Estou quase a dobrar a notável marca de 1.000 followers no Twitter, o que é uma surpresa dado que pouco networking tenho feito. Ao ponto, até, de ter uma política que consiste em evitar seguir os “amigos” de pessoas com quem evito ao máximo o contacto, por razões que agora não vêm à colação. Estou, neste momento, com 919 followers — isto é, pessoas que seguem o que eu publico e digo ali (@PauloQuerido). Assinalo a marca nesta altura porque houve recentemente uma limpeza da base de dados do serviço, que reduziu o número de seguidores a praticamente toda a gente. Aproveito para dar a explicação, uma vez que várias pessoas ma têm pedido. O Twitter, como outras redes, está sujeito ao bombardeamento de spammers — indivíduos que procuram tirar partido do sistem abusando dele. A arquitectura do serviço torna complicado e quase inútil o spamming directo — basta-me não seguir a conta do spammer e pronto, nem eu nem os meus leitores somos obrigados a tê-lo nas timelines. Então porque insistem os spammers? Por 2 motivos. Primeiro, porque quase toda a gente recebe por e-mail a notificação do novo follower e tem a curiosidade de ir ver — e isto conta como um “contacto”. Segundo, porque existem muitas contas que fazem o following automático a quem as segue. Isto inclui tanto automatismos (sendo a mais emblemática conta a do presidente americano eleito, @BarackObama, que segue toda a gente que a siga) como pessoas que, desprovidas de critério ou ainda novatas neste ambiente, carregam no botão de seguir de volta. Como disse, a arquitectura do serviço é de molde a minimizar o impacto deste tipo de parasitismo. Além da forma passiva (não seguir de volta) o sistema fornece 2 métodos activos para “aprender” e melhorar a filtragem. O primeiro método é bloquear o follower, usando o botão respectivo. Pouca gente repara, mas podemos bloquear qualquer pessoa, isto é, evitar que ela nos siga directamente (indirectamente é impossível: sendo o Twitter uma rede aberta, a minha actividade pública pode ser lida sem meu consentimento expresso). Se determinado utilizador tiver muitos bloqueios, isso faz disparar um aviso no sistema. O segundo método é a denúncia directa do spammer, que se pode fazer muito simplesmente enviando um tweet para determinada conta. Acontece que nas últimas semanas um português estúpido se deu ao trabalho de criar mais de uma centena de contas no Twitter, isto as que eu contei. A metodologia foi sempre a mesma: escrevia 1 tweet, sempre o mesmo, a mesma mensagem e o mesmo link, e tornava-se follower do maior número de pessoas que conseguia antes de cada conta ser suspensa pelo Twitter. As contas abusavam do nome de altas figuras do Estado português, sempre as mesmas. A estupidez do sujeito patenteava-se na forma como pretendia forçar as pessoas a lerem a sua mensagem; na inutilidade do tempo e energia consumidos numa actividade de retorno nulo; na escolha cega de quem seguia — as contas automáticas como as dos jornais, que atraem sempre maior número de leitores, não têm ninguém por detrás para ir ler; e ainda na insistência na burrice: apesar de avisado para a ineficácia da sua acção e de ver suspensa cada conta ao cabo de poucas horas, continuava, sem aprender. Dei-me ao trabalho de bloquear a maioria das vezes, mas algumas escaparam — pelo que o meu número de followers diminuiu, como todos os outros, se bem que menos que a maior parte das vítimas deste spammer português. Outras contas vítimas desta forma de forçar uma mensagem não se deram ao trabalho. Nuns casos, porque se trata de contas automáticas — geralmente, as dos jornais e outros órgãos de comunicação. Noutros, por economia de esforços. Chamei a atenção para o efeito de não bloquear: o número de followers dessas contas era artificial uma vez que eram seguidos por fantasmas, contas que estavam suspensas. Não vinha daí mal algum ao mundo, claro, e há quem tenha sorrido, até, com o bónus dos followers a mais. O pior é que alguns desses sorrisos deram lugar à consternação nos últimos dias: o Twitter fez uma limpeza à base de dados e as contas suspensas desapareceram das listas de seguidores, diminuindo o respectivo número. No Twitter: @PauloQuerido
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Quase 1.000 followers no Twitter
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December 22 2008, 9:23am | Comments »
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Os alguéns e os ninguéns (ou o Twitter, segundo Guy Kawasaki)
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Guy Kawasaki tem um artigo notável, de tão lúcido, sobre o Twitter — que na verdade se pode aplicar a toda a web social: How to Use Twitter as a Twool, como usar o Twitter como uma ferramenta. Não vou aqui repetir ou traduzir o post, mas apenas realçar algumas ideias que considero essenciais e que extravasam mesmo a experiência específica com a última ferramenta “killer” da Internet. Kawasaki diz: esqueçam os influenciadores. Isto vai cair muito mal a milhares de marketers que nos últimos dois anos têm vindo a construir reputações impecáveis nos social media — mas que caia, pois ele tem razão: os ninguéns são os novos alguéns. Mais vale arregimentar um exército de empenhados ninguéns do que andar a reboque de um punhado de alguéns. O que os alguéns podem eventualmente dar-nos é um pique de tráfego, um dia. E mais: se um número suficiente de ninguéns gostar do que fazemos, então os alguéns terão inevitavelmente de escrever sobre nós (erm… Guy Kawasaki não conhece os A-bloggers portugueses ). O buzz dos ninguéns atrai a atenção dos alguéns, e não vice-versa. A minha experiência com o Twitter em particular, e com os social media em geral, blogs incluídos, confirma cada palavra de Guy Kawasaki. Conectar-me aos alguéns não foi uma boa estratégia. Até porque os alguéns competem no seu próprio campeonato, onde rivalizam uns com os outros. Constroem redes que depressa se fecham entre si (o mesmo aconteceu na blogosfera, com as inevitáveis consequências ao nível das audiências e da roda de influência da maior parte dos alguéns. Enquanto as audiências cresciam à volta deles, os seus blogs ficaram fechados nas suas redomas.) Destaco ainda o facto de só existirem dois tipos de utilizadores: os que querem ter mais followers e os que mentem sobre isso. Para me seguir no Twitter: PauloQuerido. Um directório com portugueses no Twitter: TwitterPortugal.com. Uma lista (em construção, que todos podem acrescentar) de jornalistas e jornais de língua portuguesa (Portugal e Brasil), no meu wiki, aqui.
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December 10 2008, 2:04am | Comments »
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Anita: o mais rápido meme da história do Twitter é português
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Anita, aquela mesma Anita dos livros infantis, tornou-se numa das grandes estrelas mundiais do Twitter graças aos portugueses. A história — uma história sobre o lado tão inútil quanto divertido das redes sociais — conta-se depressa. (NOTA: versão de arquivo pessoal, a primeira publicação ocorreu no Expresso Multimedia, na semana passada). Tudo começou quando Bruno Amaral, um licenciado em Comunicação Social pelo ISCSP que mantém um dos principais blogs sobre relações públicas (link no final do artigo), lançou uma normalíssima pergunta sobre os livros da Anita aos seus leitores no Twitter: “lembram-se dos livros da anita? que tal “Anita e o Twitter” ou “Anita aprende a usar o delicious” ? ” As respostas não se fizeram esperar e em poucos minutos estava admitido, num daqueles consensos imponderáveis a que as multidões na Internet conseguem chegar, o hash tag #Anita. Um hash tag é um mecanismo simples e eficaz de seguir um assunto na web. No caso, uma pesquisa por #anita no motor de busca do Twitter cria uma página contendo tudo o que foi escrito sobre ela. É muito usado para agregar as pessoas em eventos. O incrível é que bastaram 2 horas e 18 minutos — como me disse o autor numa twinterview que publico mais à frente — para a Anita se tornar no tema mais falado no Twitter em todo o mundo. Ser o primeiro dos trend topics no Twitter não está acessível a qualquer tema. Para o leitor ter uma ideia, no instante em que escrevo os cinco primeiros são: NXE, Thanksgiving, Christmas, #azec e New Xbox Experience. É um top que reflecte naturalmente a predominância da língua inglesa. É claro que o assunto não podia passar despercebido e um blogger americano ajudou à confusão quando, ao contar o que estava a acontecer — era o mais rápido meme da história do Twitter, a “nascer” em tempo real –, confundiu o Brasil com Portugal. Os brasileiros aderiram e #Anita subiu ainda mais depressa. Bruno Amaral faz, então, um post no seu blog repondo a verdade sobre a origem geográfica. Ao mesmo tempo, explica o que estava a acontecer. Ao melhor estilo da cibercultura, em menos de 24 horas estava criado o endereço anitatwitterstar.com para celebrar o feito, manter o relato factual e cavalgar o sucesso. Twinterview ao autor do meme, Bruno Amaral O que se segue é a primeira twinterview da Imprensa portuguesa. Uma twinterview é semelhante a uma flash interview — um conjunto de perguntas e respostas breves e feitas em cima de um acontecimento. As diferenças: é feita através do Twitter, tem uma limitação de 140 caracteres para as respostas e não está limitada pela instantaneidade.
@PauloQuerido Quando percebeste que #anita era um meme?
@brunoamaral Foi na altura em que pessoas que eu não seguia começaram a entrar na brincadeira. Tinha passado 1 hora desde o post inicial.
@PauloQuerido O que se passou depois? Não ficou clara para mim a confusão entre Portugal e Brasil. @brunoamaral Um blogger americano tentou explicar o fenómeno e pensou que tinha tido origem no Brasil (http://tinyurl.com/67ptsk) @PauloQuerido Fizeste logo o post explicativo no teu blog? @brunoamaral Esse post só surgiu ao final do dia,consoante eu ia recolhendo conteúdos e ideias de outros blogs. @PauloQuerido Tens noção de quanto tempo levou a #anita a chegar ao topo do search.twitter? @brunoamaral Entre o primeiro post e a posição no primeiro lugar passaram 2 horas e 18 minutos. @PauloQuerido Como tirar proveito desta acção? @brunoamaral Acho que o importante é participar na conversa,neste caso na brincadeira que se gerou em graças à #Anita. @PauloQuerido Satisfação pessoal/vaidade pelo meme? @brunoamaral Gosto de poder dizer que fui quem deu o primeiro passo. Mas é apenas uma brincadeira que se espalhou, nada de mais. Links Blog Relações públicas, de Bruno Amaral, que inclui o primeiro artigo sobre a ascensão de Anita no Twitter Anita Twitter Star, site bilingue para contar a história do mais rápido meme do Twitter. Inclui adaptações muito boas das ilustrações originais dos livros de Anita. Menção no Tweet Week, um videoblog da estrela geek americana, Julia Roy, como um dos assuntos relevantes da semana em que o Twitter ultrapassou o fantástico número de mil milhões de mensagens (1.000.000.000). Siga aqui o meme #Anita em tempo real no Twitter Paulo Querido, jornalista
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November 24 2008, 9:11am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
O Twitter como o barómetro de conteúdo
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Este é um guest post da autoria de Ricardo Valfreixo (*) . Já foi dito que a blogosfera está moribunda. Não vamos “bater mais no ceguinho”. Sim, concordo, subscrevo, até comprei a t-shirt. Mas será que irá acabar? Numa simples palavra: Não! Os jornais impressos sentiram um sério embate com a massificação da informação disponível online. Mas isso não os impediu (pelo menos uma parte deles) de se manterem a funcionar. Alguns mesmo são referências incontornáveis quando se fala de acesso à informação. E, agora que se massifica o micro-blogging, não pense que o blog na sua forma tradicional está para acabar. Muito pelo contrário. As referências são incontornáveis nem que seja pelo facto de que o micro-blogging é efémero. Ou seja, a mensagem é escrita e fica perdida algures na timeline. É impensável irmos ler todas as mensagens de um determinado utilizador durante o passado ano. Por outro lado, o blogging tradicional cria conteúdo persistente. Mesmo que os editor abandonem o blog, esse conteúdo fica e permanece, indexado, pesquisável e acessível, para referência futura. Mas o micro-blogging surge-nos como mais uma ferramenta de edição e de análise. Esta, em tempo real. Muitos são os editores que se dedicaram a serviços de micro-blogging como o Twitter. Estes serviços complementam a informação online com um componente de tempo real. E novas utilidades surgem a cada dia que passa. Mas o Twitter funciona como um verdadeiro barómetro de conteúdo. Isto é: um editor coloca um novo artigo sobre um qualquer assunto. Imediatamente, anuncia no Twitter esse novo conteúdo e imediatamente, os seus subscritores (ou followers na terminologia do Twitter) começam a deslocar-se ao blog (ou site) e lêem o artigo. Se gostam, utilizam a técnica de retweet - que é uma espécie de forward, em analogia ao e-mail. A quantidade de retweets revela a qualidade do conteúdo. Rapidamente e de uma forma directa, o editor tem logo a percepção se a sua mensagem está a passar ou não. Da mesma forma, frequentemente os comentário de um qualquer artigo passam para o Twitter num tom de amena cavaqueira. Dessa troca de mensagens chegam-nos todo o tipo de informação principalmente a quantidade de conteúdo assimilado. Uma boa ideia é estar com atenção a essa desenrolar de ideias (até mesmo fomentá-lo) e criar posts de followup a complementar o post original. Dessa conversa surge até mesmo temas para novos artigos. Fica o Twitter a funcionar também como um gerador de memes. Mas um dos maiores potenciais do Twitter é o crowdsourcing. Este termo é um neologismo que significa atribuir uma tarefa a um conjunto indefinido de pessoas. Isto dito assim é muito vago, deixe-me dar um ou dois exemplos para ilustrar melhor esta ideia. A melhor das formas de o mostrar é a recente eleição para a presidência dos Estados Unidos da América. Todas as pessoas falavam sobre a eleição. A informação chovia em catadupa e seria muito difícil lê-la toda sem uma espécie de agregador. Aqui, os criadores do Twitter criaram uma outra funcionalidade que tem tanto de simples como de brilhante. Aquilo que se chamam as hash words. Ou seja, basta num qualquer comentário do Twitter colocar uma palavra marcada com um cardinal (#eleicaoUSA por exemplo) para ser simples de criar um indexador que pegue em todas as informações dispersas e as agrupe e catalogue num único repositório de dados. Basta apenas espalhar a palavra para se usar essa hash word para que todo e qualquer utilizador do Twitter passe a ser um contribuinte para este repositório de informação. Simples, directo e extremamente poderoso. O Twitter é muito útil e extremamente valioso para todos os que criam conteúdo e utilizam a Internet como seu veículo de trabalho. Serve de barómetro, fonte de inspiração e de ferramenta de networking. Todos os dias surgem utilizações novas para esta ferramenta. Das mais convencionais às mais estranhas e arrojadas, muitas são as aplicações deste serviço. Eu acredito que o Twitter e outros serviços de igual filosofia estão a mudar a face da Internet. Até onde a irão mudar, só o tempo o dirá. Autor Ricardo Valfreixo é um web developer e produtor de conteúdo para Internet. Trabalha nesta área desde 1995. Recentemente optou por trabalhar como freelancer no mercado nacional e internacional. Actualmente gere um projecto pessoal chamado minimalistic studios.
November 20 2008, 2:30am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
#Anita chega ao Expresso (e as twinterviews ao jornalismo português)
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Com o título Anita: o mais rápido meme da história do Twitter é português, publiquei há pouco no Expresso um artigo que conta tudo sobre este fenómemo mundial de origem lusa. Mas o artigo é, ele próprio, assinalável (já sei: sou suspeito porque o escrevi ) por duas outras razões (e sim, estou a puxar o lume à minha sardinha):
contém a primeira twinterview do jornalismo português explica em poucas palavras o que são hash tags
Curioso? Não espere pela republicação de arquivo, aqui no C!. Leia já Anita: o mais rápido meme da história do Twitter é português, no Expresso Multimedia.
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November 19 2008, 12:37pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Nem ficava tudo dito sobre estas eleições sem isto
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Nem ficava tudo dito sobre estas eleições sem isto:
(Via Cabrão do pássaro)
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November 5 2008, 12:36pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Terão os blogs já um sabor bolorento a 2004?
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(Este é um guest post da autoria de Raul P. (*) O @jafurtado é das pessoas mais interessantes que se podem “seguir” na “twittagem” portuguesa. Tenho realmente muita pena de não andar atrás dele (passo a expressão) no Twitter há mais tempo. É informado e informa, actualiza-se, é poliglota e parece devorar tudo o que lhe aparece com qualidade em hipertexto e *.jpg’s: um regalo! Hoje apresentou-nos esta: Clique na imagem para abrir o artigo de Paul Boutin na Wired. Este artigo perturbou-me um bocado. É simples, curtinho, mas bate como uma chávena de cafeína com água: «E… e se o gajo tem razão?». Será que tem? Eu fiquei um pouco incomodado e atirei logo com o link em IM para alguns conhecidos destas andanças. O Paulo Querido, sendo um deles, reclamou que não tinha tempo para tratar deste assunto e comete pela segunda vez a imprudência de me deixar colocar aqui qualquer coisita. Admito, o Paul Boutin deixou-me assustado. É que, precisamente, estou para lançar um blog dentro de semanas… Mas vamos por partes. Eu percebo a ideia de achar que o Google ou o Technorati são tudo, mas querer atirar os blogs para o Webarchive só porque já não aparecem (e ainda bem) nas primeiras linhas de resultados de procura parece-me precipitado, no mínimo. É sabido que, como tudo, os blogs necessitam de se modernizar e de se adaptar se quiserem sobreviver ou fazer dinheiro. Não é à toa que vemos, mesmo na blogosfera nacional, agregadores, fusões, mais vídeo, fotos, “redesigns“, mudanças de estruturas de duas para três colunas, novos colaboradores, etc., etc., etc. Faz tudo parte de um processo imparável. Para isso, a plataforma WordPress, o Youtube e o Vimeo, o Flickr e o Picasa, entre outros, têm contribuído de forma soberba e em alto estilo. Boutin parece esquecer-se de projectos que pareciam possuir o paradigma de mudança por ele abordado mas que acabaram por resultar, infelizmente, em grandes fracassos, como o Seesmic. A ideia que tenho é que o blog (ou blogue) poderá representar para nós, para a nossa netperson, o nosso life stream, como bem me lançou o Paulo Querido, o que o Sapo e o Yahoo! representaram aqui há muitos anos atrás para a web inteira: um portal, uma rampa de lançamento; tudo articulado, umas coisas redireccionando para as outras, tudo a mexer! Para o bem e para o mal, a nossa vida ou o que dela quisermos passar aos outros dividida mas com um ponto de partida, uma cara para apresentar. Para mim faz sentido haver um covil seguro de onde se parte para o resto da caçada. É isso, pelo menos, que vou tentar fazer com a minha nova empreitada. Poderei ser só eu, mas o futuro, que agora é muito breve, o dirá. Ainda bem que a web se vai metamorfoseando e que já não aparecem blogs nas primeiras linhas do Google, mas entradas de Wikipedia e de Youtube. Era o que mais faltava! O blog agora é mais pessoal e / ou profissional, mais específico e orientado para um determinado objectivo. Isto é absolutamente saudável, é como comer laranjas de manhã: ajuda a uma melhor selecção de base qualitativa, isto é, os bons estão em cima, os maus e / ou os pessoais estão apenas entre o círculo de amigos e aumentam o que alguém neste mesmo blog já apelidou de “efeito comentários 0“. As pessoas têm mais ferramentas, é certo, muitas delas revolucionárias, como o Twitter, o FriendFeed ou o LinkedIn, mas o blog é apenas mais uma delas e a que ainda mantém de longe o maior estatuto, não é apenas o parente pobre à espera da ostracização. Vejam o que com ele fazem alguns dos grandes jornais internacionais e como eles o utilizam de forma exemplar. Em última instância, o blog é o elo de ligação entre tudo. Se daqui a uns meses se verificar que, afinal, a provocação do colunista da Wired era razoável, não faz mal, até fico contente. As coisas aqui neste mundo vão sempre para melhor e eu adapto-me. Que remédio! (AUTOR: Raul P. tem experiência de blogging, é um autor TubarãoEsquilo e tem dedicado particular atenção às restantes plataformas da web social. Tem dado uma boa ajuda editorial no DoMelhor e é um dos twitters portugueses mais experientes (segui-lo aqui) ) UPDATE:
jafurtado @raul_pereira Muito obrigado!!. Aqui vai a resposta do Scott Rosenberg ao Boutin: http://is.gd/4uTI 23 minutes ago from web in reply to raul_pereira Um mimo! Sigam-no, é um conselho de amigo!
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October 21 2008, 12:00pm | Comments »




