Nova crónica de António Piedade, saída antes no "Diário de Coimbra":O ensino à distância, ou não presencial, não é uma novidade fruto da internet. De facto, o envio de conteúdo com objectivos pedagógicos de um emissor, normalmente um professor ou um detentor de conhecimento (sábio?), para um aprendiz, é algo muito antigo e comum à própria vida.Muito antes de termos sido capturados pela rede da World Wide Web, já ensinávamos /aprendíamos através de navegantes ou galopantes cartas manuscritas, de livros que chegavam fumegantes em comboios vaporosos. Alguns de nós deve lembrar-se da telescola e das aulas televisionadas da Universidade Aberta, nas quais professores utilizavam novos suportes multimédia para ensinar “hertzianamente”, desde sala de aula até para o sofá lá de casa. Também foram comuns, em tempos idos, os cursos por correspondência. Nestes, o aluno recebia por correio material pedagógico que utilizava para estudar, a que se seguia o envio de um exame feito sozinho, num apelo à honestidade e probidade intelectual para o próprio avaliar se tinha aprendido.Actualmente, a World Wide Web veio encurtar tempos e iludir distâncias, permitindo uma interactividade quase, se não mesmo, em tempo real, entre professores e alunos afastados quilométricas distâncias. Actualmente, são inúmeras as aulas, cursos, seminários (“WebSeminars”) transmitidas em tempo real (a instantaneidade só depende da largura de banda disponível) que enchem o ciberespaço pedagógico.Talvez este seja uma dos aspectos democratizantes da World Wide Web no que ao acesso ao conhecimento diz respeito: disponibiliza-se conhecimento e capacidade validada pedagogicamente para o transmitir, com a didáctica possível e ajustada a esta nova realidade, por um professor em qualquer parte instalado e a este conhecimento têm acesso os alunos, aprendizes curiosos, interessados e ou aceites, consoante o modelo estabelecido.Até aqui, quase nada de novo. Só foi mudando o veículo de transmissão da informação: do suor dos cavalos diligentes às sucessivas reflexões na fibra óptica transoceânica.Mas desde que o universo cibernáutico deu “à luz” o território “bítico” conhecido por “Second Life” algo tem vindo a mudar neste paradigma. Há cerca de dois -três anos, a prestigiada universidade inglesa Imperial College de Londres, mais precisamente a sua Faculdade de Medicina, começou a investir seriamente no desenvolvimento e implementação de um Hospital Universitário Virtual (aqui), para permitir uma experiência clínica mais “intensa e envolvente”, quer quantitativa, quer qualitativa, entre os futuros médicos e um infindável número de doentes virtuais, mas representantes fiéis de situações clínicas reais (aqui). Numa réplica fidedigna da Faculdade de Medicina e Hospital Universitário, os estudantes (de medicina e de enfermagem) interagem com doentes virtuais em cenários que reproduzem os reais, o que lhes permite fazer uma ponte entre a experiencia virtual e a realidade física onde irão exercer medicina, com pessoas que só morrem uma vez.Mas este não é o único hospital virtual no Second Life como se pode verificar aqui .
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Hospital Virtual
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April 27 2010, 6:28pm | Comments »
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TODO O SABER DO MUNDO NUMA PEN
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Uma das "15 ideias que podem mudar o mundo" da autoria de Christiana Martins, na revista "Única" do "Expresso" de sábado passado:"O que falta fazer é o mais complicado: levar a Humanidade a entender-se. O suporte já está criado e pode ser fixo ou móvel. Kindles, IPads ou o computador tradicional, o que interessa é que, segundo Carlos Fiolhais, físico, com a nanotecnologia, já é possível armazenar o conhecimento humano num dispositivo. Falta regulamentar o quadro legal de utilização de todo este saber. Questões como os direitos de autor, as formas de acesso ao conteúdo, o que realmente pode ser consultado, por quem e por quanto tempo. As letras pequeninas dos contratos. A Biblioteca de Babel é uma utopia ao nosso alcance, mas já no Génesis, os homens ficaram-se pelas discussões..."Christiana Martins
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April 25 2010, 11:40am | Comments »
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AINDA OS PERIGOS DO TELEMÓVEL
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Destaque da coluna semanal "What's New" do físico Robert Park, o autor da "Ciência Vudu":"CELL PHONES: TRUST ME, IT’S NOT CUMULATIVE.I read another article this week in which a physician warns that the risk for each use is minimal, "but over the years repeated exposure could produce genetic damage leading to cancer." I’ve been trying for years to throw a rock across the Potomac River. So far, they don’t go half way, but I’ll keep trying in case it’s cumulative."
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April 18 2010, 8:42am | Comments »
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MAIS HISTÓRIAS DA LUZ E DAS CORES
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Não há duas sem três. Acaba de sair, na Editora da Universidade do Porto, o terceiro e último volume da obra Histórias da Luz e das Cores, de Luís Miguel Bernardo, professor de Física naquela Universidade. Se o primeiro volume tinha tratado a lenda, superstição, magia, história, ciência e técnica associadas ao tema da luz e da cor desde a remota Antiguidade até ao século XIX e se o segundo volume se tinha debruçado sobre esse século, o período0 no qual se decifrou a natureza da luz e se inventou a fotografia e o cinema, o presente volume foca o século XX, o século da teoria quântica da luz e, muito, em particular da invenção do laser que, por estes dias, está a fazer 50 anos. Trata-se, no seu conjunto, de um impressionante trabalho de scholarship que honra a Universidade que hospeda o autor e o publica.Com efeito, é difícil, mesmo noutra língua, encontrar uma história cultural da luz tão bem documentada e explanada. Mas este longo ensaio em língua portuguesa tem o mérito adicional de reportar a descoberta e aplicação dos conteúdos da óptica que se foram fazendo entre nós. Podemos aqui encontrar alguns dos avanços científicos, para muitos quiçá surpreendentes, e também os atrasos, por vezes também inesperados, que se foram registando entre nós. Entre os avanços, o leitor da obra ficará a saber que um padre português, de seu nome Amadeu de Vasconcelos, foi no primeiro quarto do século XX um pioneiro da divulgação científica, chegando a divulgar a teoria quântica vários anos antes de ela ser ensinada em universidades portuguesas (a história deste desconhecido sacerdote dava um romance!). Em 1925 Vasconcelos, por vezes conhecido por Padre Mariotte, publicava uma revista semanal de divulgação científica Sciência para todos. E mais fica a saber que um cientista estrangeiro escrevia nos anos 30 que “Portugal é dos poucos países que possuem valiosos e modernos aparelhos científicos para investigações solares”, propondo que esses estudos fossem alargados aos territórios ultramarinos. Estava-se a referir ao Observatório Astronómico de Coimbra, equipado com um moderno espectroheliógrafo desde 1925, considerado na época, no quadro da física escolar, um dos quatro ou cinco melhores do mundo. Entre os atrasos, regista-se o da adopção da dioptria como unidade da potência de uma lente, no início do século XX, mais de três décadas depois de um acordo internacional sobre esse assunto, e o início também tardio da televisão em Portugal, no ano de 1956, quando ela já existia nos países mais desenvolvidos. E encontra-se a engraçadíssima história de um tal Prof. Artur d’Albuquerque, autor do livro Bomba radiognética (Bomba Atómica) – 1936-1940, no qual o autor revela segredos que teria feiro chegar aos americanos em 1941. Segundo um autor anónimo de um anúncio do Diário de Notícias aquele professor seria o “verdadeiro autor” da bomba atómica. Mais recentemente, o Coronel de Artilharia Bernardes de Miranda foi autor de uma mão cheia de livros igualmente heterodoxos (para dizer o mínimo), nem todos publicados a suas expensas, apresentando uma “teoria fotónica” completamente ao arrepio da ciência conhecida.Poder-se-á pensar que, com os grandes avanços realizados ao longo do século XX no que respeita à compreensão da luz, que se revelou ser tanto uma onda estendida no espaço como uma colecção de corpúsculos, o livro estivesse mais expurgado de mitos sobre a luz do que os anteriores. Pois desengane-se quem pensar isso. De facto, foi no século XX que se continuaram a fazer, ou melhor a tentar fazer, fotografias espíritas (em Portugal o espiritismo também chegou atrasado, pois tardavam a chegar fotografias decentes de almas do outro mundo). Foi ainda no século XX, mais precisamente em 1958, que o Papa Pio XII proclamou Santa Clara de Assis padroeira da televisão, por ela, no ano da graça de 1252, no seu convento de Damião, ter assistido, com som e a cores, às celebrações do Natal na basílica de S. Francisco, a 2 km de distância... O autor do presente estudo não resiste a informar os seus leitores servindo-se de duas enfáticas exclamações:“Após a declaração de Pio XII, passou a afirmar-se que a colocação de uma imagem da santa sobre o televisor garantia uma boa recepção!... É que nem todos os problemas técnicos tinham sido resolvidos – e quando se queria ver em boas condições o programa preferido, uma ajuda do Céu era sempre benvinda!...”A história do laser, uma tecnologia que ocupa cerca de metade do livro pois a história do século XX é dividida em “antes do laser” (pré 1960) e “após o laser”, está bem contada, ou não fosse o autor reputado especialista no assunto. A evolução dessa técnica, que no início dos anos 60 foi considerada uma boa resposta à espera de perguntas, é muito instrutiva sobre os desenvolvimentos imprevisíveis da ciência e da engenharia. Se a invenção do laser pelo físico norte-americano Theodore Maiman em Maio de 1960 era esperada pois o caminho tinha sido aberto com o maser, de certa forma resultado do esforço de guerra (a pesquisa em microondas desenvolveu-se com o radar), já as múltiplas aplicações do laser que hoje pululam não eram simplesmente inimagináveis no início dos anos 60: quem diria que hoje usamos os lasers para ouvir CD e DVD, para imprimir em papel a partir do computador, para ler códigos de supermercado, para apontar uma imagem projectada, para fazer operações cirúrgicas, para fazer cortes industriais, etc.? O autor poderia ter contado, se o livro não estivesse já grande, que a palavra laser (acrónimo de light amplification by stimulated emission of radiation) foi inventada por um estudante de doutoramento norte-americano, que lutou durante quase toda a vida pelo reconhecimento em sede de repartições de patentes da ideia desse raio coerente de luz, num dos casos mais prolongados de disputa de propriedade intelectual. O autor preferiu, contudo, e está no seu direito, elencar os vários tipos de laser e listar as suas utilizações mais correntes. Temas recentes ou muito recentes como a holografia, o aproveitamento da energia solar, a produção e visualização de imagens 3D, os novos telescópios e microscópios e os novos sistemas optoelectrónicos são também tratados. Não sobrou, por isso, espaço para falar da recepção destas novidades no nosso país. Talvez por modéstia, só numa breve nota de fim de capítulo revela a quem não souber que grande parte dos estudos dos lasers em Portugal se realizaram na Universidade do Porto...Luís Miguel Bernardo não esquece as humanidades. Abre o livro com um poema sobre a cor de Regina Gouveia, poetisa contemporânea e professora aposentada de Físico-Química, inclui um belo texto de Raul Brandão, extraído de Os Pescadores, sobre as cores do pôr do Sol, e mostra uma imagem de um manuscrito original de Gomes Teixeira que ele próprio desencantou num antiquário portuense, onde o grande matemático deixou escrito: “Os crepúsculos – Os crepúsculos são sinfonias de luz compostas pela Atmosfera com cores que o Sol lhe manda”.Quase a terminar o seu livro, o autor sumaria os progressos da ciência e da tecnologia, que ele tão bem retratou no que diz respeito à óptica, com um optimismo contagiante:“Em três séculos a ciência transformou radicalmente a vida dos seres humanos. Proporcionando-lhes padrões de qualidade material, ética e moral, nunca antes sonhados. Com as actuais taxas de desenvolvimento científico e tecnológico, os progressos que se de verificarão no bem-estar e na qualidade de vida dos homens do século XX serão ainda maiores. “Só resta acrescentar, para que a história da luz e das cores continue: cumpra-se essa previsão!- Luís Miguel Bernardo, “Histórias da Luz e das Cores”, vol. 3, Porto: Editora da Universidade do Porto, 2010.
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April 12 2010, 8:16pm | Comments »
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Livro do Desassossego Tecnológico
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Informação recebida da Robotarium:Apresntação doLivro do Desassossego Tecnológicode Leonel Mourapor Pedro Santos Guerreiro (Director do Jornal de Negócios)Terça-feira, 6 de Abril, 18:00hEspaço RobotariumLxFactoryRua Rodrigues Faria, 103, H021300-501 LisboaT: 213625286À venda na WOOKSinopse:O mundo anda em desassossego. Culpa-se a economia, a política, o terrorismo, o ambiente ou os anacronismos que persistem. Mas esquece-se com frequência o papel da revolução digital em curso. As novas tecnologias alteraram radicalmente os modos de vida, o trabalho, as relações humanas, o pensar, o ser e o estar. Geram ao mesmo tempo inovação e obsoletismo. Impõem mudança e velocidade. Perante isto existem duas atitudes. Resistir ou evoluir ainda mais depressa com base na criatividade.O autor defende a segunda opção.
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April 5 2010, 5:57pm | Comments »
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Últimas do design
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Os nossos leitores não páram de nos surpreender, por exemplo enviando-nos interessantes imagens que encontram na Net e que querem partilhar connsoco e com outros leitores. Como estas de design contemporâneo.
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March 29 2010, 7:12am | Comments »
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História da Engenharia em Portugal
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Informação recebida da Engebook:História da Engenharia em Portugal - 2ª ediçãoISBN: 9789728953430Autor: Franklin Guerra PereiraEditora: PUBLINDUSTRIAPreço: €15,00Número de Páginas: 252Data de Edição: 2010Resumo:“A Engenharia em Portugal foi desde o Renascimento um apêndice da Engenharia europeia, progredindo à custa dela, com raríssimas ideias inovadoras, sempre com capacidade para assimilar o saber alheio mas sem nunca alcançar o pelotão da frente num sequer desses inumeráveis domínios em que a sua actividade se desdobra.”“Este livro não é por isso a história exaustiva da nossa Engenharia, mas apenas um contributo para ela, um subsídio, um esboço, uma perspectiva das suas épocas e momentos mais significativos. Além disso, fica rigorosamente circunscrita ao Portugal continental. A actividade da Engenharia nas antigas colónias e nas ilhas atlânticas extravasa as ambições do livro.”
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March 26 2010, 6:29am | Comments »
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Humor em educação?
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Uma leitora fez chegar-nos o seguinte texto. O estido é humorístico, mas...
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March 22 2010, 6:59am | Comments »
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Uma simulação do voo que acabou no rio Hudson
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Flight 1549 3D Reconstruction, Hudson River Ditching Jan 15, 2009Clique aqui.
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March 19 2010, 7:38am | Comments »
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DÉCADA NOVA, VIDA NOVA?
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Minha crónica no "Sol" de hoje:Completamente imersos como estamos na actualidade, não reparamos na enorme transformação tecnológica que se tem dado nos nossos tempos. A revista America's Heritage Invention Technology, no número de Inverno de 2010, diz que "poucas décadas, se é que algumas, se podem comparar com os primeiros dez anos do século XXI do ponto de vista de saltos tecnológicos no domínio da electrónica de consumo." Veja-se o topten que a revista escolheu:1- Câmara de telemóvel2- Aplicações de telemóvel (IPhone, etc.)3- Música digital4- DVD / Bluray5- GPS6- Redes sociais (Facebook, etc.)7- Laptops8- Gravação vídeo digital9- Livros electrónicos (Ebooks)10- TV com grande ecrã de plasma.Embora nem tudo isso seja estritamente deste século, parece difícil não concordar. Há dez anos, quando a actual década estava quase a começar, não tínhamos, de facto, nem IPhone, nem Facebook, nem Ebooks...O que acontecerá, no domínio das novas tecnologias, na década que agora se aproxima? O físico Niels Bohr, um dos criadores da teoria quântica que proporcionou quase toda a parafernália tecnológica em que vivemos, dizia: “É muito difícil fazer previsões”. E acrescentava, com subtil humor: “Em especial do futuro”. Mas um candidato a profeta não deve falhar se disser que aquelas tecnologias, à medida que os transístores se tornarem ainda mais pequenos, continuarão a evoluir e a inundar as nossas vidas. O mundo será conquistado, no futuro como no passado, pelos inovadores, aqueles que, baseados na ciência e na tecnologia, tiverem ideias capazes de provocar mudanças.Mas, quando algo muda, há sempre muita coisa que permanece. Faz-se o top-ten do que é novo, mas podia-se fazer um top-million do que é velho. A leitura da última das “Dez ideias para os próximos dez anos”, no número de 22 de Março da revista Time funciona um pouco como um balde de água fria sobre as nossas elevadas expectativas de futuro. Intitula-se, por paradoxal que possa parecer, “A era da pasmaceira”. Defende que os tempos não estão, afinal, a mudar como a ficção científica previa, e que também não irão mudar tão cedo. Diz a revista que “os gadgets da era da informação não têm tido, nem de perto nem de longe, o efeito transformador tão grande na indústria e na vida que tiveram a luz eléctrica doméstica, o frigorífico, os fogões eléctricos e a gás, e as canalizações de chumbo na primeira metade do século XX.” E continua: “Será que a combinação do telefone, do ecrã e do teclado foi, de facto, tão revolucionária como o telefone, a televisão e a máquina de escrever originais?”. Boa pergunta!
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March 19 2010, 6:00am | Comments »








