Foi publicada em cima da hora do jantar a lista dos Secretários de Estado do novo Governo, empossado na segunda-feira. O número de twitters duplicou. Colmatando a saída de @AscensoSimoes, temos agora para tuitar em directo da governação os @czorrinho e @marcperestrello A lista: Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro: José Almeida Ribeiro Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação: João Gomes Cravinho Secretário de Estado dos Assuntos Europeus: Pedro Lourtie Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas: António Braga Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento: Emanuel dos Santos Secretário de Estado do Tesouro e Finanças: Carlos Costa Pina Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais: Sérgio Vasques Secretário de Estado da Administração Pública: Gonçalo Castilho Secretário de Estado da Juventude e do Desporto: Laurentino Dias Secretária de Estado da Modernização Administrativa: Maria Manuel Leitão Marques Secretário Estado da Administração Local: José Junqueiro Secretária de Estado da Igualdade: Elza Pais Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar: Marcos Perestrello Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna: José Conde Rodrigues Secretária de Estado da Administração Interna: Dalila Araújo Secretário de Estado da Protecção Civil: Vasco Franco Secretário de Estado da Justiça: João Correia Secretário de Estado da Justiça e da Modernização Judiciária: José Magalhães Secretário de Estado Adjunto, da Indústria e do Desenvolvimento: Fernando Medina Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor: Fernando Serrasqueiro Secretário de Estado do Turismo: Bernardo Trindade Secretário de Estado da Energia e da Inovação: Carlos Zorrinho Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural: Rui Barreiro Secretário de Estado das Pescas e Agricultura: Luís Vieira Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações: Paulo Campos Secretário de Estado dos Transportes: Carlos Correia da Fonseca Secretário de Estado do Ambiente: Humberto Rosa Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades: Fernanda Carmo Secretário de Estado da Segurança Social: Pedro Marques Secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional: Valter Lemos Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação: Idália Moniz Secretário de Estado Adjunto e da Saúde: Manuel Pizarro Secretário de Estado da Saúde: Óscar Gaspar Secretário de Estado Adjunto e da Educação: Alexandre Ventura Secretário de Estado da Educação: João Mata Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior: Manuel Heitor Secretário de Estado da Cultura: Elísio Summavielle No total, são 38 os secretários de Estado do XVIII Governo Constitucional. Na segunda-feira tomara já posse como secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros João Tiago Silveira.
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Publicada a lista dos Secretários de Estado: twitters aumentam 100%
http://pauloquerido.pt/politica/publicada-a-lista-dos-secretarios-de-estado-twitters-aumentam-100/
October 28 2009, 3:59pm | Comments »
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A campanha em menos de 140 car.
http://pauloquerido.pt/politica/a-campanha-em-menos-de-140-car/
Paulo Ferreira, director-adjunto do Público, é o autor desta notável síntese do que foi a campanha eleitoral para as legislativas portuguesas de 2009. Publicou-a no Twitter (where else?), no sábado antes do acto eleitoral, o dia da “reflexão”. Merece bem ser fixada em artigo para arquivo, conferindo-lhe notoriedade para além da web em tempo real.
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September 26 2009, 11:30am | Comments »
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The Twitter Times, o seu jornal instantâneo
http://pauloquerido.pt/tecnologia/the-twitter-times-o-seu-jornal-instantaneo/
O conceito nada tem de extraordinário e vários outros sites permitem agregar e separar tweets e links de forma a extrair deles melhor informação. Mas a aproximação, a embalagem e sobretudo a simplicidade são os factores diferenciadores deste The Twitter Times, um serviço recentíssimo, que se anuncia como “um jornal personalizado em tempo real, gerado a partir da sua conta Twitter“. O video de explicação (ver mais à frente) é, para já, a única perspectiva que podemos ter sobre as intenções dos autores: o site arrancou em beta por convite e não tem blog. Apenas tem conta Twitter: TwtTimes. É por ela que ficamos a saber que a fase alfa privada começou no dia 1 de Agosto. Mas só este mês o serviço arrancou realmente. O principal ingrediente é o aspecto de jornal. O serviço vai buscar os tweets dos nossos followers, separa os que têm links e cria um jornal personalizado com base nesses links, sejam eles de notícias de imprensa, de blogs ou outras fontes. Ainda acrescenta valor, na forma que se está a tornar convencional: descobre quantas pessoas, dentro e fora da nossa rede, também usaram cada link, de forma a estabelecer uma hierarquia de importância. É curioso ver um webservice americano num domínio espanhol: The Twitter Times está no domínio twittertim.es. Em termos de design, o The Twitter Times divide-se em duas colunas: “What’s Hot” e “Top News History”. A primeira é a de construção rápida, enquanto a segunda identifica histórias que ficam mais tempo nas timelines. Não podia faltar o botão de retweeting e a lista de quem partilhou cada link.
The Twitter Times – Video Tour from Maxim Grinev on Vimeo.
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September 20 2009, 8:00am | Comments »
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Um balanço do impacto do Twitter este ano
http://pauloquerido.pt/tecnologia/um-balanco-do-impacto-do-twitter-este-ano/
No Verão dei as seguintes respostas a um dos muitos questionários e entrevistas que este ano, sobretudo, me têm chegado. Pergunta – Primeiro lançou o TwitterPortugal, depois o TwitterPortugal Blog; que balanço faz do crescente impacto do Twitter nos portugueses nestes últimos meses? O Twitter veio para ficar ou brevemente passará de moda? Resposta – O balanço é rápido: depois de uma fase de grande crescimento, temos agora menos adesões dos portugueses. A rede cresce, mas mais devagar. O webservice Twitter, como o conhecemos, está sujeito às leis do mercado e poderá ter uma vida mais ou menos curta em função da capacidade e objectivos dos seus dirigentes. O Twitter enquanto legado técnico, veio para ficar. É uma layer comunicacional quase ao nível do protocolo. Daqui a 10 anos olharemos para trás, para os primeiros tempos do Twitter, e veremos o que hoje vemos, por exemplo, nos newsgroups, que foram a moda, se quiser, no início dos anos 90, e hoje não são — mas continuam, aperfeiçoados e com cada vez mais utilização. P – No comentário a um dos artigos do seu blog Certamente escreveu o seguinte “Usando cores básicas eu diria que a comunicação é clara e a propaganda é escura”, de que cor seria o Twitter tendo em conta que pode ser simultaneamente uma ferramenta de comunicação e de propaganda? R – O Twitter é como o papel de jornal: não tem cor. As cores estão na tinta com que passamos as mensagens. No Twitter, como nos jornais, como principalmente nos blogs, há comunicação, há informação, há conhecimento, mas também há propaganda e desinformação. P – As marcas e as empresas de Webmarketing devem aderir ao Twitter ou é um erro encarar o Twitter como uma ferramenta publicitária? R – Não tenho uma resposta clara sobre a primeira questão — não considero obrigatório aderir. Num universo de abundância de meios e de canais de comunicação, em rede, o importante é escolher quais os meios e canais mais adequados ao que pretendemos comunicar. Agora, que ninguém tenha ilusões: não há meio de comunicação que não seja, também, uma ferramenta publicitária. P – O Twitter pode vir a ter influência no futuro dos jornais? De que modo poderá ele ser utilizado pelos jornalistas? R – No futuro? Não. O Twitter está a influenciar os jornais HOJE. Não apenas em termos da operação jornalística — remetendo aqui para o dossiê Irão para se perceber com um caso real e muito próximo a latitude dessa influência — mas também em termos da operação de distribuição. Não quero dar valores, que aliás variam em função da presença de cada meio no Twitter, mas revelo que o Twitter é hoje uma fonte de tráfego — isto é: de leitores — importante. Nalguns casos, muito importante. P – O JournalistTweets e o Muckrack já funcionam como agregadores de jornalistas em vários países. Para quando algo do género em Portugal? R – já existe :) Está em versão beta em http://jornalist.as. P – Em 140 caracteres dê a sua definição pessoal do que é o Twitter. R – O Twitter é uma ferramenta comunicacional com uma versatilidade espantosa. (Publicado em simultâneo com TwitterPortugal Blog)
September 15 2009, 3:00am | Comments »
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FollowFriday: números do orgulho que se tornou num obstáculo
http://pauloquerido.pt/media/followfriday-numeros-do-orgulho-que-se-tornou-num-obstaculo/
Há já algum tempo que andava para escrever isto. O movimento #FollowFriday perdeu o sentido e de emblema da espontaneidade das redes sociais passou a elemento dissuasor da frequência do Twitter à sexta-feira. Deixei gradualmente de participar mas experimentei alternativas que podem recuperar este antigo orgulho da rede Twitter. No início o FollowFriday foi um sucesso que contribuiu para o aumento saudável do número de interacções no Twitter. O seu princípio era simples: cada pessoa recomendava contas que considerava especialmente merecedoras de serem seguidas pelos seus leitores, caso não o fizessem já. Era uma forma de aumentar os níveis de participação, estimulando cada nó da rede a ligar-se directamente a outros nós, provavelmente interessantes pois a recomendação vinha de um nó comum. E funcionou com resultados notáveis. As redes alargaram-se. Contudo, depressa se descobriram dois efeitos perniciosos: aumentou o nível de ruído à sexta-feira e perdeu poder como método de recomendação. Ruído nas timelines Primeiro, a quantidade de recomendações tornou as timelines difíceis de ler à sexta-feira. Os tweets contendo o identificador #FollowFriday dispararam desde Março, altura em que o movimento se implantou um pouco por todo o mundo e também em Portugal. O seguinte quadro contém informação colhida na base de dados do TwitterPortugal, que rastreia mais de 10.000 contas portuguesas.
dia tweets FollowFriday percentagem 6 Março (*) 5.519 10 0,18 27 Março 10.100 228 2,26 10 Abril 9.574 390 4,08 15 Maio 10.686 714 6,69 12 Junho 8.045 404 5,02 17 Julho 25.261 1.277 5,05 14 Agosto 22.618 1.536 6,79 11 Setembro 34.914 1.555 4,45
(*) 6 de Março é a última sexta-feira antes da divulgação em Portugal do fenómeno #FollowFriday
Se tivesse levado em consideração, no quadro, os feeds de jornais e blogs e outros automatismos, deixando apenas os tweets “humanos”, a percentagem disparava para o dobro ou triplo. Também não considerei as etiquetas alternativas que entretanto muitos adoptaram. Como se nota, o #FollowFriday institucionalizou-se, ao ponto de se tornar quase uma obrigação. A pergunta é: ainda produzirá efeito? Prémios & retribuições Maija Haavisto, autora finlandesa do que será o primeiro livro sobre Twitter no seu país, acha que não. Dá um exemplo pessoal: numa sexta-feira recente recebeu 7 recomendações e NENHUM NOVO follower. Como em regra sucede com os incómodos visuais (não é sequer exclusivo da web), os nossos olhos habituam-se ao “obstáculo” e passam por cima. A maioria de nós suporta o #FollowFriday em nome da boa educação, mas ignora as recomendações. Sendo uma forma de destaque, depressa o #FollowFriday passou a instrumento. Damos o “prémio” de um FollowFriday a quem nos é simpático — ou a quem queremos pareceber simpáticos. Distribuimos FollowFridays como retribuição a quem nos recomendou. Não que eu seja contra este tipo de socialização: interessam-me os seus efeitos e nessa medida faço coro na chamada de aenção para o desvirtuar da iniciativa. Num artigo para o TwiTip Maija Haavisto pede mesmo uma #FollowFriday revolution. Sugere uma metodologia: explicarmos a razão de cada recomendação. Tentei esta aproximação nos meses de Verão e não fui o único. tenho visto utras pessoas procurarem manter a dignidade de uma dos mais bonitas invenções saídas do colectivo de utilizadores de redes sociais. Não estou certo dos resultados, mas pelo menos considero-a um avanço. Permite-me olhar de novo para quem é recomendado porque sei que quem recomenda o faz com critério. Não penso que seja boa ideia fazer campanha para banir o #FollowFriday. Mas se cada um de nós, na próxima sexta-feira, pensar duas vezes em quem recomenda, quantos recomenda, porque recomenda e nos que terão de filtrar o excesso de recomendações da sua timeline, o movimento #FollowFriday terá ganho.
September 14 2009, 9:30am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Como as redes sociais podem mudar a história
http://pauloquerido.pt/media/como-as-redes-sociais-podem-mudar-a-historia/
Republico este video de uma das recentes, famosas TED Talks com um recado duplo, por motivos diferentes. Para Marcelo Rebelo de Sousa. E para o Partido Socialista — levantem o som ao limite, baixem as persianas, schiu!, e prestem atenção exclusiva a partir do 15º minuto. Talks Clay Shirky: How Twitter can make history “While news from Iran streams to the world, Clay Shirky shows how Facebook, Twitter and TXTs help citizens in repressive regimes to report on real news, bypassing censors (however briefly). The end of top-down control of news is changing the nature of politics”
June 18 2009, 2:33am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Twitter: perguntas com resposta
http://pauloquerido.pt/tecnologia/twitter-perguntas-com-resposta/
Aproveitando uma entrevista que me foi feita há dias, eis um conjunto de perguntas sobre o Twitter com resposta para toda a gente ler, independentemente do seu grau de conhecimento sobre o serviço ser nenhum, algum ou muito. P. As pessoas reduzem o Twitter a «uma mistura de blog, messenger e SMS». A fórmula é simples e não particularmente inovadora. Partamos do princípio de que estamos a falar para analfabetos: porque raio é que é uma ferramenta tão atractiva? R. Pela versatilidade e simplicidade. As outras redes sociais pesam e complicam. E são lentas. O Twitter é leve, ubíquo (usas no computador, no telemóvel, no gadget…), instantâneo, viral.
P. De que forma é que um anónimo se pode tornar um twitter influente? Há técnicas para atrair seguidores? R. A fórmula para a influência é sempre a mesma: trabalho, valor acrescentado, perseverança e humildade. O Twitter não é diferente das outras redes e meios de comunicação. É igual. Apenas mais simples, versátil e rápido. O que distingue os meios online é precisamente o acesso aberto a pessoas sem o dinheiro necessário para montar um jornal, revista ou rádio. Técnicas para atrair seguidores, há algumas. Mas o seu uso pode ser perigoso, como se tem comprovado com as empresas, que curiosamente não aprenderam a lição dos blogs e insistem em cometer os mesmos erros. P.Achas que o Twitter, pela forma como está a ser usado por alguns políticos portugueses, poderá mudar a nossa relação com a vida política? R. Acho. Os exemplos começam a notar-se. Penso que o Twitter pode levar um pouco mais longe a revolução que a auto-edição — os blogs — já tinha introduzido no relacionamento do triângulo política - meios - cidadãos. O empowerment — talvez um pouco empolado no início — é real e está bem patente na quantidade de novas vozes que se fazem hoje ouvir no espaço público. O Twitter alia à capacidade viral — maior que em qualquer outra rede que eu tenha visto, é fogo! — a capacidade de debate, de troca de ideias. A obrigatoriedade dos 140 caracteres por mensagem é uma benção: obriga a passar a ideia, descartando os salamaleques e deferências. Depois, não há mediação, humana ou tecnológica. O que é, é. Isto significa, por outro lado, que o Twitter é mais adequado às pessoas que tenham da política uma visão aberta, e nada adequado a quem foi treinado para olhar as relações de uma forma vertical. As redes sociais serão instrumentos indispensáveis à actividade política democrática moderna: permitem tomadas de decisão rápidas e adequadas, pois aceleram e facilitam a comunicação entre os decisores e os alvos das decisões. Pessoalmente, penso ainda que a espontaneidade dos cidadãos tem nas redes sociais um púlpito e no Twitter a rede de comunicações necessária às acções de massas. A devolução, por assim dizer, da espontaneidade ao espaço político, de onde foi afastado pela rigidez das marcações próprias do espectáculo mediático. A prova: o movimento que em Fevereiro surgiu e culminou num petição para que Marcelo Rebelo de Sousa fosse cabeça de lista do PSD às europeias. Ironicamente para Marcelo, tornou-se o sujeito do primeiro facto político criado por cidadãos sem nome nos — nem acesso aos — meios tradicionais.
P.Não param de aparecer estudos que condenam as redes sociais, associando-as a mudanças hormonais, risco de cancro, demência, ataques cardíacos e o diabo a quatro… Como reages a isto e o que achas que se pretende realmente com esta visão apocalíptica? R. Esse é o trabalho dos cientistas sociais. É óptimo que o desenvolvam e aprecio em especial o facto de hoje já o fazerem em tempo útil. Na primeira década da web andámos às escuras, sem o apoio dos estudos. É claro que se produzem estudos para todos os gostos e é saudável que assim seja. A vida é complexa e contraditória. Talvez alguns tenham um prazer especial em projectar a sua ignorância, quando não ódio, sobre o que identificam erradamente como o inimigo — tudo o que mexe na Internet –, escudando-se nos estudos negros, que realçam sob o pretexto da notícia. Admito que há casos desses, vi-os já este ano nas nossas televisões, mas considero-os irrelevantes e anedóticos. Como tal, fazem parte. P.A Susan Greenfield, que se fartou de tecer acusações desse tipo, disse qualquer coisa como «receio que a conversação real seja substituída por diálogos fáceis e higiénicos no ecrã – da mesma forma que a caça foi substituída por embalagens de carne no supermercado. Talvez as gerações futuras reajam com a mesma repugnância à imprevisibilidade e envolvimento pessoal imediato de uma interacção real». Na tua opinião, estará o ‘poder das feromonas’ em risco? R. Vou responder simplesmente isto: LOL. P.E será que nas redes sociais nos tornamos todos muito mais atraentes? R. Como? Onde? Também quero! Não. A base tecnológica das redes sociais de que estamos a falar não tem mecanismos para nos modificar a imagem. As redes sociais expõem os indivíduos uns aos outros como eles são. As projecções, nestas como nas redes sociais de outras bases, podem sempre ocorrer. A diferença é que aqui são mais depressa desmistificáveis. P.Outra acusações prendem-se com a ideia de que tudo é um negócio. Já se falou da relação entre o Facebook e o fornecimento de dados dos utilizadores aos seus anunciantes. Há dinheiro por detrás do Twitter? R. Há, a rodos. Há semanas a empresa por detrás do Twitter recebeu um suplemento de 15 milhões de dólares, se não estou em erro, do capital de risco americano. Eles não pediram financiamento: nesta altura não precisam e disseram-no claramente. O dinheiro foi ter com eles por iniciativa própria. Quanto às acusações: claro que é tudo um negócio. As indústrias culturais, incluindo o entretenimento e a informação, são negócios. Já eram negócios antes da Internet. Essas são as queixas típicas dos perdedores. Gosto mais dos novos players destas indústrias, a começar pela musical, que dos antigos, dos analógicos. O digital é menos propício ao roubo e à exploração do consumidor. P.Tenho para mim que o Facebook é uma espécie de Hi5 em versão mais adulta e para pessoal que se considera mais sofisticado. O que faz com que haja diferenças entre os utilizadores de uma rede e de outra? O que determina estas tendências? R. As mudanças são determinadas por 3 coisas. A menos importante é o interface. Um site com uma imagem adequada a adolescentes atrairá maior número deles que um site com apresentação sóbria. A segunda é a utilidade. O que podemos fazer no — mas também com o — serviço ou rede. Um adolescente consome e explora, um jovem adulto quer mostrar o seu valor, um adulto procura grupos de interesses. A terceira é, provavelmente, a mais importante, ainda que a sua importância esteja sub-avaliada. É o tempo. A fase de evolução em que cada sociedade, ou país, se encontra, numa escala que combina a informática (modelos mais ou menos modernos dos computadores) com o acesso à Internet em banda larga e com a taxa de penetração de ambas. P.Julgo que o espírito de «conhecer pessoas via internet», o clássico «de onde teclas?», tem vindo a passar de moda. Porque é que isso aconteceu e qual será agora o maior objectivo de quem usa estas ferramentas? R. De notar que há já gerações activas no mercado de trabalho que tinham Internet em casa aos 6 anos. O “dd tc” foi para elas igual ao “olá, quantos anos tens?” da primária. A demografia é a explicação para isso (como para tantas outras coisas). O objectivo depende muito da fase. Há 10 anos os internautas dividiam-se em dois grandes grupos: uma pequena minoria de geeks, que “faziam” a Internet e a informática e que gozaram de grande prestígio pois que a eles recorriam todos os outros, a maioria que estava toda no mesmo patamar de conhecimento. Hoje o segundo grupo não existe. Pulverizou-se em dezenas de sub-grupos. Assim, cada grupo tem 1 grau de conhecimento diferente. O meu grupo, o dos jornalistas que gostam de programar, tem o objectivo de alargar a sua audiência e sofisticar o relacionamento com elas, sem deixar de olhar para os sítios de onde chega o futuro. Quem acabou de aderir ao Facefook vai à procura dos seus conhecidos e de grupos para começar a integrar-se. P.Será que alguma vez estas ferramentas de comunicação irão passar à história? A pergunta é lixada, mas… o que se prevê para o futuro? R. Qual é a escala? Todas passarão à história mais tarde ou mais cedo. O que sei: a capacidade computacional e de arquivo de informação é hoje bastante maior do que a imaginação humana é capaz de usar, logo espero uma explosão de criatividade sem par na História. Uma ilustração? Para editar uma página na web, há 10 anos, era preciso saber algo de HTML e FTP. 5 anos depois, bastava saber usar o browser e o rato. Hoje eu monto a minha própria rede social sem precisar saber uma linha de programação. Aplicações complexas, acessíveis apenas a grandes equipas de programadores, hoje são módulos utilizáveis, quais peças Lego, por 1 criança a brincar às mercearias (virtuais). Para os próximos 3 a 5 anos devemos esperar verdadeiros avatares — não a fotografia ou imagem que hoje passa por avatar, mas “representantes pessoais” ainda relativamente toscos, que (inter)agirão em nosso nome no espaço comunicacional difuso, emitindo mas sobretudo recolhendo e separando. Devemos esperar imersão total na comunicação e, desta decorrente, o fim de qualquer ilusão de privacidade para quem mergulhe. Devemos esperar a união do espaço comunicacional num único meio difuso e ubíquo: e-mail, blogs, jornais, televisão, mensagens pessoais, privadas ou públicas, socialização, etc, tudo em qualquer aparelho, tecnologia de transporte, e lugar. Devemos esperar muito mais do que eu sou capaz de imaginar, quanto mais responder aqui :) Nota: artigo publicado em acordo com TwitterBlog
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March 27 2009, 4:00am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Sátira animada ao Twitter
http://pauloquerido.pt/media/satira-animada-ao-twitter/
Eestamos agora a entrar na fase bem humorada em relação ao Twitter, com os cómicos profissionais a substituirem — com evidente vantagem — os palhaços de circo. Ora divirtam-se com esta sátira animada:
(Via TwitterPortugal Blog)
March 22 2009, 3:12am | Comments »
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O verdadeiro “campeonato” do Twitter
http://pauloquerido.pt/tecnologia/o-verdadeiro-campeonato-do-twitter/
Este ano começou sob o signo do Twitter. Uma verdadeira febre assaltou os jornais e televisões, não se passa uma semana sem um artigo, notícia ou reportagem sobre o fenómeno e, por arrasto, os social media. Só um ermita mal informado pode achar que este media frenzy em torno do Twitter é exclusivo nacional e não passa de uma borbulhenta “moda”. Depois da mediática e da política, também a América do dinheiro vive fascinada com os gráficos de crescimento mais empinados de que se recorda. Em Fevereiro, dados da ComScore, 4 milhões visitaram o site a partir dos Estados Unidos, contra 2,6 milhões no mês anterior. Uma taxa de crescimento de 55% AO MÊS, comparada com os 33% registados em cada um dos 2 meses anteriores. Um disparo brutal. E o site só representa uma parte da utilização. A maior parcela, mas uma parcela que andará pelos 40% apenas; o resto do uso do serviço vem por centenas de outros interfaces, muitos dos quais em aparelhos móveis, que rivalizam no acesso através da API - o mecanismo que permite a essa legião de terceiros construir serviços e produtos em cima do Twitter. (Eu, por exemplo, uso o TweetDeck, um programa mais versátil que me permite organizar as minhas 3.700 fontes; e injecto informação - como os títulos dos artigos que escrevo aqui no Expresso - através de mais dois serviços, um dos quais feitos à mão.) A febre mediática passou o Atlântico, a caminho do Brasil, onde na semana passada a quantidade de notícias disparou por seu turno. Enquanto nestes países o interesse se resume a “o que é o Twitter” e “para que serve o Twitter”, nos EUA os últimos dias foram dominados por assuntos bem mais caros, digamos assim. A confirmação de rumores antigos sobre a tentativa de aquisição por parte do Facebook, num negócio que ascenderia a 500 milhões de dólares, e os rumores, estes frescos, de um alegado interesse da Google que o CEO Eric Schmidt não confirmou nem desmentiu, estiveram na ordem do dia. Contudo, mais que as alucinadas verbas com que os jornais e blogs sempre se encantam nestas situações, outros elementos surgiram na última semana, indicando qual é, afinal, o “campeonato” do Twitter.
Não queremos mais capital Comecemos por dizer que o Twitter não tem receitas. Ninguém entendeu, ainda, de que pode o Twitter sobreviver quando se acabar o capital de risco. Aparentemente, os menos incomodados com a situação são os detentores de dinheiro. Apesar das polidas recusas dos fundadores, Jack Dorsey, Biz Stone, e Evan Williams, que dizem viver bem com os 20 milhões de funding iniciais, as empresas de capital de risco saltitam em torno deles com cheques na mão. Mas um homem não é de ferro e o financiamento vai agora em 55 milhões. Os experts “aconselham” Williams, o CEO, e Stone, a figura pública, a meter publicidade nas páginas. Os desenvolvedores de aplicações e serviços pedem, por favor, para pagar! Querem mais acesso à API, que tem limites de utilização muito duros. (Eu estou, muito humildemente, neste grupo: disposto a pagar uns dólares mensais para ter mais de 100 acessos por hora àquela maravilhosa base de dados.) Mas o Twitter continua sem receitas e a fazer orelhas moucas a todos. Porquê? Há dias uma das figuras conhecidas dos social media, Jason Calacanis (CEO da Mahalo), disse que pagava 125.000 dólares por ano, adiantando 250.000 por dois anos em cheque ao portador, simplesmente para ter o seu nome de utilizador numa página nova que o Twitter passou a mostrar aos novos utilizadores no final do processo de inscrição. Uma página contendo 100 sugestões de utilizadores a “seguir” (no Twitter não há “friends” como no Facebook e outras redes, mas sim “followers”). Estalou uma discussão sobre se Calacanis estaria doente, se era um golpe de marketing, ou se devia ser levado a sério. Para começo de conversa: ele propôs a compra directamente a Evans, só depois o disse publicamente. Estava a sério. Contas?
Não queremos o Superbowl “Acredito que no prazo de 5 anos cada lugar do top 20 da lista de recomendações valha 1 milhão por ano“, escreveu Calacanis, equiparando o Twitter ao intervalo do Superbowl. Erick Schonfeld interpretou no TechCrunch (How Much Is A Suggested Slot On Twitter Worth? Jason Calacanis Offers $250,000 ): “Calacanis pretende fixar o preço agora pois acredita que é uma grande oportunidade de marketing. É vulgar as pessoas da lista de sugestões ganharem 10.000 novos “followers” por dia. Isto dá 3,6 milhões por ano e mesmo que metade deixe de subscrever, ainda resta um canal directo para mais de um milhão de potenciais clientes. E clientes que sentem uma ligação com a pessoa por causa da natureza pessoal das mensagens no Twitter“. Eu não compro metade da explicação, mas ainda resta alguma coisa… Foi mais ou menos o que escreveu a seguir Michael Arrington, um dos homens mais bem informados acerca das novas oportunidades. O Techcrunch é uma das contas que passou a figurar na lista das recomendações. Números. Num mês a conta do Techcrunch no Twitter mais do que triplicou a audiência, de 65.573 a 11 de Fevereiro para 217.187 no dia 12 de Março. O tráfego para a publicação oriundo do Twitter aumentou também, mas menos: cerca de 20%. Ao contrário do que os “novos gurus” dos social media andam a vender aos embasbacados clientes, brandindo as manchetes dos jornais para se justificarem, a reputação online não é um pacote de pudim instantâneo. É preciso uma montanha de pudim, um rio caudaloso e mexer durante meses ou anos. Os clientes antigos do Techcrunch valem mais que os recém-chegados, que ainda não têm um(a sensação de) relacionamento com Arrington e a sua marca no Twitter. Mas sempre são 150.000 páginas por mês que a conta no Twitter, alimentada a 140 caracteres de cada vez, proporciona ao Techcrunch. É dinheiro. Apesar de ser dinheiro, Williams não aceitou o cheque de 250.000 dólares de Calacanis. Porquê? Queremos uma fatia do bolo da Google A resposta pode ser bastante simples. Resumível numa única palavra. Qual é a actividade na Internet que mais lucros gerou a uma empresa, tornando-a mesmo num colosso financeiro global? A pesquisa. A Google. O Twitter aponta ao campeonato da pesquisa. O Superbowl é pouco para ele. Feche a boca do espanto, leitor, e escute a minha história. Que é comum a milhares. Há cerca de 3 meses o meu consumo de pesquisa no Google começou a baixar. Desde que incorporei na barra de pesquisa, no canto do meu browser, os resultados da Wikipedia e do Twitter. Uso cada vez mais este último. A pesquisa no Twitter é, ainda, demasiado simples. Não é universal, no sentido em que há temáticas com belos resultados e temáticas deficientes. Mas o Google também começou pela simplicidade e quem se recorda desses tempos sabe que o Altavista era mais eficaz fora das áreas técnicas. O desenlace foi rápido - mas não se pode dizer que a culpa tenha sido da Gogle: basicamente, o Altavista deixou-se dominar, impotente, pela indústria do sexo, que conspurcou (é o termo) os resultados usando técnicas que depois a Google viria a “branquear” chamando-lhes de “optimização”. Os resultados do Twitter têm uma GRANDE vantagem sobre os resultados do Google e, adicionalmente, uma vantagem não tão grande. A grande: são produto exclusivo da filtragem humana. A pequena: funcionam em tempo real. Nenhum conjunto de algoritmos - nem mesmo os mais brilhantes de todos, que são os da Google - conseguiu ainda superar o julgamento humano. Nem em qualidade nem em rapidez. As nossas sinapses são simplesmente melhores. E praticamente instantâneas. Assim, defendem alguns, os resultados de uma extraordinária máquina de atenção humana - isto é, o Twitter - são não apenas melhores a eleger os conteúdos de maior valor como mais rápidos, sendo produzidos em tempo real. Para mim, funciona. Mas em grande medida porque o eixo dos meus interesses passa pelos assuntos mais populados no Twitter: o Twitter ele próprio, a indústria informática, a web, o design, os acontecimentos internacionais, as energias alternativas, a política americana e portuguesa. Nestes campos, seguir o meu conjunto de fontes e ocasionalmente efectuar pesquisas no universo mais alargado do Twitter faz-me perder menos tempo a encontrar a informação certa. Na realidade, no Twitter não procuramos a informação; programamos uma rede de fontes para nos alimentarem continuamente, 24 horas sobre 24 horas, um caudal ininterrupto do que está a acontecer e do que é melhor. Mas isso já é desviarmo-nos do assunto.
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March 22 2009, 3:00am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Nasceu uma publicação portuguesa sobre Twitter
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O webservice Twitter conheceu no início de 2009 um grande impulso de popularidade. Atingiu a massa crítica suficiente para atrair os media — e entrou numa espiral de atenção por vezes disparatada. Apesar disso, e por paradoxal que pareça, não existia ainda uma publicação portuguesa dedicada ao Twitter. Os novos utilizadores — que chegam agora às dezenas — vão recebendo alguma informação dos mais adiantados, muitas vezes sob a forma de links para os manuais, how-tos, normas e regras em inglês e para públicos um pouco mais evoluídos. Quando lancei o TwitterPortugal, está a fazer um ano, tinha em mente simplesmente agregar alguma informação sobre os utilizadores portugueses e criar um “ponto de encontro” rudimentar, onde pudessem os recém-chegados descobrir afinidades e apoio para criarem as suas redes. Não me preocupei — nem me preocupo — com modelos de negócio, nem sequer coloquei anúncios. Nem tudo na vida tem de ter um modelo de negócio escarrapachado; podemos fazer projectos apenas pelo prazer — ou ter um plano um pouco mais sofisticado do que explorar as migalhas com que a Google brinda os autores de conteúdos. Para não mencionar as empresas ainda piores que a Google. Em Janeiro — e em boa hora — decidi abrir um wiki para servir de apoio às TwitListas, uma espécie de páginas amarelas muito simples, com uma auto-organização básica. O wiki tornou-se bastante popular. O que me encorajou a dar o passo lógico seguinte: publicar alguma informação sobre o Twitter e o seu uso, que seja sobretudo acessível aos iniciados, sem perder de vista os públicos mais experimentados, para os quais reservamos dados estatísticos, relatórios e artigos de fundo. O Raul Pereira, que vai editar a maior parte deste blog, é um twitter antigo e traquejado, além de um bom autor e blogger, com vasta experiência acumulada. Aderiu entusiasticamente à minha ideia — e eis lançada uma publicação, ou blog se preferirem, exclusivamente dedicada ao Twitter, com particular atenção à língua portuguesa e às linhas de evolução dos dois lados do Atlântico. O Alexandre Gamela, jornalista com um conhecimento profundo dos meios sociais e também antigo no Twitter, juntou-se para formar um trio que, espero, venha a marcar informativamente esta área. Começamos devagar. O blog iniciou-se esta terça-feira ainda com a tinta fresca no desenho gráfico e ainda sem algumas funcionalidades básicas, como… os botões para partilha e following no Twitter! Virão nos próximos dias, portanto mantenha-se atento. Aqui na web, no seu agregador RSS favorito ou no Twitter através da conta oficial, @TwitPortugal, ou das nossas, @PauloQuerido, @Raul_Pereira e AlexGamela. PS: o que eu não sabia, quando lancei mais esta publicação digital, é que seis horas depis do primeiro post ela viria a ser integrada no naipe de blogs convidados do Público!
March 12 2009, 3:30am | Comments »





