Quando uma associação de informação ao consumidor como a Deco é a primeira a usar as piores práticas de abuso do correio electrónico com finalidades comerciais, um cidadão sente-se efectivamente torpedeado. Já tinha denunciado em Julho último a situação: Spamado por uma associação de defesa do consumidor? Sim: pela Deco. Na altura, a Deco usava o spam provider fabulastico.com. Agora, recorre à comsualicenca.com — uma empresa com origem em Espanha e que a sabe toda: até conseguiu registar a sua base de dados na Comissão Nacional de Protecção de Dados. É fácil anunciar no site que se tem uma política anti-spam. É tudo fácil. Assim o quis o legislador. O spammer está legalmente protegido. Basta-lhe comprar ou recolher endereços de e-mail. Não tem de fazer mais nada para poder despejar-me em cima, sem o meu consentimento nem autorização, tudo o que lhe apetecer. Abusando dos meus recursos. Fazendo-me pagar A MIM pela SUA actividade. É lindo. Sabemos todos que é assim. O legislador foi simplesmente metido no bolso na altura certa, agora afigura-se impossível desfazer a situação, que já está institucionalizada em termos comunitários. Temos de viver com a merda de marketing mail que temos, já se percebeu a condenação. Por isso mesmo, considero escandaloso que empresas que se supõem socialmente responsáveis recorram ao artifício do spam. E lavro o meu protesto. Cara Deco, é minha resoluta convicção que isto não se faz, esta vossa política comercial está errada e incomoda milhares de pessoas, além de abusar dos seus recursos.
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
DECO reincide com spam (mas mudou de spam provider)
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December 11 2008, 5:51am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Os CTT entram para a lista de spammers
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Acabo de receber a newsletter nº 4 da loja virtual dos CTT. Como nunca na vida assinei tal coisa, directa ou indirectamente, só resta uma conclusão: os CTT entram para a lista das empresas que praticam a “nobre” arte do spam. É a declaração institucional de vitória do marketing à bruta, tal como o legislador quis que fosse. É também uma grande merda. Mais uma regra no correio para jogar imediatamente no lixo tudo o que venha de lojavirtual@ctt.pt, mais uns segundos de ligação a puxar lixo comercial não solicitado, mais um endereço que vai ficar queimado em listas negras, mais telefonemas a perguntar “então não recebeu o meu mail?”, mais um post a denunciar um spammer — uma actividade quixotesca a que me dedico um dia saberei porquê.
December 10 2008, 2:19am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Economia do spam contradiz Eric Schmidt
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Saiu há poucas horas um relatório sobre a economia do spam que vem contradizer algumas afirmações do CEO da Google, Eric Schmidt, numa entrevista que vi por estes dias. Schmidt diz — e com razão — que “you can have a long tail strategy, but you better also have a head, ’cause that’s where all the revenue is” (em The McKinsey Quarterly). Sim — é melhor ter uma estratégia mista, sobretudo se somos uma empresa de conteúdo. E a head será sempre um bom negócio, o refinamento tecnológico só o melhorará. Mas um dos mais rentáveis negócios da Internet, que já cá anda há uns bons anos, com taxas de retorno absolutamente inacreditáveis e um movimento anual da ordem dos milhares de milhões de dólares, dispensa a head, preferindo operar exclusivamente na cauda: o spam. Um estudo citado pela BBC dá-nos conta da crua realidade por detrás desse espantoso negócio. Apenas 1 em cada 12,5 milhões de mensagens de spam obtém resposta — apurou o estudo. Um negócio assente numa taxa de resposta destas, como é possível? É possível graças aos mesmos factores que possibilitam a exploração da cauda longa e tornaram obsoletos alguns postulados económicos assentes no princípio de Pareto (e não a teoria, que de resto confirmam). O primeiro dos quais, o custo absolutamente irrisório do esforço de vendas, digamos assim. Os spammers não pagam, sequer, o processamento dos ziliões de mensagens que enviam: usam redes de computadores domésticos em que se inflitram — para o estudo foram usadas mais de 75.000 dessas máquinas comprometidas, sem que os respectivos donos dessem conta. A última vez que estimei o número de zombies no mundo, já há uns anos, era superior a um milhão — parece que agora qualquer das grandes redes de spamming tem a sua própria “quinta” com uma quantidade de “zombies” dessa grandeza. As boas notícias, se é que lhe podemos chamar assim: as conclusões do estudo apontam para uma diminuição da taxa de lucro dos operadores de spam. As más: a capacidade de inovação dos spammers sempre superou as dos que lhes dão caça, pelo que é improvável o seu recuo; o negócio é à prova de recessão: quanto mais em baixo estiverem as pessoas, mais procurarão o tipo de produtos que faz a fortuna do spam, essencialmente as drogas de compra livre. A cauda longa não tem fim. (Artigo de arquivo; publicado originalmente no Expresso Multimedia) Paulo Querido, jornalista
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November 15 2008, 2:23am | Comments »
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