Do prefácio ao livro acabado de editarOs Professores e a procura de uma ética profissionalEm boa hora este livro passa a poder circular pelo largo espaço público. Fruto de um trabalho de mestrado na Universidade Católica Portuguesa, esta obra identifica as pedras que podem alicerçar uma profissão socialmente mais reconhecida e traceja os caminhos para se construir uma imagem profissional simultaneamente mais consistente e eficaz.Rastreando as memórias das marcas que fizeram a diferença, consolidamos um saber que não podemos ignorar. Os bons professores têm expectativas elevadas (e ajustadas) em relação às possibilidades de realização dos seus alunos; centram o ensino que ministram na compreensão das realidades, não se perdendo nas minudências teóricas, geralmente estéreis; dominam a matéria que leccionam porque se actualizam constantemente e não estão à espera que alguém providencie o conhecimento de que necessitam; gostam de ensinar, apreciam o contacto com as pessoas, confiam e acreditam na perfectibilidade do ser humano; têm consciência do seu inacabamento profissional e por isso procuram, e por isso fazem auto-crítica, e por isso aceitam as críticas de boa fé enunciadas; sabem que a sua actividade se centra mais no fazer aprender do que no ensinar, pois reconhecem o seu próprio insucesso se os seus alunos nada aprenderem (ainda que também saibam que não é o único responsável pelas aprendizagens e, no limite, pode até nem ter qualquer responsabilidade); são claros no enunciado das regras do jogo didáctico e avaliativo e fazem-nas cumprir com firmeza e justeza.Os bons professores que fazem a diferença não precisam de ser super-homens ou super-mulheres. Basta-lhes possuir o sentido de humanidade e de compaixão. Basta-lhes recusar o estatuto de menoridade intelectual e agir como co-autores do seu próprio destino profissional. Basta-lhes reconhecerem a vantagem de trabalharem numa lógica de colaboração e serem membros de uma comunidade profissional aprendente. Mas este bastar é de uma grande complexidade e exigência ética.Porque ser hoje professor é um grande desafio que implica não apenas o conhecimento, mas também a proximidade, o cuidado, o alento, a compaixão. O bom professor é, então, esse ser frágil que precisa do suporte de uma comunidade profissional que tem de ajudar a construir, esse ser disponível para construir humanidade nas relações pedagógicas e sociais, esse ser atento às vulnerabilidades do outro, esse ser que não desiste de inventar dias mais claros.O livro que agora tem na mão foi escrito por alguém que ama a vida e o próximo. Por alguém que faz da gratidão um sentimento essencial da convivência. Por alguém que sabe por onde se pode começar a transformar a docência. Que seja fonte de inspiração para políticos e, sobretudo, para professores. Estou certo que o será. Para todos os que vêem na educação uma oportunidade de acender cada vez mais luz nas trevas que nos ameaçam.(JMA)
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Professores que marcam
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December 12 2010, 11:11am | Comments »
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Do Profissionalismo
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O profissionalismo contrapõe-se, simultaneamente, portanto, tanto ao amadorismoquanto ao mercenarismo. No caso do mercenário, os fins ou o significado das ações nãoestão em discussão; sua prática é regulada exclusivamente pelo pagamento, pela merces,que em latim significa salário, soldo. Quanto ao amador, ainda que se possa,tangencialmente; apreciar o envolvimento em geral desinteressado, a dedicação por amor aalguma atividade, é justamente esse não-comprometimento que o distingue do profissional.O profissional professa sua competência e age em função dela, regulado por valorespermanentes e comprometido com o bem comum. É nessa trilha que o agirprofissionalmente adquire uma positividade claramente negada a ações amadorísticas.Postulamos que o professor - até em sentido etimológico, como aquele queprofessa, que declara sua competência, e com base nela, proclama sua relativaindependência e compromete-se com os interesses coletivos - deve ser considerado oparadigma do profissional. Suas ações mais corriqueiras exigem um profundo senso deprofissionalismo.Na formação dos profissionais da Educação para atuar em todos os níveis doensino, muitas vezes a ênfase situa-se na competência técnica, no domínio dos conteúdosde um conjunto de disciplinas específicas, sem que se dê suficiente relevo às outrasdimensões que caracterizam um profissional. Sem comprometimento, sem o sentimentoprofundo de contribuir para o bem comum, sem o reconhecimento social que viabiliza umaauto-regulação de suas atividades, sem a dignidade e o orgulho de sentir-se um servidorpúblico, independentemente de qual seja a fonte que propicia o pagamento de seus salários,não se pode falar propriamente de profissional da Educação. Isoladamente, a competênciatécnica pode inclusive tornar mais agudos alguns dos males de que padece o magistério,como é o caso da intolerância, que será examinado a seguir.Educação: Seis Propostaspara o Próximo MilênioNílson José Machado
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January 8 2010, 4:33pm | Comments »
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Denúncia e apelo
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Eu não posso compactuar com um sistema que age como se um relato com este que me chega de madrugada não pudesse existir. Eu não posso compactuar com este desejo de fuga da escola, sentido pelos melhores profissionais que temos, com o "chico-espertismo" que obtém muito bom e excelente numa avaliação supostamente destinada a distinguir o mérito. Eu não posso ser cúmplice da mediocridade. Tenho de erguer a minha voz contra a "tentação do rebanho" que venho denunciando há mais de 30 anos, em textos dispersos por diversos media. Vou agora dormir, pela 1:20 da manhã, deixando este lamento, misturado com uma réstea de esperança. Como sinal de alento e a convicção de que é possível construir uma solidariedade exigente.(...)Um post sobre as aulas assistidas fez-me relembrar uma conversa que ouvi hoje na sala de Profs. Um colega de EDF, que nem se dá por ele, dizia muito eloquentemente que tinha recebido a avaliação da escola do ano passado: Muito Bom. Afirmava que o avaliador tinha sido amigo e tinha-lhe dado 9 e o executivo 7. Outro referia que tinha tido excelente. O colega mais incompetente que tive no curso EFA teve Muito Bom , no ano anterior, pelo tempo de serviço e assiduidade. Não se falava dos alunos, dos problemas da escola, formas de ultrapassar dificuldades mas... às vezes ponho-me a pensar o que faço no ensino. Tenho um Director que não gosta que os professores leccionem as aulas de porta aberta; que organiza uma lista ao conselho geral onde os docentes efectivos são só 1º e 2º ciclos. Desculpe o desabafo mas ando a ficar mesmo desanimada com o que observo. Ainda bem que este ano só dou aulas e não tenho nenhum cargo. Ainda bem que vou lendo pensamentos que vão ao encontro do que eu penso, que me dão ânimo e me ajudam a pensar que o importante, o ponto central são os alunos que, na maior parte das vezes, são os mais esquecidos. Hoje fez-me relembrar uma oral cujo tema principal, na cadeira de História clássica, era a Alegoria da Caverna. Durante anos odiei Platão, tinha lido o texto mas não o tinha sentido não o tinha compreendido. É óbvio que passados 20 anos dou-lhe uma importância diferente e acredito que na maior parte das vezes não passamos de prisioneiros a quem é difícil libertar-se... Uma boa noite e obrigada .Boa noite. Não desista. Os alunos precisam de si.
October 21 2009, 6:11pm | Comments »
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Carta de Berkeley: O que é ou quem é um bom professor?
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Maria Elvira CallapezÉ comum ouvirmos expressões como “tive um excelente professor”, “o professor tal influenciou-me bastante”, “nunca mais me esquecerei daquele professor”, “que saudades daquelas aulas”... Então, quem é, ou quem são esses bons professores? Do que é que guardamos memória? Quem elegemos como bons professores? Que qualidades procuramos num bom professor? Quem pode decidir objectivamente o que é um bom professor e com base em quê? Será consensual admitir que quando definimos um bom ou mau professor, fazemo-lo com base na nossa experiência pessoal, apesar de existirem muitos estudos sobre o assunto que, segundo Ornstein, têm falhado em produzir resultados úteis, ou porque confirmam o senso comum, ou porque parecem ser altamente questionáveis. Embora não seja fácil definir um padrão de personalidade de um bom professor, há seguramente razões para acreditar que os bons professores exibem características pessoais únicas e que por vezes “há um padrão consistente na descrição de um bom professor: é competente na matéria, preocupa-se profundamente com o sucesso e carácter dos alunos e tem um cunho distinto”. Ou seja, “embora não se possa reduzir uma lista particular de comportamentos do professor a uma fórmula, reconhece-se que a capacidade intelectual e o conhecimento das matérias são importantes factores para julgar o sucesso de um professor.” Para além das capacidades intelectuais, que outros atributos pessoais deve um bom professor possuir para o bom ensino?Tem-se assistido nos últimos tempos a uma agitação à volta das questões educativas, nomeadamente, sobre a qualidade do ensino e dos professores. Em conversa com uma colega, Marita Hübner, investigadora de pós doutoramento na University of California, Berkeley, sobre o que se poderia considerar “um bom professor”, respondeu-me ela com o seguinte episódio: “quando iniciei os meus estudos de mestrado em Filosofia numa universidade alemã, no final dos anos 90, escolhi as aulas de um dos professores mais cotados na área.Quando cheguei à sala, misturei-me com os 45 candidatos ao curso e o professor disse-nos: vocês são muitos, as minhas expectativas em vocês são grandes e muitos de vocês não terão capacidade de as satisfazer, com toda a certeza. Continuou ela o relato: este professor era candidato a ministro da cultura. Face ao seu recado, o mesmo número de alunos, os mesmos alunos, na mesma sala, foram conhecer o outro professor da cadeira que lhes disse: a sala é bastante pequena, vamos dividir-nos em dois grupos e assim poderemos trabalhar bem melhor. A grande maioria dos alunos não teve dúvidas em escolher este professor, aparentemente, o número dois ou três, preterindo o número um, pelo menos reconhecido como tal”. Tendo presente que na interacção professor-aluno há a considerar factores como a subjectividade e a sensibilidade que resultam dessa relação, como se poderá interpretar esta diferença de atitudes, comportamentos por parte de cada um destes professores? Será que um é o bom e o outro é o mau? Sem dúvida que tentar definir com toda a certeza o que é um bom professor é difícil, é complexo e alguns investigadores no campo da educação admitem até que “we do not know how to define, prepare for, or measure teacher competence.” Algumas definições clássicas afirmam que um bom professor “é um verdadeiro académico, eficiente, trabalhador, imaginativo, objectivo, humano e cavalheiro.” Outras consideram que as qualificações de um bom professor passam por “dominar completamente a sua matéria, gostar genuinamente da sua matéria e dos seus alunos como seres humanos ” para além de dever ser “física, emocional e intelectualmente robusto”. Há quem defenda que o bom professor para ser altamente qualificado, deveria possuir, no mínimo, o doutoramento. É certo que existem várias objecções a este ponto de vista, porque alguns dizem que determinadas pessoas formalmente menos qualificadas detêm uma invulgar capacidade, atingindo níveis de reputação, prestígio e competência comparáveis aos que dedicaram anos à investigação para adquirirem o grau de doutor. Embora estejamos cientes de que o número destes casos é reduzido, há que dar o merecido “crédito a essas excepções, quando elas aparecem”.Há um rol de atributos sobre o que é um bom professor. Certas investigações notam que a classificação desses atributos depende dos tempos, das gerações, das universidades, escolas, supervisores, professores das ciências da educação, alunos dos ensinos básico, secundário e superior. Se, em determinada altura, se valorizam os professores cujos alunos passam nos exames nacionais, noutras (anos 80) os bons professores eram, por exemplo, os que seguiam as receitas de Madeline Hunter para alcançar o sucesso. Algumas visões dividem, ainda, os bons professores de acordo com uma “taxonomia de qualidades” como, em resumo, as seguintes variantes demonstram: “1 - IDEAL teachers meet standards set by school principals, supervisors, and education professors. 2 - ANALYTIC teachers use observation techniques to record how well they are meeting their instructional intentions. 3 - EFFECTIVE teachers bring about higher student achievement. 4 - DUTIFUL teachers perform assigned teaching duties well. 5 - COMPETENT teachers pass tests that indicate they possess requisite teacher attributes. 6 - EXPERT teachers have extensive and accessible knowledge and can do more in less time. 7 - REFLECTIVE teachers examine the art and science of teaching to become more thoughtful practitioners. 8 - SATISFYING teachers please students, parents or caregivers, colleagues, supervisors, and administrators. 9 - DIVERSITY-RESPONSIVE teachers are sensitive to all students. 10 - RESPECTED teachers possess and demonstrate qualities regarded as virtues.” Ou seja: “1 - O professor ideal satisfaz os padrões subjectivos de excelência determinados e seleccionados por outros e por isso pode levantar problemas e gerar desacordos. As características de um professor ideal são: atitude profissional, criatividade, controle das aulas, planeamento, personalidade e compreensão dos alunos. Outros atributos incluem flexibilidade, estabilidade emocional, comportamento ético, expressividade, energia e magnetismo pessoal. 2 – O professor analítico é aquele que, durante as aulas, é examinado/avaliado de acordo com as práticas e técnicas que utiliza, com as interacções professor-aluno, nomeadamente, sobre o assunto e o tempo gasto a expô-lo, quer por parte do professor, quer por parte dos alunos, assim como a extensão e natureza do silêncio dos alunos. 3 – O professor eficaz olha atentamente para as actividades dos seus alunos, é receptivo e encorajador, imparcial/justo, desafiador e entusiasta.4 – O professor zeloso tem conhecimento das matérias, da escola e da comunidade. 5 – O professor competente sabe planear os cursos, implementar os programas, avaliar e classificar os estudantes, comunicar e realizar tarefas administrativas. 6 – O professor especialista/perito, comparativamente aos não “peritos”, faz mais em menos tempo e é capaz de chegar a novas soluções para os problemas. Por isso, a “perícia” é mais do que experiência. Os professores podem ser mais experientes e terem menos “perícia” do que alguns mais novos. 7 – O professor introspectivo tem um manifesto interesse em aprender sobre a arte e a ciência do ensino e autoavaliar-se enquanto professor. É introspectivo, analisa a sua própria prática de ensino e procura um melhor entendimento do ensino através da leitura de revistas e livros científicos e profissionais, incluindo biografias de professores. 8 - O professor motivado agrada aos alunos, aos pais ou encarregados de educação, coopera com os colegas e com os supervisores. 9 - O professor paternalista é particularmente sensível aos estudantes que são cultural, social, económica, intelectual, física e emocionalmente diferentes. Ajuda os estudantes a melhorar as suas vidas, tanto dentro como fora da sala de aula. 10 – O professor respeitável/reputado destaca-se pela competência na matéria, pelo interesse no sucesso dos alunos e pelo seu carácter distinto. Possui também outras apreciadas qualidades como: honestidade, decência, justiça, devoção, empatia, altruísmo e determinação. Ora, face às múltiplas definições sobre as qualidades e credenciais do bom professor aqui descritas, é bom estarmos conscientes de que “num mundo utópico os professores demonstrariam e possuiriam todas as virtudes e visões aqui listadas. No mundo real, temos que aprender como reconhecer e como avaliar os vários modelos que os professores podem seguir para serem bons professores”.E quanto aos alunos? O que pensam eles dos bons professores?Diz-se que o “professor ensina e o aluno aprende”. Todavia, na relação professor-aluno há a considerar diversos factores que influenciam o quanto e como efectivamente o aluno aprende na medida em que nenhuma relação professor-aluno é indiferente e sem significado. “O professor e o aluno interagem, tanto positiva como negativamente e a natureza desta interacção determinará em larga medida a aprendizagem do aluno”.Sabe-se que os bons professores são a chave para o sucesso em qualquer escola, mas para os alunos fazem a diferença aqueles que eles consideram como os professores “estrela”, os de topo. São os que trazem “magia” para as suas salas de aulas todos os dias. Dizem os estudos que estes professores não se contentam apenas com os resultados que os seus alunos alcançam, mas que também se autoavaliam, encorajam-se a si e a toda a gente à sua volta. Como tal, a sua influência poderá ir para além das suas salas de aula, contribuindo positivamente para moldar a cultura das suas escolas.Bem sabemos que ao longo dos nossos cursos assistimos a aulas desinteressantes e enfadonhas, que contrastavam com aquelas em que nem lugar tínhamos para nos sentar.Obviamente que as aulas que maior impacto tiveram em nós foram aquelas dadas com entusiasmo, em que não só apreciávamos a boa preparação do assunto, mas também o estilo contagiante como era apresentado.Estas aulas não eram regurgitadas, mas sim inovadoras, estimulantes, provocadoras e responsáveis pelo alargamento de horizontes e novas ideias.O bom professor manifesta alegria pela qualidade e diversidade de materiais que utiliza nas suas aulas. Depois de ensinar um assunto durante muitos anos não se limita a utilizar as mesmas notas, os mesmos apontamentos das folhas já amarelecidas, mas preocupa-se sim em introduzir inovações, actualizações, tendo presente a importância da confrontação de ideias, da história das ideias e dos conhecimentos. Isto é, empenha-se em esclarecer como alcançámos o nível actual de conhecimentos.Estes bons professores deixam marcas preciosas. Por vezes um bom professor pode mudar a vida do estudante. Certamente que muitos de nós sentimos a influência deste ou daquele professor, não só nas nossas carreiras profissionais, mas também pessoais. Ser um bom professor é necessariamente ter um interesse genuíno nos estudantes.Em suma, pese embora a complexidade das funções daquele que é considerado o “bom professor”, não podemos, enquanto professores, deixar que os nossos defeitos, qualidades e méritos não sejam avaliados e julgados. O que nos leva a pensar que somos “bons professores”? Diz Carnahan que “todos precisamos de parar de vez em quando e fazer um estudo frio e distante de nós próprios e dos nossos métodos com a intenção deliberada de encontrar defeitos e rectificá-los”. Referências: - Allan C. Ornstein, “Can We Define a Good Teacher?”, Peabody Journal of Education, Vol. 53, No. 3, April, 1976, pp. 201-207.- Christopher G. Reed, “What Makes a Good Teacher?”, BioScience, Vol. 39, No. 8, September, 1989, pp. 555-557. - D. H. Carnahan, “Good Teaching”, The Modern Language Journal, Vol. 8, No. 7, April, 1924, pp. 405-415. - Donald R. Cruickshank and Donald Haefele, “Good teachers”, plural, Educational Leadership, Vol. 58, No. 5, February 2001, pp. 26-31. - Elizabeth A. Bregg, “How Can We Help Students Learn?”, The American Journal of Nursing, Vol. 58, No. 8, August, 1958, pp. 1120-1122. - Mary M. Kennedy, “Sorting Out Teacher Quality”, Phi Delta Kappan, September 2008, pp. 59-63. - Robert M. Davies, “The Effective Teacher”, The Journal of Higher Education, May 1957, pp. 239-245. - Symonds, Percival M., Personality of the Teacher , Journal of Educational Research, Vol. 40 (1946/1947), pp. 652-661. - Thomas C. Donnelly, “Who is a Good Teacher?”, The Journal of Higher Education, Vol. 22, No. 6, June, 1951, pp. 304-343. - Thomas R. Hoerr, “Thanking Your Stars”, Educational Leadership, Vol. 64, No. 4 December 2006/January 2007, pp. 90-91. http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=35010&op=all (e via e-mail, com agradecimento a SR)
September 29 2009, 4:26pm | Comments »
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Do Triângulo da Responsabilidade
http://terrear.blogspot.com/2009/08/do-triangulo-da-responsabilidade.html
A parte final da crónica de Miguel Santos Guerra:Para que los errores se reduzcan al mínimo, hace falta que converjan tres dimensiones igualmente importantes. Serían los tres vértices de un triángulo. Sin uno de ellos, no hay triángulo. Es decir, no hay solución.El primer vértice es SABER. El profesional que trabaja con personas tiene que ser competente. Tiene que saber, tiene que saber hacer. Por eso debe formarse bien (teórica y prácticamente) y perfeccionarse cada día. No es aceptable decir que la práctica lo irá formando porque, de eso modo, irá aprendiendo a costa de sus víctimas. No sé si la enfermera sabía por dónde tenía que alimentar al niño. Estoy seguro de que lo sabía. No era una enfermera veterana, pero tampoco era una novata.El segundo vértice es QUERER. Hay que poner empeño y voluntad. Las distracciones y los despistes, se pagan caros. No es igual trabajar con personas que con ladrillos o con minerales. Hay que saber y hay que querer. Querer hacerlo bien porque, aunque sepas, nada irá bien si no pones empeño y amor en las cosas que haces. ¿Quiso la enfermera hacerlo bien? Seguro que sí pero, por descuido o por precipitación, se equivocóEl tercer vértice es PODER. El trabajo se hace en unas determinadas condiciones. Hay condiciones adecuadas e inadecuadas, suficientes e insuficientes, buenas y malas. Las condiciones no dependen siempre del profesional, muchas veces dependen de la política general y de la institución concreta. Dependen, en definitiva, de quienes gobiernan las instituciones. Al parecer, la enfermera, a quien la supervisora, permitió acudir a la UCI de neonatología, tenía una buenas condiciones para realizar su trabajo.: pocos enfermos a su cargo, tiempos suficientes, espacios adecuados… ¿Qué falló?¿Qué hacer ahora? Lamentar los sucedido y pedir responsabilidades, sí. Pero, sobre todo: aprender personal e institucionalmente, garantizar la presencia del triángulo de la prevención. Es preciso poner todos los medios para evitar que los errores se produzcan. Nadie podrá devolver la vida al pequeño Ryan, pero sí será posible evitar que otros bebés corran su misma suerte.
August 1 2009, 6:32am | Comments »
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CURRÍCULO e ORGANIZAÇÃO - as equipas educativas como modelo de organização pedagógica
http://terrear.blogspot.com/2009/05/curriculo-e-organizacao-as-equipas.html
Um artigo deJoão Formosinho e Joaquim MachadoA massificação da escola portuguesa nas últimas décadas do século XX comportatransformações quantitativas e transformações qualitativas, acabando por deixar adescoberto a inadequação das suas estruturas organizacionais para dar resposta aosnovos problemas que nela se manifestam e às novas finalidades que lhe sãoconferidas. Entretanto, a introdução de um conjunto de alterações curricularesmostrou, por um lado, a impotência de a escola se transformar por decreto e, poroutro, a capacidade de sobrevivência do modelo escolar assente na pedagogiatransmissiva e servido por um corpo de profissionais socializado numa cultura deensino individualista. A constatação de que os professores são capazes de colaborarem torno de projectos e de que a renovação das práticas escapa à "lógica do decreto"mas pode inserir-se numa perspectiva de "profissionalismo interactivo" temincentivado práticas de "ensino em equipa" que, para terem reflexos na sala de aula,carecem de um suporte organizacional que potencie o agrupamento flexível dosalunos, o desenvolvimento de projectos de gestão integrada do currículo e aformação de equipas multidisciplinares de professores. Ao mesmo tempo queapresenta estas dimensões, o modelo das "Equipas Educativas" sugere a diversidadede concretizações na organização e gestão intermédia da escola.Palavras-chave: gestão da escola, trabalho em equipe, inovação educacional.Fonte
May 27 2009, 4:09pm | Comments »
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Cedo, cedo... Tarde, tarde
http://terrear.blogspot.com/2009/02/cedo-cedo-tarde-tarde.html
Há lugares extra ordinários, de visita livre e obrigatória. Porque nos fazem pensar e sentir. Porque nos trazem a realidade face à qual não podemos ficar indiferentes.(...)Quando tiro do chapéu das perguntas anónimas "o sexo é bom?", "se uma rapariga ainda não tiver tido o período nunca, pode engravidar?"... feitas aos onze anos... se uma criança gasta mais de duas horas por dia em jogos no computador ou PSP, sei que é preciso gastar tempo a falar destes assuntos todos enlabirintados nas suas mentes e criar oportunidades para fazer coisas diferentes e ajudá-los a encontrar o equilíbrio possível entre as mil solicitações que a vida destes novos tempos lhes faz. Precisam de nós mais do que nunca... Mas a verdade é que nunca estiveram tão sozinhos e entregues a si próprios como agora... a escola, a TV e as restantes tecnologias tomam conta deles e os adultos podem respirar de alívio nesses momentos de sossego.Não há cedo demais para coisa alguma. Apenas existe um... tarde de mais.
February 19 2009, 3:00pm | Comments »
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Interpelação
http://terrear.blogspot.com/2009/01/interpelao.html
Hipótese de investigação mais do que perfeita: alegria de ser professor vem quase sempre dos alunos. Os momentos de desprazer, os maiores sofrimentos profissionais vêm, quase sempre, dos colegas professores. Interessante perceber porquê.
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January 17 2009, 4:12pm | Comments »
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Cultura(s) Profissionais dos Professores
http://terrear.blogspot.com/2008/12/culturas-profissionais-dos-professores.html
Por Telmo Caria(...) A hipótese central da nossa investigação foi a de saber até que ponto, no contexto do trabalho escolar-local, em que espaços e tempos, a cultura profissional dos professores se afirma no contexto institucional da escola. Até que ponto, através do uso da teoria e da mente racional-positiva para pensar a acção, a cultura profissional garante espaços e tempos de autonomia e
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December 29 2008, 1:00pm | Comments »
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Apostar, apoiar, alavancar
http://terrear.blogspot.com/2008/12/apostar-apoiar-alavancar.html
Prestação de contas e desenvolvimento profissional. Rever.
December 14 2008, 12:28pm | Comments »
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