Aucune organisation, aucune pratique ne fonctionne dans une totale transparence des raisons et des conséquences de l’action. " Quand on voit ce qu’on voit et qu’on entend ce qu’on entend, on ne peut s’empêcher de penser ce qu’on pense et de faire ce qu’on fait ", disait à peu près le dessinateur Reiser. Mais l’acteur social ordinaire ne peut pas l’avouer, il ne prend pas le risque de reconnaître ouvertement qu’il n’a pas toujours des objectifs clairs, qu’il change parfois de tactique sans raison, qu’il fait des choses qu’il serait bien incapable de justifier sérieusement, qu’il ne sait pas tout ce qu’il est censé savoir, qu’il ne prépare pas chaque cours aussi soigneusement qu’il le prétend, qu’il reste indifférent à des problèmes qui devraient le concerner, qu’il oublie des informations cruciales, qu’il déroge à certaines règles par goût du confort, qu’il n’applique pas tous ses principes et ferme les yeux sur des conduites qu’il devrait sanctionner. Comment avouer qu’on n’est pas totalement sérieux, honnête, cohérent, lucide, rigoureux. désintéressé et professionnel ?Tout le monde étant logé à la même enseigne, chacun se doute que les autres ne sont pas aussi irréprochables qu’ils s’en donnent l’air. Toutefois, sauf s’il y a une forte complicité, chacun joue la comédie de la maîtrise dans son milieu professionnel.En formation, l’enjeu n’est pas de dénoncer les failles, de dévaloriser des acteurs, de noircir le tableau. En même temps, à sacrifier à tous les mythes, on s’interdit d’accéder à une partie importante des gestes professionnels. Par exemple, on ne peut pas parler ouvertement :- du temps de travail, des absences, des retards, de l’importance réelle du travail de préparation ;- des moments d’improvisation, des cours non préparés, des situations didactiques qu’on ne maîtrise pas ;- des évaluations vite faites, dont le seul but est de mettre une note pour boucler une moyenne ;- des élèves qu’on n’aime pas, dont on se débarrasserait volontiers ;- des occasions où on perd son sang-froid, on crie, on donne des punitions injustes ;- des activités où on perd pied, où on n’en sait pas plus que les élèves ;- des moments de panique, où on se sent dépassé, où on ne sait que faire ;- des phases de déprime, où l’on fonctionne au ralenti, " dans le brouillard " ;- des " trucs " pas très avouables qu’on utilise pour maintenir l’ordre, conserver le pouvoir ;- des rapports de séduction qu’on entretient avec certains élèves.Si tout cela reste du domaine des non dits (Perrenoud, 1996 a), comment pourrait-on en faire des objets de formation ? Pour une part, ces composantes peu avouables sont pourtant fonction des représentations et des compétences de l’enseignant plus que d’un manque de sérieux ou de cohérence.Philippe PerrenoudTexto integral
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Travailler sur les non dits et les contradictions du métier et de l’école sans désenchanter le monde
http://terrear.blogspot.com/2011/02/travailler-sur-les-non-dits-et-les.html
February 22 2011, 2:50pm | Comments »
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Da (impossível) profissão docente
http://terrear.blogspot.com/2011/01/da-impossivel-profissao-docente.html
"Parece que nenhuma profissão exija, como esta exige, que o indivíduo se adapte simultaneamente a tão grande número de necessidades, por vezes contraditórias, sem receber ajuda, apoio e reconhecimento. Podemos constactar isso, citando algumas dessas necessidades:- programar muitos conteúdos obrigatórios e conciliar a criatividade do professor com os interesses dos alunos;- aplicar as técnicas idóneas para ensinar, despertando o interesse e não dispondo dos recursos necessários;- ter de adaptar-se continuamente à idade e à personalidade dos alunos e não ter as oportunidades necessárias para poder assumir com normalidade as modificações da nossa própria pessoa;- propormo-nos como modelo e estarmos pouco reconhecidos socialmente;- intervir activamente na disciplina e não obter o apoio social e familiar necessário;- promover a cooperação dos pais e obter uma resposta minoritária;- ser "cabeça d eturco" no actual momento histórico pleno de modificações e de incertezas e constactar que não se vislumbram soluções a médio prazo.Todas estas situações são factores determinantes para que o organismo se encontre sob uma tensão execessiva e permanente que se prolonga para além das próprias forças e provoca um mal-estar dos docentes, com consequências sobre a personalidade do professor, que geram:- sentimentos de desconcerto e de insatisfação face aos problemas reais da prática do ensino, em aberta contradição com a imagem ideal que muitos professores desejam;- um desenvolvimento de esquemas de inibição como forma de desligar a implicação pessoal do trabalho que se realiza;- absentismo laboral como mecanismo de cortar a tensão acumulada;- ansiedade, subapreciação do Eu, autoculpabilidade face à sensação de não ter êxito no trabalho;- esgotamento, frustação, ansiedade, apatia, insónias, manifestações psicossomáticas e de tipo muscular, digestivo e cardíaco, etc.;- desejo manifesto de abandonar a docência;- mudança de escola como forma de iludir situações conflitivas;- perda de ilusões e de estímulos.(…)Porque a nossa tarefa é pedra angular da civilização futura, e porque nada podemos esperar dos que não têm vontade de cooperação neste tema, é preciso que evitemos chegar ao verdadeiro stress."In Gomez, Mir e Serrats, (1992), Como criar uma boa relação pedagógica, Porto: Ed.ASA
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January 8 2011, 9:34am | Comments »
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Quase metade dos cursos de formação de professores com média de 11 valores
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por Kátia Catulo , Publicado no jornal”I” em 22 de Outubro de 2010Quem pode foge da carreira docente; os que não que não conseguem melhor escolhem os cursos menos exigentes, avisam os especialistas em educaçãoUm bom professor faz toda a diferença em qualquer escola do mundo. Só por isso faz sentido que apenas os melhores candidatos sejam admitidos no ensino. Não é o que aconteceu este ano em Portugal. Os resultados da primeira fase de acesso ao ensino superior mostram que um em cada três cursos de formação de docentes teve uma nota mínima de acesso a rondar os 10 valores. Em quase metade das licenciaturas de Educação Básica (45%), o último classificado obteve uma média de 11 valores.Dos 20 cursos de educação básica oferecidos nos politécnicos e universidades do país, só três cursos atingem uma média superior a 12 valores e em apenas 15% das licenciaturas (três cursos), a nota mínima é superior a 14 valores. "São maus resultados, mas não surpreendem", diz Manuel Santana Castilho, professor da Escola Superior de Educação de Santarém. Estamos perante uma carreira com as mais "elevadas" cargas horárias da União Europeia e os salários médios mais baixos da OCDE.Qual é portanto o candidato que procura uma profissão que oferece menos que muitas outras? A resposta é óbvia: "Os que não conseguem melhor vão para os cursos menos exigentes", defende o analista educacional. E, quem pode, foge das escolas que "nos últimos cinco anos" se tornaram nos lugares menos apelativos para os estudantes que se candidatam ao ensino superior.Os resultados deste ano são preocupantes e podem ser ainda mais a curto ou médio prazo, avisa o dirigente da Associação Nacional de Professores, João Grancho: "Cada vez mais a profissão de docente tenderá a não conseguir atrair os melhores." A exposição negativa a que os professores estão sujeitos, a instabilidade nas escolas, a precariedade, o desemprego ou o pouco reconhecimento social são os motivos para afastar os alunos com as melhores médias, defende o presidente da ANP. Não é por acaso que a União Europeia recomenda a todos os países membros para adoptarem políticas que tornem mais atractiva esta profissão: "A qualidade de um professor tem um grande impacto no insucesso e abandono escolar", relembra João Grancho.Selecção rigorosa. Ter uma classificação elevada não é porém garantia para formar um bom professor, alertam os especialistas em educação. E é por isso que os cursos devem estar sujeitos a uma selecção rigorosa. Não basta avaliar os conhecimentos que os candidatos adquiriram no ensino básico e secundário, adverte Luís Picado presidente do Instituto Superior de Ciências Educativas: "Há outras competências que deverão ser exigidas, como por exemplo as aptidões interpessoais, emocionais e motivacionais."Razão para o especialista em Psicologia da Educação sublinhar também o papel das escolas de ensino superior: "Cabe às universidades seleccionar e, também, identificar durante o processo formativo aqueles que não demonstram as competências necessárias. Um bom professor ensina o que sabe mas também ensina a pessoa que é." Não havendo selecção, formação e avaliação adequadas, é "toda a credibilidade e futuro da profissão, bem como a qualidade da educação, que ficam comprometidas", explica o presidente da Associação Nacional de Professores. Repensar as condições de admissão é por isso urgente se quisermos sair dos "últimos lugares da Europa", remata Santana Castilho.Pois cabe às instituições seleccionar os melhores nas várias dimensões. Exige-se que não certifiquem perfis problemáticos, que elevem os padrões de exigência mesmo na admissão (pois podem criar critérios específicos de acesso). E havendo efeitos da agenda política na criação do problema relatado, há, porém, outros factores que têm a ver com a falta de auto-regulação da própria profissão, com a imagem social que os professores dão de si mesmos, com a presença e intervenção cívica que têm (ou não).Por outro lado, é preciso reforçar o controlo do acesso à profissão e criar de facto o ano probatório.Última nota: não vale a pena distorcer a realidade (Estamos perante uma carreira com as mais "elevadas" cargas horárias da União Europeia e os salários médios mais baixos da OCDE) - pois isto não é verdade e não é por isso explicação.
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October 22 2010, 2:55pm | Comments »
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A profissionalidade docente na educação básica em Portugal
http://terrear.blogspot.com/2010/09/profissionalidade-docente-na-educacao.html
Este texto, que faz parte de um estudo de caso que busca compreender as dinâmicas pedagógicas do cotidiano de uma escola de 1º ciclo da educação básica em Portugal, explora alguns aspectos da construção da profissionalidade docente, a partir de entrevistas semiestruturadas realizadas com quatro professoras de uma escola pública localizada na cidade de Braga. A análise dos dados, pautadas na "impregnação" e "interpretação" como propostas por Michelat (1982), foi organizada em torno de quatro categorias: a formação inicial; o início da carreira docente; o exercício da profissão; e as ações de formação. É possível concluir que (i) a função docente continua se caracterizando por uma atividade solitária com as decorrências que lhe são próprias; (ii) a inexistência de estratégias de acolhimento dos novatos, associadas às dinâmicas de lotação profissional, impõe, aos professores, inícios profissionais, por vezes, desalentadores; (iii) as ações de formação, como continuam sendo oferecidas, consolidam-se mais como agências de titulações, que permitem vantagens nas progressões funcionais, do que como vetores das alterações das práticas curriculares. Tecem-se conjecturas em torno da adequação de se ter, nas escolas, profissionais experientes, a quem caberiam as tarefas de apoio aos iniciantes e, também, da importância da implantação de processos de formação profissional docente nas próprias unidades escolares, assentados na lógica da constituição de grupos de reflexões.Palavras-chave: Educação básica — Profissionalidade docente — Formação de professores.Texto integral
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September 1 2010, 12:33pm | Comments »
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Profissionalização interactiva, aprendizagem individual e aprendizagem colectiva
http://terrear.blogspot.com/2010/05/profissionalizacao-interactiva.html
fonte: Thurler (2004)
May 30 2010, 8:59am | Comments »
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Venha a nós o vosso reino!
http://terrear.blogspot.com/2010/03/venha-nos-o-vosso-reino.html
Retomo o enunciado bíblico, não para sugerir aos meus leitores que rezem o Pai Nosso, mas proclamar a necessidade de uma pacificação exigente.Venha a nós o vosso reino! Um reino de concórdia e de unidade no essencial dos projectos educativos! Um reino de cooperação solidária entre os professores de forma a ir diluindo as desconfianças, as invejas e as intrigas! Um reino de diálogo desarmado entre os professores e asfamílias, onde os superiores interesses das crianças sejam o centro da acção! Um reino que vá dispensando os simulacros e as aparências! Um reino da humildade e da sensatez.Venha a nós o vosso reino! Um reino onde a alegria de ensinar seja possível! Onde os pequenos milagres ainda possam acontecer! Onde o respeito e o amor ao próximo sejam mais do que palavras! Onde a dádiva, a entrega e a compaixão sejam o coração da escola! Onde o brilho nos olhos se possa acender!Venha a nós o vosso reino! E não nos deixeis cair na tentação do rebanho, da mediocridade, da indigência e do deixa andar. E não nos deixeis cair na tentação da acefalia, da subserviência, e do medo.Venha a nós!(inicialmente publicado no "Correio da Educação")
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March 12 2010, 5:26pm | Comments »
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A Menina do Lápis Castanho
http://terrear.blogspot.com/2010/03/menina-do-lapis-castanho.html
O início da crónica de hoje de Miguel Santos Guerra. De facto, o paradigma da educação de infância tem muito a ensinar a todos os outros ciclos educativos. Não será possível ver? E depois agir?Me preocupan mucho los efectos secundarios del sistema educativo. Entre otros, el aplastamiento de la creatividad, de la espontaneidad y de la inventiva que puede acarrear una práctica rutinaria, repetitiva y homogeneizadora.Bastaría comprobar el clima de una aula de educación infantil y compararla con un aula universitaria. Entre una y otra experiencia han pasado muchos años en los que se ha primado la repetición, el silencio y la rutina. El color del espacio, el calor de las relaciones, la efervescencia de las iniciativas, la diversidad de las actividades, la viveza del diálogo, la espontaneidad de las intervenciones de un aula de infantil tienen poco que ver con la rigidez y la frialdad de muchas aulas universitarias.“Enfrentemos la realidad, lo que la escuela hace, por la general, es interrumpir continuamente los intentos de los niños de retomar la altamente concentrada intensidad del juego”, dice la autora del hermoso libro que voy a comentar a continuación. Se titula “La niña del lápiz marrón” y lo ha escrito Vivian Gussin Poley, prestigiosa maestra de infantil, en la Editorial Amorrortu. Vivian recibió el premio McArthr Award por su labor pionera en la técnica de narración de historias en el aula .Hace bien la autora en decir “en general”.Y yo hago bien en subrayarlo. Para que nadie que pone toda su carne en el asador se sienta acusado o acusada de poner zancadillas a la creatividad. Para que ninguna persona que dedica su vida a cultivar el ingenio se sienta metida en el saco que lleva una etiqueta negativa.Dice esta ilustre maestra (no sólo son ilustres los académicos): “yo también necesito que en la clase haya pasión. Necesito la intensa preocupación de un grupo de niños y maestras que inventan nuevos mundos mientras aprenden a conocer recíprocamente sus sueños. Inventar es estar vivo, Más que a la ausencia de calificaciones, yo me resisto a la ausencia de imaginación…”.Texto integral
March 6 2010, 11:18am | Comments »
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Professores que Marcam
http://terrear.blogspot.com/2010/03/professores-que-marcam.html
“As pessoas apaixonadas são as que fazem a diferença nas nossas vidas.Graças à intensidade das suas convicções e das suas acções, são elas que estabelecem uma ligação com o sentido de valor que se encontra dentro (e para além) de nós próprios. Por vezes, a paixão vai ardendo com uma intensidade calma e refinada, mas,noutros momentos, ruge como um trovão e com eloquência. Mas, qualquer que seja a forma como emerge a paixão do professor, os alunos sabem que estão na presença de alguém cuja devoção para a aprendizagem é excepcional. Mesmo quando essa devoção tem uma intensidade que pode fazer com que os alunos se sintam desconfortáveis, eles continuam a saber que é algo importante e é o que faz com um professor se torne inesquecível” (Fried, 1995, in Day, 2004a:34). (...)SegundoDay (2004b), outras vertentes estão naturalmente comprometidas com o carácter moraldo professor, que Sockett (1993), associa a cinco virtudes no trabalho docente:(a) “A honestidade” visa o interesse pela verdade, pelas suas convicções, enquanto professor e a criação de um ambiente em que o aluno se sinta seguro;(b) “A coragem” refere-se ao uso da razão prática e à capacidade de ser “fiel aos seus princípios”; (c) “O cuidado” aponta para o facto de o docente ser capaz de demonstrar os seus sentimentos e emoções sem receios e levar os alunos a interessarem-se pelo que aprendem;(d) “A justiça” alude para o tempo dedicado a cada aluno, para a imposição da disciplina e para a garantia de justiça enquanto membro da comunidade escolar;(e) “O conhecimento prático” que tende para a combinação das outras quatro virtudes bem como a qualidade da reflexão e do julgamento que permite ao “professor saber o que fazer, quando e porquê” (in Day, 2004b:52 e 53).Assim, a natureza do trabalho docente envolve o cuidado e a compaixão (características substantivas do professor) no estabelecimento de uma relação com alunos e colegas, logo, é impossível e indesejável separar o lado profissional e o pessoal(Day, 2004b).(...)Concluiu-se então que os professores que motivam os alunos para a aprendizagem apresentavam um leque de características que passamos a descrever: (a) “gostam de ensinar a disciplina”; (b) “gostam de ensinar os alunos”; (c) “tornam as aulas interessantes e ligam-nas ao dia-a-dia”; (d) “sabem rir, mas também manter a ordem”; (e) “são justos”; (f) “são acessíveis”; (g) “não gritam”; (h) “não dão sermões”; (i) “explicam a matéria e revêem o que os alunos não entendem, sem que se sintam humilhados” e (j) “não desistem dos alunos” (Rudduck, 1997, in Day, 2001:43).Podemos, assim, constatar que estes dados atestam estudos anteriores sobre a experiência dos alunos nas instituições escolares, sendo que para estes a “boadisposição”, o “bom feitio” e o “sentido de humor” são características cruciais de um bom professor (Taylor, 1962, in Day, 2001:43), não descurando que o bom professor deverá ser “firme” e ao mesmo tempo “justo”, demonstrando ainda um vasto conhecimento da disciplina que lecciona, bem como ser capaz de contornar situações difíceis e torná-las mais claras, mantendo sempre uma imagem prestável, encorajadora, interessada e disponível (Hargreaves, 1972; Nash, 1976; Gannaway, 1976; in Day,2001:43). Dentro desta linha de pensamento, Flores (2004:266) sugere ainda outras características de um “bom” professor: o “cuidado”, o “compromisso” e o “entusiasmo”. Goodson (2000) caracteriza como excelente professor aquele que é “popular”, “aberto”, “bem-humorado”, “fascinante” e “motivador”.In Lapo, Maria João (2007). Professores que marcam a diferença. Lisboa:UCP (dissertação de mestrado, polic))
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March 5 2010, 4:03pm | Comments »
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Cronstruindo o sucesso através de dis posições profissionais
http://terrear.blogspot.com/2010/03/cronstruindo-o-sucesso-atraves-de-dis.html
Retomando o tema da construção do sucesso depois de ter hoje estado com cerca de 60 docentes que em dois agrupamentos têm construído novas oportunidades de sucesso escolar no âmbito do projecto fénix. Para acrescentar o seguinte:a) para além do modelo didáctico em uso, é de primordial importância o modelo de acção profissional. Gratificante ouvir uma professora dizer que agora se sente muito tentada a inovar, a arriscar, a experimentar novas soluções para os velhos problemas do insucesso. Ora, esta passagem do modelo de funcionário que se limita a cumprir instruções "superiores" e a "dar o programa" (mesmo que os alunos nada aprendam) para o modelo de profissional que é capaz de ousar, que é capaz de analisar as situações-problema, as situações-obstáculo e ensaiar as soluções ajustadas é de grande alcance pedagógico.b) esta acção profissional é, intrinsecamente, uma acção colaborativa, que reflecte sobre as práticas e aprende com os êxitos e inêxitos. E para isso, é de vital importância o tempo do encontro, da partilha, da construção de confiança.
March 4 2010, 3:03pm | Comments »
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A Pilotagem das Práticas Pedagógicas
http://terrear.blogspot.com/2010/03/pilotagem-das-praticas-pedagogicas.html
Em resumo, a pilotagem das práticas não é evidente, os docentes resistem-lhe activa ou passivamente, por boas ou más razões Não é absurdo pensar que os manuais, por um lado, os hábitos, por outro, sejam as fontes de influência mais fortes. Ora, os manuais são, em parte, produtos comerciais, sem dúvida seguindo os programas, mas cuja inspiração pedagógica depende dos autores. Quanto aos hábitos, não são facilmente "govemáveis".Daqui se depreende que a pilotagem pedagógica, entendida como pilotagem de práticas, seja ao mesmo tempo um motivo de preocupação e desespero dos quadros e dos formadores, que são supostos orientar o trabalho dos docentes, mas que constatam, ano após ano, que têm nisso pouca influência. Em vez de multiplicar os dispositivos de pouca eficácia seria preferível ir à raíz do problema. A problemática da pilotagem partilhada forneceria a ocasião.É preciso encarniçar-nos? Porque se deveria a todo o custo influenciar as práticas? Porque os docentes não estão por sua conta. São empregados de um sistema educativo que deve enfrentar um desafio muito importante: permitir que todos os jovens recebam conhecimentos e competências à medida da sociedade e do futuro que os espera. É este o desafio da pilotagem pedagógica. Não deveria ser o de fazer funcionar a burocracia escolar como um relógio, nem o de orientar as práticas para satisfazer o gosto do controlo ou do poder de enquadramento. A finalidade é de fazer da Escola uma Escola eficaz, no sentido em que cumpre a sua missão. Philippe Perrenoud, obra citada infra
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March 1 2010, 4:40pm | Comments »

