Hoje, no Centro de Estudos Camilianos, em Famalicão, relatos de diversos projectos e práticas de promoção do sucesso escolar: o projecto Literatus da Universidade do Minho em parceria com a Cooperativa de vale S. Cosme, o Projecto Fénix do Agrupamento de Beiriz com o apoio da Universidade Católica Portuguesa, o Projecto Turma + da Escola Secundária de Estremoz e o apoio da Universidade de Évora, o projecto Empreendedorismo (DREN e Júnior Achievement).... foram algumas das evidências solares. É assim que se (também) se contrói o orgulho de ser professor.
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Evidências de que as escolas e os professores podem fazer a diferença
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September 7 2009, 10:55am | Comments »
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Formação de Professores
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Um número (quase) todo dedicado à Formação de Professores pela Revista de Educação do ME Espanhol e conta com numerosos motivos de interesse. Destaco o texto do nosso António Nóvoa: El artículo empieza verificando la existencia de un cierto consenso discursivo en cuanto a los principios a adoptar en la formación de profesores. Sin embargo, según el autor, estos principios raramente se concretan en los programas de formación de profesores. ¿Por qué? La respuesta se encuentra en el hecho de que la formación de profesores está muy alejada de la profesión docente, de sus rutinas y culturas profesionales. Por eso, el autor parte de la identificación de algunas características del buen profesor para argumentar en favor de Una formación de profesores construida dentro de la profesión.En su artículo avanza cinco propuestas de trabajo que deben inspirar los programas de formación de profesores:1. Asumir un fuerte componente práctico, centrado en el aprendizaje de los alumnos y en el estudio de casos concretos, teniendo como referencia el trabajo escolar;2. Realizarse desde dentro de la profesión, basándose en la adquisición de una cultura profesional y concediendo a los profesores con más experiencia un papel central en la formación de los más jóvenes;3. Dedicar una atención especial a las dimensiones personales de la profesión docente, trabajando esa capacidad de relación y de comunicación que define el tacto pedagógico;4. Valorar el trabajo en equipo y el ejercicio colectivo de la profesión, reforzando la importancia de los proyectos educativos de escuela;5. Caracterizarse por un principio de responsabilidad social, favoreciendo la comunicación pública y la participación profesional en el espacio público de la educación.Basando su reflexión en una formación en tres etapas de los profesores de la enseñanza secundaria –licenciatura en una disciplina, master en educación e iniciación profesional– el autor considera que sus propuestas deben orientar al master en educación y la iniciación profesional, articulándose incluso con los procesos de formación continua.Texto Integral em PortuguêsAcesso à Revista
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September 4 2009, 1:39pm | Comments »
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Da (In)Eplicável pressa em avançar com as provas públicas de eventual acesso a professor titular
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Por todo o país se estão a constituir júris para avaliação de provas públicas de eventual acesso a professor titular. Para testar o número de candidatos? Para consagrar uma estratificação profissional muito mal conduzida? Para criar a ilusão de acesso à elite profissional? Para forçar um não retorno? Para dividir para reinar? Para cumprir a ilusão da melhoria da qualidade de ensino por esta via? Para ganhar votos?Por mais hipóteses que enuncie, tenho dificuldade de ver.
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September 2 2009, 6:28pm | Comments »
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Estratégias de Ensino
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Um novo livro, acabado de sair. E um excerto do prefácio.Para além desta breve evocação histórica que ajuda a perceber a origem do livro que o leitor tem agora nas suas mãos, seja-me permitido sublinhar quatro ideias essenciais.A primeira relaciona-se com o próprio conceito de ensinar. É por aqui que começa o livro visando desconstruir alguns lugares comuns. Pois, nós só aprendemos, como poderia dizer o mestre Alberto Caeiro, esse aparentemente feliz e inculto heterónimo de Fernando Pessoa, depois de rasparmos a tinta com que nos embotaram os sentidos, depois de desaprendermos o que nos enviesa o olhar e as inteligências. E ensinar não é “dar a matéria”, “cumprir o programa”, “sumariar os conteúdos previstos e planificados”. Ensinar é, como nos refere a autora, “accionar e organizar um conjunto variado de dispositivos que promovem activamente a aprendizagem do outro”. E esta deslocação do foco é fundamental na acção do professor. Poderíamos até dizer que só se é professor na medida em geramos aprendizagens multidimensionais no outro. Quando o outro não aprende a missão do professor entra em crise (mesmo quando a responsabilidade primeira por essa não aprendizagem lhe não caiba).A segunda decorre desta e centra-se no pensar o que é ser profissional do ensino. Sem entrar na discussão sociológica de saber se o professor é um funcionário, um técnico, um profissional, ou até tudo isso em simultâneo em doses variáveis, se é uma profissão ou uma semi-profissão, a obra permite definir a rosa-dos-ventos da profissionalidade. E para além do conhecimento especializado, quero aqui destacar o conceito de compromisso e responsabilidade em relação ao outro que tem de ajudar a crescer. Porque ser profissional do ensino não pode deixar de integrar esta dimensão ética essencial.A terceira ideia sublinha a acção estratégica do professor: criar oportunidades, activar situações e dispositivos que façam aprender alunos e os próprios professores. As aulas mais interessantes são, certamente, as que implicam os alunos em actividades de diversa natureza, as que se centram em questões-problema, em desafios pertinentes e relevantes. É este saber em acção que se adapta aos contextos, às pessoas, aos recursos; que cria, mobiliza, interage e transforma que marca muito do que é ser professor.A quarta e última ideia quer acentuar a estrutura dinâmica e compósita do livro. Em certa medida não é um livro canónico, linear, unidimensional. A meu ver, é uma obra aberta às inteligências dos leitores, que indaga e convida a um enriquecimento do saber e a uma acção individual e colectiva. E também por isso, é particularmente coerente com o tema que o organiza – estratégias de ensino . o saber e o agir do professor. É, pois, um livro leve, rigoroso, multifacetado, congruente com o objecto. E que, certamente, ajudará o leitor professor e a leitora professora a (re)descobrir-se no seu saber, necessariamente específico e plural e no seu agir e fazer agir coerente, determinado e criativo.Tudo razões (e sentimentos) mais do que perfeitos para um convite à leitura.José Matias AlvesEncomendar a obra
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July 29 2009, 5:30pm | Comments »
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Era Tormes e estava de ananases…
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Uma pequena crónica, vinda de Tormes (e pedindo desculpa pela desformatação da tabela - que vou tentar corrigir): Era Tormes e estava de ananases…mesmo à sombra da latada das centenárias videiras verticais, abrigados da torreira do sol escaldante pelas vetustas paredes graníticas do velho casarão, Jacinto, Zé Fernandes, José Maria e outros vencidos da vida, não escapavam ao efeito da canícula de Julho, e a paisagem que se estendia languidamente do terraço do casarão até ao Douro obrigatória e intermitentemente era refrescada por uns tragos do verde de produção doméstica, néctar da quinta de Tormes já por diversas vezes premiado em concursos internacionais, e muito elogiado por famosos enólogos.Com efeito, após aquele capão dourado em forno de lenha com o tal arroz de favas, preparado pela tia Vicência e servido pela criada de rijos e volumosos seios, acompanhado do verde tinto vazado do alto da bojuda infusa, só mesmo uma amena cavaqueira naquele magnifico cenário duriense os manteria mal acordados, impedindo-os de cair no sono vadio da sesta…Jacinto, que ainda mantinha alguns hábitos que adquirira no 202, dificilmente se separava do seu portátil e respectiva internet de banda larga, de repente e como que a espantar a sonolência que sorrateiramente se ia apoderando do grupo, fala uns decibéis mais altos:-Lá vêm estes tipos rosnar novamente contra os professores, e mais uma vez a envenenar a opinião pública, afirmando que os professores portugueses no topo de carreira são os mais bem pagos da Europa, tendo em conta o rendimento per capita. Isto, dito desta forma, é pura manipulação!Efectivamente, este governo especializou-se em denegrir a função pública em geral e os professores em particular, tentando virar a população contra estes profissionais, qual bode expiatório de todos os males do país, nomeadamente do famigerado défice orçamental. E mais uma vez os cães de fila vieram a terreiro dar a boa nova: num estudo sobre Educação na Europa patrocinado pela Comissão Europeia e publicado no dia 16 de Julho, e que contem mais de uma centena de indicadores, os nossos ilustres jornalistas só conseguiram decifrar um único indicador: os chorudos ordenados dos professores lusitanos!Ora, sendo eu professor há 27 anos e estando no topo da carreira, não me lamentando do ordenado auferido, também tenho perfeita consciência de que 3000€ ilíquidos mensais não são propriamente uma fortuna, e por isso decidi averiguar melhor a questão. Como não consegui aceder ao dito estudo, recorri à OCDE, instituição idónea e bastante credível, acima de quaisquer suspeitas e a salvo de influências comunistas, socialistas, sindicalistas, e de outras forças malignas…Dessa consulta pelo sítio da OCDE, recolhi os seguintes dados inseridos na tabela seguinte:(1) Salário inicio car.(2) Salário 15 anos serviço(3) Salário topo carreira(4) Rend. per capita,USD, ppc(3)/(4)Portugal20 07232 86651 55221 8002,36Espanha37 95744 14653 78230 7001,75Grécia26 26232 03038 52529 0001,33Itália26 08432 78140 93429 8001,37França26 04534 09549 15532 7001,50Bélgica35 96051 79962 21435 0001,78Holanda34 01762 07368 44638 7001,77Alemanha45 19355 40457 89033 7001,72Áustria28 18640 40459 95837 7001,59Finlândia30 96242 44053 86735 3001,53Suécia28 36934 08638 76036 6001,06Suiça54 04270 34682 95439 9002,08Japão26 25649 09764 49933 5001,93Coreia30 40552 54384 13924 8003,39OCDE (média)31 11043 36052 36932 3001,62Salários em início de carreira, ao fim de 15 anos de serviço e no topo/fim de carreira, valores para o ano de 2006, medidos em USD, ppc e (paridade de poder de compra) Rendimento per capita para o ano de 2007, também em USD, ppcComo podemos observar, de facto Portugal é o país europeu com o rácio salário fim carreira / rendimento per capita mais elevado. Por isso não fazemos o discurso dos coitadinhos, tenham dó de nós. Mas é igualmente verdade que somos de longe o país com menor salário em início de carreira, com cerca de dois terços da média da OCDE; a progressão na carreira é lenta, pois ao fim de 15 anos continuamos com um dos mais baixos salários, representando apenas 75,8% da média da OCDE; e só em fins de carreira temos um salário que está praticamente dentro da média dos países daquela organização. E já agora, aqui vai uma “la palissada”: um rácio é um simples quociente; e se ele é elevado, das duas, três: o numerador é alto; o denominador é baixo; os dois simultaneamente. Ora, parece-nos evidente que o rendimento per capita português é que está bastante abaixo da média da OCDE, representando apenas 67,5% desta, enquanto que o salário em fim de carreira é praticamente igual, até ligeiramente abaixo, 98,5% da média da OCDE. Talvez se tivéssemos elites empresariais e governantes que estimulassem mais a produtividade do trabalho e a justiça na repartição do rendimento nacional, o rendimento per capita subisse mais um pouco e assim os professores portugueses deixavam de ser os privilegiados que são!Já batiam as seis badaladas do sino da torre do relógio, e com as águas do Douro a ficarem revoltas a adivinhar a borrasca que se adivinhava, José Maria rematou a conversa que já ia longa e chegou a gerar acesa polémica: - Enquanto Portugal tiver como ministros vultos de cultura e ética como o Conde Alípio Abranhos, o Conselheiro Acácio, o Eusebiozinho ou o Dâmaso Salcede, jamais chegará a bom porto…talvez a explicação se encontre no menino do lapedo!E agora está na hora de comermos uma canja do capão servido pela moça da blusa diáfana de rijos e abundantes seios…J Augusto Rodrigues
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July 21 2009, 1:41pm | Comments »
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Estratégias em lançamento
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Acabado de lançar pela Fundação Manuel Leão.
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July 17 2009, 4:08pm | Comments »
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Compromisso
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Excerto da excelente conferência que Antonio Bolívar vai fazer no próximo dia 24 de Julho no Curso de Verão da UCP - (...)Hay un cierto consenso en que, sin el compromiso interno de una mayoría del profesorado, poco pueden hacer las imposiciones externas o los incentivos económicos. Desde los estudios de Jennifer Nias (1981), el compromiso del profesorado ha sido considerado como un factor crítico para la mejora de la enseñanza. Suele distinguir a los enseñantes que tienen la enseñanza como un mero trabajo de aquellos otros que se preocupan y apasionan con su trabajo y la labor que pueden desempeñar con los alumnos. En este sentido es un atributo definitorio del buen profesor. Refleja el punto donde se une lo racional y lo emocional.(...) Pena não se saber.
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July 17 2009, 3:24pm | Comments »
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Maravilhosa Criatura
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O olhar e as palavras dos alunos são (quase) sempre verdadeiros, entusiasmantes e justos. E há, felizmente, muitas maravilhosas criaturas. Como sempre vi e disse.(com o agradecimento a AVB)
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July 15 2009, 2:42am | Comments »
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Formação de Professores
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Um livro antológico, organizado por João Formosinho, que reúne alguns dos melhores textos sobre a problemática da formação de professores.
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July 9 2009, 3:07pm | Comments »
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Alunos, Sofrimento dos
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Diversas (e poderosas) são as razões do sofrimento dos alunos. Para só referir algumas, poderia citar o défice de sentido de muito do trabalho escolar, que rapidamente conduz ao insucesso e ao abandono escolar; a forte selectividade que marca grande parte da organização curricular e é a pedra angular do regime avaliativo (principalmente no ensino secundário) e que tem inflacionado a ‘indústria das explicações’; o veredicto escolar, com o seu efeito totalitário e definitivo que dura toda uma vida (basta lembrar que a nota da licenciatura, por exemplo, nunca se poderá transformar e tenderá a marcar toda a vida pessoal e profissional; mesmo o casamento, com o carácter muitas sagrado e vinculativo, pode cessar; mas a nota é definitiva); o acesso ao ensino superior, que com a sua aparência meritocrática de equidade, gera todo um conjunto de angústias e de injustiças(quem se não lembra que uma décima impediu centenas de alunos de realizarem o seu sonho; quem se não lembra que alguns deles tiveram de emigrar para Espanha….; quem não se lembra da "indústria" das permutas de cursos...) ; o prolongamento da adolescência e das situações que enclausuram os jovens numa dependência desesperante; a fragmentação dos saberes, tempos e espaços que os transformam na ‘matéria prima’ de uma cadeia de montagem de tipo industrial. A escola a tempo inteiro neste paradigma de escolarização está à beira da instauração de um regime totalitário. A escolaridade é, assim, para muitos alunos, um túnel no fundo do qual não se vislumbra qualquer luz.Reféns do modelo escolar e de um mundo de trabalho que desqualifica as competências e precariza os vínculos laborais, os alunos estão à deriva e lançam um olhar perdido. Buscam, às vezes, só um olhar de compreensão. Uma palavra de afecto. O sofrimento dos alunos é também o sofrimento dos professores. As intervenções sistémicas que se vão operando têm de resgatar estes sofrimentos. Se quisermos começar a construir a escola do novo milénio.(Às vezes choro sem niguém ver. Às vezes desisto. Às vezes morro por dentro. Morro por fora. Às vezes o mundo pesa tanto, pesa tanto. Às vezes apetece-me gritar. Às vezes grito. Alguém me ouve? Alguém nos ouve? )(com agradecimento a TM)Pequeno Dicionário dos Absurdos da Educação
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July 5 2009, 6:00am | Comments »


