(...)O actual Estatuto não leva em conta a especificidade da carreira docente, não pondera a singularidade do trabalho nas escolas, não promove o mérito e não incentiva a desejável melhoria de desempenhos. Pelo contrário, tem sido causa de injustiça, angústia e desmotivação para muitos professores.Para tal contexto, também o modelo de avaliação de desempenho dos docentes e a imposição administrativa de percentagens máximas para a atribuição das classificações de “Muito Bom” e de “Excelente” por escola (quotas) têm contribuído decisivamente.Ora, um processo de avaliação deve ser exigente e distinguir a excelência. E deve ser um instrumento indutor de melhorias do desempenho.(...)Assim, nos termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição da República Portuguesa e da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do Regimento, na esteira de um entendimento alargado com os parceiros sociais, a Assembleia da República resolve recomendar ao Governo que, no prazo de trinta dias:1. Elabore as normas do Estatuto da Carreira Docente e legislação complementar, designadamente, extinguindo a divisão da carreira docente entre as categorias hierarquizadas de “Professor” e “Professor titular”;2. Estabeleça um novo modelo de avaliação do desempenho docente que seja justo, exequível, que premeie o mérito e a excelência e que contenha uma componente de avaliação orientada para o desenvolvimento profissional e melhoria do desempenho dos docentes, e que contribua para o aprofundamento da autonomia das escolas;3. Crie as condições para que do 1º ciclo de avaliação não resultem penalizações aos professores, designadamente para efeitos de progressão na carreira, derivadas de interpretações contraditórias da sua aplicação.Alguns destes sentidos já aqui foram escritos há muitos meses. Espero que seja um instrumento de pacificação e de construção de melhores desempenhos organizacionais e profissionais.
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Do ECD e da Proposta de Resolução do PSD
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November 20 2009, 9:49am | Comments »
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Motivação e Recompensas
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Motivação_Recompensas_CE_SUP174
November 19 2009, 2:23pm | Comments »
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Os professores e os processos de mudança.
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- O professor desempenha um papel central na transformação das práticaseducativas e na melhoria dos processos e resultados do ensino.2. As condições de trabalho são um factor determinante em qualquer processode mudança. Uma mudança efectiva das práticas passa necessariamente pela melhoria dessas condições: ratio professor/alunos, espaços físicos lectivos, espaços para trabalho colaborativo, recursos didácticos, sistemas de escuta/comunicação, dispositivos de implicação/valorização,tempo para trabalho colectivo são algumas condições de trabalho que urge equacionar.3. Qualquer projecto de mudança é objecto de uma interpretação por parte de cada professor. O sentido que o professor lhe atribui (e que determina,em grande parte, a sua postura – e disposição - face à mudança) decorre de três critérios básicos: instrumentalidade, congruência e custo. (Vandenberghe):3.1. Critério de instrumentalidade: a mudança proposta /decretada explica claramente os princípios, os processos e os resultados? O projecto mostra claramente o que o professor deverá fazer e é praticável?3.2. Critério de congruência: a mudança proposta/decretada responde parcialmente a uma necessidade? Os alunos estarão interessados? Vãoaprender mais? O projecto ajusta-se às condições estruturais de trabalho?É compatível com a imagem que o professor tem de si mesmo?3.3. Critério de custo: de que modo a mudança afectará pessoalmente oprofessor, em termos de tempo, energia, novas qualificações, exigênciasacrescidas? Que esforços acrescidos serão necessários? Que tipo de recompensa (material, simbólica...) receberá o professor?4. A mudança é realizada pelas pessoas. As suas satisfações, frustações,preocupações, motivações e percepções pessoais desempenhamum papel central no sucesso/insucesso das inovações que se quereminstituir. Daqui decorre que a pessoa do professor deve estar no centro daspreocupações/intervenções, sendo aconselhável trabalhar pessoalmentecom os professores para os fazer compreender o seu papel no processode transformação.5. Neste contexto, só uma prática de escuta, de proximidade, de apoio efectivo, de reconhecimento, de valorização, de criação de melhores condiçõesde trabalho pode augurar o sucesso das ‘mudanças’ anunciadas.(JMA, revisitando textos 'antigos')
November 19 2009, 1:53pm | Comments »
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Uma pedagogia da libertação
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Pode-se afirmar que os professores formam os seus alunos como os oceanos formam os continentes: retirandose.(Santos Guerra, parafraseando Holderlin)Esta é uma profissão singular: trabalharpara a sua inutilidade, trabalhar para queo outro seja autónomo, trabalhar para serdispensável. Libertar o aluno das trevasda ignorância e das dependências quequase sempre escravizam. Trata-se, pois,de fundar uma pedagogia da libertação.Uma pedagogia preocupada com a libertaçãoe a autonomia não pode deixarde i) fazer uma identificação do que é dispensável ensinar e aprender, prescindindode tudo o que sobretudo visa operar a distinção e a segregação escolar;ii) seleccionar o que é socialmente relevante, nunca descurando a empregabilidadesocial dos saberes; iii) implicar os educandos na procura dos problemas e das soluções, organizando situações didácticas de participação, de pesquisa, de produção de conhecimento; iv) diversificar as fontes de informação; v)multiplicar os canais de comunicação, os sistemas de entreajuda e complementaridade;vi) clarificar as metas ou os objectivos a alcançar e os caminhos e recursos que poderão sustentar um trabalho progressivamente mais autónomo;vii) clarificar ab initio os critérios de avaliação, as condições de êxito einêxito, as regras do jogo avaliativo; viii) alorizar a função reguladora, emancipadora democrática da avaliaçãoque deve ser muito mais importante do ue a função classificativa/certificativa;ix) reconhecer e valorizar as inteligências últiplas e saber que o sucesso tem deser conjugado no plural, porque não há um mas vários sucessos; e a escola temde os ver, reconhecer e valorizar; x) criar e adoptar múltiplos instrumentos de avaliação, relegando o teste escrito (os dois por período) para um secundaríssimo plano;xi) exercer a autoridade no seu sentido pleno e original de fazer crescer o outro em responsabilidade e autonomia;xii) dispensar a ameaça que inibe e o medo que paralisa; xiii) procurar fundar uma comunidade exigente e solidária…Também por estas razões, este é, como disse Bourdieu, o primeiro de todos os ofícios: o mais exigente, o mais necessário, mais sensível, o mais delicado, o mais difícil. Um ofício que deveria merecer um outro suporte social e político, m outro olhar. Porque sem ele a vida social seria impossível.
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November 19 2009, 1:22pm | Comments »
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Um Registo de Avaliação e algo mais!
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Conclui hoje, em Lisboa, a minha participação de 30 horas na leccionação da unidade curricular Projecto de Intervenção na Escola e/ou Agrupamento do Curso de Especialização em Supervisão Pedagógica e Avaliação de Docentes (SPAD) da UCP. Como quase sempre faço, distribuo aos alunos - quase todos professores com larga experiência profissional - um cartão (deste vez azul) vazio para eles (neste caso, elas) escreverem uma avaliação holística, iluminativa que diga o essencial do tempo comum. Eram 15 os presentes. São 15 os cartões. Que aqui registo. Penso que deveria pensar estes depoimentos e sobre eles discorrer, elaborando até uma teoria da acção pedagógica. Mas fica para outra vez. Porque hoje é já tarde, cheguei há pouco, preciso de descansar. Até porque amanhã de manhã vou dar as boas-vindas a outro grupo de docentes, desta vez no Porto. Eis então os registos que me deixam suspenso entre a maravilha e o espanto. Mas eu sou o que estes olhares dizem e estes dedos escrevem, sem que haja qualquer constrangimento? Atribuo estes juízos sensíveis a uma genuína bondade e consideração. E como é óbvio não lhes fico indiferente. É a minha maior e melhor recompensa. Olho cada rosto que escreveu estas palavras e vejo a verdade e a sinceridade. Sei os meus limites que aqui não estão. Sei os caminhos de uma ou outra melhoria. Mas é muito gratificante ler e saber o que aqui está inscrito. Disse-lhes no final da aula, sem ter lido os cartões, que tinha sido um grande privilégio ter sido docente deste grupo magnífico. Que tinha aprendido aprendido muito com o empenho e profissionalismo. Que não não há docência, sem discência, glosando Paulo Freire. É por estas razões e sentimentos que o Rubem Alves afirma que o Professor é imortal. Porque continua a morar no olhar ora incrédulo ora suspenso dos seus alunos.1. Obrigado por nos ter dado oportunidade de partilhar consigo as nossas dúvidas e angústias, qua afinal são legítimas.Nestas aulas conseguimos falar, discutir, discordar, reflectir, reformular sobre as nossas práticas e sobre nós como pessoas e como profissionais.QUem dera que todos os nossos colegas tivessem o privilégio de o ter como professor. As Escolas seriam, com certeza. melhores.Espero, ansiosamente, por Fevereiro. Obrigada. Até breve. (em fevereiro serei novamente docente deste grupo num processo de condução ao Mestrado)2. Da percepção ao olhar reflexivo...Apraz-me registar da parte do Doutor Matias Alves- a capacidade de orientação, disponibilidade, frontalidade e razoabilidade;- o conhecimento profundo das matérias em causa, a mensagem assertiva, o olhar plural e antecipação às objecções;- a criação de espaços e tempos de aula gratificantes/significativos.Com a estima da aluna...3.Calhou-me, na distribuição de pequenos poemas (uma alusão ao final do 1º semestre em que distribui uns versos que os alunos tinham de ler), um excerto de um poema de Fernando Pessoa que diz:... é em mim, ali que tudo acontece.Efectivamente, estas aulas desta disciplina permitiram-me desocultar o oculto.4. AvaliaçãoParabéns!Continue a semear esperança, força, liberdade e fé num amanhã escolar Melhor!5. Um olhar contra a "rotinização" da escolaUm passo de confiança para o nosso agirum verdadeiro Professorsabedor e motivadorque nos faz crescer e acreditar na mudança.Muito obrigada.6. Considero que as aulas foram dinâmicas, práticas e elucidativas.Focalizaram-se nas problemáticas do quotidiano escolar, promovendo o trabalho/reflexão colaborativo em sala de aula e consciencializando-nos para as boas práticas educativas e profissionais.Foi um privilégio tê-lo como Professor. Obrigada...Resumindo... Muito Bom.7. Esta unidade curricular afinou a minha capacidade de:-observar-escutar- partilhar- colocar em perspectiva- estar pronta a recomeçarFoi um privilégio.Obrigada.8. Quando a boca diz uma coisa e os olhos dizem outra, as aprendizagens tornam-se difíceis.Nos nossos encontros isso não aconteceu. Foi muito bom.9. Obrigada pela disponibilidade, pela rapidez de resposta às nossas solicitações, pelo "carinho" e pela forma como tentou articular os vários módulos.Obrigada pela forma como partilhou os conhecimentos.10. Ousa...Acredita...Pensa...Participa...Aprende...Avança...Luta...Quero ocntinuar a fazer isto tudo, contando consigo. Obrigada.11. Tantos desafios, projectos, reflexões e vontade de mudar...Estou num processo de transformação e não pretendo esmorecer ou parar. O Professor foi o mentor, orientador, responsável pelas dinãmicas criadas e pela forma como passei a "olhar" os problemas.A marca ficou e a presença vai continuar porque o "Terrear" vai alimentar o desejo de crescer, aprender e saber fazer melhor.Tenho a certeza de que vou continuar a ouvir falar muito e bem do Professor... Obrigada por tudo!12. Esta unidade curricular revelou-se muito pertinente e atractiva pois motivou-me para uma reflexão sobre a qualidade do ensino, o diagnóstico das situações-problema na escola que vieram enriquecer o olhar que como docente se torna imprescindível - um olhar simultaneamente abrangente e individualizado.13. ActualidadeSurpresaEntusiasmoMotivaçãoSegurançaAberturaCondecimentoPerspectivar o futuroProblematizarMuito Bem!14. Correspondeu à grande responsabilidade de qualquer aluno: aprender, abrir-me à aprendizagem, encontrar caminhos para me aperfeiçoar como pessoa e como profissional. O meu Bem-Haja"15. Foi um início de uma caminhada... na aprendizagem. No entanto, senti-me inicialmente perdida... nos meus campos "silvestres"! Neste momento, encontro-me muito realizada como cruzamento de conhecimentos que aqui foram transmitidos e congratulo-o pelo seu empenho, também pelo seu conhecimento. Tem uma boa particularidade, é intuitivo, preocupa-se com cada aluno(a), é atento e sensível. Docente Atento! Continue... em busca de Amoras!!! (é linguagem codificada, acrescento).
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November 13 2009, 4:44pm | Comments »
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Fantástica Mensagem (que devia ser passada no debate sobre o programa de Governo, com os presentes todos em silêncio)
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November 5 2009, 9:51am | Comments »
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Do Inevitável fim da divisão da carreira docente entre titulares e não titulares
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Ainda não foi anunciada, mas já deveria ter sido. Por várias razões: i) porque o processo da sua fabricação foi iníqua e injusta, sendo praticamente impossível proceder a essa reparação; ii) porque os próprios titulares (presumo que a maioria) na altura da decisão de candidatura ignoravam o conteúdo funcional que lhes iria cair em cima e, hoje, sabendo-o, já não aceitam sê-lo (o que parece gerar um efeito de dissonância interior destrutiva; iii) porque esta "elite" profissional não é reconhecida pelos pares num número indeterminado de casos; iv) porque os efeitos concretos (os impactos positivos) estarão provavelmente longe de se atingirem, v) porque deixou de fora pessoas muito mais capazes do que os titulados.Razões mais do que suficientes para colocar já fim a algo que não é apenas inútil, mas contraproducente. E escrevo-o mesmo admitindo que para a profissão docente pode ser útil uma carreira diferenciada, mas que teria de ser regulada de outra forma onde o mérito e a competência fossem de facto inquestionáveis. Sempre fui contra o rebanho e a mediocridade. Mas também sempre fui contra a injustiça e a arbitrariedade.
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November 3 2009, 2:03pm | Comments »
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Para quem se esqueceu
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November 1 2009, 5:02am | Comments »
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Fazer Pensar
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"Fazer pensar é tudo; e a agitação a única alavanca que pode deslocar este mundo: pois que agitar quer dizer instruir, ensinar, convencer e acordar."Alberto Sampaio, citado por ANtónio Nóvoa (1989). Os professores - quem são? Donde Vêm? Para onde vão?. Lx: UTL
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October 29 2009, 5:47am | Comments »
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Representações sobre a Indisciplina
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Neste artigo analisamos um conjunto de representações dos professores sobre indisciplina escolar, bem como suas implicações para as práticas pedagógicas particularmente relacionadas ao enfrentamento da indisciplina em sala de aula. Inicialmente exploramos três representações dos professores em relação à gênese da indisciplina. A primeira representação considerada atribui destaque ao aluno como sujeito singular na produção da indisciplina e sobre o qual vai estar centrada a intervenção pedagógica. A segunda representação atribui a gênese da indisciplina ao contexto próprio das relações entre os sujeitos em sala de aula. A terceira representação sugere que a indisciplina seria algo socialmente construído nas escolas, e estaria intrinsecamente relacionada à natureza e função social da escola, bem como imbricada em sua cultura institucional. Essa terceira representação se distancia das anteriores e fornece um entendimento da indisciplina como mensagem cultural. Na segunda parte do artigo analisamos um conjunto de implicações das representações dos professores em relação a suas práticas pedagógicas. Ao final do texto, apresentamos considerações que destacam algumas questões que nos parecem centrais no estudo das representações dos professores sobre a indisciplina escolar em relação aos papéis que estes supostamente deveriam exercer em cenários de indisciplina.Palavras-chave: Educação. Indisciplina escolar. Representações dos professores.Texto integral
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October 23 2009, 3:42pm | Comments »