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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Aprendizagens
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June 7 2009, 6:03am | Comments »
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Os professores têm de ser professores
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A jornalista Bárbara Wong perguntou a Ana Maria Bettencourt o seguinte: “Os professores queixam-se por acumular muitas competências como ser psicólogo, assistente social, terapeuta...”. A actual presidente do Conselho Nacional da Educação respondeu: “Mas, os professores têm que ser um bocadinho disso tudo. Há três componentes na missão do professor. Uma é mudar o paradigma do trabalho dentro da sala de aula: mais trabalho e mais acompanhamento aos alunos. A segunda é que o professor tem que ter função de tutoria, de enquadramento e apoio ao aluno; ajudar um aluno com crise pessoal ou que não consegue aprender. A terceira componente é o trabalho em equipa.”Não, não "têm que ser um bocadinho disso tudo". Os professores não podem ser psicólogos, nem assistentes sociais, nem terapeutas… nem outra coisa qualquer. Os professores têm de ser professores.E nem sequer devem tentar ser outra coisa a ser não professores, pois, caso contrário, estarão a interferir ilegítima e ilegalmente na esfera de actuação profissional de outrem. Além disso, por certo, vão cometer erros, uma vez que, para desempenharem tarefas que não lhe competem, disporão apenas do amável bom-senso, que, em matéria de educação, vale muito pouco.Como está estabelecido, cada uma destas profissões requer formação específica e certificada, que, uma vez obtida, autoriza os profissionais a exercê-la, com exclusão de outrem.Os professores são formados para serem professores e é isso que, como sociedade, lhe temos de pedir e nada mais do que isso.E o que é que isso significa?Significa, antes de mais, ensinar conhecimentos (científicos, artísticos, literários, filosóficos, axiológicos…), com intenções cognitivas, relacionais, morais… muito precisas, e recorrendo a metodologias eficazes.Nessa função de ensinar, obviamente que têm de acompanhar e apoiar os alunos, mas esse acompanhamento, mesmo que tutorial, e mesmo que requerendo trabalho em equipa, é do foro pedagógico-didáctico e não de outro. Por exemplo, “ajudar um aluno com crise pessoal” será da competência do psicólogo, não da sua.Não tem o professor o dever de estar atento aos seus alunos? Sim, tem. Trata-se, aliás, de um especial dever de cuidado que, à semelhança de outros profissionais que lidam com pessoas, de forma alguma pode negligenciar. Mas esse dever circunscreve-se à identificação de sinais de risco e à colaboração com outros profissionais, quando tal se justificar, não é a essência da sua profissão.
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June 6 2009, 12:32pm | Comments »
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30 de Maio
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Qualquer que seja o número. Este foi o ano em que quase todos perderam. Perdeu o ministério porque perdeu a maioria dos professores e a hipótese de mobilização para um acrescido esforço de fazer aprender quem não quer. Perderam os alunos porque a relação pedagógica foi provavelmente afectada pela melancolia e pela amargura. Perderam os pais porque não souberam ou nao puderam ver as alianças estratégicas. Perderam os professores porque se extenuaram e desgastaram e viram a sua imagem pública deteriorar-se. As escolas tendem a ser hoje mais "arenas políticas". O que não será um bom sinal para educação portuguesa.
May 30 2009, 12:23pm | Comments »
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Vitórias de Pirro
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(...)O ANO lectivo chega ao fim. Ouvem gritos e suspiros. Do lado, do ministério, festeja-se a “vitória”. Parece que, segundo Walter Lemos, 75 por cento dos professores cumpriram as directivas sobre a avaliação. Outras fontes oficiais dizem que foram 57. Ainda pelas bandas da 5 de Outubro, comemora-se o grande “êxito”: as notas em Matemática e Português nunca foram tão boas. Do lado dos professores, celebra-se também a “vitória”. Nunca se viram manifestações tão grandes. Nunca a mobilização dos professores foi tão impressionante como este ano. Cá fora, na vida e na sociedade, perguntamo-nos: “vitória” de quem? Sobre quê? Contra quem? Esta ideia de que a educação está em guerra e há lugar para vitórias entristece e desmoraliza. Chegou-se a um ponto em que já quase não interessa saber quem tem razão. Todos têm uma parte e todos têm falta de alguma. A situação criada é a de um desastre ecológico. Serão precisos anos ou décadas para reparar os estragos. Só uma nova geração poderá sentir-se em paz consigo, com os outros e com as escolas.(...)António Barreto, Público, 24 de MaioTambém Aqui.Como aqui já escrevemos. Muitas vezes. Sobre estas vitórias que são uma desgraça. Sobre estes manuais de aplicadores que são signo sinal da nossa miséria (ainda que pretensamente legitimada para criar a ilusão da igualdade da "aplicação").
May 24 2009, 4:49pm | Comments »
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Os meus filhos andaram na escola Jenaplan de Weimar
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Viajando pela entrada infra:(...)Os meus filhos andaram na escola Jenaplan de Weimar. Belos tempos.O que apreciei especialmente:- a pergunta aos pais, quando inscrevem os seus filhos na escola: quantas horas por semana quer dar à escola? e:como vai contribuir para o funcionamento da escola?- o aspecto lúdico: rituais de festas ao começar a semana (os professores fazem sketches divertidos para apresentar o tema da semana) e ao terminar (a festa da sexta-feira é preparada pelos alunos);- o plano de trabalho que cada aluno recebe para a semana, com um conjunto de tarefas, que o obriga a organizar o seu tempo;- a avaliação semanal: "querida Christina, esta semana deu mesmo gosto ver como trabalhavas e como ajudaste Fulano" ou "querido Matthias, reparei que não tiveste tempo de acabar todas as tarefas. Dou-te um conselho: da próxima vez não gastes tanto tempo a fazer o desenho, mesmo se fica mais bonito com todos esses detalhes." ou "querida Christina: reparei que a tua letra está estranha - o que se passa contigo?"- as semanas de projecto, realizadas com a ajuda dos pais;- as reuniões mensais dos pais e da professora da turma nuclear, onde se dá conta do que aconteceu durante o mês e se fazem planos para as semanas seguintes.(...)Leitura integral
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May 5 2009, 2:51pm | Comments »
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Da Vida na Escola
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Um prefácio, de António Nóvoa, cheio de luz, a um livro extraordinário que gostei muito de editar (de Manuela Castro Neves - Da Vida na Escola)Escrevo este prefácio acompanhado por um livro que marcou o século XX: Psychologie de l’enfant et Pédagogie expérimentale de Édouard Claparède. Estranhamente, passou despercebido o centenário deste “documento”, que começou por ser uma brochura, em 1905, e que, pouco a pouco, se transformou numa referência central do movimento da Educação Nova[1]. O texto procura analisar os problemas e os métodos da “nova pedagogia”, insistindo numa afirmação que ficou célebre: “a criança não é, contrariamente ao que se pensa, um homem em miniatura”. O olhar atento sobre as características próprias da infância, conduz Claparède a defender um ensino baseado na motivação e nos interesses dos alunos, em práticas de diversificação pedagógica que respondam às necessidades de cada criança e em métodos que consigam dar sentido ao esforço de aprendizagem[2]. Enquanto redijo estas notas, tenho comigo um segundo livro: Les dits de Mathieu: Une pédagogie moderne de bon sens, da autoria de Célestin Freinet (1959)[3]. Trata-se de uma colecção de pequenos registos, imaginados a partir da personagem de Mathieu, o “herói” de uma obra anterior, L’éducation du travail[4]. São histórias simples, baseadas em situações e experiências escolares, que revelam uma grande sensibilidade pedagógica. A literatura pedagógica mais interessante é composta por este tipo de narrativas, por vezes ficcionadas, que colocam o leitor perante uma diversidade de exemplos e de situações. Evita-se, assim, a pura teoria ou o normativo metodológico, dando corpo a um pensamento que, através da singularidade de cada caso, abre para uma infinidade de leituras. Tenho ainda um terceiro livro junto de mim: Formação cooperada de Sérgio Niza (1997)[5]. É o relato e a avaliação de um projecto de intervenção social comunitária, no qual a formação ocupa um lugar central. Sérgio Niza discute propostas de trabalho que fazem parte do património do Movimento da Escola Moderna, o mais importante movimento pedagógico português. A palavra “lucidez” é a que melhor define este exercício de reflexão na e sobre a acção através do qual se produz uma autoformação cooperada[6], valorizando as dimensões do desenvolvimento pessoal e as dinâmicas de colegialidade e de cooperação.Com estes três livros, faço a travessia do século XX. Eles permitem-me assinalar aspectos centrais destas “37 histórias e algumas reflexões” da autoria de Manuela Castro Neves, intituladas Da vida na escola.Em primeiro lugar, estas histórias revelam uma atitude de profundo respeito pelas crianças. “Respeitar” significa conhecer, compreender e agir. É o contrário da demissão. Há duas formas extremas de resignação: o autoritarismo que, buscando impor uma ordem e uma verdade exteriores à criança, apenas contribui para a afastar de um esforço próprio de aprendizagem; o permissivismo que infantiliza a educação, fechando a criança no seu próprio mundo e impedindo-a de aceder a novos universos culturais. A virtude pedagógica está sempre no terceiro termo: no despertar do interesse e da curiosidade para o esforço da aprendizagem, na conquista diária da criança para o estudo e para o trabalho, na procura de sentidos pessoais e sociais para os percursos escolares de cada um.Em segundo lugar, estas histórias são um exemplo notável da “pedagogia do bom senso”, que não recusa a teoria, nem a prática, mas que situa a acção educativa num entre-dois (num terceiro nível) onde se exprime o tacto e a sensibilidade, a intuição e a lucidez. Elas recordam as teses de Durkheim que define a pedagogia como uma teoria prática[7]. O debate público sobre educação está saturado de evidências, alimentadas fundamentalmente por quem nunca entrou numa sala de aula… a não ser como aluno. Todos têm certezas definitivas sobre tudo. Pelo contrário, ao fim de quarenta anos de docência, Manuela Castro Neves aprendeu a desconfiar das evidências, a cultivar a inteligência da dúvida. Ela conhece o poder da pergunta, da interrogação. Cada caso é um caso. Os textos aqui apresentados e a forma como estão escritos são o testemunho de uma vida profissional intensa, marcada por esse “permanente recomeço” que define a relação que os melhores professores são capazes de instituir com os alunos.Em terceiro lugar, estas histórias são um espantoso material de formação. Sente-se, ao longo da sua leitura, que as histórias em si mesmas se constituíram num momento de análise e de reflexão. Através da escrita elas são transformadas num espaço de conhecimento, não só no plano pessoal, mas também num contexto de partilha e de cooperação. A palavra tem uma função insubstituível na construção da profissionalidade docente. Contar histórias sobre “a vida na escola” é uma das melhores maneiras de nos situarmos face à profissão, através de uma aproximação (conhecimento prático) e de uma distância (conhecimento teórico) que nos conduzem a valorizar a pedagogia da situação (conhecimento deliberativo). A escrita da prática serve um propósito de compreensão e, ao mesmo tempo, de transformação.As histórias de Manuela Castro Neves colocam-nos perante dilemas vários. Não há respostas pronto-a-vestir para os problemas educativos. O acto pedagógico assenta em situações únicas que exigem decisões únicas. A pedagogia define-se através de uma composição complexa de saberes diversos e de valores por vezes contraditórios. Os professores são chamados a deliberar num quadro de justiça e de sensatez que mobiliza as suas identidades pessoais e profissionais: “esta deliberação implica a existência de um espaço público de discussão, no qual as práticas singulares, as opiniões e as inteligências possam tornar-se visíveis, graças a um confronto com o julgamento dos outros”[8].Estes outros são os colegas que fazem parte dos nossos círculos profissionais, das nossas “comunidades de prática”. A experiência do Movimento da Escola Moderna é matricial para quem deseja percorrer os caminhos da partilha, da cooperação e da colegialidade. Ninguém pode ser obrigado a colaborar. Mas é necessário desenvolver uma cultura profissional que integre elementos de regulação, de avaliação pelos pares, de apoio mútuo e de elaboração conjunta de projectos de trabalho.Estes outros são, também, os pais, as comunidades locais e a sociedade em geral. Os professores comunicam mal com o exterior, têm dificuldade em explicar o seu trabalho. É certo que há uma abundância de textos sobre educação. Mas raramente são da autoria dos próprios professores. Ora, a escrita constitui um dos meios principais para obter o reconhecimento social de um determinado grupo profissional. Estas histórias, e a reflexão que lhes está associada, constituem um contributo essencial para a formalização de um conhecimento profissional específico e para a sua comunicação “interna” e “externa”. Na simplicidade da sua forma narrativa, elas devolvem-nos toda a complexidade do trabalho docente.Da vida na escola sugere muitas leituras. Certas passagens sossegam-nos, reconciliam-nos com este “ofício impossível” como lhe chamou Freud. Outras, provocam-nos, inquietam-nos, demonstram-nos que a intenção educativa está sempre habitada pelo desassossego. Manuela Castro Neves inscreve-se na melhor tradição pedagógica. As suas histórias são de uma riqueza exemplar. Estamos perante um livro notável de uma professora notável.António NóvoaNova Oeiras, 25 de Setembro de 2005 [1] O livro original tinha 76 páginas. A 4ª edição, de 1911, já conta cm 472 páginas.[2] Os títulos de duas das obras mais emblemáticas de Édouard Claparède ilustram bem estes propósitos: em L’école sur mesure (1920) defende uma escola à medida de cada aluno; em L’éducation fonctionnelle (1931) explica a importância de uma educação que cumpra uma “função” pessoal e social.[3] Há uma edição portuguesa, com o título Pedagogia do bom-senso (Lisboa, Moraes Editores, 1973).[4] A obra L’éducation du travail foi publicada em 1949. Há uma tradução portuguesa, com o título A educação pelo trabalho (Lisboa, Editorial Presença, 2 volumes, 1974).[5] Sérgio Niza, Formação cooperada, Lisboa, Educa, 1997.[6] O conceito é interessante na medida em que nos expõe perante a necessidade de juntar o eu e o outro, o auto e o hetero.[7] Émile Durkheim, “Pédagogie”, in F. Buisson (dir.), Nouveau dictionnaire de pédagogie et d’instruction primaire, Paris, Librairie Hachette et Cie, 1911, p. 1540.[8] Guy Jobert, “Espaces et enjeux de l’écriture praticienne”, Éducation Permanente (supplément Éducation Nationale), nº 132, 1997, p. 12.
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May 4 2009, 7:38am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
A Árvore do Paraíso e outras histórias
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Dice la profesora inglesa Joan Dean que si los docentes compartiésemos las cosas buenas que nos suceden encontraríamos una fuente inagotable de ideas y de emociones. Encontraríamos también, añado, un poderoso estímulo al comprobar que no estamos solos sino que miles de docentes se esfuerzan en hacer de su práctica una experiencia apasionante. Lo que pasa es que estamos más dados -por pudor, por vergüenza o por rutina- a compartir los problemas, los sinsabores y las carencias.Existe una tendencia a sobredimensionar aquellas vertientes dolorosas de la tarea. Vertientes que, indudablemente, existen pero que, a mi juicio, no tienen comparación con las que poseen una dimensión gozosa.Quiero compartir con los lectores y lectoras una hermosa experiencia pedagógica que vengo disfrutando desde hace años. Al terminar una conferencia en Malargüe, provincia de Mendoza, alguien se me presentó y me dijo:- Profesor, yo soy un converso.- ¿Cómo un converso?- Pues sí, yo soy ingeniero y, después de leer algunos libros sobre educación y de pensar seriamente sobre su importancia, he decidido dedicar mi vida a la enseñanza. Soy ahora Director de una escuela y quiero pedirle que acepte ser su Padrino Pedagógico. Era Horacio Muros, con quien he ido construyendo poquito a poco una profunda amistad. Con quien he recorrido, pasito a paso, un largo camino sembrado de proyectos e ilusiones.Hablamos del estimulante compromiso. Si yo aceptaba, él mismo haría la propuesta al Ministerio de Educación. Supe en ese momento que el nombramiento de Padrino Pedagógico exigía un respaldo ministerial. Acepté encantado. Creí , y no me equivoqué, que sería una hermosa experiencia.Tengo ahora delante de mí el texto oficial del nombramiento que realiza el Gobierno de Mendoza a través de la Dirección General de Escuelas, fechado el cuatro de septiembre del año 2002. “Acéptese y autorícese el padrinazgo de la Escuela Nª 4-169 del Departamento de San Rafael por parte del Doctor…”. Un alto honor. Una gran emoción.Un buen día pasé por aquella humilde escuela de El Sosneado, cerca de la ciudad de San Rafael, provincia de Mendoza, para conocer a los miembros de aquella comunidad de aprendizaje, a mis queridos ahijados. Recibí el nombramiento en una sencilla y emotiva ceremonia. Y, después, planté con los niños en el patio del Colegio un árbol del Paraíso. Sé que aquel pequeño árbol ha crecido cada día bajo la mirada de los escolares y de los profesores. El árbol es un hermoso símbolo del crecimiento. Silenciosa y humildemente, se desarrolla poquito a poco. Tiene que soportar las heladas, el viento, la nieve y el granizo. Tiene que superar la invasión de plagas y enfermedades, Tiene que sufrir la poda y recibir la ayuda del abono y del riego. Sin hacer ruido, sin grandes alardes. Así da flores y frutos. Hace más ruido un árbol al caer que al crecer.Terminada la ceremonia visité la escuela. En la puerta de su despacho, El Director había colocado un pequeño cartel con el siguiente texto: “Esta puerta está cerrada sólo para que no se vuelen los papeles”. Cuando me senté delante de la mesa, pude leer una singular advertencia que hacía el Director a sus visitantes: “No me las sé todas”.Aquel día nos acompañaba, por esa extraña “ley de las sincronicidades” de la que él mismo habla, el escritor argentino Enrique Mariscal. En uno de sus libros titulado “Cuentos para regalar a las personas que más quiero” escribió sobre aquella experiencia en un capítulo titulado “Fiesta”:“Hay fiesta en el corazón cuando uno descubre que quiere a otros y se quiere a sí mismo por el simple hecho de existir, nada más y nada menos.Y Horacio Muros, ingeniero, profesor del área térmica en la Universidad de San Rafael, con el sentido amplio de esas palabras celebrantes, anunciaba al mundo esa mañana que en el barrio El Sosneado, a seis kilómetros del centro de San Rafael, Mendoza, en un contexto empobrecido, formado por familias jóvenes en las que abunda el desempleo y la subocupación, la escuela local, con sus ciento cincuenta alumnos, recibía la visita de un educador que había sido elegido, oficialmente, padrino de la institución”.¿Qué hace un Padrino Pedagógico?- Sigue los pasos de la escuela, se interesa por ella. Conoce sus avatares, sus problemas, sus éxitos, sus efemérides.- Aconseja y orienta cuando la institución lo necesita y demanda- Envía mensajes a los docentes y a los escolares.- “Asiste a otro (a la escuela en este caso) para sostener sus derechos”, como dice el Diccionario de la RAE.Recientemente he recibido el nombramiento de Padrino Pedagógico de otra escuela, ésta sita en Santiago de Chile. Su nombre es Le Monde School, curiosa y significativa mezcla de dos etapas de su trayectoria. La primera en la que el aprendizaje del francés era preponderante y la actual en la que el inglés ha pasado a cobrar hegemonía.En una cena con el Claustro de profesorado, celebrada en un hermoso restaurante al son de canciones tradicionales, Ana María, alma de aquella institución, me entregó una plaquita en la que se plasmaba el momento emocionante de aquel nombramiento.Estoy convencido de que cada docente, por joven que sea, ha podido acumular una experiencia riquísima de emocionantes vivencias. ¿Por qué no compartirlas con los demás? ¿Por qué no disfrutarlas juntos? Al estar la tarea de la educación cimentada en la comunicación y en el amor es una fuente inagotable de vivencias hermosas y profundas. Hoy invito a todos a ponerlas en común con quienes tenemos al lado y, si es posible, con quienes están lejos.Es emocionante saber que en estas dos escuelas, como en tantas otras diseminadas por todo el mundo, hay personas que se desviven por la educación, profesionales que acuden al trabajo con la ilusión de combatir la ignorancia y de sembrar la bondad. En la sociedad que ha descubierto que quien tiene información tiene poder, los docentes, por oficio, dedican su vida a compartir el conocimiento que poseen. Gracias a ese ejército de salvación que son los docentes, el mundo podrá salvarse de la tiranía, de la opresión, de la ignorancia y de la injusticia.A crónica de ontem de Miguel Santos Guerra.
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May 3 2009, 8:09am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
O Professor Emocionalmente Competente
http://terrear.blogspot.com/2009/04/o-professor-emocionalmente-competente.html
El mero hecho de que el profesor se presente en el aula ante sus alumnos desencadena una sucesión de relaciones interpersonales que implican un contagio inevitable de emociones. Al recordar cuáles fueron nuestros mejores profesores y por qué motivos los consideramos así, casi siempre los asociamos a cualidades sociales y emocionales tales como la cercanía, la empatía o la disponibilidad emocional, mientras que, por el contrario, los peor considerados lo son por sus carencias sociales y emocionales. Este libro incluye un conjunto de propuestas que nos ayudarán a mejorar los niveles de autocontrol y nuestra capacidad para afrontar las adversidades, así como el manejo de emociones tóxicas o la superación del malestar profesional. Temas centrales - índiceEl profesorado y las competencias socioemocionales . Argumentos a favor de las competencias socioemocionales en la profesión docente . La actitud del profesor . Resiliencia . El profesor coherente . El profesor mentalizado . Autocontrol . Autoestima . Habilidades interpersonales del docente . El profesor integrado . Bibliografía recomendada . Referencias bibliográficas . Páginas web recomendadas. Uma edição da GRAO
April 27 2009, 3:58am | Comments »
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Ingresso na profissão
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"A FNE não concorda com a prova de ingresso porque estes candidatos tiveram habilitação numa instituição de Ensino Superior", afirmou a dirigente sindical, defendendo que a Federação defende que devem ser acompanhados no início da carreira por um professor com experiência, mas não ser feita selecção através da prova em causa."FonteE Mário Nogueira também afirma que a prova de ingresso "é completamente absurda".Pela minha parte, diria que o que é "completamente absurdo" é haver a necessidade objectiva de realização de uma prova para ingressar na profissão. Só não vê quem não quer ver.
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April 16 2009, 5:12am | Comments »
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Autoridade, Avaliação (outra) e Resultados
http://terrear.blogspot.com/2009/04/autoridade-avaliacao-outra-e-resultados.html
Recebi da autora infra referida e divulgo com prazer:"Maiores níveis de reconhecimento social dos professores e sistemas de avaliação orientados não só para os resultados quantitativos e os desempenhos dos alunos, mas também para a avaliação do próprio sistema, tendo em conta o contexto socioeconómico específico de cada escola, são algumas das recomendações hoje feitas pelo Parlamento Europeu aos Estados-Membros no âmbito da educação. Os resultados positivos do ensino dependem, segundo o PE, do "respeito assegurado à autoridade dos professores".Ver link:http://www.europarl.europa.eu/news/expert/infopress_page/038-53238-091-04-14-906-20090401IPR53237-01-04-2009-2009-false/default_pt.htmTeresa Marques
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April 14 2009, 12:43pm | Comments »



