O destino fez-me revisitar texto antigo. E que pode ser benéfico para muito relatores. Aqui deixo a pista para uma (re)leitura.http://terrear.blogspot.com/2008/03/superviso-ao-servio-da-compreenso-e-da.html
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A Supervisão ao Serviço da Compreensão e da Melhoria
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February 23 2011, 3:26am | Comments »
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A Supervisão como imaginação de possibilidades
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in ELO, 16, 2009, p. 32
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February 20 2011, 3:01pm | Comments »
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O luto do esplêndido isolamento
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É difícil diferenciar sozinho. No mínimo, deve-se negociar com os colegas mais próximos e com a administração para ampliar os graus de liberdade com relação ao programa, à avaliação, ao emprego de tempo e do espaço: toda diferenciação pedagógica obriga a trapacear mais ou menos discretamente com as normas do estabelecimento. De preferência, deve-se trabalhar com os pais, para associá-los a um contrato de trabalho ou, ao menos, para evitar as ações discordantes, por exemplo, a repressão por parte da família no momento em que o professor se esforça para elevar a auto-estima de seu aluno (Montandon e Perrenoud, 1987). A diferenciação deveria estar, sobretudo, a cargo de uma equipa pedagógica por muitas razões evidentes: divisão do trabalho, reforço mútuo, continuidade ao longo do curso, descompartimentação, multiplicidade de visões sobre os alunos e de estratégias de intervenção, acúmulo e partilha de experiências, etc. Ora, trabalhar em equipe é assumir o luto de sua autonomia e de sua loucura pessoal. É conceder aos outros, por uma boa causa e sem os mecanismos de defesa que conservam a hierarquia a distância, um direito de observar as práticas aplicadas, um direito e um dever de ingerência na sala de aula. É romper com a "lei ambienta!" dos professores: "Cada um por si; depois de fechar a porta, eu é que mando na sala e não me intrometo no que os meus colegas fazem". É enfrentar a diferença, o conflito, os problemas de comunicação e de poder entre adultos. No entanto, uma diferenciação eficaz tem esse preço. Todos aqueles que têm experiência de trabalho em equipe pedagógica sabem que precisam assumir o luto de uma forma de liberdade. É claro que também abandonam, no melhor dos casos, os sentimentos de impotência e de solidão que os acompanham. Aqui também é inútil negar o luto. É melhor trabalhar por aquilo que o justifique, em primeiro lugar pelos alunos, mas também pelos adultos! o luto pelo poder magistral Talvez esse seja o luto mais exorbitante para todos aqueles que optaram pelo ensino para propiciar um espetáculo permanente a um grupo, para estar sempre no centro dos acontecimentos, como maestro da orquestra, líder carismático, placa giratória (Ranjard, 1984). Talvez seja o luto mais fácil para todos aqueles que vivem o confronto com o grupo como uma ameaça ou um conflito ininterrupto, uma incerteza sempre reiniciada quanto a saber o que acontecerá com a relação de forças. Provavelmente no ponto em que o contrato pedagógico estiver mais degradado, melhor se aceitará o fato de ter de mudar de papel, de se tornar organizador, pessoa-recurso, mestre de apoio, criador de meios e seqüências didáticas geradas em parte sem o professor, oferecedor de feedbaek, negociador de contratos, inspirador desejos e projetos, mediador entre os alunos e outras fontes de informação ou enquadramento, em vez de magister único, detentor do saber e do poder na sala de aula.o trabalho do luto Diferenciar é assumir o luto de uma prática antiga, e isso jamais acontece sem hesitações e ambivalências. Inovar, nesse sentido, significa atribuir um status ao luto, verbalizá-Io, trabalhá-lo, declarar as resistências legítimas (Gather Thurler, 1993a) mais que apelar somente à racionalidade e à consciência profissional dos professores. Já mencionei em outra obra (Perrenoud, 1988a) a idéia de que a pedagogia de domínio é uma utopia racionalista, destinada a se chocar contra os interesses e as estratégias dos atores (alunos e professores) na organização. Podemos dizer o mesmo de toda pedagogia diferenciada. E a única solução - porta estreita, caminho espinhoso - é reconhecer essa contradição e elaborá-la com os interessados. Perrenoud, Ibidem
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June 25 2010, 5:39pm | Comments »
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SPAD - Tempo de Partilhar, Tempo de Aprender
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Inscrições on line em breve. Reserve na sua agenda. 21 de Maio. Lisboa. UCP. Um programa de formação inspirado na acção.
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April 21 2010, 5:34am | Comments »
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O Conflito entre Controlo e Regulação
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Podemos perguntar-nos: quem deve intervir junto dos professores que não evoluem espontaneamente? É assunto para os directores escolares, para os inspectores ou é preciso criar novos papéis, inscritos em novas estruturas?Reencontra-se o conflito possível entre controlo e regulação. Podemos assumir as duas posturas ao mesmo tempo? Seria mais económico, mas o paradoxo da avaliação formativa é bem conhecido: porquê revelar as nossas falhar a alguém que deve apreciar as nossas competências e pode influenciar a nossa carreira? É preciso ser louco para confiar totalmente num inspector encarregado de nos avaliar, ou num director escolar que é nosso superior directo.Os directores escolares e os inspectores não parecem, portanto, ser os mais bem colocados para, face a face, contribuírem para a profissionalização dos professores cujas práticas são questionáveis. Podem intervir em casos de emergência, para salvaguardar osinteresses dos alunos. Para incitar uma mudança, é preciso passar por uma relação mais igualitária, fundada numa análise partilhada do trabalho e dos obstáculos com os quais o professor se depara.Análise do trabalho e feedbackComo é que procedes? Como pensas? Como consegues captar a atenção deles? E conquistar a confiança? Mas também: como é que não vês que este aluno está bloqueado? Porque não te interessa este outro que parece ausente? Porque é que, se tens a impressão de que eles se aborrecem, não fazes a pergunta aos interessados? Porque não telefonas aos pais, para entender porque é que o seu filho está tão perturbado? Porque não verificas a tua hipótese sobre aquele assunto de segregação, falando abertamente com os alunos? A teu ver, porque é que eles estão agitados? Pensas que este teste te informa sobre o que aprenderam? Não pensas que esta tarefa marginaliza os alunos fracos? Estas questões não são nem fáceis de fazer, nem de compreender. São, no entanto, as únicas que podem abalar uma prática. Não se pode pôr as pessoas a trabalhar sem saber como pensam, como encaram os problemas, qual é a sua maneira de ver, como constroem hipóteses, como reagem quando as coisas não andam bem, como resolvem as situações problemáticas.Esta interrogação é mais clinica do que norrnativa. É a de um monitor que forma um piloto e por isso tenta entender o seu pensamento, compreender porque é que ele é cego a certos indicadores, obcecado por certos riscos e indiferente a outros, demasiadamente rápido ou demasiadamente lento a reagir a certas situações.É necessária uma espécie de curiosidade, de capacidade para se surpreender, de fazer perguntas sem contemplações, mas sem julgamento de valor sobre a pessoa, cujas respostas podem ser relativamente sinceras, porque elas não terão outros efeitos do que os que o interessado lhes quiser dar. Podemos supor que é este o preço de reactivar um trabalho adormecido num certo momento da vida profissional, se alguma vez este tiver sido iniciado.A entrevista de explicitação, que fez furor na educação, pode ser um instrumento, mesmo que, à partida, não seja um instrumento de intervenção, mas de investigação. Podemos inspirar-nos em práticas desenvoJvidas no campo da análise do trabalho, por exemplo, na autoconfrontação. Neste caso, não são tanto as práticas particulares que me interessam. Ou se encontram, ou se constroem. Antes de mais, é preciso desenvolver uma postura e uma relação reflexiva e cooperativa, baseadas na confiança e no projecto de fazer avançar a prática, à margem de toda a notação ou incidência institucional.Podem-se inflectir os papéis do director escolar ou do inspector, neste sentido? Parece ser difícil. Daí a ideia de confiar o papel de interlocutores a outras pessoas ou recursos. Alguns sistemas tentaram a experiência. Os professores visitam colegas, observam-nos, interrogam-nos, dialogam com eles, fornecem-lhes feedback. Isto faz-se independentemente da inspecção, que pode continuar a avaliar, anotar, fazer progredir a carreira, mas não pretende regulamentar as práticas, ou somente nos seus aspectos mais formais. Pode também encarar-se a intervenção em equipas mistas, visitando-se os professores individualmente ou em grupo .Idem, ibidem
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March 2 2010, 4:02pm | Comments »
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Prescrever, Incentivar, Pilotar as Práticas Pedagógicas...
http://terrear.blogspot.com/2010/03/prescrever-incentivar-pilotar-as.html
É, evidentemente, uma estratégia fundada numa aposta e em valores. Cada um tem o direito de desenvolver uma visão da pilotagem pela acumulação de prescrições. Se formos nesse sentido, no entanto, o mínimo que poderemos fazer é fazê-lo seriamente, velar para que as prescrições sejam realistas, não contraditórias, inteligíveis, credíveis, apoiadas pelos diferentes actores. E de activar um sistema de controlo eficaz.Desenvolver a profissionalização ou pilotar as práticas, aumentando a parte prescrita do trabalho de ensino? A maioria dos sistemas mantém vivas essas duas alternativas e evita fazer uma opção. Se bem que, de decénio em decénio, se organizam colóquios para lamentar a impossibilidade de pilotar verdadeiramente as práticas pedagógicas ...Quanto a mim, escolhi o meu campo e não tenho nenhuma intenção de contribuir para uma engenharia da prescrição e do controlo. Isto não significa que, como pesquisador, não esteja pronto a defender qualquer prática pedagógica. Mas não pretendo que as práticas mais prometedoras sejam impostas por uma pilotagem burocrática. As práticas só terão sentido e eficácia se forem livremente escolhidas, na base de um raciocínio profissional e de uma reflexão ética que ninguém pode decretar. Mas, também, de saberes partilhados. Philippe Perrenoud, obra citada infra
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March 2 2010, 3:42pm | Comments »
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Entre a regra e a sua transgressão
http://terrear.blogspot.com/2010/03/entre-regra-e-sua-transgressao.html
Os sociólogos do trabalho mostram que, se as pessoas não fizessem batota com as prescrições, a produção não sairia a tempo ou seria nitidamente mais cara. Para produzir eficazmente, é preciso correr riscos, manipular as regras. A greve de zelo dos polícias ou dos aduaneiros demonstra que, se os funcionários fizerem apenas o que está prescrito e nada mais do que está prescrito, tudo pára.Com o trabalho dos docentes passa-se o mesmo, a fuga ao trabalho prescrito provém ao mesmo tempo de uma recusa em respeitar os procedimentos e de uma escolha deliberada de não o fazer de forma a assegurar resultados. Alguns docentes renunciam a uma parte do programa que penaliza os alunos lentos, sem proveito especial para os restantes. Outros, para melhor atingirem os objectivos, renunciam aos trabalhos de casa para certos alunos, ou deixam temporariamente de os avaliar. Outros fazem batota com o prescrito por razões menos defensáveis: porque não gostam ou não sabem fazer certas coisas, porque perderam tempo no início do ano e têm que acelerar o passo, porque certos assuntos os colocam em dificuldade perante os alunos, porque .. O diferencial em relação ao que está prescrito nunca é fácil de interpretar.A vontade de pilotar as práticas poderia reconduzir à norma e ao respeito obsessivo pelo que está prescrito. Simplesmente, no que diz respeito às profissões qualificadas, o problema não se põe tanto nesses termos, na medida em que parte do prescrito é suposto diminuir, já que o profissional sabe o que tem que fazer e como o fazer. Não se determina a um profissional senão objectivos e uma postura ética, porque multiplicar prescrições não faria sentido: o profissional é quem está melhor colocado para analisar uma situação e conceber uma estratégia adequada.Poderá dizer-se o mesmo de um professor? Philippe Perrenoud, Ibidem
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March 1 2010, 5:01pm | Comments »
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A Pilotagem das Práticas Pedagógicas
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Em resumo, a pilotagem das práticas não é evidente, os docentes resistem-lhe activa ou passivamente, por boas ou más razões Não é absurdo pensar que os manuais, por um lado, os hábitos, por outro, sejam as fontes de influência mais fortes. Ora, os manuais são, em parte, produtos comerciais, sem dúvida seguindo os programas, mas cuja inspiração pedagógica depende dos autores. Quanto aos hábitos, não são facilmente "govemáveis".Daqui se depreende que a pilotagem pedagógica, entendida como pilotagem de práticas, seja ao mesmo tempo um motivo de preocupação e desespero dos quadros e dos formadores, que são supostos orientar o trabalho dos docentes, mas que constatam, ano após ano, que têm nisso pouca influência. Em vez de multiplicar os dispositivos de pouca eficácia seria preferível ir à raíz do problema. A problemática da pilotagem partilhada forneceria a ocasião.É preciso encarniçar-nos? Porque se deveria a todo o custo influenciar as práticas? Porque os docentes não estão por sua conta. São empregados de um sistema educativo que deve enfrentar um desafio muito importante: permitir que todos os jovens recebam conhecimentos e competências à medida da sociedade e do futuro que os espera. É este o desafio da pilotagem pedagógica. Não deveria ser o de fazer funcionar a burocracia escolar como um relógio, nem o de orientar as práticas para satisfazer o gosto do controlo ou do poder de enquadramento. A finalidade é de fazer da Escola uma Escola eficaz, no sentido em que cumpre a sua missão. Philippe Perrenoud, obra citada infra
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March 1 2010, 4:40pm | Comments »
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Supervisão como um “TEAR”: Estratégias emergentes de “andaimação” definidas por supervisoras e supervisionadas
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Um texto inspirador de Teresa Vasconcelos. Aqui.
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February 5 2010, 4:13pm | Comments »
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A Supervisão como Processo de Emancipação
http://terrear.blogspot.com/2010/01/supervisao-como-processo-de-emancipacao.html
Assim concebidas, as actividades supervisiva e pedagógica são indissociáveis e fazem parte de um mesmo projecto: indagar e melhorar a qualidade da acção educativa. Sempre que um educador regula a sua acção (auto-supervisão), as duas actividades fundem-se numa só, tornando-se praticamente indistinguíveis do ponto de vista epistemológico. Contudo, elas tendem a distinguir-se nos casos da supervisão pedagógica acompanhada, sobretudo quando a função da supervisão é exercida por alguém com um papel relativamente especializado (“supervisor”, “orientador”, “consultor”, “coordenador pedagógico”, “conselheiro crítico” etc.).São estas situações de assimetria estatutária e funcional dos participantes do acto supervisivo que têm justificado um estudo mais aprofundado da teoria e prática da supervisão no contexto português, o que explica que a sua emergência e afirmação como área de conhecimento se associe fortemente à orientação da prática pedagógica em estágio, e que a criação de cursos de pós-graduação em supervisão pedagógica se tenha alicerçado na necessidade de formar os supervisores das escolas que acolhem os estagiários das instituições de ensino superior. No entanto, diria que a finalidade principal da supervisão acompanhada será ajudar os formandosa tornar-se supervisores da sua própria prática e que, se isso não acontecer, falhou no essencial: dotá-los da vontade e capacidade de (re)conceptualizarem o seu saber pedagógico e participarem, individual e colectivamente, na (re)construção da pedagogia escolar.Flávia Vieira.PARA UMA VISÃO TRANSFORMADORADA SUPERVISÃO PEDAGÓGICAFonte
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January 27 2010, 1:54pm | Comments »
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