Não, não o tenho à borla. Paguei cerca de 26 dólares pelo livro "Free" de Chris Anderson que saiu em Julho passado, na Hyperion. Mas sei que o volume, por vontade expressa do autor, está na Internet à borla ou quase (os fornecedores de serviços de Internet não trabalham "for free"). Existe até uma versão, também "free" ou quase, para o Kindle, acessível via Amazon.O autor, que é editor da revista "Wired" e autor de "The Long Tail" (publicado em Portugal: "A Cauda Longa") tem uma licenciatura em Física pela George Washington University e que trabalhou para a "Science" e a "Nature" é um conhecido guru sobre a Internet e suas incidências económicas. No novo livro trata os modelos de negócio de baixo ou nenhum custo, que a Internet veio possibilitar (o subtítulo esclarece: "The future of a radical price"). Um dos exemplos dados é a oferta de um faqueiro pelo diário português "Jornal de Notícias". O tema é muito controverso, tendo havido neste blogue discussões sobre este assunto. Pela minha parte, estou convencido que o autor faz um certo "hyping" do "free". As coisas nem são nem vou ser tão "free" como o autor desejariam que fossem...Por último, o livro gerou controvérsia por outro motivo. Partes do livro foram copiadas literalmente da Wikipédia, sem menção do facto. O autor e o editor reconheceram o erro de edição e prometeram emendá-lo, pelo menos nas futuras edições digitais.
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
"FREE"
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August 8 2009, 8:11am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
ARGAMASSAS E BETÕES
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Post convidado de Jorge Lourenço, professor no Departamento de Engenharia Civil do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, que é uma versão ligeiramente editada de uma lição que aí proferiu, onde a propósito de materiais de construção aborda questões do ensino superior politécnico (na foto, o Museu da Fábrica Maceira-Liz de Leiria). O autor já nos tinha dado para publicação aqui um texto sobre as catedrais góticas.
A história dos ligantes e dos produtos obtidos por acção destes remonta aos ensinamentos de Prometeu [1]. Valorizamos estes materiais em virtude da importância das suas funções, do seu fabrico e das suas técnicas de aplicação. Mas, se este assunto é tão importante, como devemos ensiná-lo? Há, para isso, que atender a dois aspectos essenciais:
i) Quem são e o que serão alunos, formados num ambiente de mudanças e de crises? ii) E quais as melhores ideias para ensinar estas matérias?
i) Em relação aos jovens que demandam a engenharia, há uma enorme diversidade de intenções e uma grande dispersão dos níveis de saber, que dificultam uma transmissão de conhecimentos adequada universal. Muitos são vítimas de uma enorme e generalizada irresponsabilidade paternal e da grande incompetência das pessoas que têm gerido o ensino. Muito se fala e pouco se acerta, a julgar pela insuficiência de cultura e de saberes fundamentais adquiridos em Física, Matemática e Português. Há muitos vícios e pouco saber real. Os números forçados do “sucesso escolar” vêm confirmando cada vez mais que Mahatma Gandhi estava certo quando disse que “dissimular a ignorância é incrementá-la” [2]. No entanto, é neste mundo que trabalhamos e, passado algum tempo, todos nos vamos entendendo. A certa altura, a ligação surge forte entre todos, quase como se fosse familiar. Mas o que serão, depois, os nossos ex-alunos? Isto constitui para nós, que julgamos prepará-los, uma angustiante dúvida [3].
ii) Quanto às nossas ideias sobre o ensino das engenharias, consideramo-las suficientemente alicerçadas para não sentirmos grande abalo em relação ao enorme conjunto de preconceitos “modernistas” que vão surgindo a balizar um subsistema do ensino superior, o politécnico, já integrado na “causa de Bolonha”: - decretos e outros documentos sobre uma via profissionalizante, como se toda a formação não conduzisse a um futuro exercício; - a “aquisição de competências”, que mais não são do que os conhecimentos que sempre se tiveram de adquirir para realizar qualquer actividade; - a necessidade de um ensino “participativo”, que quase dispensa as mal vistas aulas teóricas; - a “normalização” da vida estudantil, ao ponto de se contabilizarem o número de horas para fazer este ou aquele trabalho, para estudar esta ou aquela disciplina, procurando robotizar o processamento intelectual de cada um; - a compactação em tempo reduzidíssimo das matérias essenciais, desconhecendo que é com elas que se alicerça o pensamento científico-tecnológico e que, portanto, necessitam de maior maturação; - a confusão dos títulos académicos e o “espírito sintético dos cursos”, por motivos economicistas; - pensar-se que o “saber fazer” é algo menor, por não perceberem que uma e outra coisa interagem [4]; - a certificação corporativa, alimentada por docentes de algumas escolas superiores, que assim avaliam em duplicado; - não havendo qualquer formação humanista no ensino superior tecnológico, a injecção de cursos de ética e deontologia, semelhante à obrigação dos jovens a frequentar um dia de “Defesa Nacional”.
São muitas as situações que mostram um “rei nu”, que só uma inércia comodista nos impede de assumir uma atitude mais imperativa: “Este rei está, há muito, nu!”
Independentemente do subsistema de ensino, devemos ensaiar uma formação global, isto é, devemos agrupar os conhecimentos culturais com os de ciência e tecnologia, nunca esquecendo a experimentação.
Também no domínio das argamassas e dos betões é imperativa uma abordagem cultural, conhecendo a evolução destes produtos, entendendo os processos de produção e inserindo-os na vida. Vejamos como é importante conhecer a evolução dos ligantes e dos produtos que as utilizam.
O fabrico das argamassas, a partir da cozedura de pedras calcárias ou de gesso, é tão antigo quanto a elaboração de peças cerâmicas. Quando se conhece o tratado extraordinário redigido pelo arquitecto romano Marco Vitrúvio, que viveu no século I a.C., compreende-se melhor os conhecimentos milenares da arte de construir: No Livro Primeiro, Cap. IV - Da areia, lê-se “Para fazer edifícios, há que procurar a areia adequada...” e, no Cap. V – Da cal, lê-se “Depois da cal apagada deve misturar-se uma parte desta com três de areia...”
A evolução tecnológica nos séculos XIX e XX foi extraordinária. No nosso país, todo o futuro engenheiro civil deveria visitar o Museu da Fábrica de Cimentos da Maceira-Liz para aprender um pouco da epopeia da produção dos ligantes. Eram as margas da Gândara, as ferramentas e as máquinas agora obsoletas e o homem num trabalho muito mais penoso do que o de hoje. Em contraste, actualmente, e embora com esforços físicos menores, as relações de produção atingiram tal complexidade e dificuldade, que a qualquer jovem não bastam as ditas “competências” para resolver o seu futuro profissional.
Sem menosprezar os meios tecnológicos, que são escassíssimos nas nossas escolas, a preparação para qualquer actividade depende muito mais do formador e do formando do que de qualquer meio educacional. A imagem mostra o tipo de ambiente na relação aluno-docente [5] que propicia um desenvolvimento formativo: Hannes Meyer, o director que sucedeu a Walter Gropius, com dois dos seus alunos no terraço da Bauhaus.
Os alunos, se trabalharem ao longo do curso, não deverão sentir-se diminuídos pela falta de experiência profissional. Basta-lhes os saberes e as capacidades adquiridas, assim como a confiança por se haverem habilitado para enfrentarem o trabalho. Com uma boa formação global poderão enfrentar as dificuldades e dúvidas que lhes surgirão. O profissionalismo virá depois, as seu tempo, com a vida prática.
No domínio dos betões e das argamassas, assuntos há que deverão ser abordados não só de acordo com o state of the art, mas também de um modo prospectivo. Entre eles realçamos:
A compacidade dos materiais granulares, nas suas mais variadas misturas. Os conceitos de compacidade das misturas de agregados e ligantes estiveram sempre presentes em qualquer composição de argamassas ou de betões, desde as experiências de Feret (fins do século XIX), até aos novos desenvolvimentos de Acker, Baron e Malier (século XXI).
As reacções de endurecimento dos diferentes ligantes, associado às diferentes adições. Deve-se entender o que se passa no processo de endurecimento dos diferentes ligantes e na melhoria destes desempenhos, com as diferentes adições.
O extraordinário desenvolvimento dos vários adjuvantes, promovido pela indústria química. Se verificarmos a sucessiva redução da água de amassadura e soubermos que esta diminuição promove uma maior compacidade de betões e argamassas, começaremos a entender a evolução destes produtos.
As questões reológicas das diferentes “massas”. Esta é uma questão que se relaciona com a viscosidade das diferentes massas, isto é, com a maior ou menor facilidade de escoamento. Assim, há diferentes medidas de consistência e, neste domínio, também se evoluiu para produtos cada vez mais interessantes, como por exemplo os betões autocompactáveis.
A substituição dos ligantes existentes, por outros (diferentes resinas, geopolímeros, etc.). Nas argamassas, a possibilidade de trabalhar com produtos mais flexíveis e resistentes levou-nos a resinas de reacção ou outras em dispersão aquosa. Por outro lado, a compreensão de que o fabrico de cimento é responsável por excesso de emissões de CO2, levou cientistas a procurarem outros ligantes de natureza mineral, menos prejudiciais ao planeta.
Estas matérias só podem ser assimiladas se houver a possibilidade de estudar, em laboratório, os constituintes e, depois, aí, produzir diferentes argamassas e betões; e, a seguir, determinar-lhes as suas propriedades mais importantes para a sua aplicação na construção. Isto só é possível se houver apoio a estas acções e tempo para que os alunos contactem com estes materiais. A escolha destes, a sua aplicação, o diagnóstico de falhas de fabrico ou aplicação, são da responsabilidade do engenheiro civil. Para isso, é indispensável formação.
A formação tecnológica será a mais difícil de transmitir pelas dificuldades que as escolas sentem de complementar o seu ensino com a ligação ao mundo do trabalho; eis alguns dos factores: indisponibilidades, dificuldades de concertação com as empresas, dispersão das diferentes funções, rápida evolução tecnológica. No entanto, um esforço deve ser desenvolvido no sentido de conhecer os diferentes equipamentos, as técnicas de fabrico e de colocação, assim como a capacidade de entender o layout de um centro de produção.
O esforço de ensinar, um dos mais nobres da função humana, deve ser realizado pelos melhores; e, para que estes o façam, devem ter vivido na produção aquilo que ensinam. Tadao Ando [6] diz-nos: “é impossível convencer os outros apenas com o conhecimento, sem experimentar aquilo de que se fala.”.
Notas:
[1] Idealismo baseado na mitologia grega. Prometeu foi o Titan que deu o fogo aos humanos, símbolo da aquisição do conhecimento pelo homem. Foi este fogo que cozeu o barro e que transformou a pedra em pó ligante. [2] Humanista indiano que, pela sua intransigente actuação pacifista, soube derrotar o império colonialista britânico. [3] Esta preocupação solidária com o futuro dos alunos é magistralmente descrita pelo poeta brasileiro Vinicius de Moraes num texto que escreveu depois de um encontro com alunos politécnicos. Ele confessa esta dúvida sobre o devir: “Só sei que diante de mim existe aberta uma grande porta escura, e além dela é o infinito!”. No entanto, logo a seguir, encontra motivações para o futuro dos jovens: “Mas ao olhar mais uma vez seus rostos pensativos, …, meu coração subitamente se acendeu… E eu fiquei certo… que o meu amor haveria de protegê-los contra os males de viver.” [4] Esta questão surgiu quando uma pessoa com responsabilidades académicas, em entrevista ao diário As Beiras de 27/3/07 fazia essa distinção de modo muito estanque. Para ele havia uns direccionados à “execução” e outros destinados às tarefas de “pensar” e projectar. Estas expressões dicotómicas poderão gerar alguma aceitação, mas não resistem a uma pequena reflexão. A falácia pode-se contradizer de muitas maneiras. Por exemplo, recordemos que Rómulo de Carvalho (o poeta António Gedeão) fazia, nas suas aulas, uma experiência de manipulação difícil, com o barómetro de Torricelli. Perguntamos: Este “pensador” “saberia fazer”, ou seria o “fazedor” que “sabia pensar”? Em nosso entender, a diferença entre os dois sub-sistemas de ensino superior poderá residir no aprofundamento dos saberes, mas todos, nos seus domínios, terão de saber e saber fazer. [5] A Bauhaus foi uma escola de Artes e Ofícios alemã, que surgiu na primeira metade do século XX. [6] Tadao Ando é um arquitecto autodidacta, que considera a experiência como a sua ferramenta mais importante. O betão era o seu material preferido: os painéis de 90 x 180 cm2, em betão de textura lisa, com seis furos para fixação da cofragem, são um elemento modular frequentemente repetido nas suas obras.
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August 6 2009, 7:04am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Lei do cibercrime: o óptimo é inimigo do bom – dizem
http://pauloquerido.pt/tecnologia/o-optimo-e-inimigo-do-bom-dizem/
Este é um guest-post da autoria de Rogério Bravo, que tem um olhar bastante próximo do terreno do cibercrime O óptimo é inimigo do bom – dizem. O bom, era que os principais actores de política criminal portuguesa tivessem, logo em 1992/1993, no interesse nacional, dado conta de forma intelectualmente honesta da inoperabilidade em que caia o Direito Penal para esta área da cibercriminalidade. Não foi por falta de aviso e de explicação que os políticos não emendaram a calamidade em que nos encontramos – somos o único país da Europa nesta situação calamitosa. Fica a ideia de que, possivelmente, o mundo dos números e certamente o desejo de demonstração de “resultados” traduzidos por uma baixa de pendências, falou mais alto como objectivo político e conduziu à manutenção de um estado prático de lesa-queixoso. O MP, atordoado pelos sucessivos atentados à coerência jurídica, dividia-se em interpretações e soluções no exercício do poder-dever de defesa do Estado de Direito Democrático e dos mais fracos, com estratégias e com decisões diferentes em Comarcas do mesmo Distrito Judicial. Poucos foram os Procuradores que insistiram em querer demonstrar que há possibilidade de aceder à Justiça (e ganharam) nas Relações – por exemplo, o MP em Loures. Os “Juízes das Liberdades”, esqueceram-se de que têm o dever de declarar no caso concreto que estava violado o princípio de Direito do acesso à Justiça e o princípio da igualdade, dando a (má) lei por não escrita – a forma mais digna de alguém com senso mandar bugiar o “legislador das oportunidades”. É certo que alguns Procuradores do MP se têm esquecido de recordar esses princípios aos Juízes. Os polícias, “técnicos especializados na aplicação do Direito penal prático”, já habituados a fazerem tudo sem nada, limitam-se a instruir minimamente os processos e a propor arquivamento, tentando salvar a opinião pública da verdade – apresentar queixa era um acto inútil. Os poucos que se atravessam por escritos, são cilindrados, por “extravasarem as competências”. Entretanto, sectores alarmados conseguem ver na nova (eventual) novíssima Lei, atentados à segurança nacional e proibições de escrita de código livre… Não vejo assim. Vejo que a Lei nova, não sendo perfeita, tem pontos de equilíbrio reais para males ditos virtuais. Se em vigor, repõe o acesso à Justiça e repõe a igualdade em processo penal; obriga à presença do Juiz; estabelece a protecção de segredos e mais importante, elimina da vida jurídica leis legitimadas, mas injustas pelas consequências – arquivo liminar, ou quase. Mas veja-se o seguinte: no estado de graça legislativa actual, há crimes que, se cometidos na Internet, não podem ser investigados, por impedimento de acesso aos dados de tráfego pelas autoridades competentes. E depois, caso a caso, esse acesso ainda depende do valor do dano em euros ou da pena a aplicar. Mas em regra, estes crimes que se indicam como exemplo, estão naquela condição: ameaça; difamação; calúnia; devassa da vida privada; a posse da pornografia de menores; violação de segredo; aproveitamento indevido de segredo; burla; burla qualificada (dependendo do valor); violação de correspondência ou de telecomunicações; gravações e fotografias ilícitas; burla informática e nas comunicações (dependendo do valor); discriminação racial, religiosa ou sexual; instigação pública a um crime; apologia pública de um crime; ameaça com prática de crime; incitamento à desobediência colectiva; simulação de crime; violação de segredo de justiça; acesso indevido; acesso ilegítimo; falsidade informática; direitos de autor; sabotagem informática; intercepção ilegítima; reprodução ilegítima de programa protegido; abuso de marca; corrupção provada; e muitos mais. Há, portanto, crimes tipificados na lei, puníveis com pena de prisão, mas que, por um desarranjo instesto-legislativo, não se conseguem investigar, sendo que para muitos destes crimes, o queixoso, após a queixa, tem de pagar: constituir-se assistente, isto, é, “arranjar advogado” e pagar taxas de (in)justiça. As Leis que, conjugadas, deram neste estropício legislativo são estas: a Lei 41/2004, o CPP desde a revisão de 2007 e a Lei 32/2008; a Lei 32/2008, que obriga os fornecedores comerciais de comunicações electrónicas a guardar os dados de tráfego, só entra em vigor em 5 de Agosto de 2009; esta Lei é a aberração suprema e por isso a última – espero. Estas leis, mesmo com a costumeira desculpa que são uma imposição da UE, tinham que ter, pela sua importância, uma transposição de qualidade – o que não aconteceu – ou, o que era melhor, e no interesse nacional, uma iniciativa legislativa de âmbito nacional; discutida; participada; não foi esse o caminho. Entretanto e só para que fique claro: os custos sociais, humanos e económicos directos e indirectos da ineficiência legislativa, saem-nos do bolso – de todos nós; não só das vítimas dos crimes “não investigáveis”. não é um “azar deles”, nem é um “paciência, o problema é deles”: é um “ai que amanhã posso ser eu a vítima – ou um familiar meu e não temos protecção”. Ora, vamos lá a ver: entre o estado actual descrito e a oportunidade de ter uma Lei, que, repito, não sendo perfeita, permite que os responsáveis por crimes sejam identificados, o que é que é melhor para o dito Estado de Direito Democrático? o que é que serve melhor a prevenção criminal? um artigo de uma lei penal com uma pena de prisão, onde se descreve um crime, mas que nunca é aplicado, ou alguém que não comete um crime porque sabe que pode vir a ser identificado? Vejam isto do ponto de vista de um professor-comentador televisivo: “é crime? É. É punido com prisão? É. Acontece alguma coisa a quem o pratica? não! nada…” Quem esteve envolvido no desenho desta Lei sabe que o processo foi conduzido pela DGPJ com seriedade e profissionalismo; o resultado do texto, o projecto, tinha qualidade. depois, aquando do envio para o centro decisor, foi sujeito a “tratamento político”: um Conselho de Ministros, uma Comissão e finalmente, o Parlamento – com o envio, acabou a responsabilidade da DGPJ e de quem com eles colaborou. Mas também sei isto: a prevenção pela educação e pela formação profissional, nomeadamente a nível superior, são o que, a prazo, conta mais do que qualquer Lei penal, por muito boa que seja. Este é um guest-post da autoria de Rogério Bravo, que tem um olhar bastante próximo do terreno do cibercrime. Crédito da imagem: Mikey G Ottawa.
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August 5 2009, 2:01am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
O BALÃO DO GUSMÃO
http://dererummundi.blogspot.com/2009/07/o-balao-do-gusmao.html
Minha crónica do "Público" de hoje (na imagem, uma imagem fantasiosa da "Passarola", o balão de Gusmão):A quem entra na Biblioteca Joanina, em Coimbra, pode parecer que entra num templo, tal é o esplendor do barroco no seu interior. Há até turistas que se persignam. Mas o altar está substituído pelo retrato do monarca que mandou construir a “Casa da Livraria”, merecendo assim dar o nome à biblioteca. Foi um período de ouro da nossa história, ou pelo menos de folha dourada, pelo brilho e ostentação com que o Rei Sol português gostava de mostrar. Nisso imitava o Rei Sol autêntico, Luís XIV, que reinava em França quando D. João V foi, em 1707, entronizado.Passados dois anos do seu longo reinado, um evento veio acrescentar brilho a esse tempo. Um estudante de Cânones da Universidade de Coimbra, de 23 anos, o padre jesuíta Bartolomeu Lourenço, mais tarde Gusmão, nascido em Santos, Brasil, escreveu ao rei uma petição para construir um “instrumento para se andar pelo ar”, da qual se conserva uma cópia na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. A solicitação foi logo deferida por alvará de 19 de Abril de 1709, guardado hoje na Torre do Tombo: “Hei por bem fazer-lhe mercê ao Suplicante de lhe conceder o privilégio de que, pondo por obra o invento, de que trata, nenhuma pessoa de qualidade que for, possa usar dele em nenhum tempo deste Reino e suas Conquistas, com qualquer pretexto, sem licença do Suplicante, ou de seus herdeiros.”As notícias do invento correram logo o mundo suscitando não só admiração mas também abundante chacota. O jornal Wiennerisches Diarium, de 1 a 4 de Junho, saído na Áustria, terra da esposa de D. João V, publicou a primeira tradução em alemão de um folheto português, num suplemento especial de quatro páginas, com figura e tudo a exibir a “nova barca”.Gusmão, a quem o rei deu também as chaves da sua quinta em Alcântara, para nelas construir e testar o engenho, não demorou a “pô-lo por obra” . O balão de Gusmão – pois de um balão se tratava – foi, finalmente, demonstrado diante de el-rei D. João V, no Paço Real, nos dias 5 e 7 de Agosto de 1709 (não há a certeza das datas), vai fazer agora exactamente 300 anos. Entre as testemunhas contava-se o núncio Michelangelo Conti, que haveria de se tornar Papa, sob o nome de Inocêncio XIII. Conti contou, a 16 de Agosto, ao Vaticano o que tinha visto: “O sujeito, que se comunicou faz tempo pretendia de querer fabricar um engenho para voar, fez por estes dias a experiência na presença do Rei havendo formado um corpo esférico de pouco peso: mas como a virtude impulsiva ou atractiva parece ser constituída por espíritos [álcool], estes pegaram fogo, e queimou-se o engenho da primeira vez sem se mover da terra, e da segunda embora se elevasse duas canas, igualmente se queimou; onde ele, empenhado em fazer crer que que não corre perigo a sua invenção, está fabricando outro engenho maior”.Teria depois havido outros ensaios, mas não há grandes certezas sobre eles. Gusmão terá desistido de prosseguir o seu empreendimento, pelo que não enriqueceu com a patente. Certo é que os livros de história da ciência e tecnologia são hoje quase unânimes em reconhecer que as primeiras experiências de ascensão em balão, embora não tripulado, foram feitas por Gusmão com os seus protótipos de ar quente. Se o Presidente Cavaco Silva vai hoje à Áustria de avião, tal se deve a uma história da aeronáutica que se iniciou em Lisboa há 300 anos.O fim de Gusmão foi, infelizmente, trágico como o dos seus primeiros balões. Com apenas 39 anos, morria, de doença e inanição, em Toledo, Espanha, numa apressada fuga da Inquisição, que o levou a tomar nome falso. A perseguição não tinha a ver com as suas invenções (fez outras além do balão, como um dispositivo para drenar água dos barcos, que registou na Holanda). Nem com uma eventual paixão por uma amante real (D. João V é também conhecido por o “Freirático” por ter mantido relações com várias freiras, como a Madre Paula, do Mosteiro de Odivelas). Havia uma acusação, bem fundamentada, de judaísmo, um libelo bem perigoso numa época em que o Rei gostava de assistir a autos de fé.
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July 30 2009, 5:05pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
CIÊNCIA E POLÍTICA
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Tradução do excerto da coluna de hoje do físico Robert Park na sua coluna electrónica "What's New" (na imagem, a cintura de van Allen):CIÊNCIA E POLÍTICA: PORQUE É QUE A UNIÃO SOVIÉTICA PERDEU A CORRIDA ESPACIAL?Lançado em 4 de Outubro de 1957, o Sputnik não transportava instrumentos. Só fazia bip-bip para provocar os americanos. Mas um mês depois, a Sputnik 2 já transportava um tubo Geiger e um rádio transmissor para transmitir o sinal do Geiger para a Terra. Também transportava um gravador para armazenar dados quando o satélite estava fora do horizonte, mas este não estava a funcionar no dia do lançamento. Cientistas soviéticos telefonaram directamente a Nikita Khrushchev pedindo autorização para atrasar o lançamento de um dia, mas Khrushchev recusou; ele queria anunciar um outro lançamento bem sucedido numa reunião de chefes de estado no dia seguinte. Na alvorada da era espacial, a política já interferia na descoberta científica. E foi assim que a União Soviética falhou a primeira descoberta importante em ciências do espaço, como vamos ver.A CINTURA DE VAN ALLEN: A PRIMEIRA DESCOBERTA ESPACIAL IMPORTANTEEm 31 de Janeiro de 1958, escassos quatro meses após o Sputnik, os EUA lançaram o Explorer 1, que levava a bordo uma experiência desenhada por James Van Allen, director do Departamento de Física da Universidade de Iowa. Era só um tubo Geiger, um rádio transmissor e um gravador, mas o gravador desta vez funcionou. Os dados relativos a uma órbita completa confirmaram a existência de uma banda de partículas carregadas em redor da Terra, hoje conhecido por cintura de Van Allen. Foi a primeira grande descoberta para lá da ionosfera. Os cientistas soviéticos ficaram esmagados, pois apenas quatro meses após o Sputnik os EUA tinham tomado a liderança das ciências do espaço, para nunca mais a abandonarem. Os voos espaciais tripulados permanecem uma actividade secundária. No final, o que vai ficar é a ciência. James Van Allen foi o verdadeiro herói espacial americano. Durante uma longa conversa com Jim um ano antes de sua morte, em 2006, ele resumiu assim a sua opinião sobre as missões espaciais tripuladas: 'It's so old-fashioned.' "Robert Park
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July 24 2009, 5:04pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
A CONSTRUÇÃO DE IGREJAS E CATEDRAIS GÓTICAS
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Texto já aqui referido de Jorge Lourenço, professor de Engenharia Civil no ISEC de Coimbra, a quem agradecemos a sua cedência:Há cerca de quarenta anos, um ministro da educação de Marcelo Caetano iniciou uma reforma dos cursos de engenharia, que, não atingindo o objectivo de formar técnicos competentes, diminuiu ainda mais as possibilidades de os jovens terem uma preparação intelectual de sentido humanista. Actualmente, há muitos engenheiros vítimas desta “formação coxa”, reflectindo-se nos quadros técnicos da sociedade portuguesa: neste mundo que os absorve, os jovens estão algumas vezes desadaptados, noutras conseguem ser competitivos, mas quase sempre deficitários nos saberes técnicos, científicos e culturais. Em 1969, J. L. Rodrigues Martins, prefaciando a tradução portuguesa de uma obra de Niels Bohr (1), reflectia a necessidade de as escolas de ensino superior fornecerem uma formação integral para o aluno, ao invés de se tornarem em “fecundas Fábricas de Técnicos marcadas por imperativos de eficiência e de produtividade, mas amputados de todas as dimensões humanas, que não apontem para uma orientação profissional”. Um engenheiro, no seu afã profissional, deve estribar-se culturalmente, conhecendo a evolução do pensamento humano, da ciência em geral e das técnicas; só encontrando justificações no desenvolvimento da sua actividade, vai mitigando as angústias da sua existência.Por isso são muito importantes as Histórias das Ciências, as Histórias das Técnicas e as Histórias das Engenharias. Mas estas deverão ser documentos seguros de um pensamento alicerçado em conhecimentos científicos e técnicos. Eles existem como se pode constatar em muitos bons livros, tal como nas obras referidas das notas: (3)a (8) .Através de duas leituras, vamos exemplificar o cuidado que devemos ter na análise dos textos escolhidos, para a nossa boa formação cultural. Nestes exemplos, trata-se do modo como dois autores descrevem a segurança estrutural garantida pelos construtores de igrejas e catedrais, na Idade Média: James Edward Gordon (9 e 10) e Adriano Vasco Rodrigues (11).Vejamos como Gordon (9 e 10) distingue a técnica empírica, da técnica racional que começa com o desenvolvimento da Resistência de Materiais. Assim, ele descreve este processo a partir da construção das grandes estruturas dessas igrejas e catedrais, sem qualquer apoio científico, até ao aparecimento de Galileu, que inicia uma ferramenta científica, entretanto só aplicável no século XIX:“Estes edifícios não só eram muito grandes e muito altos; alguns pareciam transcender a tosca e pesada natureza dos seus materiais de construção e elevá-la à categoria de arte e de poesia. Perante isto parece óbvio que os mestres medievais sabiam muito sobre como construir igrejas e catedrais e por isso muitas vezes o fizeram de forma excelente e altamente satisfatória. Contudo, se tivessem a oportunidade de perguntar a um mestre como o fez realmente e porque resiste, a resposta seria algo como esta: - O edifício resiste graças às mãos de Deus. Sempre que construímos, seguimos fielmente as regras e segredos tradicionais do nosso ofício.”E Gordon (10) continua mais adiante:“ O professor Jacques Heyman demonstrou concludentemente que os mestres das Catedrais, em nenhum caso, pensavam e projectavam de forma moderna. Apesar de muitas das realizações dos artesãos medievais serem impressionantes, as bases intelectuais das suas regras e segredos não eram muito diferentes das de um livro de receitas de cozinha. O que esta gente fazia era construir algo muito parecido com o que se havia feito imediatamente antes.”E mais adiante (10):“Assim, geração após geração, os homens voltaram as costas a um estudo racional dos problemas da resistência.”E é muito interessante o cáustico humor de Gordon, quando associa a condenação de Galileu pela Inquisição, em 1633, com o início do estudo da Resistência de Materiais (10):“Vivendo, virtualmente em prisão domiciliária, ocupou-se do estudo da resistência de materiais, pensando, suponho, que era uma actividade mais segura e menos subversiva.”Depois desta descrição do engenheiro Gordon, leia-se o que Adriano Vasco Rodrigues escreveu, em obra encomendada pelo Colégio de Engenharia Civil da Região Norte da Ordem dos Engenheiros, a propósito da construção do Mosteiro da Batalha (11):“A edificação da igreja do Claustro, Casa do Capítulo, Capela do Fundador e começo do panteão de D. Duarte realizados ao longo de 50 anos, corresponde ao gótico joanino, devendo-se a orientação e planificação a Mestre Afonso Domingues (1388/1402), verdadeiro engenheiro pelo conhecimento matemático e físico com que resolveu o problema das estruturas da abóbada da igreja, obra-prima da Engenharia medieval.”Estes dois exemplos, pela contradição, dão-nos o motivo para que a nossa formação deva ter sempre um grande sentido crítico, de modo a sabermos distinguir- o fundamental, do acessório;- a descrição sumária tipo “reader’s digest”, do saber alicerçado;- o erro da superficialidade, em relação à cuidadosa divulgação que muitos cientistas e técnicos desenvolvem.Dirijo-me ao Prof. Carlos Fiolhais, para lhe dizer que o senhor fez bem em afirmar que a não tradução em português do “Gordon” (9) é um sintoma do nosso atraso tecnológico (12). E concluo apelanndo: apesar das edições em inglês (9), ou em espanhol (10), estudantes de engenharia civil ou de outras engenharias, leiam o "Gordon"!NOTAS:(1) NIELS BOHR, “Sobre a constituição de átomos e moléculas”, Colecção Textos Fundamentais da Física Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, 4ª edição, 2001. A Gulbenkian afirma que “as raízes da cultura estão naquelas obras cuja mensagem se não esgotou e que permanecem fontes vivas do progresso humano”. José Luís Rodrigues Martins, foi o primeiro português doutorado em física teórica pela Universidade de Coimbra (1945). Tal como a muitos outros cientistas portugueses dessa época, foi-lhe dificultada a sua capacidade de investigar e ensinar (2).(2) AUGUSTO FITAS e ANTÓNIO VIDEIRA, “Cartas entre Guido Beck e Cientistas Portugueses”, Instituto Piaget, 1ª edição, Lisboa, 2004. Este livro descreve a forma como o cientista austro-húngaro de origem judaica, Guido Beck, foi tão mal tratado e pouco considerado no nosso país. Simultaneamente mostra as vidas estragadas por Salazar, de cientistas que seriam tão úteis ao país, nas décadas de 40 e 50 do século XX: Bento de Jesus Caraça, Mário Silva, Egas Moniz, Ruy Luís Gomes e outros.(3) LAGINHA SERAFIM, “Engenharia Civil em Portugal”, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, 2ª edição, 1992. Este grande catedrático de Coimbra explica porque temos uma Engenharia Civil em Portugal, depois de enunciar o que é a Engenharia Civil.(4) FRANKLIN GUERRA, “História da Engenharia em Portugal”, Livraria Lopes da Silva, Porto 1995. Obra com belíssimas descrições, bem justificadas por conhecimentos técnicos adequados aos seus potenciais leitores: estudantes e profissionais de engenharia.(5) FRANKLIN GUERRA, “Pequena História da Engenharia”, edição do autor, Porto, 1975.Um pequeno documento, útil para qualquer estudante de engenharia culturalmente interessado e com referências bibliográficas muito interessantes.(6) “The Civil Engineer : his origins”, Committee on history and heritage of Americain Civil Engineering, Ameticain Society of Civil Engineers, 1970.Documento aconselhado pelo Professor Laginha Serafim.(7) J.P. PANNELL, “Man The Builder – An illustrated history of engineering”, Thames and Hudson, London, 1977. Documento aconselhado pelo Professor Laginha Serafim.(8) JEAN PIERRE ADAM, “La Construction romaine – matériaux et techniques”, 2ième edition, Grand Manuel Picard, Paris, 1989. As técnicas de construção utilizadas ao longo da história deverão ser perfeitamente entendidas, sobretudo para a reabilitação de obras antigas.(9) J.E. GORDON, “Structures or Why Things Don’t Fall Down”, Penguin, Wardsworth, 1978. O exercício da Engenharia Civil integra um universo que deve ser profundamente entendido, por quem o pratica, ou quer vir a praticar. Nesse sentido esta obra do Professor Gordon “is a godsend” para os futuros engenheiros.(10) J.E. GORDON, “Estructuras o por qué las cosas no se caen”, Celeste Ediciones, Madrid, 1999. Localização das transcrições: linhas 18 a 29 da página 23; linhas 9 a 16 da página 24; linhas 1 e 2 da página 25; última linha da página 25, até à segunda linha da página 26. Nas transcrições, os sublinhados são nossos.(11) ADRIANO VASCO RODRIGUES, “História breve da Engenharia Civil – Pilar da Civilização Ocidental”, Ordem dos Engenheiros - Região Norte, 2006. Localização da transcrição: linhas 20 a 26 da página 135. Na transcrição, os sublinhados são nossos. Esta obra é desconexa, superficial e tem erros que nos “saltam à vista”, como vírus de um computador infectado; apresentamos alguns exemplos:- Entre as linhas 28 e 30 da página 261, numa descrição da integração de armaduras de aço no betão, encontramos um deplorável exemplo de ignorância destas matérias, associada a uma má tradução: “A teoria destes trabalhos parte do princípio que o ferro, colocado no sistema de construção, prende os esforços de tracção e algumas vezes os esforços de compressão e os do cinzelamento”.- Nas linhas 15 e 16 da página 291 lê-se, a propósito da barragem do Alqueva: “O duplo arco da barragem foi construído em concreto”. Até parece que estamos num país da América Latina ...- Na nota de rodapé nº 173, da página 263 escreve-se: “O cimento obtém-se a partir da cal viva, resultante da cozedura.”. Isto assim, sem mais nada, não é nada! E depois: “O betão é composto por um ligante, o cimento, por inertes, areia e fragmentos de pedra e água.”. Se um nota se faz para melhor explicar as matérias abordadas, então esta deve ser uma anti-nota...Não se deve tocar rabecão por simples vontade, ou encomenda. Qualquer actividade específica exige muito estudo e uma prática continuada, que permitirão desenvolver um saber e uma sensibilidade, que então se poderá apresentar posteriormente.(12) CARLOS FIOLHAIS, “A coisa mais preciosa que temos”, Gradiva, Lisboa, 2002. Este físico, Professor Catedrático da Universidade de Coimbra, é um divulgador bem humorado da ciência, que há muitos anos oferece belos momentos de prazer, a quem se interessa pelos fundamentos da física.(13) DAVID MACAULAY, “A Catedral – História da sua Construção”, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1979. Este autor, através de um texto simples, mas correcto e de desenhos transmitindo com rigor os processos construtivos, legou-nos obra extraordinária de divulgação. Na contracapa deste livro lê-se: “ Este livro ricamente ilustrado mostra passo a passo o processo intricado de crescimento de uma catedral, desde que o plano é combinado e o projecto traçado, até à escolha do sítio e ao contributo de cada artífice, à descrição de ferramentas e materiais. Os pormenores da construção são graficamente explanados, tanto para se fazerem os caboucos para os alicerces ou levantarem grossas paredes de pedra, como para os seus pilares, a flecha, a abóbada, o telhado, até à conclusão das torres e colocação dos seus sinos de bronze – o que torna o livro único no seu género.” Este autor tem outros textos também muito interessantes: (14) e (15)(14)DAVID MACAULAY, “A Cidade – Planificação e Construção de uma Cidade Romana”, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1978. Baseado na obra escrita do arquitecto, da antiguidade clássica, Vitrúvio (16), com este livro escrito e desenhado por David Macaulay, conseguimos acompanhar toda a construção de uma cidade romana.(15) DAVID MACAULAY, “A Pirâmide”, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1979. Lamentamos que a Dom Quixote não tenha reeditado estas três magníficas obras de David Macaulay.(16) MARCO LUCIO VITRUVIO, “Los diez libros de Arquitectura”, Editorial IBERIA, S.A., Barcelona, 1997. É uma leitura que deve deliciar qualquer profissional da construção intelectualmente empenhado.Jorge F. Lourenço
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July 21 2009, 2:10am | Comments »
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UM PEQUENO-GRANDE PASSO HÁ 40 ANOS
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July 19 2009, 7:49pm | Comments »
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HUMOR: APOLLO 11 FILMADO COM TELEMÓVEL
http://dererummundi.blogspot.com/2009/07/humor-apollo-11-filmado-com-telemovel.html
Ainda mais humor científico do "Inimigo Público":NASA encontrou vídeos perdidos da Apollo 11 filmados com telemóvelA razão pela qual a NASA optou por divulgar durante os primeiros 40 anos apenas imagens de fraca qualidade a preto e branco da ida à Lua permanece obscura. Sabe-se agora que os astronautas enviaram "twitts" e partilharam fotografias e vídeos captados com os seus iPods e Blackberrys no Facebook em tempo real. As primeiras palavras de Neil Armstrong quando pisou a Lua terão mesmo sido escritas com os polegares, discretamente por baixo do fato espacial, e enviadas para a rede social twitter: "Tou na Lua. O k é k eu digo agora? LOL". As famosa frase do pequeno passo e do grande salto terão sido sugeridas por um anónimo da comunidade twitter que estava na reinação.David Marçal
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July 17 2009, 11:40am | Comments »
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HUMOR: SUPER-GOOGLE SALVA O MUNDO...
http://dererummundi.blogspot.com/2009/07/humor-super-google-salva-o-mundo.html
Mais humor científico do "Inimigo Público":Super-Google salva o mundo das garras maléficas da Microsoft e fica com a miúdaFinalmente a Google vai lançar um sistema operativo, o Google Chrome. É o triunfo do bem após décadas de hegemonia maléfica da Microsoft. "No fundo, trabalhamos para que os utilizadores deixarem de estar agrilhoados a aplicações informáticas de uma única empresa. Assim, através do motor de pesquisa, do Gmail, do Gtalk, do Google Calendar, do Blogger, do Picasa, do Youtube e agora do nosso sistema operativo Chrome vamos libertar o mundo das malvadezas monopolistas da Microsoft. Outra coisa, não sei se já reparou que combinou ir ao cinema com os seus colegas da escola primária à mesma hora que o jantar de anos da sua tia. E o restaurante que encontrou no Google está fechado à terça", adiantou um responsável do Google ao repórter do "Inimigo Publico".David Marçal
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July 17 2009, 11:27am | Comments »
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A VIAGEM À LUZ 40 ANOS DEPOIS
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Clique aqui para reviver a histórica viagem à Lua da Apollo 11.
July 16 2009, 8:56am | Comments »







