Publico hoje um texto de um aluno a quem não se reconhecia a competência de escrita. Um Fogo que Arde e se Vê.Sinto a dor em mim…Como pude cair de novo na tentação?Acho que não vou suportar a tua ausência muito mais tempo, fazes-me falta, sem ti sou apenas mais um…Contigo sinto que flutuo.A minha família odeia-te, mas eu… VENERO-TE…Dás-me vida, fazes-me viajar… Sem ti não vou conseguir ficar!A tua ausência faz doer, a tua ausência faz-me enlouquecer!!Fiz tudo por amor a ti!Todos dizem que enlouqueci, mas só tu me fazes sentir, nada me satisfaz, só tu me preenches, só tu me reconfortas, só tu me acordas… quanto mais próximo de ti estou, mais reais são as minhas fantasias.Preciso de ti bem perto, preciso de ti, perto de ti não há dor, não há receios!! Perto de ti estou no Olimpo, perto de ti sou o rei Midas!!És o meu toque de ouro, necessito de ti na minha vida, dás-me folgo, fazes-me viajar…Mais uma vez, fazes-me viver…Só mais esta vez…Não suporto as dores de tua ausência, dá-me o teu calor, dá-me a tua presença, dá-me oportunidade de criar mais um mundo encantado… junto de ti.vamo-nos unir só mais esta vez…Vamos ser felizes juntos.Dizem que vais acabar por me destruir, mas são eles que me matam, tu dás-me vida,Tu dás-me amor,Tu dás-me tudo…Tu completas-me mais uma vez…Dá-me o teu consolo e apaga todo o meu sofrimento,Dá-me vontade de viver…Dá-me uma perspectiva de ver o mundoDá-me balançoDá-me vontade…Prometo que te vou respeitar… sei que jamais te vou conseguir deixar, já és parte de mim, já estás no meu ser, sem ti já não vivo…Longe de ti, sim, vou acabar por morrer, não vou suportar nem mais um dia… sem ti… perto de mim…ÉS A MINHA HEROÍNA...ALEXANDRE GOMES 11º 12Agrupamento de escolas Infante D. Henrique
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Sinto a dor em mim
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December 2 2010, 9:45am | Comments »
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É possível moldar as lentes através das quais vemos o mundo...
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“apesar de alguns dos ensinamentos mais debilitantes da própria cultura, pode-se ainda lutar nas escolas para moldar as lentes através das quais vemos o mundo… o que é poderá ser visto claramente, o que foi poderá ser visto como um presente vivo e o que será como um universo pleno de possibilidades” (Postman, 2002).Cit José Morais, em trabalho académico, ontem analisado com prazer.
July 1 2010, 8:22am | Comments »
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Realidades, percepções, interpretações, parasitas
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As nossas interpretações parasitam a nossa comunicação, transparecem frequentemente. Comprometem a qualidade da nossa escuta, porque temos uma opinião sobre o que é dito, e o que nos dizemos a nós próprios impede-nos de estar atento ao que é dito de novo: a voz do nosso pensamento, embora não utilize os mesmos sinais de comunicação, é mais alta que a voz do nosso interlocutor. Não será para abafar as duas vozes que gritámos?O mediador, em si, deve estar particularmente atento à sua forma de gerir os seus próprios parasitas: às suas interpretações, às suas atribuições de intenção, à sua forma de resolver os problemas. Deve demonstrar prudência em relação à sua receptividade, à sua forma de reflectir e à sua forma de comunicar, e para além disso à forma como os outros as apresentam enquanto observações da sua boa fé.A propósito de interpretações e inferências, será que desconhece a história dos cegos e do elefante do mestre Hakim Sanai (Século XII). Eis então: Era uma vez uma cidade em que todos os habitantes eram cegos. Um rei que viajava acampou nas suas imediações. Possuía um elefante. Ninguém na cidade tinha ouvido falar desse animal.Alguns habitantes apressaram-se, apalpando cada um a parte a que tinham acesso. Ninguém imaginava estar equivocado sobre a sua forma de percepção. Prontamente de regresso, cada um era de imediato solicitado. Toda a gente queria saber o que os seus concidadãos não conseguiriam explicar de forma correcta. Faziam perguntas sobre a aparência do elefante, o seu tamanho, a sua forma, a sua pele, o seu cheiro ...Ouviu-se a resposta do homem que tinha tocado na orelha sobre a pele. Disse que o animal era rugoso, de pelo rijo e que a sua forma era semelhante a um tapete muito largo.Então aquele que tinha tocado na tromba falou com medo de um tubo terrível, movediço como uma serpente.Quem tinha tocado nas patas exclamou que aquilo eram apenas intrujices, o elefante era mais para o redondo, como a coluna de um templo, e sólido, impressionante e com certeza muito pesado ...Cada um tinha tocado o animal, mas apenas uma parte e não o podia ter percepcionado correctamente. Nenhum tinha conhecimento da sua globalidade.A imaginação tinha colmatado as falhas de informação já que a natureza, na verdade, detesta o vácuo, e colhido informações que testemunham de uma certa ignorância. Finalmente, nenhuma representação correspondia à realidade.Com o tempo, os outros habitantes que não tinham tocado o animal, fizeram a sua escolha entre os oradores. Cada um confiou naquele que lhe parecia mais convincente e a sua convicção íntima esvaziava as suas dúvidas. Jean-Louis Lascaux
February 18 2010, 3:21am | Comments »
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O Sujeito e a percepção da realidade
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Era uma vez uma cidade em que todos os habitantes eram cegos. Um rei que viajava acampou nas suas imediações. Possuía um elefante. Ninguém na cidade tinha ouvido falar desse animal.Alguns habitantes apressaram-se, apalpando cada um a parte a que tinham acesso. Ninguém imaginava estar equivocado sobre a sua forma de percepção. Prontamente de regresso, cada um era de imediato solicitado. Toda a gente queria saber o que os seus concidadãos não conseguiriam explicar de forma correcta. Faziam perguntas sobre a aparência do elefante, o seu tamanho, a sua forma, a sua pele, o seu cheiro ...Ouviu-se a resposta do hornem que tinha tocado na orelha sobre a pele. Disse que o animal era rugoso, de pelo rijo e que a sua forma era semelhante a um tapete muito largo.Então aquele que tinha tocado na tromba falou com medo de um tubo terrível, movediço como uma serpente.Quem tinha tocado nas patas exclamou que aquilo eram apenas intrujices, o elefante era mais para o redondo, como a coluna de um templo, e sólido, impressionante e com certeza muito pesado ...Cada um tinha tocado o animal, mas apenas uma parte e não o podia ter percepcionado correctamente. Nenhum tinha conhecimento da sua globalidade. A imaginação tinha colmatado as faltas de informação já que a natureza, na verdade, detesta o vácuo, e colhido informações que testemunham de uma certa ignorância. Finalmente, nenhuma representação correspondia à realidade.
January 17 2010, 4:16pm | Comments »
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A importância da Teoria para resolver problemas
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Qual é o problema? O carro parou. Você deve descobrir o que está errado. Mas o que é isso? Você sabe que o automóvel, tal como foi planejado, é uma máquina ideal que funciona perfeitamente. Antes de ser transformada em peças, engrenagens, tubos, parafusos, ela foi construída idealmente, na imaginação, por pessoas que foram capazes de simular o real. Esta é a grande função e o poder mágico do pensamento: ele pode simular o real, antes que as coisas aconteçam. Mas nesse modelo ideal do automóvel não há defeitos. Eles aparecem quando a máquina real se desvia do plano ideal. Ora, seu problema é fazer com que o carro ande novamente, isto é, fazer com que funcione conforme foi idealmente planejado. Isso significa que você só pode resolver seu problema se for capaz de reconstruir, idealmente, o plano da máquina. A partir desse modelo você poderá inspeccionar, mentalmente, os possíveis defeitos no funcionamento do automóvel. (Rubem Alves)
November 12 2009, 2:14am | Comments »
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Desligamento da realidade, viés e números
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(...)Já falando directamente para os empresários, Cavaco Silva disse que “é hoje seguro afirmar que, na génese da crise financeira e económica que o mundo enfrenta, muito pesaram a violação de normas éticas” e “a adopção de comportamentos de risco cujo impacto sobre o sistema financeiro e o bem-estar das populações não foi devidamente ponderado”."Ambiente de exuberância objectivamente desligado da realidade"“Para além da imprudência e, mesmo, da incompetência reveladas na avaliação e tomada de riscos, muitos foram os gestores financeiros que, simplesmente, perderam o sentido da decência, como afirmou recentemente o Presidente da República da Alemanha”, acrescentou Cavaco Silva. Para o chefe de Estado, “criou-se um ambiente de exuberância objectivamente desligado da realidade e incapaz de antecipar os custos sociais de um eventual colapso do sistema”. E lembrou que “por detrás das estatísticas e dos gráficos que identificam a crise estão trabalhadores que perderam o emprego” e “investidores que perderam as poupanças de uma vida e cujos projectos e ambições foram destruídos num ápice”.Para o Presidente, “muitos dos agentes que beneficiaram do status quo – e que tiveram um papel activo nesta crise financeira – continuam a ser capazes de condicionar as políticas públicas, quer pela sua dimensão económica quer pela sua proximidade ao poder político.”O Presidente salientou que é “preciso ter coragem de, em vários domínios, começar de novo.” “É urgente que os decisores reajustem as prioridades e corrijam as injustiças e os erros que a crise desmascarou”; “é urgente colocar no topo da agenda, ao lado da liberdade, a responsabilidade, a solidariedade e a coesão sociais”. E, como já fez outras ocasiões, alertou para a importância “que a verdade, a transparência e os princípios éticos têm no bom funcionamento de uma economia e no desenvolvimento de uma sociedade”."Governar para os números"Cavaco Silva afirma ainda que “não se trata de governar para os números, nem para as estatísticas”. “Estão em causa problemas concretos de natureza social, que geram situações de desespero e afectam com especial gravidade os mais desprotegidos. Problemas cuja resolução é uma responsabilidade política e, mais do que isso, uma condição necessária para a estabilidade da nossa democracia”.Para Cavaco Silva “não se pode desperdiçar recursos em respostas que mais não fazem do que deixar tudo na mesma ou tornar ainda mais apertado o caminho do nosso desenvolvimento futuro”. “É crucial que a intervenção pública seja ponderada e rigorosa, visando claramente a resolução de problemas concretos e a preparação dos desafios futuros.” (...)Fonte
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April 18 2009, 3:16pm | Comments »
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Identificados los circuitos neuronales que distinguen la realidad de la ficción
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La relevancia que los demás tienen para nosotros, uno de los factores clave de la distinciónUn estudio reciente realizado por investigadores del Instituto Max Planck de Alemania ha revelado que dos áreas concretas del cerebro, la corteza prefrontal media y la corteza cingulada posterior, se activan con más potencia ante alguien relevante para nosotros que ante un personaje famoso, y más ante este último que ante un personaje de ficción, como Cenicienta. Es decir, que existe una relación entre lo que el cerebro percibe como más o menos real y la importancia que tiene para nosotros lo que observamos. Este hallazgo, además de respuesta, produce nuevas preguntas, cómo qué definimos entonces por lo “real”. Fonte
April 5 2009, 5:33pm | Comments »
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Práticas
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Segunda sessão da Unidade Projecto de Intervenção na Escola ou Agrupamento do curso de especialização em Supervisão Pedagógica e Avaliação de Docentes. Um observatório privilegiado sobre o que se (não) passa nas nossas escolas. E a necessidade de ir ajustanto as velas teóricas aos ventos vários que sopram nas complexas realidades. O mais possível longe do balir do rebanho e da demagogia que nos
January 17 2009, 7:35am | Comments »
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A complicada arte de ver
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Provavelmente, estarei repetindo-me. Mas não faz mal.Por Rubem Alves Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer
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November 30 2008, 6:16am | Comments »
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O Cérebro que cria a realidade (e a dificuldade de ver sem quadro de referência)
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(...)
Esta forma de pensar está adquiriendo cada vez más relevancia y corresponde a lo que se ha venido a llamar “constructivismo”, que es un concepto que se remonta al siglo XVIII y que fue acuñado por el filósofo napolitano Giambattista Vico. Vico escribía en 1710 lo siguiente: “si los sentidos son capacidades activas, de ahí se deduce que nosotros creamos los colores al ver, los gustos al
October 24 2008, 4:32pm | Comments »
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