Um amigo chamou-me a atenção para a notícia do "New York Times" de 5 de Janeiro, segundo a qual está prestes a ser publicado num prestigiado jornal de psicologia um artigo da autoria de um prestigiado psicólogo experimental (professor jubilado na Universidade de Cornell, nos EUA) que indicia a existência de um certo tipo de percepção extra-sensorial.Numa das experiências relatadas os estudantes universitárias, habituais cobaias deste tipo de testes (há quem diga que se sabe muito sobre a psicologia dos estudantes e pouco sobre a psicologia das outras pessoas!), conseguiriam adivinhar (53 por cento), mais do que seria dado pelo simples acaso (50 por cento), em qual dos lados, direito ou esquerdo, de um ecrã vai aparecer uma imagem erótica. A colocação da imagem é escolhida ao acaso por um computador depois da escolha humana ter sido decidida. Quer dizer, antes de se saber onde está o nu já a maioria dos estudantes sabe onde vai estar. A mim o que mais me intriga é isso só funcionar para esse tipo de imagens...O artigo, apesar de aprovado por refereeing anónimo, está sob severo escrutínio. A experiência será repetida por outros. De qualquer modo três por cento é uma margem pequena e especialistas em estatística dizem que a análise estatística está a ser mal feita. A estatística, como se sabe, consegue, bem torcida e retorcida, dar para tudo. Um dito anedótico bem conhecido que "a estatística é como o biquini: que mostra é sugestivo, mas o que esconde é essencial." Neste como noutros casos talvez seja apropriado...
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GRANDES ERROS: PERCEPÇÃO EXTRA SENSORIAL DE IMAGENS ERÓTICAS
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January 6 2011, 3:58am | Comments »
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Schadenfreuden
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Habitual destaque às sextas para a crónica de J.L.Pio de Abreu no "Destak":Schadenfreuden é uma palavra alemã que designa o sentimento de prazer com a desgraça alheia. Não é fácil encontrar traduções, pelo que a mesma palavra se usa noutras línguas para nomear tal sentimento. Não a usamos em português, mas temos a querida inveja que é o maior dos nossos sentimentos destrutivos.Ter inveja não é desejar o que os outros têm, o que se chama cobiça, nem é o malfadado ciúme que consiste em temer que os outros roubem o que pensamos ser nosso. A inveja costuma definir-se pelo facto de nos sentirmos mal com o bem dos outros. Mas se fosse só isso, o invejoso não seria mais do que uma desgraçada vítima.O problema do invejoso é que, quando vê alguém com mais posses ou competências, não se admite inferior. O que ele faz então é tentar destruir aqueles que são melhores. Fá-lo porém de um modo enviesado e ineficaz, colocando no outro todos os defeitos que possa imaginar. Ao fazê-lo, porém, ele fica cego para a realidade. De facto, a inveja deriva da expressão latina invidia, que quer dizer mau olhar.Destruído o outro, ainda que em imaginação, o invejoso pode finalmente deleitar-se com o suposto mal do invejado, ou seja, tem direito ao seu schadenfreuden. Mas como não temos palavra para este sentimento sádico, fazêmo-lo inconscientemente. Quer dizer que aquilo que os alemães fazem com consciência e eficácia, fazem os invejosos portugueses inconscientemente e sem resultado. No fundo, somos masoquistas porque ambas as coisas nos destroem.J. L. Pio de Abreu
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December 10 2010, 1:50am | Comments »
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Como se aprende a ler?
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Informação recebida pelo De Rerum NaturaConferência com Roger Beard, Linda Siegel e Isabel Leite.Dia 6 de Dezembro, em Coimbra, às 17 horas, no Auditório da Reitoria da Universidade.Dia 7 de Dezembro, em Lisboa, às 17 horas, no Auditório da Torre do Tombo.ENTRADA LIVRE MEDIANTE INSCRIÇÃO PRÉVIAÉ consensualmente aceite que a leitura é imprescindível para o desenvolvimento da criança, sendo-lhe reconhecida grande importância no contexto escolar e extra-escolar. Por tudo isto, é decisivo melhorar as capacidades de leitura dos alunos portugueses.Nesta conferência pretende-se esclarecer, a partir de estudos da Psicologia Cognitiva, como aprendem as crianças a ler e que estratégias podem ser utilizadas para fomentar as capacidades de leitura.Recorrendo a experiências nacionais e internacionais – nomeadamente a inglesa e a americana – analisar-se-ão as estratégias que se têm destacado como mais eficazes e discutir-se-ão os fundamentos psicopedagógicos que lhes estão subjacentes.Por último, serão apresentados alguns resultados de um estudo sobre os exercícios e conteúdos dos livros escolares para o ensino da Língua Portuguesa em níveis iniciais, com o objectivo de identificar os conhecimentos e capacidades promovidos na aprendizagem da leitura e da escrita.Mais informações aqui.
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December 1 2010, 6:03pm | Comments »
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Crónica da desgraça anunciada
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Destaque para a crónica semanal de J.L. Pio Abreu no "Destak":O orçamento derrapou, sabem porquê? Porque se anunciaram restrições, e não houve director, presidente ou autarca que não desatasse a gastar dinheiro enquanto podia dispor dele. Aumentou o consumo de medicamentos, sabem porquê? Porque se anunciou que eles ficariam mais caros, e não houve doente que não os comprasse enquanto eram mais baratos.Quando se anuncia a taxação dos dividendos, não há accionista que não os queira enquanto não forem taxados. Se, por uma crise social, se adivinhar que faltará o abastecimento de bens essenciais, começará sem dúvida o açambarcamento, fazendo apressar a falta. Se alguém souber que um país sairá do Euro, as notas vão sair do circuito económico e dirigir-se rapidamente para debaixo dos colchões.São os nossos Chicos Espertos? É verdade que sim, mas quem os pode condenar quando seguem o exemplo dos mais respeitáveis gestores? O erro, no mundo em que vivemos, é anunciar a desgraça. Tal como na psicologia humana, só o optimismo, mesmo contra as probabilidades, se torna saudável. Os optimistas sabem que a desgraça é possível e que poderão vir a enfrentá-la, mas apostam antes na esperança e até podem ganhar.Viver a pensar no mal que nos pode acontecer é doentio. Causa infelicidade e apressa o próprio mal. No mundo de hoje também é assim. Mas a sociedade, ou parte dela, ou a sua parte mais visível, está doente. Anuncia o mal, causa infelicidade e abre o caminho para a desgraça. J.L. Pio Abreu
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November 26 2010, 5:00am | Comments »
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O gabarola
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Destaque para a crónica semanal do médico J.L.Pio de Abreu no "Destak":O gabarola é uma figura típica da nossa cultura. Treina-se em miúdo, contando que more no primeiro andar ou mais acima.Se tiver estas condições, o miúdo gabarola não perde a oportunidade de provocar uma rixa à frente da sua porta. Enquanto a guerra é só de garganta, não há problema. O gabarola tem a língua afiada e até pode impressionar. Mas se chegasse a vias de facto, ele não teria hipótese.Então, quando as coisas aquecem, o nosso gabarola foge para casa e vai para a janela. Aí, defendido dos murros dos outros, alteia o desafio:«É pá, vem cá acima que eu te digo, faço-te num oito, seu fdp, vê lá se consegues, parto-te os cornos.»Esbraceja e dá murros no ar, enquanto os outros assistem ao espectáculo. Quem já o conhece ri-se, mas os novatos da refrega podem bater palmas.E os alvos do seu verbo indignam-se, impotentes.Quando for grande, o gabarola continuará a provocar rixas e a fugir para a janela. Há janelas de sobra neste mundo do espectáculo.E como a cena é forte, ele vai ter plateia e comentadores que o promovam. Os ressentidos contra a vida e contra os chefes começam a adulá-lo. E o nosso gabarola treina-se cada vez mais na sua gabarolice.O tempo está para os gabarolas. Sabem tudo, vencem batalhas virtuais, têm as soluções. Em tempos difíceis tornam-se os heróis da insatisfação. Mas não descem ao terreno, não chegam a vias de facto nem sujam as mãos. O seu mester é só de garganta, o que não quer dizer que não façam mal.J. L. Pio de Abreu
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November 5 2010, 1:01pm | Comments »
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DEZ MITOS DE PSICOLOGIA POPULAR
http://dererummundi.blogspot.com/2010/04/dez-mitos-de-psicologia-popular.html
A revista "Skeptic" (que eu aguardo sempre e leis com prazer!) traz no seu último número (vol. 15, nº3, 2010) uma lista do top-ten dos mitos de psicologia popular, que são desmontadas pelos autores do artigo: S. Lilienfeld, S.J. Lynn, J. Ruscio e B. Beyerstein, do livro desses autores "5o Great Myths of Popular Psychology: Shattering Widespread Misconceptions About nHuman Behaviour", saído há pouco Wiley-Blackwell:1- Só usamos 10% do nosso cérebro.2- É melhor exprimir arrelia do que guardá-la para si.3- A baixa auto-estima é uma fonte maior de problemas psicológicos.4- A memória humana funciona como uma câmara vídeo.5- A hipnose é um estado de "transe" único.6- O teste do polígrafo é um meio adequado de detectar mentiras.7- Os opostos atraem-se.8- As pessoas com esquizofrenia têm múltiplas personalidades.9- As luas cheias causam crimes e loucura.10- Uma grande porção de criminosos usam com sucesso o argumento da insanidade para se defenderem.
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April 19 2010, 6:52am | Comments »
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A segunda pele
http://dererummundi.blogspot.com/2010/03/segunda-pele.html
Do "Destak" de hoje destacamos a crónica do médico psiquiatra José Luís Pio de Abreu:Todos temos uma segunda pele por cima da nossa. Está na roupa que usamos, nos símbolos que ostentamos, no nome que temos e nos títulos que o precedem, nos cheiros e cores que nos enfeitam, nas perfurações e plásticas com que moldamos a pele ou o corpo que a natureza nos deu. É idealizada e construída por nós e por quem nos é próximo. É aquilo que nos representa e nos apresenta aos outros. É a nossa identidade.É pela identidade que vivemos. É ela que nos liga aos nossos próximos e aos vários colectivos a que pertencemos. É ela que liga cada pessoa ao seu passado e lhe dá coerência. É também ela que viaja para o futuro onde encontra a esperança ou o desespero. Por isso, condiciona tudo o que fazemos. É ela que faz de nós pessoas e que nos torna humanos.A identidade é tão óbvia que só pensamos nela quando se avaria. Às vezes idealiza-se tanto que se desliga do passado e nada tem a ver connosco. Outras vezes desdobra-se em várias ou usa a pele de outra pessoa, viva ou morta. Às vezes, pura e simplesmente, desaparece. São patologias que enchem os consultórios psiquiátricos e o espectáculo das seitas religiosas.Com ou sem patologia, a identidade está em crise no mundo ocidental. O choque de culturas, a dissolução dos colectivos, o peso do presente e o temor do futuro fazem com que a segunda pele fique descomposta. Ficamos bizarros uns para os outros, excepto quando temos de nos entender no trabalho. Resta-nos então a identidade profissional. Por isso, já não lutamos por ideais: lutamos pela nossa corporação.José Luís Pio de Abreu
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March 19 2010, 10:46am | Comments »
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A inveja
http://dererummundi.blogspot.com/2009/12/inveja.html
Destacamos, como vem sendo hábito, a crónica do médico psiquiatra J.L. Pio de Abreu, no "Destak":Neste pequeno mas mexido País, toda a gente já foi tudo, todos já se iludiram e desiludiram. E toda a gente se conhece o suficiente para perceber que nenhum outro é melhor que nós.Mas acontece que, às vezes, os outros, aqueles que não são melhores que nós, têm, na verdade, mais sucesso. É aí que se instala a inveja, sobretudo essa inveja destrutiva que clama por justiça e vingança. Se os outros não são melhores do que nós e, apesar de tudo, conseguiram ir mais longe, é porque fizeram falcatrua.É interessante descobrir que os futebolistas escapam a este destino: só neste caso, a inveja cede à admiração. Talvez seja porque, à partida, ninguém os conhece, vieram da periferia, não têm nomes de família. Mas também pode ser pela sobranceria com que ainda vemos os jogadores de futebol, coisa a que eles se prestam com uma humildade cultivada.Também pode ser porque o futebol não estava nos planos de belezas desfeiteadas, homens mal-amados, princesas em declínio, actores sem plateia, personalidades apeadas, ressentidos em geral e todos aqueles que, sentados nas suas frustrações, vão descarregando o fel nas conversas casuais, nos comentários da internet ou em inesperadas janelas de protagonismo.Todos incham de portugalidade com um golo bem metido. Mas quando olham para as pessoas a seu lado, para aqueles que podiam estar como eles, mas estão melhor ou mais activos, o mal da inveja aperta-lhes o estômago, dilata-lhes os olhos e transtorna-lhes o raciocínio.J.L. Pio Abreu
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December 11 2009, 2:53am | Comments »
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Os 'realistas'
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Destacamos a opinião do médico J.L. Pio Abreu no "Destak" de hoje:Desde há algum tempo que em Portugal apareceram uns espécimes de sucesso. Classificam-se a si próprios de realistas mas, na verdade, são uns pessimistas desbragados. Para eles, tudo vai mal e não há solução para este país. O seu sucesso pessoal vem da procura que têm na Comunicação Social, onde assinam colunas e programas. Literalmente, alimentam-se daquilo que escrevem ou dizem. Imagino que leiam ou oiçam as suas próprias opiniões e, tão deprimidos ficam, que a próxima sairá mais negra ainda.Os realistas-pessimistas têm história. No passado estiveram perto do poder, com oportunidade de aplicar na prática as ideias que apregoavam. Resta saber se o conseguiram ou não, porque uma coisa é dizer, outra é fazer. Mas todos saíram de lá e nota-se que estão zangados. Chega-lhes agora o palco mediático e o convencimento de que alguém tome por boas as suas negras profecias.Como a mudança é permanente e o futuro uma incógnita, os pessimistas até podem estar certos. Não pelas razões que aduzem nem com o fim que profetizam, pois cada um tem a sua opinião. Mas temos pela frente o aquecimento global, a superpopulação, a falta de água, os terramotos, o princípio da entropia e, evidentemente, o facto mais do que seguro de que todos nós haveremos de morrer.Não faltam realidades para os argumentos pessimistas. De facto, as pessoas saudáveis são pouco realistas e preferem as suas ilusões. Mas são essas pequenas ou grandes ilusões que nos fazem viver e, com altos e baixos, alcançar o que antes parecia impossível.J. L. Pio de Abreu
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December 4 2009, 9:25am | Comments »
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Descascar a fruta
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O habitual destaque para a crónica de J.L. Pio de Abreu no "Destak" de hoje (na figura quadro de Caravaggio):O que nos faz mexer com agrado não é o próprio prazer, mas sim o esforço feito para o obter. A chave deste paradoxo é uma molécula que dá pelo nome de dopamina. Ela liberta-se, nos nossos neurónios, sempre que as coisas estão a correr no sentido da expectativa desejada. A expectativa realizada reforça este caminho mas, por si, não é tão intensa como os passos dados até lá. O facto é que, obtido o desejo, cessa a libertação de dopamina.Este pormenor explica porque é que os alpinistas se torturam para chegar ao cume de um monte, porque é que os toxicodependentes insistem na difícil obtenção da droga que, a partir de certo ponto, apenas lhes traz mais dores, ou porque é que o amor difícil é o que se vive mais intensamente. Mas ajuda-nos também a perceber que a melhor forma de fortalecer a vontade é adiar a recompensa.Na sociedade do "pronto-a-vestir" as recompensas estão na montra e serão obtidas logo que se arranje o dinheiro suficiente. A dopamina vira-se então para o "vil metal", o único caminho para todos os prazeres. Onde está o prazer de cozinhar, de construir um brinquedo, de bordar uma colcha, de preparar um encontro? Tudo sucumbiu perante o tempo dedicado à obtenção do dinheiro.Para aqueles que foram bem treinados na vontade de ganhar dinheiro, fica o golfe. Chegar ao primeiro, segundo e outros buracos, é incentivo suficiente para a expectativa de alcançar o décimo oitavo. Para os outros, resta o prazer de descascar a fruta antes de a comer. Pelo menos, enquanto os supermercados não a venderem já sem casca.J.L. Pio Abreu
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November 6 2009, 6:38am | Comments »



