“Tivesse eu os tecidos bordados dos céus,Lavrados com o ouro e a prata da luz,Os tecidos azuis e turvos e de breu da noite e da luz e da meia-luz,Estenderia esses tecidos a teus pés;Mas eu, sou pobre, apenas tenho sonhos;São os meus sonhos que estendi a teus pés;Sê suave ao pisar,Que pisas os meus sonhos.”W.B. Yeats
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Escolarização
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October 23 2010, 4:08pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Sonhos e pesadelos
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Inspirado pela crónica de hoje de Santana Castilho (de quem discordo de algumas análises, mas que neste texto me parece globalmente clarividente) pergunto-me: quais são os nossos sonhos? O sonho de uma maior igualdade que perserve as diferenças que nos enriquecem? O sonho dadignidade e do prestígio social de uma profissão que continua a ser a trave mestra do viver social? O sonho de uma maior equidade e justiça? O sonho de uma ordem política mais descentralizora, que confie nas inteligências das pessoas e das organizações, que estimule e promova a criatividade? O sonho de uma escola aprendente, casa de humanidade e cultura, espaço de múltiplas aprendizagens socialmente relevantes? O sonho da liberdade de organizar de outro modo os currículos, os programas, os tempos, as tecnologias educativas? O sonho de uma acção profissional mais exigente, mais autónoma, mais cooperante, mais responsável, mais comprometida? Ou será que já não sonhamos? Será que os pesadelos vão progressivamente ocupando o lugar dos sonhos? Será que a espuma dos dias vai ocupando cada vez mais o nosso olhar e a nossa atenção? Será que o acessório e o efémero é que vão comandando a nossa vida?Os sonhos e os pesadelos são os signos maiores de uma profissão. Através dos sonhos podemos percepcionar as aspirações, os princípios éticos que regulam a acção, as expectativas e asesperanças. Através dos sonhos definimos os horizontes para onde queremos navegar. Através dos sonhos não nos conformamos com os estados de sítio, com o triste choutar, com a penumbraque parece avançar e tudo querer envolver.Mas qualquer profissão também tem pesadelos. O pesadelo de morrer de pé com o giz na mão, o pesadelo da incomunicação, a sensação de por vezes quase nada ensinar, o pesadelo de não saber (de não poder) lidar com a indisciplina, a agressão e a exclusão. E, sobretudo, o pesadelo da desautorização, da burocratização, da proletarização.Temos de construir barreiras para que os pesadelos não proliferem. De empunhar (novas) bandeiras. Temos de construir círculos abertos onde caiba a possibilidade de natal. Temos de(re)construir uma solidariedade profissional exigente que reactive alguns dos nossossonhos. Este seria um tema para um vasto e intensivo programa de acção.
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December 23 2009, 2:10pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
A acção persegue o sonho: o conceito «de horizonte vertical»
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Só há motivação à sombra de uma visão do futuro. No espaço e tempo dos indivíduos, o futuro deve poder ser imaginado ou sonhado. O conceito «de horizonte vertical» exprime a imagem de uma visão dinâmica e motivadora do futuro. Esta figura simbólica resulta do cruzamento de um eixo horizontal, que traduz a capacidade de ver longe, de se projectar na procura de fins a atingir e um eixo vertical, que representa uma progressão e um desenvolvimento em busca de um grau elevado de bom desempenho.A ideia do futuro é necessária ao desenvolvimento da motivação. Ela condiciona a capacidade de «estar em projecto», de se projectar no futuro, passando de um «horizonte invisível» a uma visão do futuro. Para existir, a motivação tem necessidade que a consciência se abra sobre o futuro e lhe ofereça uma visão dinâmica e emocionalmente significativa do futuro. A intensidade motivacional varia em função da distância temporal com a finalidade última. A identificação do objectivo a atingir e da estratégia a realizar constitui um factor determinante. O registo da antecipação determina o da acção.O conceito «de horizonte vertical» exprime a aspiração legítima para se projectar e mobilizar os recursos voltados para uma finalidade que apresente um grau elevado de valor de consecução. Sem objectivo determinado, o indivíduo esgota e delapida a sua energia. Esta projecção no futuro constitui um factor de desenvolvimento da motivação. A visão e a compreensão do projecto da organização permitem identificar o alvo colectivo e mobilizar o conjunto das energias. Conhecer o objectivo permite adaptar-se ao contexto, prefigurando o que se prevê. A busca de realização remete para os valores que animam e determinam as escolhas; permite dar sentido à acção quotidiana. Num mundo de racionalidade crescente, a antecipação, a previsão e a prospectiva constituem ferramentas para reduzir a incerteza face ao futuro. inComo Motivar, obra citada
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June 3 2009, 3:36pm | Comments »
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