por PHILIPPE PERRENOUD 1. organizar e dirigir situações de Aprendizagem· conhecer, para determinada disciplina, os conteúdosa serem ensinados e sua tradução em objetivosde aprendizagem;· construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas2. administrar a progressão das aprendizagens:· adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino;· observar e avaliar os alunos em situações deaprendizagem, de acordo com uma abordagem formativa.3. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação:· fornecer apoio integrado, trabalhar com alunosportadores de grandes dificuldades;· desenvolver a cooperação entre os alunos e certasformas simples de ensino mútuo.4. envolver os alunos em sua aprendizagem eem seu trabalho:· suscitar o desejo de aprender, explicitar a relaçãocom o saber, o sentido do trabalho escolar edesenvolver na criança a capacidade de auto-avaliação;· favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno.5. Trabalhar em equipe:· enfrentar e analisar em conjunto situações complexas,práticas e problemas profissionais;· administrar crises ou conflitos interpessoais.6. participar da administração da escola:· organizar e fazer evoluir, no âmbito da escola, aparticipação dos alunos;· coordenar, dirigir uma escola com todos os seusparceiros (serviços para escolares, bairro, associaçõesde pais, professores de língua e cultura de origem).7.informar e envolver os pais:· dirigir reuniões de informação e de debate;· envolver os pais na construção dos saberes.8. utilizar novas tecnologias:· utilizar as ferramentas multimídia no ensino;· explorar as potencialidades didáticas dosprogramas em relação aos objetivos do ensino.9.enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão:· lutar contra os preconceitos e as discriminaçõessexuais, étnicas e sociais;· desenvolver o senso de responsabilidade, asolidariedade e o sentimento de justiça.10. administrar sua própria formação contínua:· saber explicitar as próprias práticas;· acolher a formação dos colegas e participar dela· negociar um projeto de formação comum com os colegas.fonte
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10 NOVAS COMPETÊNCIAS PARA ENSINAR
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June 1 2010, 2:55pm | Comments »
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Da Eficácia Docente
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Dizíamos na introdução que o marco conceptual dos estudos que examinam a relação dos comportamentos instrutivos do professor na aula com os resultados de aprendizagem dos alunos (serão considerados se e somente se esses comportamentos manifestarem concomitância com os resultados) é proporcionado pelo paradigma processo-produto. Aludimos também à frequente consideração desses estudos como estudos sobre a eficácia docente ou eficácia do professor.Contudo, é necessário advertir que o paradigma processo-produto não é o único marco conceptual acolhido pelos estudos de eficácia docente, ainda que seja certo, também, que é por excelência o marco conceptual que os acolhe, daí sua denominação como "paradigma do critério de eficácia" (Villar, 1980). A explicação reside em que necessita ser definido o que é que constitui a eficácia do professor. Para Postic (1978),"cada um forma uma imagem do bom professor a partir de teorias da educação, de valores morais, sociais e também de modelos conscientes e inconscientes. Segundo as opções educativas e metodológicas, os critérios do bom docente estão submetidos a variações" (p.16).Isto quer dizer que não poder haver critérios compartilhados de eficácia docente? Toda concepção sobre a eficácia do professor leva implícita uma concepção de valor. A eficácia não é um valor em si mesmo, mas um valor referente à resposta à pergunta: eficaz para quê? Assim, em função do marco conceptual no qual nos situemos, responderemos à pergunta de uma ou de outra maneira, selecionaremos alguns outros aspectos do complexo fenômeno de ensino e trataremos de averiguar qual é o professor eficaz para essa concepção do ensino. Simultaneamente, mediante a pesquisa, pode-se ir reformulando essa concepção primeira e configurando outras concepções de eficácia docente. Os trabalhos sobre modelo de professor e modelos de formação de professores, nos quais não podemos agora nos deter, são um bom expoente das distintas concepções a partir das quais se pode falar de um professor eficaz, de como a concepção da eficácia do professor não é patrimônio exclusivo de um único paradigma e de como condicionam as concepções acerca do que entende por bom professor a orientação da formação do professorado (ver Darling-Hammond, Wise e Pease, 1983; Gimeno, 1983; Montero, 1985; Pérez Gómez, 1988; Zeichmer, 1983, 1985a).Para Brophy e Good (1986), um dos fatores que contribuíram para um lento desenvolvimento da pesquisa sistemática sobre o comportamento do professor associado com o resultado do aluno foi, justamente, a diferente conceituação da eficácia do professor. Nesta linha, Medley (1979, pp. 11-27) identificou cinco conceituações sucessivas de professor eficaz, que refletem a evolução da concepção da eficácia docente pelos pesquisadores. Estas são:a) possuidor de certos traços ou características de personalidade desejáveis;b) usuário de métodos eficazes;c) criador de um bom clima de aula;d) dominador de um conjunto de competências;e) professor capaz de tomar decisões em função não somente de um domínio de competências, mas da utilização adequada destas na situação do ensmo.Examinaremos brevemente estas conceituações, com o fim de dispor de uma perspectiva diacrónica na análise da eficácia docente:a) Os estudos dirigidos à identificação das características de um professor eficaz são conhecidos como estudos presságio-produto (chamados também de função de produção - Escudero, 1980). São estudos dirigidos à obtenção de avaliações (variáveis produtos) procedentes de alunos e de peritos (inspetores e diretores) sobre os riscos (variáveis presságio) que caracterizam um bom professor. As variáveis presságios, identificadas pelos distintos estudos, referem-se a características tais como "cooperação", "magnetismo pessoal", "aparência pessoal", "amplitude e intensidade de interesse", "prudência e liderança", qualidades pessoais consideradas como pré-requisitos para o êxito no ensino.Medley assinala que nenhum dos estudos presságio-produto trouxe alguma evidência que permitisse constatar que os professores que possuíam estas características eram realmente mais eficazes, no sentido de serem mais capazes de ajudar os alunos a conseguirem objetivos, do que os que careciam delas. Para Brophy e Good (1986, p. 329), este enfoque produziu algum consenso sobre as características desejáveis em um professor, porém não trouxe informação sobre os vínculos entre os comportamentos instrutivos específicos do professor e a medida do rendimento do aluno (contudo, alguns de seus achados serão confirmados depois por estudos processo-prod u to).b) A busca da eficácia do professor centrou-se na busca dos métodos eficazes, ou seja, daqueles métodos que produziam nos alunos melhores resultados de aprendizagem. Por isso, foram projetadas situações experimentais típicas, nas quais uma ou mais classes recebiam o ensino por diferentes métodos. A comparação das médias obtidas permitiria mais tarde identificar o método mais eficaz. Aconteceu assim? Não. A maioria destes experimentos produziu resultados inconsistentes e contraditórios, devido ao fato de que as diferenças entre os métodos não eram suficientemente significativas para produzir diferenças nos resultados de aprendizagem dos alunos, ao que se acrescentava que, quando apareciam diferenças significativas, estas tendiam a contradizer-se. Para Medley, a explicação reside em que a unidade de análise foram os alunos individuais, antes que a classe. Para que se produzisse uma generalização consistente dos achados, muitos professores teriam que ensinar com cada método, o que não ocorreu. Em conseqüência, nenhum comportamento específico do professor pôde ser associado inequivocamente com o rendimento do aluno, e os esforços por identificar o professor eficaz, como aquele que utiliza determinados métodos de ensino, não deram fruto.c) e d) Progressivamente, com a compreensão de que a pesquisa sobre a eficácia do professor devia estar centrada mais especificamente nos comportamentos instrutivos do professor (aquilo que o professor faz em aula) e nos efeitos desse fazer nos alunos, a pesquisa processo-produto generalizou-se. Durante os anos cinqüenta e sessenta, o foco situou-se na identificação dos padrões de comportamento estáveis, denominados "estilos de ensino" (ver o capítulo 15 deste volume) ou" dimensões do clima da aula", e nas competências de ensino implicadas na melhora do rendimento do aluno. A metodologia utilizada foi a observação sistemática dos comportamentos dos professores nas aulas. Esta decisão deu lugar à produção de uma diversidade de sistemas de observação sistemática da aula, dealta e baixa inferência de categorias ou signos (ver Borich e Madden, 1977; Rosenshine e Furst, 1973; Simon e Boyer, 1974). O passo posterior foi o de pôr em relação estes comportamentos com a medida do rendimento do aluno, a fim de fazer avançar a pesquisa processo-produto (desenvolvimento de estudos correlacionais)e) Finalmente, definiu-se o professor eficaz como aquele que domina um conjunto de competências (atitudes, habilidades, conhecimentos) que permitem realizar um ensino eficaz. O que é que distingue as competências dos estilos? A resposta parece residir na maior permanência do' estilo e a dependência da competência das circunstâncias específicas que exigem colocação prática. Assim, a habilidade dos professores para fazer perguntas de alto nível é uma competência; a clareza não o é. Enquanto há ocasiões nas quais as perguntas de alto nível podem ser inadequadas, a clareza é sempre adequada. A pesquisa sobre competências deve dar conta não somente do como, mas do quando e do porquê. Vem daí o fato de que a metodologia da pesquisa implique a atenção para três variáveis: medidas de comportamento do professor mediante instrumentos de observação sistemática da interação na aula; medidas da eficácia do professor baseadas na aprendizagem do aluno, e informação sobre a intenção do professor.inMontero, María (1996). Comportamento do professor e resultados da aprendizagem: análise de algumas relações. In Coll, Palacios e Marchesi. Desenvolvimento psicológico e educação. Porto Alegre: Artmed
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May 25 2010, 5:35am | Comments »
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Ser Professor
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É talvez a primeira vez que alguém dá essa ideia de mim, enquanto professor. Têm-me referido alguma austeridade, um homem de poucas palavras, mas a isso é contraposto sempre o professor afável e tolerante. Não me lembro de pretender ser rigoroso. Havia, é verdade, uma coisa que me incomodava muito, que era o aluno distraído, a conversar para o lado - mas sempre que o detectava, atribuí a mim a culpa, entendia que era uma deficiência, sentia-me vexado, diminuído. A minha reacção nunca era castigar - mas dizer coisas que interessassem o aluno, tentar segurá-lo e captar-lhe a atenção. Vergílio Ferreira
May 16 2010, 12:18pm | Comments »
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O Professor como Educador
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Numa dada noite, três estudantes universitários beberam até altashoras e não estudaram para o teste do dia seguinte.Na manhã seguinte, desenharam um plano para se safarem. Sujaram-se dapior maneira possível, com cinza, areia e lixo. Então, foram ter com oprofessor da cadeira e disseram que tinham ido a um casamento na noiteanterior e no seu regresso um pneu do carro que conduziam rebentou.Tiveram que empurrar o carro todo o caminho e portanto não estavam emcondições de fazer aquele teste.O professor, que era uma pessoa justa ,disse-lhes que fariam umteste-substituição dentro de três dias, e que para esse não haviadesculpas. Eles afirmaram que isso não seria problema e que estariampreparados.No terceiro dia , apresentaram-se para o teste e o professor disse-lhes com ar compenetrado que, como aquele era um teste sob condiçõesespeciais , os três teriam que o fazer em salas diferentes.Os três, dado que tinham estudado bem e estavam preparados,concordaram de imediato.O teste tinha 5 perguntas e a cotação de 20 valores.Q .1. Escreva o seu nome ----- ( 0.5 valores)Q.2. Escreva o nome da noiva e do noivo do casamento a que foi háquatro dias ---(5 valores )Q.3. Diga o tipo de carro que conduziam e cujo pneu rebentou.--( 5 valores)Q.4 . Indique qual das 4 rodas rebentou ------- ( 5 valores )Q.5. Diga qual era a marca da roda que rebentou ---- (2 valores)Q.6. Indique quem ia a conduzir ------ (2.5 valores)(com agradecimento a APS)
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May 16 2010, 6:44am | Comments »
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Educação, qualidade, sucesso...
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No Le Monde de hoje....(...)La qualité d'un établissement, collège ou lycée, réside principalement dans la qualité de ses professeurs. Or aujourd'hui ce sont les jeunes diplômés qui viennent enseigner dans les collèges les plus sensibles. Tout l'enjeu de la réussite scolaire n'est pas de répartir des meilleurs élèves dans la France entière, mais de véritablement aider le plus en difficulté. Ce qu'il faut, ce sont des équipes pédagogiques plus expérimentées pour pouvoir assurer un suivi continu des élèves le long de leur scolarité. Bien souvent, le problème réside dans le fait que les parents ne sont pas là pour aider l'élève, la barrière de la langue étant trop forte. Si les jeunes se sentent soutenus et réellement instruits par leurs professeurs, la motivation sera là. L'école, ne l'oublions pas, sert aussi à ouvrir les esprits à la culture, et à donner le goût pour la connaissance quand l'environnement familial ne le permet pas. Mais quand les jeunes professeurs, confrontés au surmenage, sont eux-mêmes démotivés, l'école ne satisfait plus à sa fonction.Fonte
May 13 2010, 11:52am | Comments »
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Memórias da Profissão
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Mais um testemunho comovente e interpelante sobre os modos de ser professor. Deve ser por isto que Rubem Alves afirma que o professor é imortal.Como docente, se olhar para trás, durante estes trinta anos ao serviço da educação, muitos foram os bons momentos que guardo com saudade. Trabalhei em muitas escolas, desde o meio rural ao urbano, do interior ao litoral. Em todos os lugares fui feliz e penso que não gostaria de ter tido outra profissão. Gosto de ser professora: gosto de partilhar e sei dar valor aos pequenos gestos e atitudes dos alunos. Tive de aprender como agir no momento certo, saber premiar, saber repreender e depois, e ainda, continuar a gostar….É bom ouvir “ obrigado, professora, por ser assim”. Gosto de ensinar e gosto de aprender… e tenho aprendido muito com os alunos, coisas básicas ou muito complexas… Para mim, primeiro estão os alunos, gosto de ajudar e penso que, logo à partida, temos de os fazer sentir-se felizes. As aprendizagens chegam depois…Mas, nem sempre consegui fazer alunos felizes - senti-me algumas vezes impotente, incapaz. Desses momentos, os que mais me marcaram decorrem do facto de não ter conseguido ajudar dois dos meus alunos, da mesma turma, já lá vão cinco anos.Recordo a Rita, aluna que acabara de fazer dezoito anos e que um dia, quando ia para uma visita de estudo, não apareceu , não chegou, sequer, a encontrar-se com os colegas. Desapareceu! E, até hoje, ainda não foi encontrada… A Rita gostava de pintar, sentia-se bem e, por isso, muitas foram as vezes que com ela partilhei o meu ateliê de pintura, a sua maior paixão - os seus melhores momentos passava-os a pintar, a criar, era muito boa nisso, seria uma grande artista se ainda cá estivesse. Nunca chorámos totalmente a sua morte, porque não sabemos se está morta. Ainda hoje a procuramos, ainda hoje tenho uma tela que deixou por acabar; guardo-a com esperança… Quanto ao Daniel, nesse ano com dezassete anos, em Janeiro começou a usar boné, nas aulas. A ele era-lhe permitido: o cabelo começara a cair por causa da doença, de difícil diagnóstico. Mas, após a cirurgia, tivemos sempre esperança. Ele levava-nos a isso, era muito corajoso e com força de viver; pouco se queixava, saía do hospital, dos tratamentos de quimioterapia, e vinha directo para a escola, não gostava de faltar. Estava no 12º ano e tinha exames para fazer , queria estar bem preparado. A mãe, sempre preocupada, já não sabia o que fazer: conversava comigo, porque eu era a directora de turma, desabafava e pedia conselhos. O filho não queria ir para arquitectura, tinha o desejo de seguir Design de Moda. Para ela, essa profissão era apropriada para uma mulher, não “teria futuro”. Com tempo, consegui que aceitasse a escolha do filho que, às suas escondidas e com a minha ajuda, preparava o portefólio para entregar na escola de moda. Foi com o meu lema que a convenci: “ acima de tudo, permita que ele seja feliz, permita-lhe que escolha um curso em que se sinta realizado”. Porque não? No final do 12º ano, o Daniel foi dos melhores alunos, com óptimos resultados nos exames nacionais. Posteriormente, lá ingressou na escola de moda e continuou sendo bom aluno, com projectos sempre apreciados. Amava a vida e, sempre que a doença lhe permitia, dedicava-se ao que mais gostava - a moda. Era um criador! Tudo corria bem até que chegou Julho, no ano passado. Foi-lhe detectado um “problema”, a doença tinha-se espalhado e, a partir daí, sofreu muito. MAS SEMPRE COM UM SORRISO! Falava dos seus projectos e pedia a minha opinião. Era apenas isso que eu lhe podia dar. Não consegui fazer mais nada. Em Dezembro passado, fui apenas capaz de estar mais uma vez na sua presença, mas o seu sorriso nunca mais o verei… a sua força desapareceu. Aprendi muito com o Daniel e agradeço o facto de, um dia, me ter cruzado com um aluno assim. A mãe, apesar do enorme sofrimento, ficou tranquila, porque percebeu que ele foi feliz - fizera aquilo de que gostava enquanto foi capaz.Ter sido professora destes alunos ajuda-me a crescer. Tornaram-se experiências que me deixaram marcas, muita, muita tristeza. E são estes momentos que me fazem pensar…(IL, abril de 2010)
April 28 2010, 3:29pm | Comments »
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Ordem dos Professores: breve historial das ordens profissionais
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“O tempo passado e o tempo presente, fazem todos parte do tempo futuro” (T.S. Elliot, 1888-1965).O prometido é devido. O meu último post -“Uma ordem dos Professores?” (19/04/2010) – suscitou uns tantos comentários que agradeço porque, como defendeu Emerson, “todo o homem que encontro é-me superior em alguma coisa; e, nesse particular, aprendo com ele”.Seis meses após a publicação da lei fundamental saída da Revolução de 28 de Maio, é publicada legislação para os diversos organismos representativos de profissões e seus destinatários, determinando que “as Ordens para as profissões liberais surgem ao lado dos grémios para industriais e comerciantes, sindicatos para operários e casas do povo para profissões não diferenciadas”. Reza ainda esta legislação que “os sindicatos nacionais dos advogados, dos médicos e dos engenheiros podem adoptar a denominação de Ordens” (Decreto-Lei 23.050/33, de 23 de Setembro).Sempre que vem à baila a criação de uma Ordem dos Professores surgem vozes com o argumento volátil como o éter de que esta forma de organização profissional de direito público teve a sua etiologia no Estado Novo, sendo, consequentemente, atentatória da vivência democrática. Aliás, esta tese encontra cómodo respaldo na roçagante toga académica de Vital Moreira quando argumenta “que as ordens profissionais tiveram a sua origem no sistema corporativista do Estado Novo" (Público, 05/7/2005).Dias mais tarde, este professor de Direito de Coimbra e eurodeputado do Partido Socialista, reforça o seu parecer com o argumento de que “a Ordem dos Advogados foi criada num dos primeiros governos da Ditadura que precedeu e preparou o Estado Novo, sendo depois integrada na organização corporativa juntamente com as demais criadas” (ibid., 26/07/2005).Aceitar o argumento de tempos de governação que precederam o Estado Novo – dos primórdios da II República ao começo da I Dinastia – poderá responsabilizar D. Afonso Henriques, também ele, de ter sido o precursor do Estado Novo e, com isso, da Ordem dos Advogados. Acontece que “a Ordem dos Advogados foi criada sete anos antes da implantação do chamado Estado Novo, e uma escassa quinzena de dias após a Ditadura Militar que o antecedeu, pelo Decreto n.º 11.715/26, de 12 de Junho" (cf. site da Ordem dos Advogados, "Resumo histórico da Ordem dos Advogados”). Esclarece-se que as ordens dos Advogados, dos Médicos e dos Engenheiros “foram depois representadas na Organização da Câmara Corporativa (Decreto-Lei 24.083, de 27.XI, 1934), representação que a Ordem dos Advogados repudiou por considerar deprimente, da sua corporação, a subordinação” (“Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira", vol. XIX, p. 577). Ainda segundo esta fonte, “todas as três ordens funcionam, mas somente a dos Advogados continua excluída da Câmara Corporativa”. Só anos mais tarde surge a Ordem dos Engenheiros (Decreto-Lei 27.888/36, de 24 de Novembro) e a Ordem dos Médicos (Decreto-Lei 29.178/38, de 24 de Novembro), sujeitando-se ambas a ter assento na Câmara Corporativa. Após um prolongado hiato de 34 anos, é criada uma nova Ordem: a dos Farmacêuticos (Decreto-Lei 334/72, de 23 de Agosto). Embora seja apresentada pelos seus opositores mais encarniçados, v.g., sindicalistas afectos ao Partido Comunista e não só, como uma espécie de “ultima ratio” ou, mais prosaicamente, tábua de salvação, o óbice de natureza política antifascista de terem tido as ordens profissionais a génese durante a vigência do Estado Novo, esta falácia desmorona-se qual baralho de cartas viciadas se for tomada em linha de conta as inúmeras ordens profissionais criadas depois de 25 de Abril, que cito de memória e sem a preocupação de as alinhar em função da data da respectiva criação: Ordem dos Médicos Veterinários, Ordem dos Médicos Dentistas, Ordem dos Arquitectos, Ordem dos Economistas, Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, Ordem dos Biólogos, Ordem dos Psicólogos, Ordem dos Notários, Ordem dos Nutricionistas, Ordem dos Enfermeiros e Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas. Ou seja, quase o triplo das ordens profissionais criadas antes de 25 de Abril.De interesse me parece, outrossim, a referência ao facto da filosofia que, inicialmente, presidiu à criação de ordens profissionais apontar inequivocamente estas associações profissionais de direito público exigindo, como condição sine qua non de inscrição plena uma licenciatura universitária responsável pela qualidade dos actos profissionais prestados à comunidade pelos respectivos membros.No caso de profissionais sem este grau académico, era, apenas, facultada a inscrição de forma condicionada. Por exemplo, aos diplomados pelas antigas escolas médicas de Goa e do Funchal (escola com vida efémera e pouco conhecida) só era permitido o exercício profissional no então Ultramar Português. Aos diplomados pelas escolas de farmácia de Coimbra e Lisboa (a licenciatura era apenas ministrada na Faculdade de Farmácia do Porto) era vedado o exercício de análises clínicas, sendo-lhes apenas consentida a direcção técnica das farmácias. Foi, portanto, com uma certa estranheza, ou mesmo estupefacção, que, em desrespeito por este modus faciendi, tomei conhecimento de que a então Associação Nacional dos Professores do Ensino Básico, constituída maioritariamente por professores diplomados pelas antigas Escolas do Magistério Primário, anunciar num seminário, realizado em Viseu, o firme propósito de se transformar em Ordem (Diário de Coimbra, 07/05/91). Hoje, com a posterior criação das ordens dos Enfermeiros e dos Técnicos Oficiais de Contas a exclusividade da exigência de uma licenciatura universitária passou a letra morta. A título de informação a latere, só em 83 foi criada no ensino politécnico a primeira escola superior de educação para ministrar, tão-só, cursos a nível de bacharelato para a formação de professores do 1.º ciclo do ensino básico e educadores de infância.Em destacada notícia do Público (12/04/2010), é-nos dado conta que a antiga Associação Nacional dos Professores do Ensino Básico, hoje Associação Nacional de Professores ,passando a englobar professores de outros graus de ensino, “volta a pedir a criação da Ordem”.Quando o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados apresentou na Assembleia da República, em 25 de Fevereiro de 2004, uma petição para a criação de uma Ordem dos Professores, subscrita por cerca de oito mil assinaturas, que não foi votada sob a alegação do Partido Socialista de estar para breve a publicação de uma lei-quadro, por coincidência ou não, viviam-se resquícios do tempo agitado do não reconhecimento pela Ordem dos Engenheiros da licenciatura em engenharia de José Sócrates, obtida na extinta Universidade Independente, em 1996. Essa legislação viria a ser publicada em 2008, Lei n.º 6, de 13 de Fevereiro, especificando no ponto 2 do respectivo artigo 2.º, destinar-se a regulamentar o exercício da profissão quando essa regulação “envolver um interesse público de especial relevo que o Estado não deve prosseguir por si próprio”. Mas não terá a Educação “ interesse público de especial relevo” na formação daqueles que, por exemplo, irão exercer a medicina ou a advocacia ou, ainda, a engenharia?Defensor público, desde a primeira hora, desta forma de associativismo entendi a necessidade de mergulhar nas raízes das ordens profissionais, suas exigências e suas finalidades em Portugal contemporâneo sem o descuido de o fazer de “pena ao vento”, como diria Eça. Em face deste statu quo, continuo na firme convicção – de cabeça fria e sem arrebatada paixão – que só a criação duma Ordem dos Professores poderá definir com toda a propriedade os deveres e os direitos dos docentes com a carne sofrida pelo azorrague da descriminação de que têm sido vítimas relativamente a outros profissionais de posse de uma ordem profissional criada, por vezes, por processos pouco claros na intenção, equivocados na atribuição e desqualificados pela menor preparação académica dos seus membros a nível de bacharelato ou, por vezes, nem isso.Ainda mesmo sem querer assumir o papel de profeta da desgraça, uma classe que se não organize devidamente na defesa dos seus lídimos direitos, continua a caminhar para uma triste e vil servidão. E, de certeza, ninguém se deseja prefigurado em caricata sombra do prestigiado professor liceal de outrora ou numa triste e fragilizada figura de um forte e combativo Espartaco, agora, exangue para continuar a luta pela dignificação duma carreira docente liberta dos grilhos de prepotentes medidas oficiais em prejuízo dos professores e da própria Educação em geral.Ou será que os professores portugueses, em nosso tempo, como escreveu o poeta francês de finais do século XIX, Jean Rimbaud, “acabam por achar sagrada a desordem do seu espírito?” P.S.: Tenho na forja um novo post em que será abordada a temática da profissão liberal, uma espécie de Fio de Ariadna.
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April 20 2010, 5:50pm | Comments »
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Da Gramática das Práticas Pedagógicas
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- As práticas pedagógicas são fundamentadas sobre objetivos de nível taxonómico cada vez mais elevados (por exemplo, aprender a aprender, a raciocinar, a comunicar).2. Elas (as práticas) têm cada vez mais frequentemente a tarefa de construir as competências, de se estar ansioso por conhecimento.3. Elas recorrem das vantagens dos métodos ativos e dos princípios da nova escola, as pedagogias fundamentadas sobre o projeto, o contrato, a cooperação.4. Elas exigem uma disciplina menos rígida, deixando a vantagem da liberdade aos alunos.5. Elas manifestam um grande respeito pelo aluno, pela sua lógica, seu ritmo, suas necessidades, seus deveres, seus direitos.6. Elas se prendem mais à vantagem de desenvolver a pessoa, menos à sua adaptação à sociedade.7. Elas se concentram na vantagem do aprendiz e do ensino conceituado acima de tudo na organização de situações de aprendizado.8. Elas são mais sensíveis à pluralidade das culturas, são menos etnocêntricas.9. Elas aceitam cada vez menos as falhas escolares como uma fatalidade e evoluem no sentido da diferencia o do ensino como discriminação positiva.10. Elas tendem a explodir o grupo de classe estável como única estrutura de trabalho, e compõem grupos de necessidade, de projeto, de nível.11. Elas estão cada vez mais conectadas com outros interventores e uma equipe pedagógica, inscritas numa lógica de cooperaçáo.12. Elas são cada vez mais enquadradas ao nível do estabelecimento.13. Elas vão através de uma planificação didática mais flexível e negociável.14. Elas dão lugar às tarefas abertas e às situações-problema.15. Elas vão no sentido de uma avaliação menos normativa, mais formativa.16. Elas se articulam mais facilmente como as práticas educativas dos pais, em favor de um diálogo mais equilibrado.17. Elas tornam-se mais dependentes das tecnologias audiovisuais e informatizadas.18. Elas dão lugar à manipulação de conteúdos, à observação e à experimentação.19. Elas tendem a tornar-se reflexivas, sujeitas a uma avaliação periódica.20. Elas tendem a usar mais largamente a pesquisa.21. Elas mudam mais rápido, a inovação se banaliza.22. Elas são socialmente menos valorizadas.23. Elas são favor da profissionalização, elas se baseiam sobre as competências adquiridas na formação inicial e contínua.Philippe Perrenoud (adaptado)
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April 17 2010, 4:40pm | Comments »
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Vidas de Professores: os lados nunca contados
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No âmbito de um projecto de investigação sobre as histórias reais mais marcantes da vida profissional de professores, tenho tido o privilégio de recolher dezenas de episódios reveladores do lado oculto e não oficial da organização escolar. São, por vezes, histórias felizes, de grande satisfação pessoal e profissional. Mas a maioria são histórias de grande sofrimento, de quase ruptura emocional, de grande prova de resiliência. Com a autorização da autora (a quem agradeço o gesto), divulgo hoje uma dessas histórias (que faz parte da galeria da escola a tempo inteiro). Verdadeiramente espantosa e interpelante. E que nos faz pensar sobre as políticas bem intencionadas que as geram, sobre os labirintos das dinâmicas e lógicas de acção, sobre as alegrias e os sofrimentos dos professores.No ano de 2005, com cerca de vinte e três anos de serviço prestado em diversas escolas (doze escolas localizadas em diferentes contextos), aconteceu-me, na escola onde então me encontrava colocada, uma situação que ainda hoje recordo, com o humor possível atendendo à distância do acontecido.Foi o ano em que se iniciou o novo regime de horário dos professores, impondo o Ministério a escola a tempo inteiro. Foi frequente na maioria das escolas a existência de aulas de substituição, suprindo a ausência do professor.Existia na altura uma escala segundo a qual uma bolsa de professores deveria substituir o que faltava, realizando caso não houvesse outra indicação, actividades que considerasse pedagogicamente válidas.Como é usual em relação aos acontecimentos marcantes, recordo-me perfeitamente do dia, hora, local, … em que tudo aconteceu. Digo tudo, com a noção de que estou a usar uma palavra GRANDE; mas para mim, enquanto professora, foi um acontecimento que se pode referir desse modo.Sou professora do Grupo 410 – Filosofia, facto que me circunscreveu a docência ao ensino secundário, pelo que a minha experiência relacional enquanto professora com o ensino básico era inexistente.Aconteceu-me então, logo após o início desse ano lectivo, ir fazer uma aula de substituição a uma parte de uma turma do 7º ano de escolaridade (catorze alunos), para a qual a professora de Francês não tinha deixado qualquer indicação de actividades. A aula deveria ser dada numa sala de Informática (equipada com quinze computadores) mas onde não seria possível usar projector, já que este se encontrava avariado. Lograda a esperança de passar um filme do Tintim (em francês, que pessoalmente tinha seleccionado para uma eventual situação do género), eis-me perante catorze alunos com cerca de doze anos de idade, na sala de Informática.Apresentei-me, perguntei-lhes os nomes e propus-lhes uma actividade que na altura era algo de novo: utilizar o Google Earth, para podermos visualizar a escola, a residência de cada um, enfim, uma actividade de que já tinham ouvido falar mas que, constatei, nunca tinham realizado. A simples proposta de actividade foi logo uma situação complicada pois, habituada a falar com alunos que me ouvem sentados no seu lugar, não sabia muito bem como falar, propondo a referida actividade, com alunos que não se sentavam e circulavam (indiferentes ao facto de eu estar a falar), pela sala, conversando entre si, gritando uns com os outros, ligando computadores, desligando outros, sem sequer parecerem ouvir-me. Experimentei, calar-me, na esperança de que o meu silêncio induzisse o deles, mas…em vão! Experimentei falar bem alto (sem gritar) na esperança de que me ouvissem e se acalmassem, mas…em vão! Gritei… alguns pararam e ouviram que deviam sentar-se um em cada computador, mas outros não ligaram (se é que ouviram…) absolutamente nada ao que eu disse. Continuavam a andar pela sala (grande) e chegaram mesmo a andar por cima das carteiras para mais depressa chegarem a outros colegas!!!! Fiquei estarrecida! Ainda não refeita de toda a circunstância e na necessidade de agir perante os que me haviam ouvido, entra um cão pela porta que estava apenas encostada. Imagine-se o burburinho!!! Era um cão pacífico, (para mim era do ensino secundário!) pensei que provavelmente interessado no espectáculo. Decidi-me: vou tratar de trabalhar com os que me ouviram e, sentei-me num dos computadores, “voei” para o Google Earth e localizámos a escola rapidamente, e continuámos a procurar pontos que os alunos estavam interessados em ver. Que e quantos alunos? Oito, cinco raparigas e três rapazes. À minha volta, suados, mal cheirosos, desgrenhados, mas interessados, ali estavam e … ficaram até ao final da intermiiiinnnnnável aula. Sempre à minha volta, nunca sozinhos em computador, embora familiarizados com a sua utilização, conforme fui (na medida do que me foi possível) comprovando. Quanto aos restantes, cada um num computador, jogavam jogos (penso que uns com os outros?) mas…(fantástico) absolutamente sentados!!! A meio da aula, fiz uma tímida tentativa para ir ver o que esses estavam a jogar, mas, não valeu a pena porque o barulho, a desordem, a gritaria que gerou nos oito que estavam à minha volta não fazia prever valer o esforço. Resignei-me! Fiquei sentada até ao fim, entretive aqueles oito e…graças a Deus…tocou a campainha salvando-me da situação! Abandonaram a sala sem sequer desligarem os computadores, deixaram a sala desarrumada, foram-se numa debandada sem despedida.Deixei-me ficar sentada a olhar à minha volta e a respirar fundo. Enfim, só!Apercebi-me do que tinha vivido e ao que tinha sobrevivido. Sozinha, arrumei lenta e desanimadamente a sala, deixei tudo impecável, saí e fechei a porta. Sendo o último tempo lectivo do meu horário, regressei a casa sem falar com ninguém.Habituada a muitos anos de deslocações, conduzir torna-se um momento também de reflexão. Cabeça em absoluto caos, guiei até casa sem conseguir compreender. Sentia-me (estranhamente) calma, mas desorganizada. Havia experienciado o que se me afigurava impossível: numa escola, não ser professora. Não me reconheci na pessoa que fui durante aquele tempo. Não era uma crise de identidade; eu continuava a sentir-me eu, mas eu não tinha sido eu, ali, naquele tempo.Mais tarde, ainda no mesmo dia, quando a noite se fez ordem, verbalizei na intimidade do lar toda a situação e no fim, concluí: “Hoje, não me revi, não me identifiquei, como professora. Desconheci-me. Despersonalizei-me. Não consegui ser eu.” Após uma pausa, continuei, clara e distintamente: “Não sei se vou querer continuar a ser professora.”Hoje, é apenas uma história marcante. Contudo, a distância e proximidade com que a narro, revela quão marcante foi. Obviamente que me re-organizei. Obviamente que me re-situei. Obviamente que me re-estruturei na capacidade de enfrentar situações novas na vida profissional. Afinal, com uma vida recheada de desafios ultrapassados, que representa apenas um momento – mas o único - que me fez reconsiderar a capacidade de resistir e de continuar?
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April 10 2010, 6:19am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
O Professor como pessoa
http://terrear.blogspot.com/2010/04/o-professor-como-pessoa.html
Antes de ser (ou estar) professor, o professor é uma pessoa. Como pessoa precisa de construir uma auto-imagem positiva de si mesmo. Esta auto-imagem positiva alimenta-se de 3 dimensões (Sousa: 2000): i) realização, ii) autonomia e iii) inovação.O sentido de realização pessoal manifesta-se (e desenvolve-se) nos seguintes indicadores:> optimismo> alegria> entusiasmo> felicidadeO sentido de autonomia exerce-se através de:> consciência de si> capacidade de decisão> capacidade de solucionar problemas> segurançaO sentido de inovação desenvolve-se através da> criatividade> criticidade> imaginação> projecçãoMas a pessoa do professor requer também uma imagem positiva do Outro (Sousa, ibidem), jogando-se na i) dedicação, ii) respeito pela autonomia do outro, iii) empatia.A dedicação ao outro manifesta-se através da> responsabilidade> disponibilidade> solidariedade> compaixãoO respeito pela autonomia realiza-se através da> compreensão> tolerância> aberturaA empatia joga-se na> comunicação> participação> congruência> sociabilidadeDado este quadro, há todo um cuidado e uma exigência que é preciso desenvolver.
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April 8 2010, 8:54am | Comments »


