Um conjunto de folhas brancas encadernadas ou um quadro preto sem nada escrito não se traduzem em recursos didácticos. O mesmo acontece com essa máquina extraordinária que é o computador comum.Para o serem, precisam de veicular conhecimentos, e de uma certa maneira. Há regras a seguir para se construirem os manuais, se usar o quadro, se produzir software para computador.Ainda assim, nenhum destes recursos dispensa o professor.Na verdade, o computador, tal como o manual ou quadro, pode ser um excelente recurso educativo, mas, para isso, é preciso ter ideias concretas acerca de como o programar e usar em função do que sabemos acerca de "como se aprende". É preciso também integrar conteúdos e recorrer a estratégias eficazes.O que não tem sentido é substituir os manuais e o quadro pelo computador, para ensinar as mesmas coisas da mesma maneira.O humor ajuda a perceber esta ideia: clique o leitor aqui
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Tecnologia ou metodologia?
http://dererummundi.blogspot.com/2009/01/tecnologia-ou-metodologia.html
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January 17 2009, 9:41am | Comments »
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Steve Jobs afasta-se da liderança da Apple
http://pauloquerido.pt/tecnologia/steve-jobs-afasta-se-da-lideranca-da-apple/
A grande notícia nos jornais da manhã, amanhã, e nos rodapés dos telejornais da noite, amanhã, será o afastamento de Steve Jobs do cargo de CEO da Apple devido à sua condição física. Cálculo por alto feito a partir da minha timelinee da timeline pública: 1/3 das conversas no Twitter, nas últimas 2 horas e provavelmente durante toda a noite (os americanos ainda nem tiveram a sua dose de prime time, daqui por 2 horas estarão em força no Twitter), foi sobre Steve Jobs.
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January 14 2009, 3:57pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Twitter: prós e contras (em 140 caracteres ou menos)
http://pauloquerido.pt/tecnologia/twitter-pros-e-contras-em-140-caracteres-ou-menos/
Nos primeiros dias do ano assisti a um surto de novas inscrições no Twitter, o serviço de microblogging mais usado no mundo. Refiro-me a inscrições de portugueses — nos Estados Unidos a notícia já não é o surto, mas sim se o Twitter se tornará mainstream em 2009. Também li e comentei posts cépticos sobre a evolução do Twitter, em particular o do João Pedro Pereira no Tecnopolis (aqui). Mas porquê? O que é que o Twitter tem? Há dias chegou-me o desafio de explicar o que é o Twitter num post no jugular — um dos blogs mais badalados da actualidade. Sem grandes preciosismos, listei algumas das razões para o interesse no serviço, ao mesmo tempo que explicam onde é que ele atrai as pessoas.
Fi-lo, muito apropriadamente, em frases de 140 caracteres, ou menos, para provar desde logo ser falaciosa uma das “críticas” que se costuma ler: a de que “140 caracteres não dão para nada!”. É que cada post, ou mensagem, ou “pio”, ou “tweet” no Twitter tem a limitação de um máximo de 140 caracteres. Essa limitação só é um obstáculo para quem o aceite. Na verdade, é ela que torna o Twitter tão valioso: obriga ao essencial, num mundo hiper-mega-ultra repleto de acessório. Citando João Pinto e Castro, um dos mais recentes bloggers (bl-g- -x-st- e jugular) da blogosfera “histórica”, ou central, a aderir ao Twitter: “É espantoso a conversa da treta que cabe em 140 caracteres” (59). Republico aqui essa lista, revista e aumentada com uma secção com os perigos e os contras do uso do serviço. Para que serve o Twitter? Para que serve o telefone? Para milhentas coisas, não é? Vejam no Twitter o telefone no início de século. Não se enganarão. (124 caracteres) O uso pelos portugueses tem mudado. Hoje, 35% usa-o via browser (isto é, escreve directamente). Só 19% do uso é envio de posts via feeds. (138) Nem sempre foi assim. Há 3 meses o uso era maioritariamente (mais de 1/3) como 2º canal de divulgação via feed (com o Twitterfeed.com). (136)
Isto significa evolução. Os espanhóis, que usam + intensamente, + depressa e em maior número, tb têm diminuído como 2º canal. (126) Lendo de outra forma: apesar da utilidade como 2º canal, o Twitter é cada vez mais olhado como o canal principal, o blog é o secundário. (137) Fechem as bocas de surpresa E perguntem: porque é que metade da lista dos top 100 bloggers do Technorati tem intensa actividade ali? (136) Respondo (em 140). 2 razões. 1ª testam importância de 1 tema antes de escrever, recolhem info e reacções. 2ª a curiosidade atrai leitores (138!!) Reputação. Algumas “celebridades” do Twitter revelaram-se ali. Outras já existiam na blogosfera e cresceram as reputações no Twitter. (134) Networking. Pageviews. Renovação dos leitores de um blog. Angariação de leitores brasileiros. (94) É preciso algum cuidado mas consegue-se converter a actividade ali em leitores no blog. O Twitter é, hoje, a minha 3ª fonte de tráfego. (136) Extraordinário manancial de informação. Embora com áreas sobrevalorizadas, sim: a web social, a tecnologia e a política americana são must. (140) Ñ há melhor forma de seguir um acontecimento em tempo real. Entenda-se: + completa, com + pontos de vista. Links multimedia complementares. (140) Extraordinária riqueza de links sobre qualquer coisa. Seguir as pessoas certas de um sector é a melhor maneira de saber TUDO sobre o sector (140) É redutor escrever em 140 car? Há piores formatações! É o segredo. Simplificar. Avalio a importância de um assunto num olhar e clico ou não (140) Conselhos? 1, apenas. Vão devagar. Da mesma forma que um blog não se faz numa semana, não se constrói nada no Twitter sem tempo. (129) Ah, a menos que usem de forma passiva, isto é, explorando apenas o lado (soberbo, sem rival) de caudaloso rio de informação riquíssima (135) Bastante informação aqui: http://is.gd/eEvP . Num só artigo? Este: http://tinyurl.com/ser-alguem-no-twitter (108) Perigos e contras do Twitter É altamente aditivo. Um paraíso para os news junkies. (54) É desmoralizante para quem busca o sucesso rápido ou fácil: demora imenso tempo a construir uma rede de leitores (chamados followers). (136) Estimula a procrastinação. Quase não vi pessoas incólumes. Mas a maioria reagiu rápido no controlo da doença. (110) Nos primeiros dias não se passa nada, um problema para os impetuosos. O retorno nunca é imediato ou garantido. (111) É frustrante para quem pretenda estabelecer ali uma actividade puramente comercial ou propagandística. (103) Como a vantagem do Twitter varia quase de indivíduo para indivíduo,pode demorar que tempos até perceber onde está o valor. Eu demorei meses (140) Apesar, ou por causa, da simplicidade, a curva de aprendizagem não é rápida. Não há botões nem menus com os “comandos”. Vale a entre-ajuda (139) Sem alguma experiência de utilização e muita dedicação, o Twitter não serve para a auto-promoção, ao contrário do que se pensa (133) Os followers não são necessariamente friends. Podem, até, ser inimigos. Não é fácil adivinhar as intenções, evite expor-se (123) Seguir muitas pessoas traz, por cortesia delas, muitos followers, mas um grande número de followers nem o ego compensa. (120)
Considerações pessoais Há quem diga, carinhosamente, que eu sou um “adepto” e um “apaixonado” do Twitter. São simpáticas, as pessoas, mas abusam um pouco dos termos: não confundo a pertença ou a paixão com aprofundar conhecimentos mais ou menos activo e participado. Sei que os jornalistas não se devem envolver — mas nem a atitude social da classe está imune às evoluções (e involuções), nem estamos aqui a falar propriamente de envolvência num partido, numa empresa, numa organização, num clube (sou adepto de dois ou três, a começar pelo Sporting e passando pelo Manchester) ou mesmo na junta de freguesia local. Aliás, o termo “envolvido” já é excessivo. Acontece simplesmente que acompanhei o Twitter desde muito cedo e com índices de curiosidade e atenção acima da média. Se isso me trouxe alguma “posição” enquanto “tuiteiro” (o que é largamente discutível, devo dizer), é uma marginalidade não pretendida. Por outro lado, a tentativa de estabelecer páginas como a lista de “tuiteiros” de língua portuguesa, como fiz num wiki no meu endereço pessoal, tanto pode ser encarada como um sinal desse envolvimento, como — e eu encaro assim — uma pequena experiência do “jornalismo como um serviço”. Este formato adicional, chamemos-lhe assim, do jornalismo está a emergir, ainda em casos isolados e as mais das vezes de iniciativa pessoal (como é o caso), mas os jornais não o enjeitarão a seu tempo. Alguns órgãos de Comunicação Social já o fazem, e de cabeça cito um exemplo recente, o da Al Jazeera no decurso da acção militar na Faixa de Gaza, proporcionando aos leitores um plataforma para a introdução de informações geo-referenciadas. Abrir uma lista ad-hoc de portugueses e brasileiros com contas no Twitter não é notícia, mas é uma forma de principiar a organizar informação dispersa e caótica (Já agora, está aqui: http://tinyurl.com/jornalistas). Da mesma forma que algum jornalismo se preocupa com a cidadania e lhe dá guarida, também na rede algum ciberjornalismo abre espaço à cibercidadania. O tempo veio, de resto, confirmar a minha aposta (ou perda de tempo, como alguns dirão): o Twitter é o caso mais sério na web social depois do Google, do YouTube e do Facebook. Paulo Querido, jornalista (Siga-me no Twitter)
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January 14 2009, 2:34am | Comments »
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Macworld sem Steve Jobs pode, até, ser melhor para o negócio
http://pauloquerido.pt/tecnologia/macworld-sem-steve-jobs-pode-ate-ser-melhor-para-o-negocio/
Para milhares de fãs, a ausência de Steve Jobs na Macworld — o acontecimento do mundo Apple que marca o início de cada ano civil — é desilusão a mais. “Planeeei ver cá para o ver e quando descobri que afinal não virá“, nem de surpresa, “fiquei desapontado” disse Alex Lee, que viajou do Dubai até São Francisco, citado pelo Guardian. O jornal ouviu o primeiro cidadão da fila nocturna para entrar no recinto: “É a minha primeira Macworld e provavelmente a última, pois se a Apple não apresenta mais os seus produtos aqui, deixa de ser 100% vantajoso fazer a viagem” disse Nik Lensander, oriundo de Santa Barbara, California. Sem Jobs — que confirmou os rumores sobre o seu estado de saúde, encontrando-se a recuperar de uma operação a um cancro — a Apple fica sem o mago que sacava os coelhos da cartola para uma multidão delirante, incluindo jornalistas e fotógrafos, que adoram retransmitir estas sessões de hipnotismo com audiência assegurada. Contudo, os seus anúncios fazem-se na mesma. O mais mediático deles já se antecipava nas publicações da especialidade: acabou o DRM para milhões de canções presentes na loja de música da Apple, a iTunes, ou seja, podem os clientes ouvir a música sem ser obrigatoriamente no aparelho vendido também pela Apple, o iPod. Quem o afirmou na keynote foi Philip Schiller, vice-presidente da Apple para o Worldwide Product Marketing e que reporta directamente a deus, isto é, ao CEO da Apple. Schiller é um ilustre desconhecido do público. Aliás, a Apple só tem ilustres desconhecidos, à excepção do omnipotente Steve Jobs, o que poderá dificultar um pouco as coisas no futuro da marca. O resto que Schiller anunciou foi mais do mesmo, nada de realmente inovador no mercado. Uma bateria melhor e upgrades importantes de software (tenciono comprar o Pages ou o iWork, uma decisão difícil para um pequeno orçamento). Ponto final parágrafo. Nada de Macbook Air, MacBook Pro ou iPhone — para falar apenas dos lançamentos de Steve Jobs nas keynotes de Janeiro nestes anos mais recentes (ver lista abaixo). Os analistas acham que foi de propósito. Isto é, que Steve Jobs não apareceu porque não tinha nada de extraordinário para apresentar. Ou vice-versa: a Apple não tem nada de realmente extraordinário para apresentar porque Steve Jobs não o poderia fazer ontem devido à sua condição física. Seja por uma ou outra razão (ou as duas: quem, fora do board restrito da Apple, as consegue separar?), a empresa decidiu anunciar o seu descompromisso com futuras edições da Macworld, que sempre foi organizada por uma empresa independente, a IDG. E isto sim, é notícia (pelo menos, para mim). Vai marcar indelevelmente o futuro da evolução do mercado Mac. Um futuro com menos ego (Jobs), menos culto de marca (Apple) e com espaço para mais negócio envolvente. Isto é, na legião de empresas que produzem hardware e software para a plataforma Mac. Estas empresas gostam de Apple e fazem fila para estabelecerem acordos que permitam o selo “oficial”, mas gostariam de ter o palco um pouco mais livre também. (A propósito de hardware para Mac, o meu rato Razer é, provavelmente, a peça mais fiável e resistente que já me passou pelas mãos). A lista das apresentações da Apple na Macworld esta década permite observar a menor importância do evento de 2009 (intercaladas as apresentações do iPod, o produto Apple que marcou a década, que decorreram fora da Macworld):
2008-01-15 Macworld San Francisco 2008 - Apple TV, MacBook Air, Time Capsule 2007-01-09 Macworld San Francisco 2007 - Apple TV, iPhone 2006-01-10 Macworld San Francisco 2006 – iPod Radio Remote, iLife ‘06, iWork ‘06, iMac Core Duo, MacBook Pro 2005-01-11 Macworld San Francisco 2005 - iLife05, iWork, MacMini, iPod shuffle 2004-01-06 Macworld San Francisco 2004 - FinalCutExpress 2, Xserve G5, Office 2004, iLife ‘04, iPod mini 2003-01-07 Macworld San Francisco 2003 - PowerBook 12 e 17 polegadas, Safari Public Beta (2002-07-16 Macworld New York 2002 - iPod for Windows, iSync, 17-inch iMac) 2002-01-07 Macworld San Francisco 2002 - OS X Software, iMac segunda geração (2001-10-23 iPod Special Event 2001 aka Apple Presents iPod) 2001-01-09 Macworld San Francisco 2001 - PowerBook Titanium 2000-01-05 Macworld San Francisco 2000 - Mac OS X (Fonte: Steve Jobs Keynotes Archiv) Leituras adicionais recomendadas: Keynote Index Fund, uma análise do desempenho das acções da Apple nos dias seguintes às conferências Apple’s Lowered Expectations Pay Off Apple won’t be missed at Macworld Expo (Nota: espero ter conseguido o tom pessoal, iniciado, de culto, e levemente trocista adequado a um artigo que versa a Apple, uma marca rodeada por halos de “santidade” e reverência tais que por vezes faz com que o jornalismo e blogusimo que a noticia soem um pouco ridículos…) Paulo Querido, jornalista
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January 14 2009, 2:05am | Comments »
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Sabe por quanto se vende o seu perfil na Internet?
http://feedproxy.google.com/~r/MasCertamenteQueSim/~3/5Ri_Ina8MvU/
Aceder à informação do seu perfil no Facebook ou no MySpace, ou aos seus dados pessoais no Skype, custa no mercado negro online em geral pouco mais de um euro. O endereço de correio electrónico sai quase de borla: cada milhão de endereços válidos custa apenas 5 euro às empresas que enviam mensagens comerciais não solicitadas ao abrigo de leis anti-spam tão ridículas quanto inúteis. Mais caras são, naturalmente, as informações bancárias, que orçam a partir de 44 euro. Esta lista de preços dos serviços fornecidos pelos cibercriminosos foi divulgada esta semana pela Trend Micro, uma fornecedora de soluções de segurança de conteúdos para a Internet. Curioso é que os preços têm alguma sazonalidade. Segundo a investigação da empresa, a “época festiva que atravessamos é crítica a nível de segurança informática e é propícia ao cibercrime. Os ataques online aumentaram 500% entre Setembro e Dezembro de 2007. No período homólogo de 2008 esta tendência fez-se também sentir. Os cibercriminosos conseguem importantes benefícios ao venderem informação pessoal no mercado negro online. É na época natalícia que o crime organizado da Internet prepara a sua lista de vítimas.” Nesta altura os preços variam. Eis um exemplo do que este mercado oferece, segundo a TrendMicro: Dia 26: Pacote avançado de malware estimado em 1.750 euros. Dia 27: 10.000 PCs em perigo com spyware instalado com um valor de 875 euros. Dia 28: Pacote básico de malware, caixa simples com truques e conselhos sobre como obter a informação desejada por 875 euros. Dia 29: Ficheiros trojanos em janelas pop-up que surgem discretamente no computador e permitem roubar a informação pessoal por 75 euros. Dia 30: Os dados bancários de um perfil são vendidos por um preço inicial de 44,75 euros. Dia 31: Informações de cartões de crédito à venda a partir de 31,25 euros. Dia 1: 30.000 endereços de e-mail para envio de spam são vendidos a 6,25 euros. Dia 2: 1.000.000 direcções de email estão disponíveis por 5 euros para envio de spam. Dia 3: Acesso a uma conta de MySpace por 1,25 euros. Dia 4: Negociar o acesso a um perfil de Skype pode custar 1,25 euros. Dia 5: Contas de jogos online estão disponíveis a apenas 1,25 euros. Dia 6: Perfil de Facebook por um preço módico de 1,11 euros, o valor de uma canção no iTunes. “As pessoas deixam uma grande quantidade de informação em redes sociais, como o Facebook e MySpace. Milhares de cibercriminosos aproveitam-se para levar a cabo acções de roubo de identidade e de dados facilmente disponíveis online“, refere Rik Ferguson, consultor da Trend Micro. Endereços de e-mail, nomes e datas de aniversário estão entre os dados que têm valor para o submundo virtual. “Se utiliza o Facebook para fazer compras de Natal ou tem de efectuar operações bancárias, deve ter em conta que as actividades dos hackers estão em alta nestes dias finais do ano. A Trend Micro recomenda aos utilizadores toda a cautela ao acederem a serviços Web em que seja necessária a utilização de informação pessoal“, adianta o consultor. Aumente a sua segurança A empresa adiciona algumas sugestões para utilizar a Internet com melhor segurança, que aqui reproduzo por as considerar pertinentes.
Veja se aparece um cadeado na parte inferior direita do seu browser, pois é uma boa forma de verificar se está a utilizar a Internet com um nível de segurança essencial; Altere as suas senhas de entrada com frequência. É certo que leva a um esforço adicional de memória, mas se alguém descobrir o acesso a uma conta sua, descobre facilmente as restantes. É importante que utilize uma senha diferente para realizar operações de banca e que a mude assiduamente; Utilize configurações privadas nas redes sociais e informe os moderadores caso repare em comportamentos suspeitos que ponham em causa a segurança dos utilizadores; Verifique se o seu computador foi afectado por malware utilizando software de segurança gratuito; Utilize software de segurança para prevenir todo o tipo de ameaças. É recomendável que adquira uma solução que lhe dê as melhores garantias.
Paulo Querido, jornalista
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December 27 2008, 2:27am | Comments »
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Quase 1.000 followers no Twitter
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Estou quase a dobrar a notável marca de 1.000 followers no Twitter, o que é uma surpresa dado que pouco networking tenho feito. Ao ponto, até, de ter uma política que consiste em evitar seguir os “amigos” de pessoas com quem evito ao máximo o contacto, por razões que agora não vêm à colação. Estou, neste momento, com 919 followers — isto é, pessoas que seguem o que eu publico e digo ali (@PauloQuerido). Assinalo a marca nesta altura porque houve recentemente uma limpeza da base de dados do serviço, que reduziu o número de seguidores a praticamente toda a gente. Aproveito para dar a explicação, uma vez que várias pessoas ma têm pedido. O Twitter, como outras redes, está sujeito ao bombardeamento de spammers — indivíduos que procuram tirar partido do sistem abusando dele. A arquitectura do serviço torna complicado e quase inútil o spamming directo — basta-me não seguir a conta do spammer e pronto, nem eu nem os meus leitores somos obrigados a tê-lo nas timelines. Então porque insistem os spammers? Por 2 motivos. Primeiro, porque quase toda a gente recebe por e-mail a notificação do novo follower e tem a curiosidade de ir ver — e isto conta como um “contacto”. Segundo, porque existem muitas contas que fazem o following automático a quem as segue. Isto inclui tanto automatismos (sendo a mais emblemática conta a do presidente americano eleito, @BarackObama, que segue toda a gente que a siga) como pessoas que, desprovidas de critério ou ainda novatas neste ambiente, carregam no botão de seguir de volta. Como disse, a arquitectura do serviço é de molde a minimizar o impacto deste tipo de parasitismo. Além da forma passiva (não seguir de volta) o sistema fornece 2 métodos activos para “aprender” e melhorar a filtragem. O primeiro método é bloquear o follower, usando o botão respectivo. Pouca gente repara, mas podemos bloquear qualquer pessoa, isto é, evitar que ela nos siga directamente (indirectamente é impossível: sendo o Twitter uma rede aberta, a minha actividade pública pode ser lida sem meu consentimento expresso). Se determinado utilizador tiver muitos bloqueios, isso faz disparar um aviso no sistema. O segundo método é a denúncia directa do spammer, que se pode fazer muito simplesmente enviando um tweet para determinada conta. Acontece que nas últimas semanas um português estúpido se deu ao trabalho de criar mais de uma centena de contas no Twitter, isto as que eu contei. A metodologia foi sempre a mesma: escrevia 1 tweet, sempre o mesmo, a mesma mensagem e o mesmo link, e tornava-se follower do maior número de pessoas que conseguia antes de cada conta ser suspensa pelo Twitter. As contas abusavam do nome de altas figuras do Estado português, sempre as mesmas. A estupidez do sujeito patenteava-se na forma como pretendia forçar as pessoas a lerem a sua mensagem; na inutilidade do tempo e energia consumidos numa actividade de retorno nulo; na escolha cega de quem seguia — as contas automáticas como as dos jornais, que atraem sempre maior número de leitores, não têm ninguém por detrás para ir ler; e ainda na insistência na burrice: apesar de avisado para a ineficácia da sua acção e de ver suspensa cada conta ao cabo de poucas horas, continuava, sem aprender. Dei-me ao trabalho de bloquear a maioria das vezes, mas algumas escaparam — pelo que o meu número de followers diminuiu, como todos os outros, se bem que menos que a maior parte das vítimas deste spammer português. Outras contas vítimas desta forma de forçar uma mensagem não se deram ao trabalho. Nuns casos, porque se trata de contas automáticas — geralmente, as dos jornais e outros órgãos de comunicação. Noutros, por economia de esforços. Chamei a atenção para o efeito de não bloquear: o número de followers dessas contas era artificial uma vez que eram seguidos por fantasmas, contas que estavam suspensas. Não vinha daí mal algum ao mundo, claro, e há quem tenha sorrido, até, com o bónus dos followers a mais. O pior é que alguns desses sorrisos deram lugar à consternação nos últimos dias: o Twitter fez uma limpeza à base de dados e as contas suspensas desapareceram das listas de seguidores, diminuindo o respectivo número. No Twitter: @PauloQuerido
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December 22 2008, 9:23am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
O networking está na moda
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Hoje descobri, com gáudio, que a palavra networking está na moda, tendo sido eleita à categoria de buzz word, ou palavrão para os negócios. Agora diz-se “vou realizar um evento de networking” e fica-se bem na fotografia. não vem dai mal ao mundo, claro. Fica a nota em jeito de arquivo.
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December 18 2008, 4:00pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Os alguéns e os ninguéns (ou o Twitter, segundo Guy Kawasaki)
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Guy Kawasaki tem um artigo notável, de tão lúcido, sobre o Twitter — que na verdade se pode aplicar a toda a web social: How to Use Twitter as a Twool, como usar o Twitter como uma ferramenta. Não vou aqui repetir ou traduzir o post, mas apenas realçar algumas ideias que considero essenciais e que extravasam mesmo a experiência específica com a última ferramenta “killer” da Internet. Kawasaki diz: esqueçam os influenciadores. Isto vai cair muito mal a milhares de marketers que nos últimos dois anos têm vindo a construir reputações impecáveis nos social media — mas que caia, pois ele tem razão: os ninguéns são os novos alguéns. Mais vale arregimentar um exército de empenhados ninguéns do que andar a reboque de um punhado de alguéns. O que os alguéns podem eventualmente dar-nos é um pique de tráfego, um dia. E mais: se um número suficiente de ninguéns gostar do que fazemos, então os alguéns terão inevitavelmente de escrever sobre nós (erm… Guy Kawasaki não conhece os A-bloggers portugueses ). O buzz dos ninguéns atrai a atenção dos alguéns, e não vice-versa. A minha experiência com o Twitter em particular, e com os social media em geral, blogs incluídos, confirma cada palavra de Guy Kawasaki. Conectar-me aos alguéns não foi uma boa estratégia. Até porque os alguéns competem no seu próprio campeonato, onde rivalizam uns com os outros. Constroem redes que depressa se fecham entre si (o mesmo aconteceu na blogosfera, com as inevitáveis consequências ao nível das audiências e da roda de influência da maior parte dos alguéns. Enquanto as audiências cresciam à volta deles, os seus blogs ficaram fechados nas suas redomas.) Destaco ainda o facto de só existirem dois tipos de utilizadores: os que querem ter mais followers e os que mentem sobre isso. Para me seguir no Twitter: PauloQuerido. Um directório com portugueses no Twitter: TwitterPortugal.com. Uma lista (em construção, que todos podem acrescentar) de jornalistas e jornais de língua portuguesa (Portugal e Brasil), no meu wiki, aqui.
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December 10 2008, 2:04am | Comments »
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A mãe de todas as demonstrações
http://dererummundi.blogspot.com/2008/12/me-de-todas-as-demonstraes.html
Em 1945, um estudante de engenharia electrotécnica que a II Guerra Mundial transformara temporariamente em técnico de radar leu no número de Julho da revista The Atlantic Monthly o artigo As We May Think de Vannevar Bush. No artigo, uma versão mais elaborada de outro texto de 1939 intitulado Mechanization and the Record, Bush descreve o Memex, um conceito revolucionário que impressionou imenso o jovem Douglas Engelbart:«A mente opera por associação o que torna ineficiente indexar a informação de forma alfabética ou numérica. O pensamento é mantido numa teia de conhecimento no cérebro; seria ideal encontrar uma forma de se fazer algo análogo de forma automatizada.O artigo sugere um aparelho chamado Memex, que armazena publicações, livros e anotação, conjuntamente com fotos, como um suplemento à memória humana com claridade e permanência melhor.»Com o final da guerra, Engelbart voltou para a Universidade, licenciou-se (em 1948) e foi trabalhar para o NACA Ames Laboratory - o precursor da NASA. Por volta de 1950, Engelbart recordou o artigo de Bush e começou a «envision people sitting in front of displays, 'flying around' in an information space where they could formulate and organize their ideas with incredible speed and flexibility.»Engelbart deixou o Ames Lab e foi para Berkeley onde se doutorou em engenharia electrotécnica em 1955. O seu sonho de desenvolver uma forma de usar computadores para aumentar o intelecto levou-o para Stanford onde conseguiu financiamento para levar para a frente as suas ideias, em especial após o lançamento do Sputnik, em 1957. De facto, outro efeito colateral da guerra fria foi a criação pelo governo dos EUA da ARPA (Advanced Research Projects Agency), uma agência que financiava projectos arrojados que devolvessem aos Estados Unidos a supremacia tecnológica que o país queria manter.Assim, em 1963, a ARPA financiou o laboratório que permitiu a Engelbart concretizar o sonho aceso nas Filipinas pelo artigo de Bush e apresentado nesse mesmo ano num artigo intitulado A Conceptual Framewok for an Argumentation of Man's Intellect. No Augmentation Research Center Engelbart desenvolveu, em conjunto com William English e John Rulifson, o On-Line System (NLS) o primeiro ambiente integrado para processamento de dados. O NLS foi pioneiro em muitas das características que hoje integram os modernos sistemas multimedia online: rato, ambiente de janelas múltiplas, e-mail, teleconferência, sistemas de ajuda online (via rádio ou vídeo), processador de texto e hipertexto.Em 9 de Dezembro de 1968, faz hoje exactamente 40 anos, Engelbart e os seus 17 colaboradores demonstraram o NLS na Fall Joint Computer Conference, em São Francisco. Durante 90 minutos, uma audiência de cerca de 1000 engenheiros electrotécnicos viu pela primeira vez acessórios hoje corriqueiros como um teclado, um rato, e um microfone colocado na cabeça. O vídeo original deste evento histórico pode ser apreciado neste site da universidade de Stanford.Numa entrevista recente à Folha Online, Engelbart descreve o processo de invenção do rato, uma caixa de madeira com algumas rodas pela qual não ganhou um cêntimo.Mas se as suas ideias para aumentar o intelecto humano não lhe renderam dinheiro, renderam certamente o reconhecimento dos pares que se reunem hoje para celebrar os 40 anos do acontecimento na sessão Engelbart and the Dawn of Interactive Computing que termina a conferência Program for the Future. Como refere a Wired:Forty years ago tomorrow, a Silicon Valley engineer named Douglas Engelbart made a presentation so influential that computer scientists now call it "the mother of all demos." More than a mere product demo, it was a down payment on an ambitious idea: That networked computers could help groups of people work together more effectively, raising the collective intelligence of the human race and making it possible to solve some of our most pressing problems, including pollution, famine, disease, and war. Today, more than 100 hopeful believers in Engelbart's vision are gathering at San Jose's Tech Museum of Innovation, in the heart of Silicon Valley, to talk about the ways that they can help foster greater collective intelligence.
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December 8 2008, 5:05pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Tudo o que sempre quis saber sobre a Google
http://feeds.feedburner.com/~r/MasCertamenteQueSim/~3/478301097/
Uma empresa de consultoria francesa, a FaberNovel, produziu um interessante trabalho com tudo o que sempre quisémos saber sobre a Google, mas nunca tivémos ninguém a quem perguntar. A maioria das pessoas interessadas não faz ideia da verdadeira natureza daquela empresa, que é tão defensora da abertura e da partilha como ciosa dos seus segredos. A quantidade de serviços que presta e está continuamente a anunciar, ou melhorar, ou comprar deixa-nos por vezes desconcertados. A Google faz uma gestão impressionante do que diz e não diz cá para fora e não se deixa impressionar, sequer, pelo brilho dos media. É preciso mais do que simplesmente fazer perguntas — mesmo que as perguntas certas — ao seu staff. É por isso que esta apresentação da FaberNovel é particulamente feliz. Nela se explica, entre outras perguntas frequentes sobre a Google, porque é que a empresa compra satélites. Mas também porque é que não será afectada pela crise financeira (para além da diminuição do seu valor bolsista). Porque é que é temida pela Microsoft. Porque é que quer competir com a FaceBook.
All about Google View SlideShare presentation or Upload your own. (tags: google business)
(Via João Bordalo)
Paulo Querido, jornalista
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December 8 2008, 2:30am | Comments »






