Para registar momentos singulares de interacção, formatividade e aprendizagem. Ontem, como "amigo crítico" no Agrupamento de Escolas de S. Pedro da Cova, com a equipa TEIP e sob a coordenação (que merece aplauso) da DGIDC e dois Técnicos da DREN para pensar os caminhos de melhoria da acção educativa (reforçando a ligando da auto-avaliação e melhoria, adoptando métodos e instrumentos de avaliação plurais e sensíveis, tecendo dinâmicas de participação e envolvimento focalizadas nas aprendizagens, repensando os modos de uso do tempo, adaptando as metas aos voos possíveis, alargando o conceito de resultados escolares, vendo o "valor acrescentado" da escola, aliando a acção à formação. Uma responsabilidade acrescida da UCP e da sua Faculdade de Educação e Psicologia que, de forma integrada, procede ao apoio ao desenvolvimento de 11 TEIP's.Hoje de manhã para inteagir com a equipa do Projecto Educativo do Agrupamento de Escolas de Rio Tinto 2, no sentido de partilhamos uma visão con sentida em torno das complexas dinâmicas de construção, adopção, aplicação e monitorização do projecto educativo do agrupamento. (em ambos os casos com a parceria de AC)Hoje de tarde dando as boas vindas na UCP (Lisboa) a 46 directores de escolas/agrupamentos da rede Mais Sucesso Fénix (monitorizada pela Faculdade de Educação e Psicologia), que se reuniram para pensar formas mais eficazes de gerir recursos e aumentar as probabilidades de mais sucesso escolar, numa acção coordenada pelo Agrupamento de Beiriz.Num tempo disfórico e opressivo, tempos e formas de construir e alicerçar a esperança.
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Tempos Con Sentidos
http://terrear.blogspot.com/2010/05/tempos-con-sentidos.html
- Tags:
- TEIP
- diário
- projecto educativo
May 20 2010, 4:19pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Contributos do projecto educativo para o trabalho colaborativo e reflexivo entre os professores
http://terrear.blogspot.com/2010/05/contributos-do-projecto-educativo-para.html
Este estudo emerge da necessidade de analisar e compreender o papel dos departamentos curriculares na dinamização do trabalho colaborativo e reflexivo entre os professores, tendo como referência o projecto educativo da escola. Neste contexto, aborda a dinâmica de trabalho dos departamentos curriculares no processo de concepção e implementação do projecto educativo da escola, particularmente, as formas de interacção e as tipologias de reflexão entre os professores. O estudo pretende encontrar algumas respostas sobre as formas de perspectivar e desenvolver o trabalho colaborativo e reflexivo entre os professores, no quadro do projecto educativo da escola, o que pressupõe a compreensão das dificuldades que se colocam aos processos de colaboração e reflexão nos departamentos curriculares, bem como as condições facilitadoras a essas práticas.Fonte
May 18 2010, 6:12pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
A Construção do Projecto Educativo
http://terrear.blogspot.com/2010/05/construcao-do-projecto-educativo.html
A construção do projecto educativo de escola: contributo para o estudo dos processos de definição da lógica de funcionamento da escola.Uma dissertação (clássica) de Berta Macedo. Disponível aqui.
- Tags:
- projecto educativo
May 18 2010, 5:58pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Para um projecto educativo
http://terrear.blogspot.com/2010/05/para-um-projecto-educativo.html
"Una escuela que piensa está hecha por personas que piensan o aprenden a pensar. Aprender a pensar quiere decir literalmente abrir una discusión contínua, un interrogarse continuamente, un observar, aportar material para discusiones, en que cada uno de nosotros controla la propria discusión, conciencia, responsabilidad, pensamiento ético, pensamiento cultural. Lo que importa es que la escuela piense y para pensar hacen falta muchas cabezas. Una cabeza sola puede pensar, puede llegar muy lejos, pero en el terreno de la educación se necesita la discusión conjunta, se necesita entrar en crisis".Malaguzzi, 1991Fonte
- Tags:
- projecto educativo
May 18 2010, 5:54pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Sair do paradigma do comando e controlo se queremos uma outra escola
http://terrear.blogspot.com/2009/12/sair-do-paradigma-do-comando-e-controlo.html
A escola, como organização, pode insistir na execução das normativas externas, na aplicação das prescrições legais ou, o que seria bem mais desejável, no desenvolvimento autónomo capaz de potenciar a aprendizagem e a transformação autónoma. Os níveis de criatividade, contextualização, participação, abertura à comunidade, flexibilidade organizacional e auto-reflexão são potencialmente maiores nas organizações que aprendem, do que naquelas que se limitam a executar.
MARCELO e ESTEBARANZ (1999) sintetizam o trabalho de MACGILCHRIST e outros (1997) para quem o futuro depende da aprendizagem e da aplicação de novas ideias. Uma escola pode desenvolver diferentes tipos de inteligência:
a. Inteligência contextual: é a capacidade da escola rever-se a si mesma em relação à comunidade e ao mundo em que está inserida. Manifesta-se na sensibilidade de entender o que se passa e abertura às necessidades, exigências e sugestões colocadas pelo contexto. b. Inteligência estratégica: é a capacidade de planificar uma acção adequada às pretensões. É a capacidade de estabelecer, desenvolver e avaliar projectos partilhados que respondam adequadamente às necessidades. c. Inteligência académica: é a capacidade de promover a alta qualidade dos programas. Gera elevadas expectativas nos alunos e permite o seu envolvimento dentro do processo de aprendizagem, facilita a abordagem dos problemas de fundo para os estudantes e permite a sua dedicação firme na procura de respostas. A escola considera que a aprendizagem dos professores está intimamente ligada à dos alunos. d. Inteligência reflexiva: caracteriza-se pelas competências empregues no controlo, reflexão e avaliação da actividade da instituição e níveis de insucesso dos alunos. A escola sabe aprender através das evidências que obtém na prática. e. Inteligência pedagógica: é a capacidade da escola se encarar como instituição de aprendizagem. A escola consegue aprender analisando o processo de aprendizagem e procura centrar-se no seu objectivo fundamental que lhe é específico. A metacognição é um processo essencial da escola que aprende. f. Inteligência colegial: é a capacidade da classe docente trabalhar conjuntamente na procura de um fim comum. A escola compreende que o conjunto dos professores é algo mais do que a soma de cada uma das partes. O melhoramento da escola está ligado à aprendizagem realizada pelo seu corpo docente. g. Inteligência emocional: é a capacidade da escola centrar-se na esfera dos sentimentos. Interessa que alunos e professores sintam e expressem os seus sentimentos, que sejam eles próprios e respeitem os demais. É a capacidade de entender que cada indivíduo é diferente, que cada um tem os seus motivos e as suas expectativas, diferentes de qualquer outro. Este tipo de inteligência é fundamental para a aprendizagem porque sustenta o pacto entre os membros da comunidade. h. Inteligência espiritual: é a capacidade de valorizar a vida pessoal de cada indivíduo e a do conjunto formado por todos quantos compõem uma comunidade de interesses. i. Inteligência ética: é a capacidade da escola reconhecer a importância da dimensão moral. A escola ocupa-se de uma realidade complexa que tem uma dimensão técnica, mas também outra, bem mais importante, de natureza ética. A escola preocupa-se com os critérios de justiça e equidade, e não apenas com os resultados académicos dos alunos.
Esta diversificação obedece fundamentalmente aos núcleos sobre os quais se centra o processo reflexivo, a inquietude vivencial e as estratégias de intervenção. Os compartimentos não são, na realidade, tão estanques como esta classificação pode dar a entender.
A comunidade escolar tem um projecto que surge da discussão, da preocupação com os alunos e com a sociedade que depressa os absorverá. O projecto não é um mero documento que surge apressadamente como artefacto tecnológico sem qualquer espécie de vínculo com a prática, mas sim um elemento regulador da acção porque surge da reflexão e da intenção conjunta de todos os seus membros. O projecto está relacionado com o conhecimento, mas também com a ética. Quando falo de um projecto de escola, de um trabalho cooperativo de toda a comunidade, refiro-me não apenas aos docentes que ensinam aos alunos, mas a todos quantos trabalham para a aprendizagem comum.
Miguel Santos Guerra. A Escola que aprende.
December 1 2009, 5:07am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Projectos e Projecto Educativo. Ler para (des)Crer
http://terrear.blogspot.com/2009/10/projectos-e-projecto-educativo-ler-para.html
Nesta dissertação, parte-se do princípio de que projectar envolve um processo de desenvolvimento criativo dos indivíduos ou dos grupos e que é, portanto, um bom presságio constatar que uma escola evidencia uma cultura de projecto. Também se assume que o sucesso da organização escolar provém de uma vontade colectiva, assente num conjunto de valores partilhados e num conjunto de princípios orientadores, sendo que o Projecto Educativo de Escola (PEE) é o espelho desse querer. O estudo apresentado tenta compreender se os diferentes projectos que se desenvolvem numa escola contribuem para a concretização do seu PEE, qual a repercussão e a articulação desses projectos entre si e quais os seus resultados educativos e formativos. Para tal, realizou-se um estudo de caso numa Escola Básica de 2º e 3º ciclos que conta com uma longa tradição no desenvolvimento de projectos. A análise documental e as entrevistas a vários actores da escola (Presidente do Conselho Executivo, Coordenadora de Projectos, Presidente da Associação de Pais, Coordenadores de alguns projectos) serviram de base à investigação. Concluímos que, neste caso, os projectos proporcionam uma dinâmica reflexiva efectiva. A participação alargada e a avaliação sistemática integraram o respectivo processo de desenvolvimento, dando origem a uma troca de experiências em torno da procura de respostas para a resolução dos problemas sentidos na escola. Os projectos também promovem a abertura da escola ao meio, imprimindo uma dinâmica comunitária que se verificou ser condição necessária à sustentabilidade dos esforços de desenvolvimento, mudança e mesmo inovação. Deste fenómeno colectivo resulta uma dinâmica de avaliação-regulação que, pela sua diversidade e abrangência, possibilita uma informação constante e objectiva do processo e dos resultados. A articulação dos vários projectos com o PEE é efectiva, garantindo a pertinência e eficácia da acção desenvolvida.Acesso à dissertação
- Tags:
- projecto educativo
- projectos
October 10 2009, 4:01pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Lógicas de Acção
http://terrear.blogspot.com/2009/03/logicas-de-accao.html
Uma das obsessões que os responsáveis políticos da Reforma, os assessores de formação e os teóricos da pedagogia podem ter é a de considerar fundamental que os professores distingam com precisão quais as diferenças existentes entre um PEE (Projecto Educativo de Escola) e um PCE (Projecto Curricular de Escola) e entre estes e um Plano de Escola... A outra face desta obsessão é a preocupação dos professores em encontrar modelos seguros para realizar um bom projecto educativo. A estratégia que se estabelece, a partir desta concepção verticalmente descendente segue os seguintes passos:1. Os teóricos definem o PEE e o PCE e estabelecem as diferenças existentes entre ambos.2. Os peritos ou os assessores explicam aos professores esses novos conceitos (independentemente de os professores terem interesse e preocupação em conhecê-los).3. Não se faz alusão aos meios necessários para que esses conceitos possam ser colocados em prática de forma real e eficaz.4. Não se explica o porquê de colocar em andamento esses procedimentos e em que medida afectam os que já estavam em curso.5. Nas Escolas não existe uma equipa configurada como tal que formule um nós de forma coesa, estável e consistente.6. Aplica-se a estratégia indiscriminadamente a todas as Escolas, sem ter em conta o seu tamanho, configuração do quadro de pessoal, história, condições...Pois bem, na minha maneira de ver, a sequência deveria ser exactamente ao contrário, de carácter ascendente, a saber:1. Cada Escola constitui uma realidade completamente única, que tem uma configuração, um contexto e uma história diferentes.2. Há que criar ou desenvolver condições que permitam falar de um nós, de uma equipa coesa e coerente.3. Há que gerar condições e oferecer explicações que permitam descobrir o porquê da importância do novo enfoque e a compensação pessoal e social que isso acarreta. 4. É preciso dar os meios necessários (tempo, dinheiro, estímulos...) para que esse discurso possa ser levado à prática.5. Os professores solicitarão ajudas externas que desenvolvam a sua iniciativa, facilitem os seus trabalhos e apoiem nas suas dificuldades.6. Desse trabalho entendido como investigação, surgirão ideias novas e novas concepções. Na primeira sequência é provável que o professor reaja sentindo-se pouco inteligente caso não entenda as definições conceptuais (os peritos conseguiram produzir um intrincado discurso semântico a esse respeito), pouco responsável se não quiser dedicar o tempo necessário que essa nova faceta proposta exige ou pouco hábil se não é capaz de accionar as estratégias necessárias para levar a cabo o projecto. Daí o pedido de explicações externas, a atitude de passividade e o desejo veemente de encontrar modelos e receitas que lhe indiquem como tem que fazer as coisas para as fazer bem. Em suma, para fazer um bom projecto seria necessário olhar mais para o modelo que outros fizeram, do que para a escola onde se trabalha.Miguel Santos Guerra. Entre Bastidores - O lado oculto da organização escolar. Porto: ASA
March 8 2009, 12:32pm | Comments »
1