Diversas (e poderosas) são as razões do sofrimento dos alunos. Para só referir algumas, poderia citar o défice de sentido de muito do trabalho escolar, que rapidamente conduz ao insucesso e ao abandono escolar; a forte selectividade que marca grande parte da organização curricular e é a pedra angular do regime avaliativo (principalmente no ensino secundário) e que tem inflacionado a ‘indústria das explicações’; o veredicto escolar, com o seu efeito totalitário e definitivo que dura toda uma vida (basta lembrar que a nota da licenciatura, por exemplo, nunca se poderá transformar e tenderá a marcar toda a vida pessoal e profissional; mesmo o casamento, com o carácter muitas sagrado e vinculativo, pode cessar; mas a nota é definitiva); o acesso ao ensino superior, que com a sua aparência meritocrática de equidade, gera todo um conjunto de angústias e de injustiças(quem se não lembra que uma décima impediu centenas de alunos de realizarem o seu sonho; quem se não lembra que alguns deles tiveram de emigrar para Espanha….; quem não se lembra da "indústria" das permutas de cursos...) ; o prolongamento da adolescência e das situações que enclausuram os jovens numa dependência desesperante; a fragmentação dos saberes, tempos e espaços que os transformam na ‘matéria prima’ de uma cadeia de montagem de tipo industrial. A escola a tempo inteiro neste paradigma de escolarização está à beira da instauração de um regime totalitário. A escolaridade é, assim, para muitos alunos, um túnel no fundo do qual não se vislumbra qualquer luz.Reféns do modelo escolar e de um mundo de trabalho que desqualifica as competências e precariza os vínculos laborais, os alunos estão à deriva e lançam um olhar perdido. Buscam, às vezes, só um olhar de compreensão. Uma palavra de afecto. O sofrimento dos alunos é também o sofrimento dos professores. As intervenções sistémicas que se vão operando têm de resgatar estes sofrimentos. Se quisermos começar a construir a escola do novo milénio.(Às vezes choro sem niguém ver. Às vezes desisto. Às vezes morro por dentro. Morro por fora. Às vezes o mundo pesa tanto, pesa tanto. Às vezes apetece-me gritar. Às vezes grito. Alguém me ouve? Alguém nos ouve? )(com agradecimento a TM)Pequeno Dicionário dos Absurdos da Educação
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Alunos, Sofrimento dos
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July 5 2009, 6:00am | Comments »
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Do Sofrimento dos professores...
http://terrear.blogspot.com/2008/12/do-sofrimento-dos-professores.html
O sofrimento no trabalho, segundo Freud, Marx e Dejours Na impossibilidade de abordar um leque mais extenso de autores que tratam do assunto – e não são poucos que o fizeram de forma brilhante - escolhemos três que nos parecem bastante significativos. O primeiro deles – Freud – não escreveu textos especialmente dedicados ao tema, mas não deixou de reconhecer a centralidade do investimento da
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December 8 2008, 4:29pm | Comments »
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Em torno de uma reclamação
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Ela não o conhecia. Apenas lia o que escrevia no blogue. Mas isso deve ter bastado para arriscar um e-mail: não poderia recebê-la no local de trabalho para emitir a sua opinião face aos procedimentos técnicos a adoptar para responder a uma reclamação de uma encarregada de educação - que era professora noutra escola - que colocava em causa a justeza da classificação de um teste de língua
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November 29 2008, 9:19am | Comments »
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SENTIMENTOS DE PRAZER E SOFRIMENTO DE DOCENTES
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A pesquisa identificou sentimentos de prazer e de sofrimento no trabalho de 30 docentes enfermeiras, verificando as dimensões de valorização, desgaste e reconhecimento, frente à mudança do processo laborativo diante da implementação de uma mudança curricular inovadora. Estudo quantitativo, apoiado no referencial Dejouriano, utilizando-se a escala de Likert. Concluiu-se que as docentes têm mais
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October 18 2008, 9:08am | Comments »
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