Tem a ver, não com a conglomeração de escolas e os ajuntamentos forçados, mas com a ordenação do sistema educativo, a organização dos seus ciclos de estudo, num quadro legal de escolaridade obrigatória de 12 anos. Este novo quadro legal aconselha, vivamente, a rever o organograna do sistema educativo, ponderando as finalidades, natureza, organização, duração de cada ciclo de estudos. E neste cenário o actual ensino secundário pode fazer pouco sentido.Esta é a questão essencial e preliminar a qualquer grande movimento na "rede escolar". Mais uma razão para suspender o que comprovadamente está mal feito e começar pelo princípio.
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Uma questão prévia fundamental
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July 11 2010, 3:30pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
A Rede de Oferta Formativa
http://terrear.blogspot.com/2009/06/rede-de-oferta-formativa.html
Incidência sobre a oferta de ensino e formação e sobre as redes locaisPersiste uma elevada e nociva concorrência entre as várias ofertas e modalidades de ensino e de formação de nível secundário, o que pode vir a constituir um dos mais fortes entraves a um adequado cumprimento desta medida, em cada comunidade local.Vários interlocutores sugeriram que é urgente criarem -se redes locais complementares e sustentadas na confiança recíproca (e não na lógica da ameaça) e que, seja no plano municipal, seja no plano intermunicipal, se construam organismos reguladores das novas redes integradas de ensino e de formação de nível secundário (plataformas territoriais paraa educação e formação, como também se lhes chamou). Estas plataformas territoriais seriam dotadas de efectivos poderes de regulação, aproveitando ao máximo os recursos disponíveis e procurando todas as alternativas possíveis para que nenhum cidadão fique sem umaadequada resposta educativa. Estes organismos de concertação, versáteis e locais, não devem integrar apenas representantes das autarquias e do Ministério da Educação, mas de todas as redes escolares e formativas existentes, que cumprem serviço público de educação e formação, além das redes sociais.Importa evitar que em cada comunidade local se venha a acentuar a divisão entre escolas de primeira e escolas de segunda (estando reservadas a estas os percursos qualificantes), sendo preferível, como alguns interlocutores sublinharam, que se crie, nos municípios onde tal forpossível, uma rede de ofertas que atribua a certas escolas determinados perfis de especialização técnica, artística ou profissional.Na definição da rede deverá apontar -se para a especialização de algumas escolas em determinadas áreas profissionais, tendo em consideração a respectiva capacidade instalada (recursos materiais e humanos). Já aquando do DNE se considerou que as ofertas de percursos qualificantes em escolas da rede pública deveriam ter em conta as necessidades locaise regionais, assim como os recursos necessários ao seu funcionamento, de forma a evitar a descredibilização do ensino profissional.A oferta de cursos de ensino secundário profissional em escolas secundárias, em curso desde 2004, é um enriquecimento das oportunidades de educação dos jovens que as frequentam. Várias escolas ouvidas pelo CNE alertam, no entanto, para várias e graves falhasexistentes no terreno, entre elas: ausência de docentes qualificados e de equipamentos específicos para as áreas técnicas e tecnológicas; precipitação na abertura de novos cursos sem que tivesse havido prévia formação de equipas e lideranças destas novas ofertas; desmotivaçãopor parte de docentes que, estando colocados em “escolas secundárias”, 24964 Diário da República, 2.ª série — N.º 122 — 26 de Junho de 2009 são “obrigados” a leccionar “cursos profissionais”, com públicos e exigências pedagógicas diferentes.Parecer CNE, ref infra
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June 30 2009, 7:20am | Comments »
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