A. J. Ferreira, num muito interessante livrinho acabado de publicar (Novembro de 2009) pelos Bonecos Rebeldes, intitulado "O Cinema chegou a Portugal" (2ª edição revista; a 1ª saiu policopiada em 1986) conta assim a chegada do cinema a Portuga (na foto, o pioneiro inglês do cinema Robert W. Paul, 1869-1943)l:"E seria um desses projectores de Robert Paul, que chamaremos Animatógrafo Rousby, que iria revelar a fotografia animada projectada ao público português - a começar pelo Real Coliseu de Lisboa, que ocupava, na Rua da Palma, o lugar da actual Garagem Liz.O empresário dessa casa de espectáculos, António dos Santos Júnior, era um espírito activo e empreendedor, que não esperava que a Fortuna lhe viesse bater à porta. Ia com frequência ao estrangeiro, ver o que havia no mercado do espectáculo, e contratava o melhor para o seu Coliseu. Depois, fronteiras adentro, negociava os "seus" artistas com outras casas do país, nomeadamente o Teatro-Circo do Príncipe Real, do Porto.Em Maio de 1986, exibia-se no Circo Parish de Madrid (uma das melhores casas de onde os "números" passavam frequentemente para Lisboa) um aparelho de grande novidade, a fotografia com vida, apresentado por Edwin Rousby.Santos Júnior contratou-o, e telegrafou a notícia, como era seu costume, para que a publicidade tivesse início desde logo.O "número" de Rousby era anunciado como "Animatógrapho e Cinematógrapho" (abrangendo assim os dois rivais da especialidade) - e logo os jornalistas lhe adicionaram os nomes de Edison e de Lumière, e terminologia correlativa, para ornamentar os seus parágrafos.Quem fosse Edwin Rousby, não conseguimos ainda descobrir. Dizia-se "electricista de Budapesth", alinhando assim ao lado de Edison, electricista americano. Era um profissional de espectáculos, e casado com uma artista do mesmo ramo, Maud Rousby. Estava por certo em Inglaterra nos princípios de 1896, já que pôde adquirir um Theatrographo de Robert Paul; e para Inglaterra se dirigiu, quando terminou o seu contrato (e o de sua esposa) no Real Coliseu. Mas as entidades cinematográficas inglesas que contactámos desconhecem-no inteiramente.(...) A apresentação à Imprensa, da praxe, redundou num fiasco. O Real Coliseu não tinha luz eléctrica; um gerador alugado às Companhias Reunidas de Gás e Electricidade revelou-se ineficaz; e os 200 convidados tiveram de aceitar as desculpas do Sr. Rousby.A temperatura desse princípio de noite andava pelos 20 graus, e o passeio até ao fim da Rua da Palma não lhes terá sido desagradável, mas o desapontamento deve ter embotado a habitual benevolência das suas linhas noticiosas - o que lhes aumenta a credibilidade.(...) No dia seguinte - 18 de Junho de 1896 - tudo correu satisfatoriamente. Apresentação à Imprensa durante a tarde e espectáculo para o público na soirée.O Real Coliseu tinha em cena uma opereta, O Comendador Ventoinha, em 3 actos; e a novidade foi apresentada num dos intervalos, sem alteração do habitual preço de 100 réis pela Geral.À boca de cena foi colocado o écran de tela branca, com 7 metros quadrados (mais ou menos 3 m por 2,5), numa moldura de pelúcia vermelha. A projecção era feita nas costas do écran, que era humedecido para lhe aumentar a transparência.Este procedimento tinha as suas vantagens: não se via um feixe luminoso por cima dos espectadores, e não se ouvia tanto o ruído da máquina, que era considerável.Na completa escuridão da sala, não faltaram as exclamações impertinentes e obscenas, a ponto de um jornal do dia seguinte pedir a intervenção da Autoridade e a expulsão dos espirituosos.Rousby dava um programa de 8 filmes, que duravam entre 20 segundos e 1 minuto, cada um. Afora programa, exibiu mais 3. Pelos títulos e por algumas descrições do conteúdo reconhecem-se filmes de Edison, de Lumière e de Paul".
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A ESTREIA DO CINEMA ENTRE NÓS
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February 17 2010, 10:58am | Comments »
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A DÉCADA TECNOLÓGICA
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Por vezes, metidos como estamos dentro da actualidade, não reparamos na prodigiosa transformação tecnológica que se dá nos nossos tempos. A revista "America's Heritage Invention Technology", no número de Inverno de 2010, à venda entre nós, diz que "poucas décadas, se é que algumas, se podem comparar com os primeiros 10 anos do século XXI do ponto de vista de saltos tecnológicos no domínio da electrónica de consumo. É difícil não concordar. Vejamos o topten que a revista escolhe:1- Câmara de telemóvel2- Aplicações de telemóvel (IPhone, etc.)3- Música Digital4- DVD / Bluray5- GPS6- Redes sociais7- Laptops8- Digital videorecording9- Ebooks10- TV com grande ecrã de plasma.Embora nem tudo isso seja estritamente deste século, será difícil não concordar...
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February 17 2010, 10:51am | Comments »
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Relógios Públicos em Lisboa
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Informação recebida pelo De Rerum Natura:Palestra de Fernando Correia de OliveiraRelógios Públicos em LisboaData: 25 de Fevereiro de 2010 – 18h00Local: Espaço Sustentabilidade da EDP (Marquês de Pombal)Não perca esta oportunidade, inscreva-se já e traga familiares e/ou amigos.Resumo:O Tempo é uma realidade impalpável mas preciosa e quem detém o poder querapossar-se do Tempo. A relação entre o Tempo e os poderes vários – Religioso, Político, Económico, Científico, Social – é analisada ao longo da História, especialmente quanto ao que setem passado em Lisboa. Desde o primeiro de que há notícia na cidade – o relógio da Sé – passando pelos vários relógios do Paço, ao relógio da Horas Legal, os marcadores de tempo públicos e colectivos, tradutores de centros de poder variados e das várias formas como a cidadefoi vivendo o Tempo.Sobre o autor:Fernando Correia de Oliveira (Lisboa, 1954) é um jornalista e pesquisador do fenómeno doTempo, do fabrico de relógios e da Evolução Mental. Cursou Direito, na Universidade de Lisboa.Jornalista desde 1974, esteve 20 anos com a Agência de Notícias Portuguesa. Fundador da RFM, RGT e depois a TSF. Primeiro português correspondente em Pequim (1988-90). Dez anos com o PÚBLICO, jornal diário de referência português (1993-2002). Especializado em Política Internacional e da Ásia (China, Japão, Coreia). Inúmeras distinções, destancando-se o Prémio Bernard Cabanès e o Prémio NP de Jornalismo. Participações como orador em vários colóquios, como na Academia das Ciências de Lisboa. Tem numerosos livros editados sobre o tempo. Ver mais aqui.
February 15 2010, 4:36am | Comments »
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OBAMA NÃO QUER A LUA
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Ler aqui no Astro.pt o comentário, bem informado, de Carlos Oliveira sobre o cancelamento que Barack Obama fez dos planos para o regresso à Lua.
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February 2 2010, 11:34am | Comments »
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REDESCOBRIR A CORTIÇA
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Unformação recebida da ONG Euronatura:O que foi a Junta Nacional da Cortiça? Quais foram os temas que estavam mais presentes nas suas funções e objectivos? Quais as dificuldades atravessadas pela fileira da cortiça na crise de 1929 e durante a ditadura de Salazar? O que levou ao desaparecimento da Junta ou do Instituto dos Produtos Florestais? Em que medida conhecer o percurso da Junta pode ser útil para as novas instituições corticeiras que estão a aparecer actualmente?Para responder a essas questões, a ONG Euronatura lança o livro Junta Nacional da Cortiça (1936-1972), no próximo dia 28 de Janeiro, pelas 19h, na livraria Aletheia (Rua do Século, nº 13, Lisboa), com a presença do autor, o investigador Ignacio Garcia Pereda e a intervenção do Dr. Dionísio Mendes (presidente da Câmara Municipal de Coruche) e da Dra. Graça Filipe (subdirectora do Instituto dos Museus e da Conservação).A obra é o resultado do projecto de investigação homónimo, realizado pelo programa Promocork.com, cujo objectivo é conhecer e divulgar esta emblemática Instituição, tendo, neste sentido, digitalizado mais de 10 anos dos boletins da Junta Nacional da Cortiça, publicações mensais que apareceram pela primeira vez em 1938 (disponíveis aqui).Num momento em que a fileira da cortiça assiste ao nascimento de novas instituições como o Observatório da Cortiça de Coruche ou o Centro Nacional de Valorização do Montado, de Portel, esta Instituição, da metade do século XX, deve ser justamente reconhecida. Até agora não se tem prestado a devida atenção ao teor e ao impacto das suas funções, nem às vertentes de investigação e divulgação desenvolvidas pelo seu laboratório. É esta falha que este projecto pretende colmatar, contribuindo simultaneamente para um melhor conhecimento da realidade do Estado Novo português.Com esta publicação a Euronatura lança o segundo volume da sua colecção “História e Política Florestal” que pretende contribuir para melhorar o conhecimento nesta área da história contemporânea portuguesa.
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January 27 2010, 11:53am | Comments »
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PREVENIR O TERRORISMO AÉREO
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Minha crónica no "Sol" de hoje:O passado dia 25 de Dezembro podia ter sido um dia trágico na história da aviação. No voo 253 da Northwest Airlines, de Amsterdão para Detroit, quase houve uma explosão provocada por um terrorrista nigeriano, ligado à Al-Qaeda, Umar Abdulmutallab. O jovem de 23 anos tinha escondido dentro da roupa interior, podendo confundir-se com os testículos, 80 gramas de um poderoso explosivo, o tetranitrato de pentaeritrina (PETN). Os passageiros apagaram rapidamente o fogo, iniciado pela introdução de um líquido, com uma seringa, no explosivo sólido, e dominaram o terrorista, que sobreviveu apenas com queimaduras de segundo grau na zona genital. O mesmo explosivo tinha sido usado por um outro terrorrista da mesma organização, o inglês Richard Reid, que o colocou na sola dos sapatos para fazer explodir o voo 63 da American Airlines, de Paris para Miami, a 22 de Dezembro de 2001. O PETN foi sintetizado pela primeira vez em 1891, por um químico alemão, Bernhard Tollens, que, curiosamente, havia estado, uns anos antes, na Universidade de Coimbra a dirigir os trabalhos práticos do Laboratório Chimico (morou mesmo nesse Laboratório, onde hoje funciona o Museu da Ciência).Devido a casos como estes, as medidas de segurança nos aeroportos de todo o mundo têm-se intensificado. Hoje, não podemos levar líquidos a bordo para além de certas quantidades e somos obrigados a tirar os sapatos, colocando-os numa máquina de raios X. Mas haverá mais: estão em teste novas máquinas de raios X que permitem uma espécie de strip-tease digital. Qual é a ciência por detrás de tais dispositivos? Ao contrário das máquinas correntes que verificam a nossa bagagem de mão (e também a de porão), cujo funcionamento se baseia na diferente absorção de raios X pelos vários materiais, os novos scanners emitem raios X de baixa intensidade que são reflectidos pelo corpo da pessoa, produzindo-se num écrã uma imagem anatómica. É como se o sujeito estivesse a ser cientificamente “apalpado”! Com esses detectores teria sido possível encontrar o PETN nas partes íntimas do nigeriano.Os novos detectores colocam vários tipos de problemas, que estão a ser muito discutidos. Talvez o principal seja a defesa da liberdade individual perante uma óbvia invasão de privacidade. Mas há outras questões, como a do alto custo dos aparelhos, que recairá inevitavelmente no público, e a demora adicional nos aeroportos. E há ainda a questão da protecção relativamente às radiações: este problema será, porém, o menor de todos, pois um passageiro, durante um voo de poucas horas, está sujeito a maior radiação natural do que durante os curtos instantes do exame. Seria preciso que um viajante fizesse 2000 exames deste tipo por ano para ultrapassar o limite de segurança. Há, de facto, passageiros frequentes, mas não assim tanto...
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January 22 2010, 2:00am | Comments »
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SOLUÇÕES À PROCURA DE PROBLEMAS
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Post convidado de José Luis Pinto de Sá:Numa crónica de Julho passado num jornal diário, Pacheco Pereira recordava como, nos seus tempos de estudante universitário de Filosofia há 40 anos, era regra os Professores ensinarem o que lhes interessava pessoalmente e até, em particular, o que tinham investigado longamente nos seus doutoramentos, com pouca ligação com o que faria sentido do ponto de vista de uma licenciatura coerente.Não pude deixar de sorrir ao ler isso porque essa situação é também uma tendência nas tecnologias. Não é assim em todas as escolas, não era assim no tempo de estudante de Pacheco Pereira, e mesmo ultimamente a coisa melhorou com a maturação do corpo docente, mas há uns anos nas engenharias também era vulgar um recém-doutorado criar pelo menos uma disciplina de opção sobre o tema que investigara e, em alguns casos, criar até especialidades inteiras de Mestrado e mesmo licenciaturas. A multiplicação de cursos basicamente similares resultou dessa proliferação de doutorados, todos à procura do seu "espaço" próprio, assumida pelas estratégias de algumas escolas.Como disse, nos últimos anos a coisa melhorou, mas há um domínio em que esse subjectivismo persiste e tem cura difícil: o dos temas de investigação. É frequente o recém-doutorado, sobretudo se o seu doutoramento foi um desses tradicionais "à francesa" que o ocupou 6 anos a investigar um assunto muito especializado, quase tudo sobre quase nada, como ironizam alguns, enquanto ia esquecendo o resto que aprendera, é frequente, dizia, continuar a investigar o mesmo tema depois do doutoramento, concorrendo a subsídios e fundos públicos ou europeus por muitos anos.E, quando confrontado com o reparo de que deve procurar ligações à sociedade, aí vai ele à procura de problemas a que possa aplicar os temas que conhece e em que deseja continuar a publicar, dada a importação do lema americano do publish or perish. E muitas vezes conclui que a tal sociedade é atrasada e não o merece, visto não apresentar nenhum problema para a solução que ele domina e que lhe parece evidente ser o centro do mundo. E, se quando fez o doutoramento não era já docente universitário, vira-se para o Estado e exige-lhe emprego.Claro que é possível inverter os termos deste binómio solução-problemas. Mas para isso é preciso que o Estado que financia os doutoramentos incorpore as entidades empregadoras na própria definição dos seus temas. Há muitos países avançados onde o Estado só financia investigações universitárias em tecnologia se houver comparticipação empresarial nesses financiamentos. Claro que para tal é preciso que as empresas (privadas e públicas) tenham estratégias tecnológicas, e para ter estratégia tecnológica é precisa segurança financeira, sem o que uma empresa vive obcecada pelas vendas e compromissos de pagamentos, a prazo não superior a um ou dois anos; e é preciso que, se for pública, não viva apenas para fazer boa figura perante a tutela governativa, que tem um ciclo de vida não superior ao ciclo eleitoral.Ora nenhum desenvolvimento tecnológico leva tão pouco tempo a criar e a chegar a frutos, a não ser que consista na simples compra "chaves na mão" de algo feito lá fora, para eleitor ver...Mas, também nas áreas não-tecnológicas o Estado pode promover uma maior ligação entre os temas de Investigação e as necessidades sociais. Porque há-de o Estado português financiar bolsas de doutoramento em História sobre a representação material da realeza assíria, por exemplo, quando não temos nenhuma base de conhecimento particular nem interesses estratégicos no Iraque, e deixar a outros a investigação histórica sobre a formação das cidades angolanas, coisa que devia interessar ao nosso Ministério de Negócios Estrangeiros (nos EUA é a CIA que muitas vezes apoia essas investigações)? Ou porque não se relacionam os doutoramentos em Sociologia às necessidades de integração das minorias étnicas imigrantes, com o apoio das Câmaras Municipais, como nos EUA?Tenho um colega mais novo que se doutorou nos EUA há uns anos sobre a aplicação da teoria dos jogos e em particular dos conceitos de Nash à formação de preços em mercados competitivos de energia. O projecto era financiado por uma entidade interessada, e provavelmente a primeira em que pensarão será numa qualquer petrolífera. Mas não. Quem financiava esse projecto era o equivalente ao nosso Ministério Público, que queria ter meios para a detecção de fenómenos de cartelização na referida formação de preços. Imaginem termos também um Ministério Público assim...
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January 19 2010, 5:56pm | Comments »
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O TELEMÓVEL E O ALZHEIMER
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Habitual destaque de fim de semana para a coluna "Whats New" do físico Robert Parks, desta vez traduzido:ESPERANÇA DE VIDA: SE FOR UM RATO DEMENTE E TIVER UM TELEMÓVELUm estudo da doença de Alzheimer realizado pelo Alzheimer's Disease Research Center da Flórida descobriu que a radiação dos telemóveis protegia as células de ratos alterados geneticamente para terem doença de Alzheimer.O estudo foi conduzido pelo professor Gary Arendash que já tinha encontrado antes que o café podia proteger contra o Alzheimer. Hmm, eu não me consigo lembrar se já tomei o meu café hoje...Se a exposição às microondas for iniciada quando os ratos sujeitos a Alzheimer são jovens, antes que os sinais dos problemas de memória se tornam aparentes aparentes, a sua capacidade cognitiva fica protegida. Os ratos foram alterados geneticamente para desenvolver placas de proteína beta-amilóide que é característica de Alzheimer à medida que se envelhece.Robert Parks
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January 9 2010, 10:59am | Comments »
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Investigação Científica
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As PME (Pequenas e Médias Empresas, que representam 90% do tecido industrial e sensivelmente a mesma percentagem do emprego) não têm capacidade financeira, nem de recursos humanos, para fazer investimento de longo prazo em I&D;e muito menos de suportar I&D;de risco. Na verdade, o I&D;de risco é muito importante porque permite avanços significativos, em caso de sucesso na investigação, e produtos que podem ser diferenciadores no mercado. O problema é que o risco não permite que empresas pequenas, sem cultura de investimento em I&D;, o possam fazer.É aqui que entra o estado e a política de I&D;nacional. Um governo tem de ter uma acção concertada no apoio às empresas (o que significa apoio às PME porque, de facto, elas são a economia) e no suporte ao seu desenvolvimento.Coisas aparentemente simples, mas que se tornam complicadas em Portugal:O Estado tem de:1. Pagar a tempo e horas;2. Incentivar a exportação, reduzindo impostos de forma significativa a empresas exportadoras. Isto tem de ser um imperativo nacional;3. Incentivar a contratação efectiva de pessoas com formação superior, reduzindo os impostos às empresas que o fazem. Isto é apostar no futuro;Em termos de I&D;tem de:4. Fomentar o aparecimento de novas empresas que resultem da I&D;efectuado em Universidades e Centros de Investigação: incubação de ideias e empresas, apoio no desenvolvimento de projectos, aceleração de empresas e suporte a parques de ciência e tecnologia;5. Incentivar a relação entre empresas e as instituições de I&D;portuguesas, apoiando de forma efectiva projectos de I&D;em consórcio que tenham em mente resultados de médio e longo prazo: apoiar significa investir, colocar dinheiro em projectos em consórcio que tenham avaliação internacional do seu valor científico. Só as universidades e centros de I&D;podem suportar o I&D;de risco, tendo por base fórmulas de financiamento que incluem uma parte pública nacional (via FCT), uma parte pública internacional (via União Europeia) e uma parte privada (das empresas);6. Definir com clareza as áreas prioritárias para o país, canalizando para essas áreas o investimento público em I&D;. Não é possível que um país tão pequeno como Portugal disperse o pouco dinheiro que tem por todas as áreas científicas. Não pode, não faz sentido. Tem de ter a coragem e a clarividência de definir prioridades, concentrando uma percentagem significativa do seu investimento nessas áreas. Ou seja, o investimento tem de ser estratificado por prioridades. É uma questão de gestão de recursos. Aliás, a UE faz isso mesmo com os seus programas-quadro. Define uma agenda de I&D;e abre concursos somente nas áreas que definiu.7. Apoiar efectivamente a presença dos grupos de I&D;portugueses nos programas quadro da União Europeia, complementando assim o financiamento nacional e equilibrando o investimento nas áreas não prioritárias que não obtiveram financiamento nacional. Verifica-se um menor sucesso nacional em termos de projectos europeus. Isso significa que Portugal tem de ter uma presença efectiva nos centros de decisão, nas várias unidades de I&D;da UE, com capacidade de influência e de apoio na elaboração e acompanhamento de candidaturas. A noção que tenho, depois de vários projectos europeus que tive aprovados, é que o apoio nacional é muito incipiente.Em vez de gastar rios de dinheiro em obras públicas (estilo TGV), que beneficiam essencialmente empresas de fora do país (fornecedoras de tecnologia), dão emprego a pessoas pouco qualificadas e essencialmente constituídas por emigrantes (nada contra, mas não é, penso eu, prioridade do país dar emprego a emigrantes), e são investimentos sem retorno, faria todo o sentido investir na "alta velocidade" que é criar condições para tirar partido dos Portugueses: das suas instituições de I&D;(muito boas e preparadas), dos projectos em consórcio (como forma de fazer avançar as empresas com I&D;de risco) e do investimento nas pessoas com formação superior (a melhor forma de transferência de conhecimento entre a universidade e a sociedade). Isso significa perceber que temos de contar connosco próprios e com aquilo que fomos capazes de aprender e construir.Mas isso coloca o foco na necessidade de planear e definir objectivos nacionais, coisa complicada num país que não gosta de planear e muito menos de avaliar. My two cents...
January 5 2010, 4:26am | Comments »
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WARNING! CELL PHONES ARE FOUND TO EMIT BULLSHIT
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Ainda os supostos perigos dos telemóveis no habitual destaque semanal que damos à coluna do físico Robert Park, que semanalmente vai denunciando tretas:"From San Francisco to Maine there is a campaign to require cancer warning labels on cell phones. Fact: cell phone radiation doesn’t cause cancer. Cancer agents break chemical bonds, creating mutant strands of DNA. Microwave photons cannot break chemical bonds. This is not debatable. In 1989, Paul Brodeur, a staff writer for the New Yorker, claimed in a series of sensational articles that electromagnetic fields from power lines cause childhood leukemia. Brodeur, however, understood none of this and when virtually every scientist agreed that it was impossible, Brodeur took their unanimity as proof of a massive cover-up. Other anti-science know-nothings followed Brodeur’s lead, shifting their attack to cell phone radiation. Cell phones have since spread to almost the entire population, but with no corresponding increase in brain cancer. Case closed."Robert Park
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December 26 2009, 3:30am | Comments »






