossos cursos assistimos a aulas desinteressantes e enfadonhas, que contrastavam com aquelas em que nem lugar tínhamos para nos sentar.Obviamente que as aulas que maior impacto tiveram em nós foram aquelas dadas com entusiasmo, em que não só apreciávamos a boa preparação do assunto, mas também o estilo contagiante como era apresentado.Estas aulas não eram regurgitadas, mas sim inovadoras, estimulantes, provocadoras e responsáveis pelo alargamento de horizontes e novas ideias.O bom professor manifesta alegria pela qualidade e diversidade de materiais que utiliza nas suas aulas. Depois de ensinar um assunto durante muitos anos não se limita a utilizar as mesmas notas, os mesmos apontamentos das folhas já amarelecidas, mas preocupa-se sim em introduzir inovações, actualizações, tendo presente a importância da confrontação de ideias, da história das ideias e dos conhecimentos. Isto é, empenha-se em esclarecer como alcançámos o nível actual de conhecimentos.Estes bons professores deixam marcas preciosas. Por vezes um bom professor pode mudar a vida do estudante. Certamente que muitos de nós sentimos a influência deste ou daquele professor, não só nas nossas carreiras profissionais, mas também pessoais. Ser um bom professor é necessariamente ter um interesse genuíno nos estudantes.Em suma, pese embora a complexidade das funções daquele que é considerado o “bom professor”, não podemos, enquanto professores, deixar que os nossos defeitos, qualidades e méritos não sejam avaliados e julgados. O que nos leva a pensar que somos “bons professores”? Diz Carnahan que “todos precisamos de parar de vez em quando e fazer um estudo frio e distante de nós próprios e dos nossos métodos com a intenção deliberada de encontrar defeitos e rectificá-los”. Referências: - Allan C. Ornstein, “Can We Define a Good Teacher?”, Peabody Journal of Education, Vol. 53, No. 3, April, 1976, pp. 201-207.- Christopher G. Reed, “What Makes a Good Teacher?”, BioScience, Vol. 39, No. 8, September, 1989, pp. 555-557. - D. H. Carnahan, “Good Teaching”, The Modern Language Journal, Vol. 8, No. 7, April, 1924, pp. 405-415. - Donald R. Cruickshank and Donald Haefele, “Good teachers”, plural, Educational Leadership, Vol. 58, No. 5, February 2001, pp. 26-31. - Elizabeth A. Bregg, “How Can We Help Students Learn?”, The American Journal of Nursing, Vol. 58, No. 8, August, 1958, pp. 1120-1122. - Mary M. Kennedy, “Sorting Out Teacher Quality”, Phi Delta Kappan, September 2008, pp. 59-63. - Robert M. Davies, “The Effective Teacher”, The Journal of Higher Education, May 1957, pp. 239-245. - Symonds, Percival M., Personality of the Teacher , Journal of Educational Research, Vol. 40 (1946/1947), pp. 652-661. - Thomas C. Donnelly, “Who is a Good Teacher?”, The Journal of Higher Education, Vol. 22, No. 6, June, 1951, pp. 304-343. - Thomas R. Hoerr, “Thanking Your Stars”, Educational Leadership, Vol. 64, No. 4 December 2006/January 2007, pp. 90-91. http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=35010&op=all (e via e-mail, com agradecimento a SR)
September 29 2009, 4:26pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
O Professor
http://terrear.blogspot.com/2009/09/o-professor.html
Os alunos mais conscienciosos levantam a mão para perguntar como irei avaliá-los no fim do ano. Não lhes dei os testes habituais: escolha múltipla, ligar colunas, preencher espaços em branco, verdadeiro ou falso. Os pais estão preocupados e querem saber. Digo a esses alunos, Façam a vossa auto-avaliação. O quê? Como é que podemos fazer a nossa própria avaliação? Estão sempre a fazer isso. Estamos todos. Há um processo constante de auto-avaliação. De exame de consciência, meninos e meninas. Digam a vocês próprios, honestamente, Aprendi alguma coisa a ler receitas como se fossem poemas, a discutir a pequena Bo Peep como se fosse um verso de T. S. Eliot, a analisar "A Valsa do Meu Pai», a ouvir o James e o Daniel contarem como tinha sido o seu jantar, a fazer um festim em Suyvesant Square, a ler a Mimi Sheraton? Digo-vos uma coisa: Se não aprenderam nada com tudo isto é porque estiveram a dormir durante a soberba interpretação de Michael ao violino e a epopeia de Pam sobre o pato ou, e isto é possível, meus amigos, é porque eu sou um péssimo professor. Fazem uma festa. É isso. É um péssimo professor. Rimo-nos todos, porque em parte é verdade e porque eles têm liberdade para o dizer e eu aceito a brincadeira. Os estudantes conscienciosos não estão contentes. Argumenntam que nas outras turmas o professor diz aos alunos o que têm de saber. O professor ensina e os alunos aprendem. Depois o professor dá um teste e o aluno tem a nota que merece. Os estudantes conscienciosos dizem que é bom saber antecipadamente o que se tem de saber para poderem empenhar-se em saber isso. Nesta aula nunca sabemos o que temos de saber. Então, como é que podemos estudar e avaliar-nos a nós próprios? Nesta aula nunca se sabe o que vai acontecer. A grande questão ao fim do ano é como é que o professor nos vai dar nota? Vou dizer-vos como é que vos dou nota. Em primeiro lugar, como foi a assiduidade? Mesmo que tenham ficado sentados ao fundo da sala sem dizer nada, mas a pensar nas discussões e nas leiituras, de certeza que aprenderam qualquer coisa. Em segundo lugar, participaram? Qriseram ler às sextas-feiras? Qualquer coisa. Histórias, ensaios, poesia, peças de teatro. Em terceiro lugar, comentaram os trabalhos dos vossos colegas? Em quarto lugar, e isto é convosco, conseguem pensar sobre esta experiência e perguntar a vocês próprios o que aprenderam? Em quinto lugar, limitaram-se a estar aqui sentados e a sonhar? Se foi iss0 que fizeram, avaliem-se por isso. (...)É nesta altura que o professor fica sério e levanta a Grande Questão: Afinal, o que é o ensino? Que estamos a fazer nesta escola? Podem dizer que querem acabar o curso para irem para a faculdade e prepararem-se para uma carreira. Mas, meus caros alunos, é mais do que isso. Eu próprio tive de me interrogar sobre o que estava a fazer nesta sala de aula. Descobri uma equação. Vou escrever do lado esquerdo do quadro um M maiúsculo e do lado direito do quadro um L maiúsculo e depois faço uma seta da esquerda para a direita, de MEDO para LIBERDADE. Acho que nunca ninguém é completamente livre, mas o que estou a tentar fazer com vocês é empurrar o medo para um canto. (...)Uma professora substituta, ainda nova, sentou-se ao pé de mim no refeitório dos professores. Ia começar a dar aulas em Setembro e queria saber se eu tinha algum conselho para lhe dar. Descobre o que gostas de fazer e faz. É tão simples quanto isso. Admito que nem sempre gostei de ensinar. Era de mais para mim. Estamos sozinhos na sala de aula, um homem ou uma mulher, com cinco turmas por dia, cinco turmas de adolescentes. Uma unidade de energia contra cento e setenta e cinco unidades de energia, cento e setenta e cinco bombas-relógio. Temos de descobrir maneiras de salvarmos a vida. Eles podem gostar de nós, podem até adorar-nos, mas são jovens e a função dos jovens é expulsar os velhos do planeta. Sei que estou a exagerar, mas é como um pugilista que vai para o ringue ou um toureiro que entra na arena. Podemos ser deitados ao tapete ou levar uma cornada, e é o fim da nossa carrreira de professores. Mas, se persistirmos, aprendemos os truques. É difícil, mas temos de nos sentir à vontade na sala de aula. Temos de ser egoístas. Quando andamos de avião, dizem-nos que, se faltar o oxigénio, temos de pôr primeiro a máscara, mesmo que o nosso instinto seja salvar uma criança. A sala de aula é um lugar de emoções fortes. Nunca sabereemos o que fizemos pelas centenas de alunos que chegam e partem. Vemo-los a saírem da sala de aula: sonhadores, impávidos, trocistas, sorridentes, confusos. Ao fim de alguns anos, começamos a ter antenas. Percebemos quando conseguimos chegar até eles ou quando os afastamos. É química. É psicologia. É instinto animal. Estamos com os miúdos e, se quisermos mesmo ser professores, não há fuga possível. Não contes com a ajuda dos que fugiram à sala de aula, as pessoas dos gabinetes. Frank McCourt (2009). O Professor. Lisboa: PresençaAinda só li excertos, numa compra vivamente recomendada por um amigo. É um livro que não nos deixa indiferentes (um dos melhores elogios a um livro...), mesmo quando pudemos discordar, como é, em parte, o caso da sequência inicial sobre os critérios de avaliação (aqui substituídos por uma visão artística e holística... que também pode ter o seu lugar.)
September 24 2009, 9:45am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Recomeça
http://terrear.blogspot.com/2009/09/recomeca.html
Se puderesSem angústiaE sem pressa.E os passos que deres,Nesse caminho futuroDá-os em liberdade.Enquanto não alcancesNão descanses.De nenhum fruto queiras só metade. E, nunca saciado,Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.Sempre a sonhar e vendoO logro da aventura.És homem, não te esqueças!Só é tua a loucuraOnde, com lucidez, te reconheças…Miguel Torga(com agradecimento a AC)Quase de certeza aqui já inscrevi(vi) este magnífico Poema neste espaço. Recebido agora (como se ainda fizesse, de facto, parte do DLR - e talvez faça...) aqui o retomo. Para desejar a todas as professoras e professores um ano lectivo mais sereno, mas também mais exigente e lúcido.
September 9 2009, 1:58pm | Comments »

