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HUMOR - COMPUTADORES 1
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July 16 2010, 5:42pm | Comments »
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A vida depois do Google
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Do "Destak" de hoje destacamos a crónica de J. L. Pio Abreu:Se me mandassem para o fim do mundo e permitissem que levasse alguma coisa comigo, eu não hesitaria: levava o Google. Aliás, nem precisava de o levar.O Google está por todo o lado (menos na China, ao que dizem). O que eu precisava, então, era de um aparelho qualquer que permitisse a ligação, mesmo que fosse pequeno e já velho, daqueles que se vendem na candonga ou se encontram no café do bairro.Sem o Google, o que podia eu fazer contra as patranhas que me metem pelos ouvidos adentro, pela cabeça abaixo ou mesmo por estes olhos que a terra há-de comer? Não. Eu preciso do Google para ir às fontes, para ouvir opiniões diversas e descobrir quem está por detrás delas e com que intenção.Preciso também do Google para me corrigir a mim próprio. Quem sabe se alguma coisa que eu digo, porque me vem à cabeça, não é a mais rotunda das asneiras contaminada pelo ruído informativo que me cerca sem que eu tenha sido ouvido nem achado? Quem me diz se o que eu penso e digo não faz parte daquela corrente de informação que anda atrás de mim sem que eu faça um esforço para a procurar?Se eu não tivesse o Google, como descobriria aqueles que me podem ajudar num projecto em que decida envolver-me? Como poderia eu saber que a mínima decisão, como ir a um médico, usar um cartão de crédito ou meter o meu voto numa urna, não estaria a contribuir para me lançar no abismo?Podem mandar-me para qualquer lado, sim, mas onde eu possa ter o Google. Não me mandem, por isso, para a China, nem me digam que a China é o país do futuro.Jose Luis Pio de Abreu
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July 8 2010, 6:28pm | Comments »
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HUMOR: EVOLUÇÃO DO COMPUTADOR 3
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June 24 2010, 8:04am | Comments »
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HUMOR: EVOLUÇÃO DO COMPUTADOR 2
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June 24 2010, 7:53am | Comments »
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HUMOR: EVOLUÇÃO DO COMPUTADOR 1
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June 24 2010, 7:52am | Comments »
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Olheiro de Tecnologia
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Novo texto de João Boavida, antes publicado no Diário As Beiras. Vem do Instituo Pedro Nunes, que não pára de nos surpreender pela positiva. O IPN vai promover o Olheiro de Tecnologia, isto é, um «projecto que se propõe observar a investigação desenvolvida nas instituições de ensino superior e avaliar o seu potencial de negócio, fomentando a introdução no mercado de novas soluções, produtos e serviços».Eureka! Transformar ideias e descobertas científicas em produtos e serviços. Originais, de qualidade, que venham ao encontro de necessidades e se transformem em produtos de valor acrescentado. E que se vendam, de preferência para o estrangeiro. Para além do IPN, que vai coordenar, estão neste projecto o AIBILI e as Universidades de Coimbra, de Aveiro e da Beira Interior.É um facto de grande importância, regional e nacional. A partir da área da saúde - aqui com condições excepcionais - trabalharão em rede as universidades e os centros de investigação fazendo convergir e articular o potencial científico das áreas afins «procurando encontrar as tecnologias que têm mais capacidade para chegar ao mercado». A colaboração das três universidades da Região Centro é uma excelente notícia e, esperemos, o começo de uma nova era.Em vez de uma competição em que se procura denegrir o adversário, é altura de perceber que as três universidades, à escala da País, e sobretudo da Europa, devem cooperar na investigação e nas dinâmicas de afirmação. Deverá ser uma competição cooperante e não uma simples competição, o que altera, pela positiva, a mentalidade dominante. O todo vale mais que as partes e até que a sua soma, porque cria outra dinâmica e outras possibilidades. Isto requer ideias largas, que a própria cooperação e os bons resultados, aparecendo, vão potenciar. A mediocridade traz a inveja, o rancor e a maledicência, pelo contrário, a qualidade no trabalho e nas pessoas afasta a mesquinhez.Penso que o BIOCANT é já um bom exemplo dessa nova mentalidade. A coordenação do IPN – pelo trabalho já feito e a qualidade das pessoas que tem à frente - garante a força positiva de que se precisa para um projecto destes. Que não deve reduzir-se à saúde.
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June 24 2010, 5:54am | Comments »
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Computadores e/ou livros?
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Miguel Pires, leitor do De Rerum Natura, fez-nos chegar um interessantíssimo artigo sobre a influência dos computadores no desempenho académico dos pré-adolescentes e adolescentes bem como do efeito benéfico de ter livros em casa.Esse artigo pode ser lido aqui.
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June 21 2010, 4:52am | Comments »
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Entrevista a alunos do secundário
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Minhas respostas a questões que me enviaram alunos de uma escola secundária:P- Jorge Dias de Deus, no livro “Ciência, Curiosidade e Maldição”, p.134, perguntou: “Se formos buscar uma balança e se pusermos no prato BEM os benefícios que a ciência trouxe ao longo dos seus cerca de cinco florescentes séculos e no prato MAL os malefícios que dela vieram, para que lado se irá inclinar o fiel da balança?” O que responde?R- Os benefícios da ciência suplantam de longe os malefícios. Esses benefícios são, em primeiro lugar, conhecimento e, em segundo lugar, bem estar proporcionado por esse conhecimento. O conhecimento, qualquer que ele seja, é sempre um benefício: saber muito é sempre melhor do que saber pouco e saber pouco é sempre menor do que não saber. A esmagadora maioria das aplicações da ciência são também benéficas: basta pensar nas aplicações médicas que prolongam a vida humana e a tornam mais confortável. Quando se fala em malefícios da ciência pensa-se geralmente em más utilizações da ciência, em tecnologias que trazem prejuízos à vida humana. Elas existem, são de certa forma inevitáveis e só podemos esperar que haja a vontade permanente de as minorar. Mas convém insistir num ponto: uma coisa é a ciência em si e outra a eventual má utilização que se faz dela. O electromagnetismo não se torna condenável por ter sido inventada a cadeira eléctrica! A ciência não se torna má por a sua utilização ser má. É necessária uma consciência crítica sobre a utilização da ciência. E não apenas da parte do cientista – a ética tem de ser um imperativo no seu trabalho – mas também da parte da sociedade como um todo.P- A clonagem e a manipulação genética são alguns dos temas que mais problemas éticos levantam hoje em dia. Diga, criticamente, qual a sua opinião acerca da clonagem humana com base na bioética e no conceito de Pessoa.R- Vejo a clonagem terapêutica, como aliás os cientistas que investigam nessa área, como uma esperança para a Humanidade. Oxalá se venha a conseguir curar opu pelo menos tratar por esse meio doenças hoje incuráveis ou intratáveis. Já é discutível a clonagem reprodutiva, sendo bom que se continuem a debater e a estabelecer os limites legais da biologia e da medicina nessa área. Nem tudo o que se pode fazer deve ser feito, embora seja conhecido da história que haverá sempre alguém que, cedo ou tarde, pisa o risco e ultrapassa os limites que foram definidos pela sociedade. Por vezes essas ultrapassagens redundaram em malefícios, pelo que devemos estar muito vigilantes quanto ao que se passa na fronteira do que é permitido socialmente. Noutras vezes, verdade se diga, tais ultrapassagens conduziram a benefícios. De qualquer modo, a palavra “clonagem” tem uma carga negativa, que vem talvez da ficção científica. Não há que alimentar o receio comunicado por alguns filmes pois é impossível criar um bando de Marilyn Monroes iguazinhas umas às outras. Felizmente, acrescento eu!P- Edgar Morin disse: “Seria esquecer que a descoberta de um limite ou de uma carência na nossa consciência constitui já um progresso fundamental e necessário para esta ciência“. Qual é a sua opinião crítica acerca da frase de Morin?R- Edgar Morin tem sido uma das vozes que tem defendido “ciência com consciência” (título de um dos seus livros). É uma voz útil e necessária tal como são outras vozes que vão no mesmo sentido. Já Rabelais dizia que “ciência sem consciência não passa de ruína de alma”. Eu diria mais: ciência sem consciência não é sequer ciência. Claro que a tomada de uma maior consciência pode representar um progresso da ciência.P- Desde o seu início que a ciência tem evoluído até ao que é hoje. A ciência associa-se à tecnologia para combater problemas do tipo social (por exemplo, o desemprego) ou do tipo ecológico (por exemplo, a poluição). Mas ela está também a criar enormes problemas a nível mundial. É urgente travá-la! Na sua opinião, estará a população, a nível mundial, disposta a alterar os seus hábitos e comportamentos com base num bem maior?R- Não penso que seja urgente travar a ciência. Aliás, travar a busca do conhecimento é uma atitude obscurantista, com exemplos na história que sempre deram maus resultados. A ciência não cria problemas à humanidade, mas sim a tecnologia, uma espécie de “filha” da ciência que saiu de casa e às vezes se “porta mal”. Que culpa é que a “mãe” tem? A ciência é, ela própria responsável, pelos desvarios que fazem os seus parentes? Sim, eu sei que ciência e tecnologia são, muitas vezes, indistinguíveis para a opinião pública. A cultura científica ajuda a fazer a distinção. Para completar a resposta: Convém não esquecer que é a mesma tecnologia, baseada hoje na ciência, que nos permite resolver muitos problemas que nos afectam, incluindo os problemas originados pelos erros que cometemos. Por exemplo, a poluição não se resolve com o abandono puro e simples da química mas sim com um reforço, mais consciente e mais cuidadoso, da ciência química.P- Desde há milhões de anos que se fala em profecias e superstições sobre o fim do mundo. Qual a sua opinião acerca das teorias do fim do mundo de que se especula?R- Em geral, são mitos e erros sem qualquer substância. A cultura científica é o melhor antídoto para combater esses disparates, como o fim do mundo em 2012, etc., etc. Nem têm qualquer justificação nem fazem sentido nenhum!P- Como será, na sua perspectiva, o fim da ciência, da Humanidade e do Universo?P- O fim da ciência, isto é, do conhecimento, só acontecerá se houver o fim da Humanidade uma vez que, como disse Carl Sagan, “o nosso destino é o conhecimento”. Mesmo assim, o eventual fim do “homo sapiens” pode não ser o fim da ciência pois pode haver, no vasto Universo, outras formas de vida inteligente, que também fazem ciência como nós. O fim da humanidade é possível, pois o homem tem hoje à sua disposição meios de auto-aniquilação. Se não tiver juízo... Estou convencido, porém, que é muito pouco provável. Poderá também acontecer o fim da Humanidade por se acabarem as condições de vida na Terra. Daqui a cinco mil milhões de anos o Sol vai extinguir-se... Quanto ao fim do Universo, ele não faz muito sentido, pois, tanto quanto sabemos hoje, o Universo, que teve um início há cerca de 14 000 milhões de anos, é eterno para a frente...P- Disse numa entrevista: “A escola é uma das maiores invenções da humanidade.” O que pensa acerca do papel da escola na formação das pessoas e na sua sensibilização para as questões científicas?R- A escola é, de facto, um grande meio que a humanidade arranjou para assegurar a curto, médio e longo prazo a sua sobrevivência. É pela escola que a humanidade se prolonga, assegurando a continuação do saber e da sua aplicação. E, claro, a ciência, é uma das componentes mais importantes do saber humano. Sem escola, não poderá haver ciência: a escola é uma condição indispensável da ciência.
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May 19 2010, 3:48am | Comments »
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O Estado Novo e o Volfrâmio
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Informação recebida da Imprensa da Universidade de Coimbra.A apresentação da obra (1933-1947), O Estado Novo e o Volfrâmio, da autoria de João Paulo Avelãs Nunes, terá lugar no próximo dia 7 de Maio (6.ª feira), pelas 17h30m, na Sala Carlos Ribeiro do Museu Mineralógico e Geológico da Universidade de Coimbra (Colégio de Jesus, Largo Marquês de Pombal) e estará a cargo do Doutor Fernando Rosas, Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.Esta obra visa reconstituir e analisar a evolução do subsector luso do volfrâmio, quer na década de 1930 – etapa de crise e paulatina reactivação -, quer ao longo dos anos quarenta, com destaque para o período da Segunda Guerra Mundial (fase de “euforia especulativa”).Durante a sessão, o circuito do Museu (em especial as salas vocacionadas para a mineralogia) estará aberto ao público que pretender visitá-lo.
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May 3 2010, 1:27pm | Comments »
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PÂNICO NO CLIMA EUROPEU
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Minha crónica no "Sol" de hoje (na imagem um dos balões dos irmãos Montgolfier):A recente crise atmosférica com origem no vulcão de Eyjafjallajökull, no Sul da Islândia, e que lançou o caos nos aeroportos da Europa esteve longe, bem longe, de ser a mais grave das crises do mesmo tipo na Europa. De Junho de 1783 a Fevereiro de 1784 a erupção de um vulcão com um nome mais simples de pronunciar, Laki, a cerca de 140 km do primeiro, originou um nevoeiro seco por todo o continente europeu, de Lisboa a Moscovo. O fenómeno foi mesmo reportado no Rio de Janeiro por um astrónomo português, Bento Sanches Dorta.O livro “Terra. Acontecimentos que mudaram o mundo”, de Richard Hamblyn, acabado de sair na Bertrand Editora, dedica todo um capítulo ao evento com o título “Pânico no clima da Europa, 1783”. Os efeitos das cinzas lançadas pelo vulcão foram avassaladores, com um Verão de tal forma encoberto que se podia olhar directamente para o Sol sem prejudicar a vista e um Inverno que foi dos mais frios da história: as cinzas vulcânicas causaram um arrefecimento global, contrariando o conhecido efeito de estufa, uma vez que elas impediam não só a luz como o calor do Sol de chegar à superfície terrestre. O cheiro sulfuroso sentia-se em Paris e noutras cidades europeias. O pânico foi generalizado. Há quem opine que teria sido por causa dos prejuízos causados na agricultura em França, que, passado meia dúzia de anos, se deu a Revolução Francesa...Na Islândia, devido, directa ou indirectamente, à erupção do Laki, que causou o maior fluxo de lava de sempre, morreram cerca de dez mil pessoas, quase um quarto da população, um número que só fica atrás do número de vítimas do Vesúvio, no ano 79 depois de Cristo, no cômputo de todas os fenómenos vulcânicos havidos na Europa. A Dinamarca, que administrava a Islândia, chegou mesmo a pôr a hipótese de abandonar a ilha.O primeiro cientista a relacionar o clima anormal na Europa com o vulcão na Islândia foi Benjamin Franklin, o inventor do pára-raios, na altura embaixador americano em França, com residência perto de Paris. Tornou-se assim pioneiro dos estudos sobre a relação entre poluição atmosférica e alterações climáticas. Não podia na época haver perturbação da aviação devido à perturbação atmosférica pela simples razão de que ainda não havia aviões. Mas foi nesse mesmo ano que ocorreram as famosas experiências francesas de ascensão em balão, de que o Padre Bartolomeu de Gusmão tinha sido pioneiro muitos anos antes. A 4 de Junho de 1783, os irmãos Montgolfier efectuaram, em Annonay, no Sul de França, uma primeira exibição pública do seu balão, à qual, em 21 de Novembro, em Paris, se seguiu o primeiro voo tripulado, presenciado por Franklin. O nevoeiro que toldava o Velho Continente não impediu o vasto público de ver esses engenhos subirem no céu...
April 30 2010, 1:37am | Comments »








