Esta declaração assumida por José Gil em entrevista hoje publicada pelo Jornal de Negócios é de uma extrema acutilância e justeza. Fonte de desesperança, gérmen de revolta, motivo de auto-exclusão e alienação. Portanto, que não apenas inquieta e irrita. Vai muito mais além. Chega à desmoralização, à apatia, ao desmonoramento.E onde está essa injustiça do Estado? Nas coisas mais simples (mas que não deixam de ser gravosas):a) na interminável demora de resposta a cidadãos e empresas que têm pendentes durante meses processos que por lei deveriam ser respondidos com celeridade num mês ou dois;b) no "chico-espertismo" de contornar a lei, fazendo pedidos sucessivos para que os prazos comecem a contar sempre do zero;c) na arrogância, no encolher de ombros perante a manifesta falta de resposta pública (olhe, venha cá daqui a 15 dias...; olhe, telefone para a semana pois o técnico hoje não pode atender; ... olhe...)d) na indiferença "as diferenças", na impessoalidade na forma de tratar as questões, seguindo os "bons" tiques burocráticos....e) na confusão reiterada entre fins e meios (sendos estes muitas vezes transformados em verdadeiros fins)..f) na irresponsabilidade perante a manifesta ineficácia da acção;g) na postura feudalizante em que os cidadãos são tratados como os novos "servos da gleba"...As situações-tipo poderiam ser continuadas. Estas bastam para ilustrar um mal que nos corrói e diminui.
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“Há uma injustiça do Estado que inquieta e irrita”
http://terrear.blogspot.com/2010/01/ha-uma-injustica-do-estado-que-inquieta.html
January 8 2010, 7:01am | Comments »
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Re_Orientações
http://terrear.blogspot.com/2010/01/reorientacoes.html
De regresso a uma riquíssima entrevista concedida há tempos pelo Prof. António Nóvoa ao Correio da Educação:Afirmou um dia que era tempo de inverter o discurso e as práticas: de colocar não a escola ao serviço da sociedade, mas a sociedade ao serviço da escola. O que quis dizer com isso e quais as manifestações possíveis dessa nova equação?A afirmação vem de Albert Jacquard. Eu aproprio-me dela no contexto da defesa, que tenho vindo a fazer nos últimos anos, de um espaço público da educação, um espaço que integra a escola como um dos seus pólos principais, mas que é ocupado por uma diversidade de outras instâncias familiares e sociais. É o reforço deste espaço público que permite o retraimento da escola. Para resolver esta “nova equação” é necessário assegurar três requisitos: 1.º que não se prolongue o paradoxo de exigir cada vez mais aos professores, dando-lhes cada vez menos condições e prestígio; 2.º que as escolas compreendam a importância de comunicar com o exterior e de prestar contas públicas do seu trabalho; 3.º que a sociedade seja chamada a um papel activo na organização e direcção dos projectos educativos das escolas.
January 6 2010, 2:32pm | Comments »
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Segundo Dilema: Escola como comunidade ou como sociedade?
http://terrear.blogspot.com/2009/10/segundo-dilema-escola-como-comunidade.html
O segundo dilema é talvez o mais difícil, pois é o que traz muitos equívocos: escola como comunidade ou como sociedade? A palavra comunidade é dificílima, porque é de um enorme equívoco, é vista para muitas coisas e utilizadas de modos diferentes. É uma palavra que tem um conceito essencial-mente positivo junto aos educadores. Mas há também alguns aspectos negativos.(...)Para mim, tudo que esteja a fechar as crianças, por uma ou outra razâo, fechar em comunidades onde as fronteiras estâo muito definidas, é um erro. É um dilema que terâ de ser enfrentado no futuro dentro das discussôes sobre as políticas pûblicas de educaçâo. As políticas de privatizaçâo e liberalizaçâo do ensino, a idéia de que nâo se deve financiar as escolas e, sim, os pais, e eles colocam as crianças na escola em que quiserem, vai certamente arrastar esse princípio de que cada grupo social vai ter a sua prôpria escola, que vai ser mais disciplinada, mais coeren-te, mais ordeira, mas vai ser uma escola infinitamente mais pobre [do que] onde hà um diàlogo entre vârios grupos. Defendo a escola muito mais como sociedade do que [como] comunidade. Uma sociedade é qualquer coisa que tem regras. Sô se pode viver em sociedade corn regras. Em comunidades, no limite, é possível viver sem regras, a partir de tradiçôes, ligaçôes simbôlicas. Citando Philippe Meirieu, muito dos jovens que designamos como problemâticos, pré-delinqüentes têm comunidade a mais. Muitas vezes estâo inseridos em gangues, onde hà uma énorme solidarie-dade, onde hà uma liderança carismàtica. A escola tem que dar a esses jovens mais sociedade, mais regras de vida em comum, mais regras do diàlogo, de vida em sociedade. A escola deve ser mais crítica a essa comunitarizaçâo. Isso se faz corn a escola como sociedade e nâo como comunidade.António Nóvoa, Ibidem
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October 28 2009, 7:02pm | Comments »
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O Indivíduo paradoxal na sociedade do Hiperconsumo
http://terrear.blogspot.com/2009/10/o-individuo-paradoxal-na-sociedade-do.html
Alguns excertos de declarações de Gilles Lipovetsky, hoje ao Jornal de Negócios: "Quando alguém se sente deprimido, vai ver um filme, cortar o cabelo ou comprar uma camisola. Comprar para esquecer. O consumo é um paliativo que funciona.(...)Vivemos numa sociedade de "performance", com uma pressão terrível para os resultados, notória nas empresas. Veja-se o caso da France Telecom, com os suicídios no local de trabalho. Antes, existia uma pressão sobre a classe operária em geral, agora essa pressão é exercida sobre o indivíduo, que se coloca constantemente em causa: "não sou suficientemente bom, não atingi os resultados". É a auto-estima a cair.(...)-Falou da France Telecom. Qual é sua leitura? Qual o papel dos gestores?Falta escutar os trabalhadores. O reconhecimento é fundamental e todos sabem disso, mas os gestores querem sempre mais e mais. As empresas são os homens e as mulheres e as máquinas. É preciso escutá-las e encontrar uma solução. Falta, como na democracia, que se cheguem a compromissos. Eu acredito neles.Um outro textoSobre a sociedade da decepção Sobre a felicidade paradoxalA felicidade paradoxal: ensaios sobre a sociedade de hiperconsumo
October 28 2009, 1:06pm | Comments »
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Sociedade Civil, Democracia e Educação
http://terrear.blogspot.com/2009/09/sociedade-civil-democracia-e-educacao.html
(...)Apple argues that rightist claims to meritocracy can operate in precisely theopposite way in practice, often benefiting those who already hold advantagesin society, with the school curriculum a battleground. In addition, these battlesare often ideological, with little empirical basis. Therefore, one of the keytasks of critical education, Apple argues, is an empirical one – making researchpublic in order to ‘interrupt’ dominant educational discourses – in the media,academic and professional domains and in everyday life. He gives the exampleof the ‘Educational Policy Project’ as an example of such an initiative that hasdeveloped over the past decade. This project consists of a group of educatorsand activists who respond to material published by neo-conservatives and neoliberals,often highlighting methodological flaws in the research. Apple alsodraws on work conducted with Paulo Freire in Brazil, looking at initiatives promoting‘thick’ versions of democracy. The importance of thinking creativelyis advocated by Apple – for example considering ways that religious commitmentsmight be mobilized for progressive ends. He notes that we often witnesstactical alliances between groups with often quite different ideological positions,although he warns that this must be approached cautiously.Texto integral
September 20 2009, 4:19pm | Comments »
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História de um letreiro
http://terrear.blogspot.com/2009/03/historia-de-um-letreiro.html
March 30 2009, 4:12pm | Comments »
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Ensaio em torno da maioria e da verdade
http://terrear.blogspot.com/2009/03/ensaio-em-torno-da-maioria-e-da-verdade.html
Um excerto da crónica de hoje de Miguel Santos Guerra:¿Hasta qué punto nos dejamos arrastrar por las mayorías?, ¿hasta qué punto somos capaces de defender nuestra posición en contextos adversos?Parece que es el sentido común el que nos hace pensar como todo el mundo. Le oí decir a Eduardo Galeano hace unos días en una entrevista que un psiquiatra amigo suyo definía así la salud mental: “Es un estado transitorio que no presagia nada bueno”.Existen mitos y errores tan extendidos que todo el mundo acepta como verdades indiscutibles. Tiene que ver lo que digo no sólo con la forma de pensar y de hablar. También sucede con la forma de actuar. ¿Dónde va Vicente?, se pregunta nuestro refranero. Donde va la gente, contesta. Hay quien no sabe divertirse solo, quien no es capaz de organizar por propia iniciativa una actividad. Lo que le arrastra es la masa, la mayoría. Se da por hecho que algo que leen muchos no puede estar mal escrito. De ahí la capacidad de arrastre de los best sellers. De que algo que eligen muchos no puede estar mal elegido. Como si lo que la mayoría hace estuviera, per se, bien hecho. De ahí aquel significativo exabrupto que aparecía en una pintada: “Millones de moscas no pueden equivocarse: come mierda”.El criterio se puede aplicar a casi todos los fenómenos de una sociedad masificada. Una sociedad en la que el individuo se diluye en la masa. Así, por ejemplo, se considera que un programa bueno es aquel que ven más personas, que un buen periódico es aquel que tiene más lectores y que un buen producto es aquel que es consumido por más clientes. Lo de las moscas.Fonte
March 14 2009, 8:22am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
http://terrear.blogspot.com/2009/01/alice-vieira-na-entrevista-ao-pblico-de.html
Alice Vieira, na entrevista ao Público de 19 Janeiro. (...)Isso reflecte-se no modo como as negociações têm sido conduzidas? Sim, é visível nos vai-e-vem. Agora avalia-se assim e depois já é de outra maneira... As pessoas não sabem muito bem o que é ou não é. A ideia que passa é que os professores não querem trabalhar, que não querem ser avaliados e é fácil veicular essa ideia porque os
January 20 2009, 4:27pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Imagens sociais de Portugal
http://terrear.blogspot.com/2008/12/imagens-sociais-de-portugal.html
De acordo com o cenário base das projecções da população residente 2000-2050, a manterem-se as tendências até agora observadas, Portugal perderá perto de 12% da sua população, entre 2010 e 2050.
O número de alunos matriculados em cursos de mestrado (29 934) no ano lectivo de 2006/2007 mais do que duplicou relativamente ao ano lectivo anterior.
As despesas das Administrações Públicas em educação
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December 21 2008, 8:40am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... sol.pt
102 pessoas detidas preventivamente na primeira quinzena de Setembro
http://www.sol.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=111392
O ministro da Justiça disse hoje que na primeira quinzena de Setembro foram detidas 102 pessoas preventivamente, respondendo a críticas ao novo código de processo penal, que restringiria esta medida de coacção
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October 1 2008, 5:10pm | Comments »

