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Relembrar um círculo aberto em 2006
http://terrear.blogspot.com/2011/02/relembrar-um-circulo-aberto-em-2006.html
February 13 2011, 2:33pm | Comments »
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Ainda a Capacidade de Ver
http://terrear.blogspot.com/2010/05/um-excerto-da-cronica-de-sabado-de.html
Um excerto da crónica (de sábado) de Miguel Santos Guerra: (...) Una pareja de recién casados se mudó a un apartamento en un vecindario muy concurrido. La primera mañana en su nuevo hogar, después de haber hecho café, la joven esposa miró por la ventana y vio que la vecina colgaba las sábanas para secarlas. “¡Qué sabanas tan sucias! Quizá necesita comprar otro detergente. Debería ir a enseñarle cómo lavar adecuadamente.”, pensó. Cada dos días ella le murmuraba lo mismo a su esposo con desdén, mientras veía a su vecina colgar las ropas sucias desde tempranas horas del día.Pasado un mes, una mañana la joven esposa vio con sorpresa que su vecina estaba colgando las sábanas perfectamente limpias. Ella exclamó:- Mira, finalmente aprendió a lavar la ropa, me pregunto quién le habrá enseñado.Y el marido contestó:- Nadie la ha enseñado. La única diferencia es que me levanté temprano esta mañana y limpié los cristales de la ventana por la que contemplabas las sábanas de la vecina.Limpiar el cristal es prescindir de prejuicios, de estereotipos, de consignas y de aviesas intenciones. Limpiar el cristal es saber analizar con rigor lo que sucede. Lo que nos sucede y lo que sucede a nuestro alrededor.Es muy peligroso tener un filtro deformante. Y es más grave que ese filtro nos sea impuesto. Podemos creer que somos libres cuando lo adoptamos pero, lo cierto es que previamente nos han convencido de que esa forma de ver la realidad es la única objetiva, la única verdadera, la única honesta.Existen tres cristales que se interponen entre la mirada y el juicio sobre las cosas. El primero es la selección de aquello que vemos. Porque no lo vemos todo a la vez. La mujer de la anécdota observa las sábanas y, concretamente, el color de las sábanas. Pero está claro que había muchas más cosas que ver por la ventana, El segundo cristal es la interpretación que hacemos de aquello que vemos: las sábanas están sucias, la ropa tendida no esta bien lavada. El tercero es la explicación, la atribución causal que hacemos mediante la cual explicamos lo que sucede: las sábanas 1stán sucias porque no tienen un detergente adecuado. En definitiva, porque no les importa mucho la suciedad.En la anécdota que he contado puede verse también otra dimensión interesante. La mujer no es capaz de descubrir la suciedad del cristal de su ventana. Lo tiene tan cerca que no es capaz de verlo. A través de ese cristal deformante contempla las sábanas “sucias” de la vecina, pero no ve la porquería que tiene en su ventana. La joven esposa está obsesionada con la suciedad de la ropa ajena pero no es capaz de percibir la suciedad que tiene delante de las narices.Fonte
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May 10 2010, 3:58pm | Comments »
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A ARTE E A BIOQUÍMICA DO "VER"
http://terrear.blogspot.com/2010/03/arte-e-bioquimica-do-ver.html
Uma fábrica de calçados enviou dois de seus representantes de vendas para uma região na África a fim de pesquisar a viabilidade de expansão de seu negócio. De um deles retomou o seguinte telegrama:
SITUAÇÃO SEM PERSPECTIVA PT NINGUÉM USA SAPATOS
o outro escreveu triunfante,
OPORTUNIDADE DE NEGÓCIOS FANTÁSTICA PT ELES NÃO TÊM SAPATOS
PARA O ESPECIALISTA EM MERCADO que não vê os sapatos, tudo indica a falta de perspectiva. Para seu colega, as mesmas condições revelam uma abundância de possibilidades. Cada um dos representantes percebeu o cenário segundo seu ponto de vista; cada um deles retornou com uma história diferente. De fato, tudo na vida nos chega em forma de narrativa; é uma história que contamos. As raízes desse fenómeno são mais profundas do que somente atitude ou personalidade. Experimentos em neurociência demonstraram que obtemos a compreensão do mundo basicamente nesta sequência: primeiro, nossos sentidos nos transmitem uma informação seletiva a respeito do que existe lá fora; segundo, o cérebro constrói sua própria simulação das sensações; e somente então, por último, temos a primeira percepção de nosso meio. O mundo entra em nossa consciência na forma de um mapa já desenhado anteriormente, de uma história já contada, uma hipótese, uma construção feita por nós mesmos.
Uma experiência inovadora em 1953 revelou aos espantados pesquisadores que o olho do sapo só é capaz de perceber quatro tipos de fenômenos:
oLinhas em contraste evidente oAlterações súbitas de luminosidade oContornos em movimento oCurvas de contornos de objetos pequenos e escuros
O sapo não pode "ver" a face de sua mãe, não pode apreciar um pôr-de-sol, nem nuances de cores. Ele "vê" apenas o que necessita para comer e evitar ser comido: besouros pequenos e saborosos ou o movimento súbito de uma cegonha vindo em sua direção. Os olhos do sapo enviam informações selecionadíssimas ao seu cérebro. O sapo somente percebe o que se encaixa nessas limitadas categorias de percepção.
O olho do ser humano também é seletivo, todavia em um grau muito maior de complexidade que o do sapo. Pensamos que vemos "tudo", até que nos darmos conta de que as abelhas percebem desenhos em luz ultravioleta nas flores, e as corujas vêem no escuro. Os sentidos das várias espécies estão desenvolvidos para perceber informações cruciais para a sobrevivência - cães ouvem em frequência abaixo da nossa, insetos podem captar uma partícula de molécula de uma fêmea em potencial a milhas de distância.
Percebemos apenas as sensações a que estamos programados para sentir, e nossa consciência é ainda mais restrita pelo fato de reconhecermos apenas as situações para as quais já possuímos um mapa ou categoria.
Zander, Rosamund e Zander, Benjamin (2001). A Arte da Possibilidade. São Paulo:Campus
Ora isto é de uma importância vital para a educação e para os processos de ensino e aprendizagem. Aprender a ver, glosando Barthes e Caeiro é todo um programa de acção que é preciso inventar.
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March 23 2010, 4:45am | Comments »
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Ver, Compreender
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- O Rei! disse ofegante. - Nem vos vi. Que fazeis aqui?- O mesmo que vós, cavaleiro: procuro a porta.O cavaleiro olhou de novo à sua volta.- Não vejo nenhuma porta.- Só podemos realmente ver depois de compreendermos - disse o rei. - Quando compreendermos o que está nesta sala, conseguimos avistar a porta que dá acesso à sala seguinte. (Fisher: 2004:39)
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January 11 2010, 5:15am | Comments »
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Do que mais precisamos - Ver quais são os problemas
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O conhecimento só ocorre em situações-problema.Quando não há problemas, não pensamos, só usufruímos. Lembra-se da afirmação de Fernando Pessoa? Se nossos olhos são bons, nem sequer nos lembramos disso: gastamos nossas energias usufruindo o que vemos. Não nos lembramos de sapatos confortáveis, mas eles se tornam o centro da nossa atenção quando apertam um calo. Pensamos quando nossa acção foi interrompida. O pensamento é, em seu momento inicial, uma tomada de consciência de que a acção foi interrompida: este é o problema. Tudo o que se segue tem por objectivo a resolução do problema, para que a acção continue como antes.“(...) coisa alguma, em si mesma, se constitui como problema ou descoberta; ela pode ser um problema somente se produz perplexidade e incómodo a alguém, e será uma descoberta se aliviar alguém do peso do problema” (Michael Polanyi, op. cit., p. 122).“O indivíduo pensa somente para continuar a acção interrompida” (G. H. Mead, On Social Psychology, p. 324).“Todo conhecimento tem uma finalidade. Saber por saber, por mais que se diga em contrário, não passa de um contra-senso” (Miguel de Unamuno, O sentimento trágico da vida, p. 28).A primeira tarefa que se impõe, portanto, é ver o problema com clareza. Rubem Alves
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November 12 2009, 1:58am | Comments »
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Tempo de VER
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September 24 2009, 3:58am | Comments »
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Educar
http://terrear.blogspot.com/2009/06/educar.html
Re Ver, Re Parar, In Tervir
June 13 2009, 1:57pm | Comments »
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A complicada arte de ver
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Provavelmente, estarei repetindo-me. Mas não faz mal.Por Rubem Alves Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer
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November 30 2008, 6:16am | Comments »
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Da Compreensão
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"- O Rei! disse ofegante. Nem vos vi. Que fazeis aqui?- O mesmo que vós, cavaleiro: procuro a porta. O cavaleiro olhou de novo à sua volta--Não vejo nenhuma porta. - Só podemos realmente ver depois de compreendermos - disse o rei. - Quando compreendemos o que está nesta sala, conseguimos avistar a porta que dá acesso à sala seguinte. (Fisher, 2004, p. 39)
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November 23 2008, 10:43am | Comments »
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Da riqueza de ver
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Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo... Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer Porque eu sou do tamanho do que vejo E não, do tamanho da minha altura... Nas cidades a vida é mais pequena Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro. Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave, Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longede todo o
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October 23 2008, 9:58am | Comments »
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