A paciência é uma virtude. Foi preciso esperar algum tempo para conseguir dar ao Expresso multimedia um pouco mais que artigos. Fazer jus ao nome de multimedia. Mas já está. Acabo de publicar, com sucesso, o primeiro mashup num jornal português. Esta recombinação junta num único fluxo, ou lifestream, a “vida” da crise financeira actualizada ao minuto, numa só página, sem necessidade de refrescamento (o dep. de publicidade não vai gostar desta parte!). Vejam a crise financeira num mashup de actualização contínua, na edição multimedia do Expresso. Durante a preparação desta peça de informação dinâmica — que combina posts de blogues, notícias e artigos de mainstream media, estando previsto que cubra mais social media, nomeadamente Twitter, YouTube e Flickr — dei por mim espantado com os números. Em todo o mundo de língua inglesa são publicados não menos de 600 artigos, notícias e posts por hora sobre a crise financeira. Uma média de 10 por minuto. Isto contas por baixo. O busílis foi a parte da actualização das imagens das páginas. Usei um serviço pago, porque além de dar algumas garantias de actualização imediata posso apresentar as imagens sem o “carimbo”, como apresentam praticamente todos os serviços gratuitos. Nunca na vida imaginei que um dia poderia apresentar como nota de despesa de um trabalho jornalístico o serviço de print-screens! Agora resta melhorar a recolha. Em especial na parte dos blogs, os algoritmos do Google não produzem o melhor efeito.
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
A crise financeira actualizada ao minuto
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October 1 2008, 2:11am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Magalhães: o sucesso público
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Mais que no milhão de portáteis Magalhães comprados pela Venezuela, o sucesso público da melhor iniciativa do actual governo em matéria de sociedade da informação e respectivas tecnologias e economia está no brilho do olhar dispensado por quem passa por ele na FNAC. Fiquei surpreso. Indiferentes às “críticas” estéreis acerca do “marketing político” e da origem geográfica dos seus componentes, o público dispensa ao portátil o olhar que merece um computador:
barato leve potente agradavelmente transportável versátil pedagógico estimulante fracturante
Mal me conseguia abeirar da vitrina, sempre rodeada de gente. Todo o tipo de gente. A família modesta, com os olhos da miúda a brilharem e o pai de calções a deixar o interesse sobrepôr-se à timidez. O par jovem, ambos estudantes, ambos interessados nas características. O casal bem na vida, um olho no preço outro na capacidade. Nunca vi, na informática de consumo, um tão grande interesse num computador. Em quase 30 anos a segir a micro-informática, é a segunda vez que vejo um aparelho com potencial para estimular a criatividade informática a uma geração (ou duas). Portugal teve um hiato de uma geração condenada a usar as ferramentas impostas, sem forma de criar as suas ferramentas, de dar vazão à curiosidade. Não estou a dizer que o aparelho vai mudar isto. Nada muda isto, excepto a vontade colectiva. Há lacunas na distribuição pelas escolas. Há escolas sem condições básicas onde o Magalhães será alienígena. Há professores que nunca usaram um computador, que outra coisa poderão fazer além de proibir o seu uso, ou desconfiar dele? Um aluno de barriga vazia, que poderá fazer com o Magalhães? Com tão poucos professores capazes de elaborar materiais digitais, uma boa parte do capital do aparelho desaparece na menor valia dos jogos. Não nos faltam críticas para fazer, evidentemente. Mas o aparelho abre portas que estavam fechadas. Quebra barreiras. Aproxima as pessoas do novo paradigma da sociedade da comunicação: aparelhos diversos e baratos com acesso global às ferramentas e à informação disponíveis numa rede ubíqua. Há quem insista em não ver que a era dos computadores pesados, carregados de violentíssimo hardware, terminou. Já só são necessários para servidores. Porque para ler, escrever, até mesmo jogar, ver o mail, preencher o formulário do IRS, editar o blogue, ver o Youtube, descarregar as imagens e os filmes das câmaras para a net, não é preciso um computador de última geração com 4 GB de RAM, placa gráfica de 250 euro — e as caríssimas licenças de carradas de software anacrónico e inútil que os lojistas nos impingem como “essenciais” e “fazendo parte”, se fossemos atrasados mentais (e porque têm prémios para vender esses salvados da indústria informática). Ter o Microsoft Word de origem é como comprar um Renault com jantes de crómio especiais de marca — não precisamos delas para andar, mas para outra função qualquer. Na informática, andamos a comprar “carros” ultra-kitados como se fossem modelos normais — e não nos queixamos. O Magalhães poderá ajudar a perceber a diferença. O Magalhães é da nova era — a dos aparelhos versáteis, pequenos, económicos, que se levam para todo o lado e permitem aceder a tudo o que necessitamos no trabalho (e nalgum lazer): o mail, os ficheiros, a web. O Magalhães encerra dentro de si a semente do hacker — o miúdo curioso que gosta de saber “como funcionar por dentro” o aparelho que usa, antigamente eram os rádios e as televisões, agora é a informação, a programação. O Magalhães faz-me lembrar aquelas canetas gordas, com 4 cores diferentes: quando surgiram, houve professores que as achavam o fim do mundo, a sociedade de consumo a entrar pela sala de aula, um elemento perturbador da ordem. Outros viram apenas uma caneta que os miúdos usavam com maior prazer — e estimularam-nos a usá-la de formas criativas. Para os professores que, através dos tempos, souberam converter o desconhecido num aliado da educação, estimulando a curiosidade ao aluno e instilando-lhe alguma disciplina e segurança, o Magalhães é um must. Para os outros, não é nada. Como uma caneta de quatro cores. O Magalhães é o primeiro produto informacional (ou relacionado) do Estado português que é livre — e só por isso já devia ser saudado. Com o Magalhães, as nossas crianças não são obrigadas pelo Estado a usar o software de um só fabricante. Podem escolher. Gostava de ter visto os habituais críticos do Estado realçarem este ponto, que é um ponto a favor do cidadão, um ponto a favor da transparência de processos. Não é um ponto pequeno: toda a relação informacional do Estado com o cidadão devia garantir a livre escolha, o que não sucede. Ao concentrarem os esforços na perseguição política ao governo pelo uso de soundbytes sobre o Magalhães, os adversários fizeram-lhe o grande favor de elevar a fasquia da expectativa pública. Mas sairam mal na fotografia. Perderam. Desta vez, perderam. A iniciativa deu certo. O Magalhães tem um potencial tal que quando chega às mãos (ou olhos) do público, toda a expectativa se cumpre. O Magalhães está muito para além de uma boa acção de comunicação do Governo. Com ele nas mãos, ninguém vai querer saber se foi montado em Famalicão ou Taiwan, e se alguém se lembrar que o governo aproveitou para aparecer nas fotografias, encolherá os ombros e dirá, “pois fez muito bem”. O Magalhães é um sucesso público. E isso é encorajador para a sociedade portuguesa. Nenhuma pessoa de boa vontade espera que seja perfeito no lançamento, ou que venha resolver todos os problemas estruturais e endémicos da educação, do país. Mas é um passo em frente no trajecto. E um passo largo. O mercado reagiu tão bem ao Magalhães que antecipou a sua saída com produtos concorrentes, uns melhores, outros não. Ou seja, há um novo mercado aberto e estão cimentadas as condições de mudança, nomeadamente para completar a massificação da banda larga e da informática no país. O Magalhães é, também, para já, um sucesso industrial, caso raro no país. Mas fica para outra altura.
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September 30 2008, 9:23am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Tony Blair: conferência do Diário Digital em directo, aqui
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A conferência que o ex-primeiro ministro britânico, Tony Blair, dá hoje em Lisboa, vai ser seguida em directo por mim, com transmissão directa a partir do hotel Altis em simultâneo para o Twitter e também aqui, no Certamente!. Convidado do Diário Digital para a sua 10ª Conferência Internacional, subordinada ao tema «Política, Economia e Energia: desafios para 2009», Blair vai fazer uma análise prospectiva sobre os problemas que se colocam ao mundo, em áreas–chave, no próximo ano. O almoço-conferência do DD conta com o patrocínio de alguns dos maiores grupos e empresas nacionais. Estarei no evento não a título profissional mas pessoal. E por convite de uma das empresas patrocinadoras, a Unicer. Dito de outra forma, e para que fique claro: a experiência da transmissão em directo para a web é feita na condição de blogger; a Unicer, cujo convite agradeci na altura própria, só posteriomente ao convite foi informada da minha intenção de fazer o directo — e acedeu arriscar juntar o seu nome à experiência, uma prova da sua abertura à inovação, a ser tomada nas devidas proporções. A força da técnica Na medida do possível, transmitirei as ideias de Blair à medida que ele as for desenrolando. O exercício é tanto mais exigente quanto as “limitações” do Twitter obrigarem a puxar pela imaginação: 140 caracteres por cada mensagem, é um verdadeiro desafio. Cada mensagem será transmitida na web com um prefixo horário e o conteúdo de texto, em pequenas peças isoladas, que se irão sobrepondo em cima umas das outras — e isto sem necessidade de refrescar a página, graças à tecnologia AJAX. Vou usar um telefone — o meu telefone de todos os dias, um banal Nokia. Nem câmara tem, pelo que não transmitirei fotografias. Usarei o aplicativo Fring para enviar os meus comentários para o Twitter, onde poderão serão seguidos de perto pelos meus 570+ subscritores — e à distância por uma plateia indeterminada. Para a transmissão simultânea na web, usarei algum código simples, adaptado para a função. Melhor, e inédito na web portuguesa: qualquer pessoa poderá retransmitir em directo no seu blogue! Trata-se de uma transmissão aberta. Basta para tal inserir a seguinte linha de puro código HTML no seu template, ou num post: <iframe width="490" height="900" scrolling="no" frameborder="0" src="http://pauloquerido.net/mediastream/tonyblair/index.php"></iframe> Conto ter tudo a postos pelas 12:00 e a transmissão iniciar-se-á pelas 13:00. No final farei um apanhado não apenas da conferência, mas também da experiência deste directo em transmissão aberta e de uso livre.
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September 29 2008, 12:00am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
O que os candidatos dizem sobre…
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A Google lançou hoje uma interessante ferramenta de pesquisa. O In Quotes permite procurar o que dizem sobre qualquer assunto algumas figuras públicas — nomeadamente, os dois candidatos presidenciais americanos, John McCain e Barack Obama. A pesquisa é efectuada no que o Google classifica de órgãos de comunicação social (o conhecido Google News, que comete diversos erros de avaliação e classificação das fontes). A apresentação dos resultados, favorecendo o confronto entre duas figuras, é parte do encanto do serviço. A ferramenta de citações comparadas, como a Google lhe chama, destina-se a “permitir comparar frases sobre determinado tópico das diferentes pessoas que são notícia. Actualmente permite a escolha de figuras políticas“, supondo-se que no futuro venha a ser estendida a outras personalidades. Esta é uma daquelas ferramentas utilitárias que são bem vindas pela comunidade. Não servem para grandes comentimentos de comunicação, não são o embrião de uma grande mudança tecnológica (como o recente Chrome, que foi enviesado pelo geral do noticiário sobre ele), mas são valores seguros. Granjeiam admiração, fortalecem a reputação — e rendem visitas constantes e em sucessivas camadas.
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September 28 2008, 11:30am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Magalhães, reflexos positivos ocultados pela vaginite e moitaflorismo: impulso no mercado de conteúdos interactivos
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Uma coisa que deve ter boas perspectivas é a criação de conteúdos para quadros interactivos e aplicativos didácticos (retirado de uma conversa particular)
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September 25 2008, 1:45am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Magalhães, críticas importantes: com tantas carências do mais básico, às vezes custa a engolir
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Mas quando se tá lá dentro e se vê tantas carências do mais básico, às vezes custa a engolir (até a mim). Quando se pensa nas escolas em que se pede dinheiro aos pais para poder tirar fotocópias ou até para papel higiénico (algumas primárias), isto chega a parecer desperdício (retirado de uma conversa familiar)
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September 25 2008, 1:00am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Magalhães, críticas importantes: programas do 1º ciclo não contemplam o computador
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A introdução do Magalhães nas aulas é outra coisa que ainda não gerou muito ruído, mas que o vai fazer, principalmente por parte dos professores. Os professores não foram avisados, ou melhor, souberam do Magalhães quando o resto de Portugal soube e a maioria deles não estão preparados ou não têm conhecimentos para lidar com um PC. Numa altura em que o governo reforma os professores cada vez mais tarde, vamos ter os professores primários de 50 e 60 anos a tirarem cursos de Windows (ou de Classmate ) para poderem dar uma aula minimamente centrada no Magalhães. Outro ponto, quanto a mim bastante crítico, é o facto dos programas lectivos do 1º ciclo não contemplarem minimamente o uso do Magalhães nas aulas… (Ricardo Saramago em O colega Magalhães) (Está previsto que o Ministério da Educação certifique uma série de conteúdos educativos que serão colocados no Portal da Escola e também pré-carregados no Magalhães. Previsto.)
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September 24 2008, 4:40pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Magalhães: para a indústria e a economia são excelente medidas
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Para a indústria e a economia são excelentes medidas. Só a JP Sá Couto (o fabricante nacional que para já é apenas responsável por 1/3 do produto) no ano que aí vem espera dobrar a facturação só às custas do Magalhães. Estou é para ver se os resultados em termos educativos também vão ter estas taxas de crescimento. (Carlos A. Andrade em O Magalhães)
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September 24 2008, 3:01pm | Comments »



