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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Los animales fomentan la salud humana? Un análisis preliminar
http://terrear.blogspot.com/2009/02/los-animales-fomentan-la-salud-humana.html
February 12 2009, 8:35am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Um teste para overdose de paracetamol?
http://dererummundi.blogspot.com/2008/12/um-teste-para-overdose-de-paracetamol.html
O acetaminofeno (N-acetil-p-aminofenol), mais conhecido como paracetamol, é um analgésico e anti pirético popular e largamente utilizado em Portugal e no mundo.A acetanilida, a substância parente, foi introduzida em 1886 com o nome de anti-febrina por Cahn and Hepp que descobriram acidentalmente a sua acção anti pirética. No entanto, a acetanilida era demasiado tóxica - tal como a ácido salicílico, então campeão de vendas. O ácido salicílico seria destronado a breve trecho pelo ácido acetilsalicílico - a aspirina que substituiu o ácido salícilico em que se transforma no organismo humano a salicilina da casca do salgueiro. De facto, pouco depois de Felix Hoffmann em 1897 ter simplificado o método de síntese da aspirina descoberto 44 anos antes por Charles Gerhardt, a Bayer começou a testar a aspirina em dezenas de pacientes e em 1899, depois de registar a patente, enviou informação sobre o seu produto milagroso a 3000 médicos europeus que ajudaram a transformar a aspirina no medicamento mais vendido no mundo.Tal como no caso da salicilina, procurou-se derivados menos tóxicos da acetanilida, primeiro o p-aminofenol (ainda muito tóxico) e depois a fenacetina (acetofenetidina). Esta última foi introduzida na terapêutica em 1887 sendo extensivamente usada em misturas analgésicas antes de ter sido implicada em casos de nefrotoxicidade provocada por sobredosagens. Outro derivado utilizado, logo em 1893 por Von Mering, foi o acetaminofeno, o principal metabolito quer da acetanilida como da fenacetina. O paracetamol teve de esperar por 1949 para ganhar a popularidade actual, nomeadamente como alternativa a alguns analgésicos e anti-inflamatórios que provocam lesões a nível do esófago, estômago e intestino.No entanto, mesmo quando tomado dentro das doses recomendadas, o paracetamol pode causar lesões no fígado e, em casos mais graves, episódios hepáticos fulminantes que podem levar à morte. A intoxicação por paracetamol raramente é mortal nas crianças que não atingiram a puberdade, por razões que não se compreendem bem.Em Inglaterra, por exemplo, morrem anualmente cerca de 200 pessoas de overdose de paracetamol e no ano passado 20 foram sujeitas a transplante hepático pelos mesmos motivos. O problema é que os sintomas aparecem ao fim de alguns dias e muitos pacientes chegam aos hospitais quando é demasiado tarde para um transplante lhes salvar a vida. Varuna Aluvihare, um hepatologista do King's College Hospital, Londres, descobriu recentemente algo que pode permitir salvar a vida dos utilizadores deste medicamento. Aluvihare descobriu que a urina dos pacientes com maiores danos hepáticos apresenta elevados níveis de ciclofilina A*. Esta descoberta pode ser utilizada no desenvolvimento de um teste rápido para determinar mais rapidamente se um determinado paciente necessita um transplante hepático.Mas enquanto esse teste não é desenvolvido, porque a época a isso propicia, convém recordar que é completamente contra-indicado ingerir paracetamol para combater as consequências do excesso de álcool - o álcool, jejum prolongado e vómitos excessivos podem inibir a produção das enzimas envolvidas na sua metabolização, como sejam as peroxidases -, aumentando assim a toxicidade do paracetamol. E entretanto, recupero os posts que escrevi por esta altura no ano passado sobre não ser má ideia para os seus apreciadores beber vinho, tinto, claro, nas libações que se aproximam.*Um complexo dsta peptidil-propil–isomerase com o imunodepressor ciclosporina A inibe a actividade fosfatase da calcineurina - que por sua vez inibe a expressão de genes de proteínas nucleares envolvidas na activação celular e formação de linfócitos T citotóxicos - que se pensa estar envolvida na rejeição de orgãos transplantados. Mais recentemente, descobriu-se que esta proteína é incorporada na formação novos vírus na infecção com o HIV.
December 22 2008, 1:06am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Tensão Alta Afecta Habilidades Cognitivas
http://terrear.blogspot.com/2008/12/tenso-alta-afecta-habilidades.html
Un estudio de la North Carolina State University, en Estados Unidos, ha revelado que tener la tensión sanguínea elevada, en el caso de las personas mayores, está directamente relacionado con la disminución de las funciones cognitivas. Este descubrimiento sugiere que en situaciones de estrés, los ancianos que tengan la presión arterial alta encontrarán mayores dificultades para pensar con claridad
December 18 2008, 4:11pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
A actividade física e o sistema cardiovascular
http://dererummundi.blogspot.com/2008/10/actividade-fsica-e-o-sistema.html
Novo post do nosso habitual colaborador Rui Baptista: “Eu não tenho o meu corpo, eu sou o meu corpo" Gabriel Marcel (1889-1973)Num tempo em que estatísticas recentes apontam para o facto de as doenças cardiovasculares e cerebrovasculares serem responsáveis pela morte anual de 40.000 pessoas em Portugal e 7,5 milhões a nível planetário, comemorou-se, no passado domingo, dia 28 de Abril, o "Dia Mundial do Coração”. Assim, pareceu-me apropriado recuperar uma conferência que fiz, "in illo tempore" (1971), na Sociedade de Estudos de Moçambique, com o título "Educação Física ao Serviço da Saúde Pública". Passo a transcrever a parte que se reporta ao título em epígrafe:“A Educação Física baseia-se no uso correcto do exercício seguido de períodos de repouso, sendo aquele a aplicação de um estímulo que fomenta o desenvolvimento, ou, segundo W. Roux, uma excitação funcional. São prejudiciais ao desenvolvimento físico a carência de estímulos ou a sobreexcitação que são combatidas, respectivamente, pelo exercício e por períodos de repouso. Um organismo que não é solicitado é facilmente vítima de cansaço e sucumbe até a esforços pouco intensos da vida diária do cidadão avesso à prática gimnodesportiva.Todavia, por outro lado, o treino excessivo, quando desacompanhado do conveniente repouso e/ou de uma alimentação equilibrada, conduz dramaticamente ao esgotamento ou mesmo a desenlaces fatais. E se estes princípios devem ser valorizados na exercitação do músculo esquelético, eles assumem idêntico ou até maior relevo quando aplicado ao músculo cardíaco. O coração, ainda que só em simples actividades diárias não muito esforçadas, como subir escadas ou correr para apanhar o autocarro, é considerado uma peça de indiscutível importância no funcionamento e rendimento do complexo maquinismo que é o corpo humano. A necessidade de uma irrigação sanguínea acelerada (traduzida por um aumento do número de pulsações/ minuto) e em maior caudal (por um acréscimo do volume sistólico) por parte massa muscular submetida ao exercício físico conduz ao fortalecimento das paredes musculares do coração (miocárdio) que passará a actuar como uma bomba aspirante-premente com rendimento melhorado. Claro que quanto maiores e mais numerosos forem os grupos musculares solicitados pelo exercício físico melhores serão os benefícios obtidos, aparecendo, assim, a corrida e o levantamento de pesos [hoje chamada musculação] entre as actividades prioritárias.Fortalecendo o coração, através de exercícios gímnicos ou da prática desportiva, actua-se preventivamente no campo de uma doença que mais vítimas causa e que tem uma maior incidência no mundo civilizado pelo sedentarismo que a caracteriza. Refiro-me, como é fácil supor, às doenças cardiovasculares, nas inúmeras formas de que se revestem: enfarte do miocárdio, angina pectoris, arteriosclerose, etc. Cristian Barnard, famoso cardiologista que deixou o seu nome ligado ao primeiro transplante cardíaco humano, incrimina o excesso de peso, a falta de exercício e o stress, como factores de elevado risco no aparecimento de cardiopatias e patologias circulatórias e respiratórias a elas associadas. A este propósito, o governo sul-africano para prevenção dos acidentes rodoviários mandou colocar nas estradas sugestivos painéis com este aviso: Cuidado. Barnard está à espera do seu coração.Na revista ‘Vida Mundial’, de 26 de Maio de 1971, sob o título ‘Os perigos do coração’, é feita referência a uma afirmação de Rudolf Virchow (1821-1902), a quem é atribuída a paternidade da Medicina Social: A história das epidemias é a história dos distúrbios da cultura humana. E prossegue o referido estudo: As doenças do coração, na multiplicidade das suas manifestações, preenchem o quadro epidemiológico da sociedade avançada e industrializada.Portugal não podia deixar de sentir a ameaça do avanço insidioso deste tipo de doenças. Assim, em 7 de Abril desse ano, ‘Dia Mundial da Saúde’, o Dr. Armando Sampaio, director do Gabinete de Estudo e Planeamento do Ministério da Saúde e Assistência, leu a seguinte mensagem televisionada:O seu coração é a sua saúde – eis um tema que deve ser profundamente meditado por todos aqueles que desejam para si e para a sua família longos anos de uma vida saudável. Para ser atingida esta finalidade, a prática regular do exercício físico deve ser adequado à idade de cada um, sendo fundamental no combate à vida sedentária e simultaneamente desgastante pela tensão psíquica permanentemente imposta pela forma de viver dos nossos dias. Há que encorajar os jovens para o exercício físico regular para contrabalançar as horas em que eles ficam sentados na escola ou defronte dos aparelhos de televisão.[Nesse tempo, os computadores pertenciam a um futuro distante que em muito veio contribuir para aumentar o sedentarismo juvenil; estatísticas destes dias dizem-nos que o tempo passado a dedilhar o teclado dos computadores já superioriza as horas passadas frente à televisão, isto mesmo antes da distribuição massiva dos “Magalhães” a jovens escolares do ensino básico].Os malefícios do sedentarismo mereceram de Leonardo da Vinci (1452-1520), tido como o mais versátil génio da Renascença, a seguinte analogia: O corpo humano é como uma navalha de barba, se não for utilizada enferruja. Só passados séculos do falecimento deste sábio e inventor, grande mestre da pintura e da escultura - como escreveu um dos seus biógrafos, citado num livro de Edward McCurdy, de 1904, o seu espírito nunca descansava, o seu cérebro estava sempre a inventar coisas novas -, as práticas físicas voltaram a ser encaradas como necessárias ao não ‘enferrujamento’ do corpo humano e, desta forma, creditadas como promotoras de uma vida saudável. E tanto assim é que nos meus tempos de rapaz, apesar de o filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) ter defendido que sem exercício físico quotidiano apropriado é impossível mantermo-nos de boa saúde, ainda se sentava no banco dos réus a prática desportiva com a acusação de ser responsável pelo aparecimento em larga escala da tuberculose pulmonar que dizimava muitas vidas humanas, ilibando, com isso, as noitadas de farra, uma deficiente alimentação e, até mesmo, o seu principal responsável: o bacilo de Koch.Por outro lado, no desconhecimento dos “segredos” da medicina desportiva, mais é confundido, por vezes, a silhueta do miocárdio hipertrofiado do desportista com o coração dilatado por factores patológicos, situação que levou a um diagnóstico errado na pessoa de um atleta exuberante de saúde cardíaca”.
October 2 2008, 3:40am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
DO OUTRO LADO DA SIDA
http://dererummundi.blogspot.com/2008/09/do-outro-lado-da-sida.html
Agora que Thabou Mbeki, líder da África do Sul e campeão da ignorância científica, devido às suas posições sobre a SIDA (AIDS no Brasil) saiu de cena, é altura de recordar o que sobre a SIDA e sobre ele escrevi no meu livro "A Coisa Mais Preciosa que Temos" (Gradiva). Porém, o futuro líder pode não ser melhor, como relata este post.Convidaram-me na Semana Mundial de Combate à SIDA realizada em Novembro de 2000 para participar numa mesa-redonda intitulada “Do outro lado da SIDA”. Tratava-se de reunir pessoas que, em princípio, não são especialistas na doença, nem no seu estudo nem na sua prevenção e tratamento, não estavam portanto “do lado da SIDA”, mas sim do “outro lado”, o lado dos leigos. Juntaram-se assim, além de um físico, uma socióloga, um psicólogo e um filósofo. O desafio, pela novidade, era aliciante. Assim como era aliciante poder contribuir de alguma maneira para o melhor esclarecimento público sobre a terrível doença. Que tem um físico a dizer sobre a SIDA? Sobre o assunto ele não sabe mais do que aquilo que é divulgado publicamente, em folhetos e nos “mass media”, que a SIDA, síndroma de imunodeficiência adquirida, é uma doença transmitida por vírus, o HIV ou outros do género, que necessitam de um contacto íntimo para se transmitir. Uma vez instalado, fica-se seropositivo: o vírus pode demorar algum tempo a executar a sua missão mortífera, mas acaba em geral por destruir as defesas do organismo, falecendo o seu portador por uma debilitação progressiva. Tal é conhecido de toda a gente, assim como os meios de evitar contactos transmissores de doença. Se acaso houver alguém que ainda não saiba, fica a informação que o vírus não atravessa um preservativo! Também é conhecido que, apesar de não haver actualmente nem vacina nem cura para a SIDA, existem meios de tratamento com relativa eficácia: algumas drogas químicas como o AZT, combinadas e em doses que não deixam de provocar efeitos secundários, podem em muitos casos adiar, mesmo indefinidamente, as manifestações da doença. Em todo o mundo, enquanto a SIDA cresce (nomeadamente em África) são procurados em institutos e laboratórios meios eficazes de prevenir e tratar a doença. E há a esperança que os cientistas consigam um dia vencer o vírus, antes que o vírus nos vença a nós. Um físico, porque conhece por dentro os mecanismos de funcionamento da ciência (e da sua filha, a tecnologia, apesar desta ser uma filha pródiga que saiu de casa e leva uma vida por vezes pouco recomendável), acredita no vírus sem nunca o ter visto, nem mais novo nem mais velho. Sabe que ele foi identificado nos anos oitenta por colegas seus cientistas. Lembra-se bem de ter lido em revistas de divulgação e também nos media o debate sobre a prioridade da descoberta, entre o francês Luc Montagnier e o norte-americano Max Gallo. Sabe que essa identificação passou por um crivo muito apertado que é o reconhecimento dos pares e que só depois disso ela foi publicada em revistas científicas especializadas. Sabe que depois da descoberta esta foi escrutinada e confirmada em numerosos laboratórios e que os novos meios de tratamento se baseiam obviamente na natureza e acção dos microorganismos portadores da doença. Apesar de ser uma doença letal, que chega a todos (e não apenas a homosexuais e drogados, como muita gente julgava), a que alguém já chamou uma “praga do fim do século”, trata-se apenas de um efeito desregulador causado por vírus, que está ser, cada dia que passa, mais bem conhecido e, por isso, mais bem combatido. Mas será que toda a gente sabe que a SIDA vem de um vírus, pequeníssimo e invisível a olho nú, e que, baseado no conhecimento que advém desse facto, actua em conformidade com o nosso melhor conhecimento sobre a propagação viral nos humanos? Infelizmente não... Este é um dos muitos casos de ignorância científica que pululam no mundo moderno. A sociedade moderna é dominada pela ciência mas parece que a mente humana teima em não reconhecer esse domínio. E o pior é quando a ignorância científica está instalada no governo das nações, ampliando devastadoramente os seus resultados a uma escala colectiva. É isto, a falta de cultura científica nos cidadãos e nos governos, que mais pode preocupar um físico, a propósito da SIDA. É um facto que a generalidade dos governos tem actuado de acordo com aquilo que é o nosso melhor conhecimento da SIDA, realizando campanhas públicas de prevenção, fornecendo meios de diagnóstico e modernizando os meios de tratamento. Mas um contra-exemplo que vale a pena apontar como “campeão” da ignorância científica é o actual governo da África do Sul, personalizado na pessoa do presidente Thabou Mbeki. Mbeki, infeliz sucessor do grande Nelson Mandela, diz não acreditar que a SIDA seja causada por vírus. Atribui a doença ao subdesenvolvimento e à má-nutrição, chegando a sugerir que são os próprios meios de tratamento (o AZT e outros) que causam a doença. Morrer-se-ia não da doença mas da cura! O seu pensamento radica numa ideia muito “sui generis” e muito errada de ciência, que faz lembrar a “ciência alemã” do tempo da Segunda Grande Guerra. O que é africano ou sul-africano é bom, o que vier de fora é necessariamente mau. A tal ponto que, quando alguns médicos sul-africanos propuseram um remédio absurdo para a SIDA (o viroderme, que tanta controvérsia deu mas de que já ninguém fala, e que apareceu associado ao nome de uma médica portuguesa), tal solução foi imediatamente apoiada por autoridades sul-africanas em detrimento de outras que, apesar de cientificamente mais sólidas, não eram africanas. Mbeki chegou a patrocinar reuniões sobre a SIDA em que cerca de metade dos convidados eram vozes heterodoxas dos meios médicos e farmacêuticos, que são ultra-minoritários na comunidade científica, procurando auxílio científico às suas teses. Pode parecer estranho a um leigo que a ciência contenha contradições e contraditores. Pois não é a ciência certa? Não, a ciência não é certa, mas contém em si, no seu método, um caminho para nos livrarmos progressivamente da incerteza. Para nos livrarmos do erro. E o método científico tem o seu juiz no consenso da própria comunidade científica especializada num dado assunto, perante todo o conjunto de provas produzidas. Não é de maneira nenhuma necessária unanimidade para se chegar a um resultado científico mas tão só e simplesmente maioria (quantos disparates se ouvem por aí por não se conhecer a metodologia científica: veja-se o caso português da co-incineração!). Há uns, poucos, cientistas que não acreditam no vírus: um deles é muito conhecido, Peter Duesberg, professor de Biologia Molecular na Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos. Não são necessariamente pessoas estúpidas, apesar de também o poderem ser. E têm todo o direito a expandir a sua opinião (fazem-no de resto muito bem na Internet). É bom que a exprimam porque a ciência vive da disputa viva, do choque dos contrários. Mas a esmagadora maioria dos cientistas da SIDA reconhece a descoberta do vírus como a maior e melhor peça de conhecimento sobre a SIDA disponível até hoje, desenvolvendo a sua actividade em conformidade. Na África do Sul continua-se a morrer estupidamente de SIDA. Actualmente, cerca de 15% dos adultos de sexo masculino estão infectados e tal número tem uma tendência muito perigosa a crescer. Morre-se por ignorância própria (promiscuidade sexual, por exemplo) mas também por ignorância do governo (que dificulta a experimentação de fármacos anti-SIDA). Morre-se até inocentemente como as numerosas crianças que recebem o vírus no ventre ou dos seios de mãe seropositiva, sem que o governo e as autoridades de saúde lhes dêem qualquer atenção e prioridade. Morre-se – e é uma das piores mortes – de ignorância científica. Saber alguma ciência, reconhecer o valor e o poder da ciência, actuar de acordo com o que a ciência actual diz pode ser uma questão de vida ou de morte. E é isto o que um físico tem a dizer sobre a SIDA.
September 28 2008, 3:33am | Comments »


