Parte inicial de um artigo saído no "Público" de ontem sobre a história da lâmpada de incandescência, que agora tem morte anunciada (o resto pode ser lido aqui):Trocar uma lâmpada é como piscar um olho. Nem se dá pelo gesto, de tão banal que se tornou. Agarra-se no bolbo, desenrosca-se a base e já está. Há mais de um século que se faz assim, desde que Thomas Edison popularizou a lâmpada eléctrica, no final do século XIX.O invento de Edison, no entanto, tem os dias contados. Resistiu ao tempo, mas agora, com o mundo desesperado à procura de soluções para poupar energia, já não serve. Desde o princípio deste mês, os fabricantes já não podem pôr à venda na União Europeia as lâmpadas incandescentes mais potentes, de 100 watts (W), segundo um regulamento comunitário aprovado no ano passado. Em 2011, desaparecem das prateleiras as de 60 W e no ano seguinte as de 40 W e 25 W.No seu lugar, entram definitivamente as lâmpadas de baixo consumo, fluorescentes, que se enroscam e desenroscam à mesma, mas que funcionam com um princípio diferente do que o que vigorou por mais de um século. É a despedida de uma tecnologia de sucesso.Thomas Edison ficou com a fama, mas não foi este criativo e empreendedor norte-americano, nascido em 1847, quem inventou a lâmpada eléctrica. O inglês Humphry Davy é o autor das experiências pioneiras, na primeira década de 1800, conseguindo produzir um arco luminoso entre duas hastes de carbono ligadas a baterias eléctricas.Meio século depois, o princípio do arco voltaico foi a base da corrida à invenção de uma lâmpada que pudesse ser utilizada correntemente. O resultado mais bem sucedido foi a "vela eléctrica" de Jablochkoff, criada em 1875 e desde logo adoptada na iluminação pública. Em Portugal, seis delas abrilhantaram a celebração do aniversário de 15 anos do príncipe D. Carlos, na Cidadela de Cascais, em 28 de Setembro de 1878.A luz eléctrica era algo completamente diferente do que antes havia - a iluminação pública a gás, ténue, poluente e perigosa. Agora, ao invés da combustão, eram outros os princípios que a produziam. "Passou-se da química para a física", afirma o professor Carlos Fiolhais, da Universidade de Coimbra.Mas a lâmpada de arco voltaico era complexa e exigia potentes baterias para se manter acesa. Não se adequava à iluminação de pequenos espaços. Mais promissora era a lâmpada incandescente, na qual a luz emana de um filamento aquecido pela passagem da corrente eléctrica.Muitos cientistas e inventores fizeram experiências com a lâmpada incandescente. Mas foram Thomas Edison e o físico-químico inglês Joseph Swan que chegaram, separadamente, a um modelo prático, em 1879. O principal problema era encontrar um filamento que aguentasse elevadas temperaturas por muitas horas, antes de se romper. Edison e Swan basearam-se primeiro em fibras de carvão obtidas a partir de algodão. Funcionou, mas não era suficiente. Incansável, Edison experimentou de tudo, até fios de barba dos seus colaboradores. Encontrou por fim uma fibra de bambu com a qual criou um filamento de carbono que se aguentava por centenas de horas.Produzir um dispositivo eficaz foi uma das razões que fizeram o nome de Edison vingar sobre os demais. Mas havia outro, quiçá mais importante. "Edison compreendeu que precisava de ter uma sistema eléctrico", diz a investigadora Maria Paula Diogo, da Universidade Nova de Lisboa e do Centro Interuniversitário da História das Ciências e da Tecnologia, ou seja, não bastava a lâmpada, era preciso também uma fonte de electricidade e uma rede de cabos para transportá-la.Com o dinheiro da alta finança norte-americana, o inventor pôs logo em prática a sua ideia. Construiu em Nova Iorque a primeira central eléctrica dos Estados Unidos e, a partir de 4 de Setembro de 1882, passou a levar luz a um quarteirão do centro financeiro de Manhattan. No final do ano seguinte, o sistema já tinha 508 clientes e alimentava cerca de 13 mil lâmpadas. Era o início do sucesso ascendente de uma empresa de electricidade entretanto criada por Thomas Edison e que acabaria por se transformar na gigantesca General Electric.A inventividade e o espírito empresarial de Thomas Edison foram determinantes para o seu sucesso. Edison nem tinha formação científica. "Era um tecnólogo, não um cientista", afirma o físico Carlos Fiolhais. Chegava aos seus inventos por "engenhoquices", através do método de tentativa e erro. "Hoje isso é quase impossível", diz Fiolhais.Mas conseguia. Registou mais de mil patentes, de inventos criados por si e pela equipa do seu laboratório ou aperfeiçoados a partir de patentes que comprava a outros inventores.Foi rápida a aceitação da lâmpada incandescente. Em Lisboa, as lojas da Baixa já tinham luz eléctrica em 1880 - com lâmpadas incandescentes e de arco voltaico. No Teatro S. Carlos, a iluminação a gás deu lugar às novas lâmpadas em 1886. Mais do que um luxo, a luz eléctrica mexeu com a vida quotidiana. "Passámos a ter um tempo extra", diz Maria Paula Diogo. A noite escura e perigosa deu lugar ao que ficou conhecido como a "noite técnica".Ao longo de 130 anos, a lâmpada em si não mudou muito, salvo alguns aperfeiçoamentos tecnológicos. O filamento de carbono foi substituído por um de tungsténio, que resiste muito mais ao calor. E, ao invés do vácuo, o interior do bolbo passou a ser preenchido com gases inertes.Mas no formato, na essência e no princípio de funcionamento, a lâmpada que agora começa a despedir-se do mercado é a mesma que Edison trouxe à luz há mais de um século. (...)Ricardo Garcia
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Este invento tem 130 anos e vai desaparecer
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/este-invento-tem-130-anos-e-vai.html
September 15 2009, 1:52pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Um balanço do impacto do Twitter este ano
http://pauloquerido.pt/tecnologia/um-balanco-do-impacto-do-twitter-este-ano/
No Verão dei as seguintes respostas a um dos muitos questionários e entrevistas que este ano, sobretudo, me têm chegado. Pergunta – Primeiro lançou o TwitterPortugal, depois o TwitterPortugal Blog; que balanço faz do crescente impacto do Twitter nos portugueses nestes últimos meses? O Twitter veio para ficar ou brevemente passará de moda? Resposta – O balanço é rápido: depois de uma fase de grande crescimento, temos agora menos adesões dos portugueses. A rede cresce, mas mais devagar. O webservice Twitter, como o conhecemos, está sujeito às leis do mercado e poderá ter uma vida mais ou menos curta em função da capacidade e objectivos dos seus dirigentes. O Twitter enquanto legado técnico, veio para ficar. É uma layer comunicacional quase ao nível do protocolo. Daqui a 10 anos olharemos para trás, para os primeiros tempos do Twitter, e veremos o que hoje vemos, por exemplo, nos newsgroups, que foram a moda, se quiser, no início dos anos 90, e hoje não são — mas continuam, aperfeiçoados e com cada vez mais utilização. P – No comentário a um dos artigos do seu blog Certamente escreveu o seguinte “Usando cores básicas eu diria que a comunicação é clara e a propaganda é escura”, de que cor seria o Twitter tendo em conta que pode ser simultaneamente uma ferramenta de comunicação e de propaganda? R – O Twitter é como o papel de jornal: não tem cor. As cores estão na tinta com que passamos as mensagens. No Twitter, como nos jornais, como principalmente nos blogs, há comunicação, há informação, há conhecimento, mas também há propaganda e desinformação. P – As marcas e as empresas de Webmarketing devem aderir ao Twitter ou é um erro encarar o Twitter como uma ferramenta publicitária? R – Não tenho uma resposta clara sobre a primeira questão — não considero obrigatório aderir. Num universo de abundância de meios e de canais de comunicação, em rede, o importante é escolher quais os meios e canais mais adequados ao que pretendemos comunicar. Agora, que ninguém tenha ilusões: não há meio de comunicação que não seja, também, uma ferramenta publicitária. P – O Twitter pode vir a ter influência no futuro dos jornais? De que modo poderá ele ser utilizado pelos jornalistas? R – No futuro? Não. O Twitter está a influenciar os jornais HOJE. Não apenas em termos da operação jornalística — remetendo aqui para o dossiê Irão para se perceber com um caso real e muito próximo a latitude dessa influência — mas também em termos da operação de distribuição. Não quero dar valores, que aliás variam em função da presença de cada meio no Twitter, mas revelo que o Twitter é hoje uma fonte de tráfego — isto é: de leitores — importante. Nalguns casos, muito importante. P – O JournalistTweets e o Muckrack já funcionam como agregadores de jornalistas em vários países. Para quando algo do género em Portugal? R – já existe :) Está em versão beta em http://jornalist.as. P – Em 140 caracteres dê a sua definição pessoal do que é o Twitter. R – O Twitter é uma ferramenta comunicacional com uma versatilidade espantosa. (Publicado em simultâneo com TwitterPortugal Blog)
September 15 2009, 3:00am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Manifesto Internet: como o jornalismo funciona hoje. 17 constatações
A história do Manifesto Internet é daquelas coisas que só acontecem na Internet. Reagindo ao que consideram ser um equívoco (escolha de palavra minha) por parte dos proprietários de grupos de media europeus, a Declaração de Hamburgo, um grupo de jornalistas alemãos decidiu redigir conjuntamente um manifesto. Publicaram-no como mandam as regras da rede: com uma licença Creative Commons 3.0 — uma espécie de tomem lá, usem, distribuam, isto é de todos mas de nenhum. Publicaram-no na segunda-feira, dia 7. Jeff Jarvis “tweetou”: Leading innovators in German journalism issue an internet manifesto. Em poucas horas sucedeu o inevitável. O meio ambiente reticular premeia o que é bom, positivo ou marcante. Veio a versão inglesa. Seguiu-se a francesa. A espanhola. A italiana. A francesa. E a portuguesa. Tudo isto antes de terça-feira, dia 8, terminar. Talvez a portuguesa tenha vindo antes da italiana. Isto não é uma corrida, não me interessa nada. Versão portuguesa Interessa-me a história da versão de língua portuguesa. Nasceu assim: a meio da tarde de terça perguntei ao Pedro Teichgräber, jornalista da RTP no Porto, em menos de 140 caracteres, o que achava ele de fazermos a versão portuguesa do manifesto, dei-lhe o link da versão alemã. A resposta veio rápida e entusiasmada. Depois do jantar, feita nos intervalos da sua edição na RTP, metia-me no mail a tradução. Se não fosse um problema no registar Joker.com, a “nossa” versão tinha tido site ainda ontem. Acabei por registar já a cair de sono às 3 da manhã de quarta-feira, no GoDaddy. Mas antes de ir dormir tive o prazer de receber as DMs do Pedro, que estava muito justamente contente pelo nosso contributo. Mas não acabou aqui. Enquanto o domínio propagava pela Internet, enviei um mail à nossa lista do TwitterPortugal Blog e a mais alguns jornalistas. A ideia era apenas espalhar. Mas uma vez atirada à rede, sabe-se lá o que acontece a uma ideia ;) Na quarta de manhã o meu mail e o meu Twitter aqueciam. Sugestões, alterações, melhorias. Tudo com aquela espontaneidade, ordem e correcção que nos deliciam, quando fazemos algo em equipa. Estas equipas próprias da Internet, que nascem do nada, brilham intensamente e se desfazem — deixando algo. Sabem que eu sou adepto dos wikis. É uma plataforma extraordinária para o trabalho colaborativo. Até parece que não sou português: os portugueses nunca foram grandes apreciadores de wikis, é ver quem faz as despesas da Wikipedia em português. E não só: lancei diversos projectos usando wikis e apenas um teve relativo sucesso. Pelos vistos, preferimos um método de organização mais típico do open source — em especial do Linux. O grupo de e-mail chega. Há contributos, há sugestões, que se somam e subtraem — e no fim alguém tem a missão de decidir o que se incorpora e não incorpora na versão final. Making of O Manifesto Internet: como o jornalismo funciona hoje. 17 constatações nasceu assim: a tradução do Pedro Teichgräber, a primeira versão online composta por mim, primeiros erros emendados ainda por ele; depois a lista contribuiu em doses desiguais: o Alex Gamela, o João Almeida, o Bruno Ribeiro, a Catarina Campos, o Pedro Fonseca. A mim coube-me a função ir corrigindo. O documento teve 3 versões e algumas modificações mínimas. No Twitter, sobretudo, o Manifesto Internet foi amplamente divulgado. Espero que contribua positivamente para o esclarecimento de bloggers, autores e em especial jornalistas sobre o futuro do jornalismo (que já é o seu presente, para muitos de nós). Talvez eu não concorde com tudo o que lá está. Mas subscrevo-o como um EXCELENTE documento de trabalho. Em especial por se tratar de um documento útil e virado para as respostas, ao invés da declaração dos patrões de media, que persegue o irrealizável objectivo de importar fronteiras e barreiras para o meio ambiente reticular. Barreiras e fronteiras que, sendo naturais ou decorrendo da diferenciação no acesso aos meios de produção, no mundo “cá fora”, não passam de risíveis imaginações “cá dentro”, no mundo sem geografia da Internet, propulsionado pelo extraordinário poder dos microprocessadores, esses malandros revolucionários que colocam nos dedos engordurados de cada lumpen proletário um combo rotativa + carro de exteriores + estúdio de gravação + rede de distribuição. De borla! Leitura adicional Recomendo duas leituras. Janko Roettgers, um dos autores do Manifesto, escreve: Time to Take a Stance on the Future of Journalism. E Miguel Caetano, um dos mais activos divulgadores luso-brasileiros dos modelos abertos e participados na produção cultural e editorial, faz um pequeno apanhado do contexto histórico do manifesto em Manifesto Internet: porque o futuro do jornalismo online passa por respeitar os leitores publicação simultânea com TwitterPortugal Blog
- Tags:
- tecnologia
- media
- jornalismo
September 10 2009, 2:30am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
SUGESTÃO DE BLOGUE 3
http://dererummundi.blogspot.com/2009/09/sugestao-de-blogue-3.html
"Estação chronographica" é um blogue sobre o tempo e os relógios da autoria do jornalista Fernando Correia de Oliveira: aqui.
- Tags:
- blogosfera
- tecnologia
- arte ciência
September 1 2009, 5:07am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
UM RELÓGIO PARA OS MEDICI
http://dererummundi.blogspot.com/2009/08/um-relogio-para-os-medici.html
Na exposição no Palazzo Strozzi, em Florença, um dos objectos mais espectaculares é a réplica do relógio planetário de Lorenzo della Volpaia (1446-1512). Segundo a legenda:"Reconstrução fiel e funcional de um relógio planetário construído por ordem de Lorenzo de Medici. O mostrador, pela primeira vez, permite ver de uma só vez os movimentos dos planetas, as fases e tempos da Lua, e o movimento médio e verdadeira posição do Sol. Indica também a hora (com um carrilhão), o dia e o mês."
- Tags:
- tecnologia
- cidades
- arte ciência
- viagens
August 29 2009, 4:11am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
HISTÓRIA DA TELEGRAFIA EM PORTUGAL
http://dererummundi.blogspot.com/2009/08/historia-da-telegrafia-em-portugal.html
Quem se interessar pela história da telegrafia em Portugal pode ler este artigo, que escrevi em colaboração com António José Leonardo e Décio Ruivo Martins, e que acaba de sair na "Revista Brasileira do Ensino da Física": aqui. Excerto:"O grande impulsionador do telégrafo em Portugal foi o engenheiro José Vitorino Damásio (1807-1875), bacharel em Matemática pela Universidade de Coimbra em 1837 e, a partir de 1855, sócio correspondente do Instituto de Coimbra. Foi professor da Academia Politécnica do Porto, desde 1838, e director do Instituto Industrial de Lisboa, desde 1853. Em 1845 a Companhia de Obras Públicas incumbiu-o de tomar contacto com os sistemas telegráficos em funcionamento na Inglaterra e em França e de adquirir instrumentos para a projectada rede telegráfica nacional. Foi Damásio quem, um ano depois de experiências no Porto, foi mandatado pelo Conselho Superior de Obras Públicas (CSOP), onde trabalhava, para estudar as propostas das companhias de telegrafia francesas e inglesas. O CSOP deu parecer favorável ao fabricante francês Bréguet, embora esta fosse a mais cara, uma vez que, como defendido por Damásio, era a mais idónea e a que mais garantias dava em virtude do seu reconhecimento internacional.(...) A introdução da telegrafia eléctrica em Portugal não teve, na época, grande repercussão nos jornais nacionais, merecendo apenas três linhas no Jornal do Comércio de 28 de Julho de 1855. Este facto não terá sido alheio à coincidência com a coroação de D. Pedro V, mas também se explica porque o Exército ficou, de início, com a exclusividade da sua utilização."
August 26 2009, 4:43pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
GRANDES ERROS: ENERGIA GRÁTIS?
http://dererummundi.blogspot.com/2009/08/grandes-erros-energia-gratis.html
Desde meados do século XIX que se sabe da impossibilidade do movimento perpétuo de primeira espécie, isto é, de ter energia a partir do nada, não tendo de pagar nenhum preço. Mas há quem ainda não se tenha habituado à ideia. As repartições não aceitam pedidos de patentes de máquinas desse tipo, mas a Internet aceita tudo. Pela coluna de Bob Park, já aqui referida várias vezes, eis aqui um sítio de uma nova máquina, que obviamente não funciona como os autores divulgam. As leis da Termodinâmica são, provavelmente, das leis mais inamovíveis da Física. Não porque haja leis físicas inamovíveis. Mas porque já muita gente as tentou mover sem conseguir... Acresce o facto de terem uma boa sustentação teórica: a primeira lei da termodinâmica ou lei de conservação da energia deriva, em última análise, que o tempo é homogéneo, isto é, que todos os instantes do tempo são, do ponto de vista de física fundamental, equivalentes.
- Tags:
- fisica
- erros
- tecnologia
August 24 2009, 10:16am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
O NOVO SOCIALISMO?
http://dererummundi.blogspot.com/2009/08/o-novo-socialismo.html
A revista "Wired" de Julho (nova edição britânica) contém o artigo de Kevin Kelly intitulado "The New Socialism", que começa assim:"Wikipedia, Flickr and Twitter aren't just revolutions in online social media. They're the vanguard of a new cultural movement. Forget about state ownership and five-year plans. A global collectivism society is coming - and, this time round, you're going to like it".O paralelismo entre o velho e o novo socialismo é resumido num quadro:"The old socialism / The new socialismAuthority centralized among elite pressionals / Power distributed among ad hoc participantsLimited resources dispensed by the state / Unlimited free cloud computingForced labour in government factories / Volunteer group work à la WikipediaProperty owned in common / Sharing protected by Creative CommonsGovernment controlled information / Real-time twitter and RSS feedsHarsh penalties for criticizing leaders / Passionate views in sites like the Huffington Post."O texto completo encontra-se aqui.
- Tags:
- Política
- tecnologia
August 11 2009, 3:34am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
GAZETA DOS CAMINHOS DE FERRO (1902)
http://dererummundi.blogspot.com/2009/08/gazeta-dos-caminhos-de-ferro-1902.html
Informação recebida da Hemeroteca Municipal de Lisboa (na foto, primeiro comboio a chegar a Vila Real, em 1906):Material circulante no tempo e da maior relevância para a história dos caminhos-de-ferro em Portugal será colocado em Outubro na Internet à disposição do público em geral e dos estudantes e investigadores em particular. Trata-se de um fundo documental inédito e único, designado por “Comité de Paris”, referente à criação da Companhia Real dos Caminhos de Ferro, pertencente à Fundação Museu Nacional Ferroviário, e à Gazeta dos Caminhos de Ferro de Portugal e Espanha, da colecção da Hemeroteca Municipal de Lisboa.O projecto, desenvolvido em parceria pelas duas entidades, beneficia do apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito da atribuição de um subsídio para “Projectos de Recuperação, Tratamento e Organização de Acervos Documentais”. Contempla a organização, o tratamento e a digitalização dos dois fundos, tendo em vista a sua disponibilização em linha através da Hemeroteca Digital (HD), e do futuro sítio da Fundação Museu Nacional Ferroviário.São cerca de 65.000 documentos reportados a 77 anos de actividade da administração francesa e inglesa da Companhia Real dos Caminhos de Ferro que, de 1853 a 1930, assegurou a gestão da empresa em articulação com a administração portuguesa, bem como as imagens resultantes da digitalização da Gazeta dos Caminhos de Ferro, cujo ano de 1902 disponibilizamos aqui. Em Abril, disponibilizámos na HD o n.º 1 da Gazeta dos Caminhos de Ferro de Portugal e Espanha, datado de 15 de Março de 1888.Entretanto, como as duas entidades integram a recém-formada Rede de Excelência Europeia EuropeanaLocal, perspectiva-se também a inserção dos dois fundos, agora em tratamento, na Biblioteca Digital Europeia, a Europeana.
- Tags:
- tecnologia
- História
- jornais
August 10 2009, 1:50pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Music Machine
http://dererummundi.blogspot.com/2009/08/music-machine.html
Music Machine "University of Iowa Farm Machine Music". This incredible machine was built as a collaborative effort between the Robert M. Trammell Music Conservatory and the Sharon Wick School of Engineering at the University of Iowa. Amazingly, 97% of the machines components came from John re Industries and Irrigation Equipment of Bancroft Iowa...Yes, farm equipment! It took the team a combined 13,029 hours of set-up, alignment, calibration, and tuning before filming this video, but as you can see it was WELL worth the effort. It is now on display in the Matthew Gerhard Alumni Hall at the University and is already slated to be donated to the Smithsonian. Enjoy!
- Tags:
- tecnologia
- música
August 8 2009, 5:56pm | Comments »





