Por Daniel SampaioMerece toda a atenção a proposta de escola a tempo inteiro (das 7h30 às 19h30?), formulada pela ConfederaçãoN acional das Associações de Pais (Confap). Percebe-se o ponto de vista dos proponentes: como ambos os progenitores trabalham o dia inteiro, será melhor deixar as crianças na escola do que sozinhas em casa ou sem controlo na rua, porque a escola ainda é um território com relativa segurança. Compreende-se também a dificuldade de muitos pais em assegurarem um transporte dos filhos a horas convenientes, sobretudo nas zonas urbanas: com o trânsito caótico e o patrão a pressionar para que não saiam cedo, será melhor trabalhar um pouco mais e ir buscar os filhos mais tarde. Ao contrário do que parecia em declarações minhas mal transcritas no PÚBLICO de 7 de Fevereiro, eu não creio à partida que será muito mau para os alunos ficar tanto tempo na escola. Quando citei o filme Paranoid Park, de Gus von Sant, pretendia apenas chamar a atenção para tantas crianças que, na escola e em casa, não conseguem consolidar laços afectivos profundos com adultos, por falta de disponibilidade destes. É que não consigo conceber um desenvolvimento da personalidade sem um conjunto de identificações com figuras de referência, nos diversos territórios onde os mais novos se movem.O meu argumento é outro: não estaremos a remediar à pressa um mal-estar civilizacional, pedindo aos professores (mais uma vez...) que substituam a família? Se os pais têm maus horários, não deveriam reivindicar melhores condições de trabalho, que passassem, por exemplo, pelo encurtamento da hora do almoço, de modo a poderem chegar mais cedo, a tempo de estar com os filhos? Não deveria ser esse um projecto de luta das associações de pais?Importa também reflectir sobre as funções da escola. Temos na cabeça um modelo escolar muito virado para a transmissão concreta de conhecimentos, mas a escola actual é uma segunda casa e os professores, na sua grande maioria, não fazem só a instrução dos alunos, são agentes decisivos para o seu bem-estar: perante a indisponibilidade de muitos pais e face a famílias sem coesão onde não é rara a doença mental, são os promotores (tantas> vezes únicos!) das regras de relacionamento interpessoal e dos valores éticos fundamentais para a sobrevivência dos mais novos. Perante o caos ou o vazio de muitas casas, os docentes, tantas vezes sem condições e submersos pela burocracia ministerial, acabam por conseguir guiar os estudantes na compreensão do mundo. A escola já não é, portanto, apenas um local onde se dá instrução, é um território crucial para a socialização e educação (no sentido amplo) dos nossos jovens. Daqui decorre que, como já se pediu muito à escola e aos professores, não se pode pedir mais: é tempo de reflectirmos sobre o que de facto lá se passa, em vez de ampliarmos as funções dos estabelecimentos de ensino, numa direcção desconhecida. Por isso entendo que a proposta de alargar o tempo passado na escola não está no caminho certo, porque arriscamos transformá-la num armazém de crianças, com os pais a pensar cada vez mais na sua vida profissional.A nível da família, constato muitas vezes uma diminuição do prazer dos adultos no convívio com as crianças: vejo pais exaustos, desejosos de que os filhos se deitem depressa, ou pelo menos com esperança de que as diversas amas electrónicas os mantenham em sossego durante muito tempo. Também aqui se impõe uma reflexão sobre o significado actual da vida em família: para mim, ensinado pela Psicologia e Psiquiatria de que é fundamental a vinculação de uma criança a um adulto seguro e disponível, não faz sentido aceitar que esse desígnio possa alguma vez ser bem substituído por uma instituição como a escola, por melhor que ela seja. Gostaria, pois, que os pais se unissem para reivindicar mais tempo junto dos filhos depois do seu nascimento, que fizessem pressão nas autarquias para a organização de uma rede eficiente de transportes escolares, ou que sensibilizassem o mundo empresarial para horários com a necessária rentabilidade, mas mais compatíveis com a educação dos filhos e com a vida em família.Aos professores, depois de um ano de grande desgaste emocional, conviria que não aceitassem mais esta "proletarização" do seu desempenho: é que passar filmes para os meninos depois de tantas aulas dadas - como foi sugerido pelos autores da proposta que agora comento - não parece muito gratificante e contribuirá, mais uma vez, para a sua sobrecarga e para a desresponsabilização dos pais.© Copyright PÚBLICO Comunicação SocialDe uma lucidez que cega. Uma tese que muitas já defendi. A escola armazém, a escola parque de estacionamento, a escola onde-se-está-não importa-a-fazer- o quê é um modelo ruinoso. É evidente que pedir à escola que seja uma instituição total significa também pedir, sem disso se ter consciência, que não cumpra a sua missão central que não pode deixar de ser a instrução. O sentido estratégico da acção não pode deixar de ser a enunciada pelo autor. E é mais do que tempo de reconhecer o enorme contributo que os professores, de um modo geral, têm dado para evitar a orfandade social e familiar em que muitas crianças vivem. É esta dívida que a sociedade ainda não pagou.
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Contra a escola-armazém
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April 1 2009, 2:40pm | Comments »
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De vitória em vitória
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Mário Nogueira: “Está tudo em aberto, até a greve à avaliação dos alunos” Público É, evidentemente, uma forma de pressão. Mas também pode ser uma forma de suicídio profissional. Porque uma profissão não sobrevive, no seu prestígio, sem o reconhecimento social. São muitos (e ínvios) os caminhos da proletarização. Este poderá ser apenas mais um.
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March 8 2009, 7:01am | Comments »
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Entre os Muros
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A crónica de hoje de Miguel Santos Guerra (já aqui se fez referência ao filme "Entre les murs").Acabo de ver la película francesa “La clase”, dirigida por Laurent Cantet, que ha sigo ganadora de La Palma de oro del Festival de Cannes de 2008 y que fue propuesta este año para el Oscar a la mejor película extranjera. Es la adaptación cinematográfica del libro del mismo título cuyo autor (y protagonista de la película, es Francçois Bégaudeau. Las traducción española del título no es muy precisa, ni lingüística ni conceptualmente, ya que el libro se titula en francés “Entre les murs” (“Entre los muros”). Y los muros hacen referencia no sólo a la clase, sino al instituto de las afueras de París donde se desarrollan los hechos.Me gusta que el cine, la televisión y la prensa se ocupen y se preocupen de la educación. No sólo para hablar de los escándalos, de los conflictos y de las indudables limitaciones que el sistema educativo tiene. Me gusta que los medios se dediquen a reflexionar, a discutir, a investigar, a proponer soluciones. Es bueno que no se considere la adolescencia como una etapa de estupideces sino de oportunidades. Es mejor que no se considere a los adolescentes como energúmenos o como retrasados mentales sino como personas llenas de vida y de inquietudes.Describe la película, (con un excelente manejo de la cámara que usa y casi abusa de los primeros planos y de los planos detalle) la vida de un instituto francés durante un curso escolar. En él, un conjunto de profesores y profesoras bienintencionados trabajan llenos de buenos propósitos y de algunos inveterados vicios.Es una buena película, alejada de esas cintas americanas (Mentes peligrosas, El Rector…) que nos muestran a los adolescentes como salvajes a quienes pretenden domar unos héroes que están a medio camino entre Superman y Mazinger Z. La película tiene una fuerte dimensión documental y está alejada de los tópicos más manidos y de las perspectivas melodramáticas de otras cintas sobre la escuela, al estilo de El club de los poetas muertos. Se trata de una hermosa película, porque refleja con acierto, con sinceridad, sin tapujos, sin melindres, la vida de un instituto, la dinámica de una clase de francés cuyo profesor es un profesional que lucha cada día por enseñar a su grupo de alumnos y alumnas adolescentes la gramática de Molière.Texto completo.
March 7 2009, 11:21am | Comments »
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Descritores de Profissionalidade
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(...) O cruzamento da investigação de diversos autores relativamente a esta área de estudo - de que destaco Giméno Sacristán, Claude Dubar e António Nóvoa - permite identificar um conjunto não uniforme de elementos que uns e outros consideram como descritores de profissionalidade Na análise que aqui trago, privilegiei apenas quatro caracterizadores ou descritores, escolhidos entre os que são comuns a todas essas análises:- o reconhecimento social da especificidade da função associada à actividade (por oposição à indiferenciação);- o saber específico indispensável ao desenvolvimento da actividade;- o poder de decisão sobre a acção desenvolvida e consequente responsabilização social e pública pela mesma – dito doutro modo, o controlo sobre a actividade;- e a pertença a um corpo colectivo que partilha, regula e defende, intra-muros desse colectivo, quer o exercício da função e o acesso a ela, quer a definição do saber necessário, quer naturalmente o seu poder sobre a mesma que lhe advém essencialmente do reconhecimento de um saber que o legitima.È neste conjunto de pressupostos que nos baseamos quando consideramos, por exemplo, o médico como uma profissão: (1) identifica-se claramente a natureza específica do que faz e a respectiva utilidade social, (2) reconhece-se que para a exercer, tem de dominar um saber próprio que os outros não dominam - aquilo que adiante designarei por saber profissional – (3) e por isso tem o poder de decidir sobre a acção médica propriamente dita, e responde por ela perante os utilizadores dos seus serviços; (4) e, para assegurar tudo isto, o colectivo dos praticantes desta actividade reconhece-se como uma comunidade que se revê numa pertença comum, que defende o prestígio e a exclusividade do seu saber, que é desenvolvido e produzido pelos próprios, saber que lhes garante a credibilidade da sua acção e que define quem pode ou não aceder ao exercício da actividade. Tudo isto se passa quer no caso do exercício liberal da actividade médica, quer no exercício institucional, onde há naturalmente outras hierarquias e regras externas, mas que não interferem no essencial do chamado "acto médico". (...)Maria do Céu RoldãoTexto integral
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February 21 2009, 1:24pm | Comments »
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Ensinar ou o Ofício de Aprender
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O início da crónica de hoje de Miguel Santos Guerra:A fuerza de insistir en la importancia de la calidad de la enseñanza, los profesores y profesoras corremos el riesgo de olvidar la necesidad que tenemos de aprender. Una línea divisoria parece separar la etapa de ser alumno y la de ser profesor. Durante la primera se aprende y durante la segunda se enseña. Lo que voy a plantear en este artículo es la necesidad que tenemos los profesores de franquear esa raya para convertirnos en aprendices crónicos, la absoluta conveniencia de estar abiertos al aprendizaje.Graciela Simari es una magnífica docente argentina. Me envía un relato muy significativo que ejemplifica muy bien lo que pretendo decir en estas líneas. Se trata de la experiencia de una maestra que acude por primera vez al trabajo. Como acaba de recibir su título de maestra piensa que ahora le toca enseñar. Ya se acabó para ella el período de aprendizaje. Pronto descubre que no es así. Que ella también puede aprender.Texto completo.
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February 21 2009, 7:20am | Comments »
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Incontornável, Paredes de Coura...
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As informações são dispersas. Ignoro se o mediatizado enuncia o essencial da realidade. Há, no entanto, factos que parecem confirmados: i) o plano de actividades aprovado pelos órgãos da escola previa um desfile de carnaval pelas ruas do concelho;ii) o conselho pedagógico terá deliberado suspender esta actividade, alegando falta de tempo de preparação; iii) a dren, servindo-se do poder hierárquico, ordenou que se mantivesse a actividade, vinculando a presidente do CE a realizar uma convocatória.iv) os professores marcham acorrentadaos, de boca tapada e vestidos de negro.No meu ponto de vista, a Dren e os professores não agiram da melhor forma. Porque este exercício do poder é desproporcional e gera mais efeitos negativos que positivos. E, ao contrário da visão heróica tecida sobre a acção dos docentes, considero este comportamento nocivo para a dignidade profissional.Note-se ainda que se o facto enunciado em ii) for verdadeiro, a deliberação do Conselho é ilegal porque o órgão não tem esse poder legal.
February 20 2009, 3:56pm | Comments »
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Cedo, cedo... Tarde, tarde
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Há lugares extra ordinários, de visita livre e obrigatória. Porque nos fazem pensar e sentir. Porque nos trazem a realidade face à qual não podemos ficar indiferentes.(...)Quando tiro do chapéu das perguntas anónimas "o sexo é bom?", "se uma rapariga ainda não tiver tido o período nunca, pode engravidar?"... feitas aos onze anos... se uma criança gasta mais de duas horas por dia em jogos no computador ou PSP, sei que é preciso gastar tempo a falar destes assuntos todos enlabirintados nas suas mentes e criar oportunidades para fazer coisas diferentes e ajudá-los a encontrar o equilíbrio possível entre as mil solicitações que a vida destes novos tempos lhes faz. Precisam de nós mais do que nunca... Mas a verdade é que nunca estiveram tão sozinhos e entregues a si próprios como agora... a escola, a TV e as restantes tecnologias tomam conta deles e os adultos podem respirar de alívio nesses momentos de sossego.Não há cedo demais para coisa alguma. Apenas existe um... tarde de mais.
February 19 2009, 3:00pm | Comments »
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Carreira
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Problemática esta posição, porque não é possível garantir que todos."Ao contrário do que defende o Ministério da Educação, a FENPROF defende que, às escolas e à qualidade do ensino, interessa garantir que todos os professores sejam altamente qualificados, competentes e estejam aptos a desempenhar todos os cargos e funções, para além, claro está, de deverem desempenhar bem o que de mais importante integra o seu conteúdo funcional: ensinar."Há uma forma aparentemente simples de resolver a questão, um pouco à imagem do que se passa no ensino superior, com a criação de 3 categorias: a de professor, a de professor titular e a de professor coordenador. Todos ingressariam na categoria de professor; passados x tempo e mediante formação específica e candidatura os professores poderiam optar por continuar a ser professores titulares (exercendo apenas a função de docência) ou professores coordenadores (que seriam chamados a desempenhar determinadas funções de coordenação/orientação), permitindo ambas acesso ao topo da carreira e acabando-se com a subordinação económica e estatutária.A fé em que todos podem fazer tudo não passa de uma ilusão e é nefasta (a meu ver) para a profissão.
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February 12 2009, 12:19pm | Comments »
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Não sei se hei de rir ou chorar....
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Sobre o que corre pela net...Ex.moPresidente do Conselho Executivoda Escola xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, PQND, portador do BI nº .... de xxxx, emitido por Braga e com o NIF ...., tendo sido notificado por carta registada com A/R do teor do ofício nº 438 de 03 de Fevereiro vem, nos termos do Código de Procedimento Administrativo, artigo 158º e seguintes, interpor a competente Reclamação, com os seguintes fundamentos:1- De acordo com a legislação citada por V.Exa no ofício em referência, e outra que não tendo sido citada também se aplica à Avaliação de Desempenho Docente, nomeadamente o nº 2 do artigo 37 do ECD, a avaliação de desempenho e a progressão na carreira é um direito dos docentes – veja-se igualmente o consagrado no nº1 do artigo 11º do Decreto Regulamentar 2/2008, de 10 de Janeiro; Assim, não pode considerar-se que haja qualquer “incumprimento” como é referido na notificação de V.Exa (certamente por lapso) por parte do signatário; o que na lei se refere, nomeadamente no artº 9º do Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto Regulamentar 1-A/2009 de 5 de Janeiro, só pode ser entendido como um direito subjectivo do docente apresentar uma proposta de objectivos individuais (OI); proposta que pode, nos termos do artigo 5º números 1 e 2 do Decreto Regulamentar 1-A/2009 ser rejeitada por V.Exa no prazo de 15 dias ...!O carácter de direito subjectivo do conteúdo fixado no normativo do artigo 9º do D.R. 2/2008 é, aliás, acentuado/confirmado pelo facto de o legislador ter expressamente previsto e regulado o não exercício deste direito por parte do seu titular, ao atribuir à Direcção Executiva da escola competência para o fazer.Como se verifica, jamais poderá entender-se que o não exercício de um direito configure algum incumprimento ou possa constituir para o seu titular qualquer penalidade ou implicar qualquer outra consequência que não aquela que resulta do natural prejuízo do não exercício de um direito consagrado na lei.O entendimento contrário, ou seja, o de que a entrega da proposta de OI constituiria um dever para o docente por resultar de um qualquer imperativo absoluto do sistema, carece de norma legal que o sustente; e, ainda assim, determinaria sempre a obrigatoriedade do PCE fixar aqueles OI uma vez não cumprido aquele desiderato pelo docente; como se constata, tal posição é insustentável do ponto de vista legal, além do mais porque colide directamente com o expressamente consagrado no artº 11º do Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro.2- Resulta do exposto no ponto anterior que, ao signatário não resta outra alternativa senão a de contestar reclamando com toda a veemência os termos da notificação recebida de V.Exa.3- Conclusões:a) As consequências referidas na notificação para a não entrega dos OI não estão previstas na lei; assim, o acto praticado por V. Exa carece de fundamento de direito, sendo em consequência juridicamente nulo – nulidade que expressamente se invoca para todos os efeitos legais, incluindo o recurso à via contenciosa, de que se não prescinde.b) Também carece de fundamento de facto, dado que, pelo não exercício de um direito que tem consagração legal, não pode V.Exa inferir “ipso facto” ou presumir qualquer intenção; a presunção de que há “intenção em não ser submetido a processo de avaliação de desempenho do pessoal docente ao abrigo do Decreto-Regulamentar nº 1-A/2009 de 5 de janeiro” - sic, ainda que “iuris tantum”, é ilegítima porque ilegal e por isso também juridicamente nula - nulidade que expressamente se invoca para todos os efeitos legais, incluindo o recurso à via contenciosa, de que se não prescinde.4- Face ao exposto, requer a V.Exa se digne reconhecer as nulidades invocadas e, nos termos da Lei e do Direito agir em conformidade.Reiterando a V.Exa a mais elevada estima e consideraçãoEspera deferimentoXxxxxxxxxxx, Escola Secundária/3, aos 11 de Fevereiro de 2009Mas sei que este é o caminho do labirinto. Não vai demorar muito que, com a mais elevada estima e consideração, os termos da Lei e do Direito se vão virar contra as escolas e os professores.
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February 10 2009, 3:40pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Da "artificial" e "absurda" divisão da carreira
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Fazendo a revisão do que pensei sobre este assunto (antes ainda do ECD estar aprovado) e quando praticamente ninguém falava no assunto, encontrei este texto. Que mantenho no que é essencial.Em termos teóoricos, é difícil sustentar o absurdo da existência de duas categorias de professores (quase todos as carreiras têm diversas categorias às quais podem corresponder conteúdos funcionais distintos). O que foi absurdo foi o processo de "fabricação" da categoria de professor titular eivada de injustiças e de perfídias - como também sempre denunciei. Não o conceito em si mesmo.E já agora: é também absurdo que quem queira apenas ser um excelente professor (porque não tem apetência, vocação ou mesmo competência para o exercício de cargos de coordenação e chefia) não possa chegar ao topo da carreira docente.Mas a "tentação do rebanho" é um traço cultural antigo que exigiria formas de abordagem mais sensatas.
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February 10 2009, 3:16pm | Comments »



