No Verão dei as seguintes respostas a um dos muitos questionários e entrevistas que este ano, sobretudo, me têm chegado. Pergunta – Primeiro lançou o TwitterPortugal, depois o TwitterPortugal Blog; que balanço faz do crescente impacto do Twitter nos portugueses nestes últimos meses? O Twitter veio para ficar ou brevemente passará de moda? Resposta – O balanço é rápido: depois de uma fase de grande crescimento, temos agora menos adesões dos portugueses. A rede cresce, mas mais devagar. O webservice Twitter, como o conhecemos, está sujeito às leis do mercado e poderá ter uma vida mais ou menos curta em função da capacidade e objectivos dos seus dirigentes. O Twitter enquanto legado técnico, veio para ficar. É uma layer comunicacional quase ao nível do protocolo. Daqui a 10 anos olharemos para trás, para os primeiros tempos do Twitter, e veremos o que hoje vemos, por exemplo, nos newsgroups, que foram a moda, se quiser, no início dos anos 90, e hoje não são — mas continuam, aperfeiçoados e com cada vez mais utilização. P – No comentário a um dos artigos do seu blog Certamente escreveu o seguinte “Usando cores básicas eu diria que a comunicação é clara e a propaganda é escura”, de que cor seria o Twitter tendo em conta que pode ser simultaneamente uma ferramenta de comunicação e de propaganda? R – O Twitter é como o papel de jornal: não tem cor. As cores estão na tinta com que passamos as mensagens. No Twitter, como nos jornais, como principalmente nos blogs, há comunicação, há informação, há conhecimento, mas também há propaganda e desinformação. P – As marcas e as empresas de Webmarketing devem aderir ao Twitter ou é um erro encarar o Twitter como uma ferramenta publicitária? R – Não tenho uma resposta clara sobre a primeira questão — não considero obrigatório aderir. Num universo de abundância de meios e de canais de comunicação, em rede, o importante é escolher quais os meios e canais mais adequados ao que pretendemos comunicar. Agora, que ninguém tenha ilusões: não há meio de comunicação que não seja, também, uma ferramenta publicitária. P – O Twitter pode vir a ter influência no futuro dos jornais? De que modo poderá ele ser utilizado pelos jornalistas? R – No futuro? Não. O Twitter está a influenciar os jornais HOJE. Não apenas em termos da operação jornalística — remetendo aqui para o dossiê Irão para se perceber com um caso real e muito próximo a latitude dessa influência — mas também em termos da operação de distribuição. Não quero dar valores, que aliás variam em função da presença de cada meio no Twitter, mas revelo que o Twitter é hoje uma fonte de tráfego — isto é: de leitores — importante. Nalguns casos, muito importante. P – O JournalistTweets e o Muckrack já funcionam como agregadores de jornalistas em vários países. Para quando algo do género em Portugal? R – já existe :) Está em versão beta em http://jornalist.as. P – Em 140 caracteres dê a sua definição pessoal do que é o Twitter. R – O Twitter é uma ferramenta comunicacional com uma versatilidade espantosa. (Publicado em simultâneo com TwitterPortugal Blog)
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Um balanço do impacto do Twitter este ano
http://pauloquerido.pt/tecnologia/um-balanco-do-impacto-do-twitter-este-ano/
September 15 2009, 3:00am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Nasceu uma publicação portuguesa sobre Twitter
http://pauloquerido.pt/tecnologia/nasceu-uma-publicacao-portuguesa-sobre-twitter/
O webservice Twitter conheceu no início de 2009 um grande impulso de popularidade. Atingiu a massa crítica suficiente para atrair os media — e entrou numa espiral de atenção por vezes disparatada. Apesar disso, e por paradoxal que pareça, não existia ainda uma publicação portuguesa dedicada ao Twitter. Os novos utilizadores — que chegam agora às dezenas — vão recebendo alguma informação dos mais adiantados, muitas vezes sob a forma de links para os manuais, how-tos, normas e regras em inglês e para públicos um pouco mais evoluídos. Quando lancei o TwitterPortugal, está a fazer um ano, tinha em mente simplesmente agregar alguma informação sobre os utilizadores portugueses e criar um “ponto de encontro” rudimentar, onde pudessem os recém-chegados descobrir afinidades e apoio para criarem as suas redes. Não me preocupei — nem me preocupo — com modelos de negócio, nem sequer coloquei anúncios. Nem tudo na vida tem de ter um modelo de negócio escarrapachado; podemos fazer projectos apenas pelo prazer — ou ter um plano um pouco mais sofisticado do que explorar as migalhas com que a Google brinda os autores de conteúdos. Para não mencionar as empresas ainda piores que a Google. Em Janeiro — e em boa hora — decidi abrir um wiki para servir de apoio às TwitListas, uma espécie de páginas amarelas muito simples, com uma auto-organização básica. O wiki tornou-se bastante popular. O que me encorajou a dar o passo lógico seguinte: publicar alguma informação sobre o Twitter e o seu uso, que seja sobretudo acessível aos iniciados, sem perder de vista os públicos mais experimentados, para os quais reservamos dados estatísticos, relatórios e artigos de fundo. O Raul Pereira, que vai editar a maior parte deste blog, é um twitter antigo e traquejado, além de um bom autor e blogger, com vasta experiência acumulada. Aderiu entusiasticamente à minha ideia — e eis lançada uma publicação, ou blog se preferirem, exclusivamente dedicada ao Twitter, com particular atenção à língua portuguesa e às linhas de evolução dos dois lados do Atlântico. O Alexandre Gamela, jornalista com um conhecimento profundo dos meios sociais e também antigo no Twitter, juntou-se para formar um trio que, espero, venha a marcar informativamente esta área. Começamos devagar. O blog iniciou-se esta terça-feira ainda com a tinta fresca no desenho gráfico e ainda sem algumas funcionalidades básicas, como… os botões para partilha e following no Twitter! Virão nos próximos dias, portanto mantenha-se atento. Aqui na web, no seu agregador RSS favorito ou no Twitter através da conta oficial, @TwitPortugal, ou das nossas, @PauloQuerido, @Raul_Pereira e AlexGamela. PS: o que eu não sabia, quando lancei mais esta publicação digital, é que seis horas depis do primeiro post ela viria a ser integrada no naipe de blogs convidados do Público!
March 12 2009, 3:30am | Comments »
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