A atitude é a nossa perspectiva pessoal sobre nós próprios e as nossas circunstâncias - a nossa disposição e o nosso ponto de vista emocional. São muitas as coisas que afectam as nossas atitudes, como, por exemplo, o nosso carácter, a nossa personalidade, a nossa auto-estima, a percepção que temos de quem nos rodeia e das suas expectativas em relação a nós. Um dos indicadores interessantes da nossa atitude elementar é a importância que atribuímos à sorte nas nossas vidas.Aqueles que gostam do que fazem costumam descrever-se a si próprios como sortudos. Os que não se consideram bem-sucedidos costumam dizer que são azarados. Todos nós damos maior ou menor relevância aos acidentes e ao acaso. Mas a sorte é muito mais do que um mero acaso. As pessoas de sucesso costumam partilhar atitudes similares, tais como perseverança, auto confiança, optimismo, ambição e frustração. O modo como percebemos as nossas circunstâncias, criamos e aproveitamos as oportunidades depende em grande parte daquilo que esperamos de nós próprios. KenRobinson, obra citada
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Eu Quero
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November 17 2010, 1:01pm | Comments »
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Os Mistérios da Vontade Perdida
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E a propósito do querer, dos detonadores, dos fósforos, do oxigénio... é bom relembrar:http://terrear.blogspot.com/search?q=laura+esquível
May 7 2010, 7:59am | Comments »
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A História do Monge
http://terrear.blogspot.com/2010/03/historia-do-monge.html
Um mosteiro atravessava dificuldades. Ele antes fizera parte de uma grande ordem que, em consequência de perseguições religiosas nos séculos dezessete e dezoito, perdera todas as suas ramificações. Estava dizimado a ponto de só haver cinco monges no mosteiro: o abade e quatro outros monges, todos eles passavam dos setenta anos de idade. Claramente esta era uma ordem nos seus estertores.Dentro da floresta em redor, havia uma pequena cabana que um rabino, de uma cidade próxima, usava ocasionalmente para retiros. Um dia ocorreu ao abade visitar a cabana para ver se o rabino poderia dar-lhe algum conselho para salvar o mosteiro. O rabino recebeu o abade e condoeu-se. "Sei como é isto", ele disse, "a espiritualidade desapareceu de todas as pessoas. Quase ninguém mais vai à sinagoga". Assim, o velho rabino e o velho abade choraram juntos, leram partes da Torah e conversaram calmamente sobre temas profundos.O tempo passou e chegou o momento em que o abade tinha de partir. Eles abraçaram-se. "Foi maravilhoso ter estado com o senhor", disse o abade, "mas eu falhei em meu propósito de vir aqui. O senhor não teria um pequeno conselho para salvar o mosteiro?" "Não, desculpe-me", respondeu o rabino, "não tenho nenhum conselho para dar. A única coisa que posso dizer é que o Messias é um de vocês". Quando os demais monges ouviram as palavras do rabino, puseram-se a imaginar o possível significado que isto poderia ter. "O Messias é um de nós? Um de nós, aqui, no mosteiro? Será o abade? É claro - deve ser o abade, que tem sido nosso líder por tanto tempo. Por outro lado, pode ser que seja o Irmão Thomas, que certamente é um homem santo. Ou será que ele quis dizer ser o Irmão Elrod, que é tão diferente? No entanto, Elrod é muito sábio. Certamente, ele não quis dizer que era o Irmão Phillip - ele é muito passivo. No entanto ele, milagrosamente, está sempre presente quando se precisa dele. Por certo ele não quis dizer eu - será que ele quis dizer isto? Meu Deus, não eu! Eu não posso significar tanto para vocês, posso?" Conforme ponderavam sobre isso, os velhos monges começaram a tratar-se com um extraordinário respeito, na possibilidade de que um deles fosse o Messias. E pela remota possibilidade de que cada um deles fosse o Messias, passaram a tratar a si próprios com um extraordinário respeito.Como a floresta na qual eles estavam situados era muito bonita, as pessoas ocasionalmente vinham visitar o mosteiro, para um piquenique ou para passear ao longo das velhas trilhas, a maioria levava à capela destruída. Eles percebiam a aura de extraordinário respeito que circundava os cinco velhos monges, impregnando a atmosfera. Eles passaram a vir mais frequentemente, trazendo seus amigos, e seus amigos trouxeram amigos. Alguns dos jovens que vieram visitar passaram a conversar com os monges. Após algum tempo, um perguntou se podia juntar-se a eles. Então outro, e outro. Em alguns poucos anos, o mosteiro tornou-se uma vívida ordem novamente, e - graças ao presente do rabino - uma vibrante e autêntica comunidade de luz e amor para todo o reino.Zander, Rosamund e Zander, Benjamin, ob citada
March 23 2010, 4:52pm | Comments »
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Dos fósforos, do hálito, da mudança
http://terrear.blogspot.com/2009/11/dos-fosforos-do-halito-da-mudanca.html
- Como vê, todos temos no nosso interior os elementos necessanos para produzir fósforo. Mais ainda, deixe-me dizer-lhe uma coisa que não confiei ainda a ninguém. A minha avó tinha uma teoria muito interessante, dizia que embora todos nasçamos com uma caixa de fósforos no nosso interior, não os podemos acender sozinhos, precisamos, como na experiência, de oxigénio e da ajuda de uma vela. Só que neste caso o oxigénio tem de vir, por exemplo, do hálito da pessoa amada; a vela pode ser qualquer tipo de alimento, música, caricia, palavra ou som que faça disparar o detonador e assim acender um dos fósforos. Por momentos sentir-nos-emos deslumbrados por uma intensa emoção. Dar-se-á no nosso interior um agradável calor que irá desaparecendo pouco a pouco conforme passa o tempo, até vir uma nova explosão que o reavive. Cada pessoa tem de descobrir quais são os seus detonadores para poder viver, pois a combustão que se dá quando um deles se acende é que alimenta a alma de energia. Por outras palavras, esta combustão é o seu alimento. Se uma pessoa não descobre a tempo quais são os seus próprios detonadores, a caixa de fósforos fica húmida e já nunca poderemos acender um único fósforo.Se isso chegar a acontecer a alma foge do nosso corpo, caminha errante pelas trevas mais profundas procurando em vão encontrar alimento sozinha, não sabendo que só o corpo que deixou inerme, cheio de frio, é o único que poderia dar-lho.Como eram certas aquelas palavras! Se havia alguém que soubesse isso era ela. Infelizmente, tinha de reconhecer que os seus fósforos estavam cheios de mofo e humidade. Ninguém podia voltar a acender um só que fosse.O mais lamentável era que ela sabia muito bem quais eram os seus detonadores, mas cada vez que tinha conseguido acender um fósforo haviam-no apagado inexoravelmente.John, como que lendo o seu pensamento, comentou: - Por isso é preciso mantermo-nos afastados de pessoas que tenham um hálito gélido. Bastaria a sua presença para poder apagar o fogo mais intenso, com os resultados que já conhecemos. Quanto mais à distância nos pusermos destas pessoas, tanto melhor nos protegeremos do seu sopro.Pegando numa mão de Tita entre as suas, acrescentou docilmente:- Há muitas maneiras de pôr uma caixa de fósforos húmida a secar, mas pode ter a certeza de que tem solução.Tita deixou que algumas lágrimas deslizassem pelo seu rosto. Com doçura John secou-lhas com o seu lenço.- É claro que também é preciso ter o cuidado de ir acendendo os fósforos um a um. Porque se por uma emoção muito forte se acendem todos de uma vez produz-se um brilho tão forte que ilumina para além do que podemos ver normalmente e então aparece aos nossos olhos um túnel esplendoroso que nos mostra o caminho que esquecemos no momento de nascer e que nos chama a reencontrar a nossa origem divina perdida. A alma deseja integrar-se de novo no sítio de onde vem, deixando o corpo inerte... Desde que a minha avó morreu que procuro demonstrar cientificamente esta teoria. Talvez um dia o consiga. O que acha?O doutor Brown manteve-se em silêncio para dar tempo a Tita comentar qualquer coisa se assim o desejasse. Mas o seu silêncio era como se fosse de pedra. Laura Esquível (1989) Como Água Para Chocolate, Porto:ASA (109-110)
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November 28 2009, 4:16pm | Comments »
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Querer, Saber, Poder
http://terrear.blogspot.com/2009/11/querer-saber-poder.html
Em qualquer análise dos processos (edos resultados) de mudança é clássicoo recurso ao triângulo do querer, saber,poder.Para haver uma mudança efectiva é precisoreunir três condições básicas e organizá-las segundo uma ordem precisa:primeiro, é preciso querer, (acender a vontade), é preciso desejarmudar; e para alguém querer torna-se necessário ver as vantagens reaise simbólicas, considerar que a vida profissionalvai ser melhor, que as exigênciasvão valer a pena, que os resultadoseducativos esperados são congruentescom um determinado ideário político epedagógico.Admitindo que existe querer é entãodepois preciso saber. Saber como seatingem as metas, os objectivos. Saberquais são os problemas e as suas causas.Saber como se interessam e mobilizamas pessoas para as mudanças (quepodem comportar sacrifícios). Saber ahistória dos êxitos e insucessos passados.Saber o que é uma escola, as lógicasda acção concreta, as culturas instaladas.Saber as articulações, os danoscolaterais das mudanças, os aliados preferenciais,os inimigos declarados.Admitindo que existe um querer e umsaber é então necessário recorrer ao poderde fazer, à mobilização de meios, derecursos, à integração de estratégias, àtransformação de contextos. Em largamedida, o poder decorre das duas condiçõesanteriores. Sem o querer e osaber não há poder possível… há apenaso seu simulacro.Ora, olhando as nossas realidades, é precisoagir para a activação destes três níveis queregulam, de forma decisiva a acção (e a inacção).
November 27 2009, 10:14am | Comments »
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Responsabilidade e Querer
http://terrear.blogspot.com/2009/09/responsabilidade-e-querer.html
(...)No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.(..,) Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira. Excertos de discurso de Obama
September 15 2009, 4:23pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Do Triângulo da Responsabilidade
http://terrear.blogspot.com/2009/08/do-triangulo-da-responsabilidade.html
A parte final da crónica de Miguel Santos Guerra:Para que los errores se reduzcan al mínimo, hace falta que converjan tres dimensiones igualmente importantes. Serían los tres vértices de un triángulo. Sin uno de ellos, no hay triángulo. Es decir, no hay solución.El primer vértice es SABER. El profesional que trabaja con personas tiene que ser competente. Tiene que saber, tiene que saber hacer. Por eso debe formarse bien (teórica y prácticamente) y perfeccionarse cada día. No es aceptable decir que la práctica lo irá formando porque, de eso modo, irá aprendiendo a costa de sus víctimas. No sé si la enfermera sabía por dónde tenía que alimentar al niño. Estoy seguro de que lo sabía. No era una enfermera veterana, pero tampoco era una novata.El segundo vértice es QUERER. Hay que poner empeño y voluntad. Las distracciones y los despistes, se pagan caros. No es igual trabajar con personas que con ladrillos o con minerales. Hay que saber y hay que querer. Querer hacerlo bien porque, aunque sepas, nada irá bien si no pones empeño y amor en las cosas que haces. ¿Quiso la enfermera hacerlo bien? Seguro que sí pero, por descuido o por precipitación, se equivocóEl tercer vértice es PODER. El trabajo se hace en unas determinadas condiciones. Hay condiciones adecuadas e inadecuadas, suficientes e insuficientes, buenas y malas. Las condiciones no dependen siempre del profesional, muchas veces dependen de la política general y de la institución concreta. Dependen, en definitiva, de quienes gobiernan las instituciones. Al parecer, la enfermera, a quien la supervisora, permitió acudir a la UCI de neonatología, tenía una buenas condiciones para realizar su trabajo.: pocos enfermos a su cargo, tiempos suficientes, espacios adecuados… ¿Qué falló?¿Qué hacer ahora? Lamentar los sucedido y pedir responsabilidades, sí. Pero, sobre todo: aprender personal e institucionalmente, garantizar la presencia del triángulo de la prevención. Es preciso poner todos los medios para evitar que los errores se produzcan. Nadie podrá devolver la vida al pequeño Ryan, pero sí será posible evitar que otros bebés corran su misma suerte.
August 1 2009, 6:32am | Comments »
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