Obras públicas [em Portugal] só reduzem desemprego "de Cabo Verde ou Ucrânia""Nós temos jovens licenciados desempregados: não está a querer mandá-los para as obras públicas?"Para cobrir o seu defice de profissionais especializados e impulsionar o crescimento do seu mercado, a Alemanha pretende contratar jovens europeus de países com elevadas taxas de desemprego, particularmente Portugal e Espanha.
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Afinal fazemos parte de uma rede pan-europeia-palopiana de combate ao desemprego
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January 25 2011, 9:15am | Comments »
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VENTO DE CAUDA
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Minha crónica saída hoje na revista "Tabu" do semanário "Sol":Sei que o Sol é cada vez mais lido em Angola por mensagens que de lá me chegam. Uma das últimas veio de um engenheiro português a trabalhar em Luanda numa empresa de construção, que me informou que, no seu grupo de trabalho, havia uma grande discussão sobre os tempos de voos de longa distância. Como fazem essas viagens várias vezes ao ano, tinham concluído que demoram praticamente o mesmo as viagens aéreas Lisboa - Luanda e Luanda - Lisboa, portanto quer se vá de norte para sul quer se vá de sul para norte, atravessando o equador em qualquer um dos casos. Mas a dúvida era sobre os tempos dos voos mais ou menos paralelos ao equador. Perguntava-me o leitor se demoraria o mesmo a ir de este para oeste, de Lisboa para Nova Iorque, digamos, ou de oeste para este, de Nova Iorque para Lisboa? Teria a rotação da Terra (que se faz de oeste para este, no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio) alguma influência sobre o tempo de voo?Na sua opinião, um avião deveria demorar menos se voasse no sentido contrário ao da rotação da Terra. Não era essa, porém, a opinião de alguns dos seus amigos. Discutiam acaloradamente conceitos físicos como os de velocidade absoluta e de velocidade relativa, velocidade angular, efeito da força centrífuga, etc. Havia já apostas de jantares e tudo. Sendo eu físico, pedia-me a resposta certa, dando razão a quem a tinha.A resposta certa é que, à latitude de Lisboa, os voos de oeste para este demoram menos do que os voos de este para oeste. É mais rápida a viagem de Nova Iorque para Lisboa (7 horas) do que de Lisboa para Nova Iorque (8 horas e 20 minutos, que é mais ou menos o mesmo que demora a viagem de Lisboa a Luanda ou vice-versa). A rotação da Terra não desempenha aqui nenhum papel até porque se ganha tempo quando se vai no mesmo sentido que o da rotação da Terra. A razão para a irrelevância do factor rotação é que a atmosfera se movimenta com a Terra, quer dizer, é arrastada pela Terra quando esta roda. Se não fosse assim, sentir-se-ia um vento terrível à superfície da Terra: no equador seria de cerca de 1700 km/h e, em Lisboa, de cerca de 1300 km/h.A ajuda vem do vento. À latitude de Lisboa, os ventos dominantes são de oeste para este. E o facto de o vento bater de cauda em vez de bater de frente ajuda a encurtar o tempo de viagem. Entre os 30 e os 60 graus de latitude norte (a latitude de Lisboa é de 38 graus norte) e à altitude das rotas dos aviões comerciais, os ventos podem ultrapassar os 200 km/h (é o chamado “jet stream”). Trata-se de uma ajuda significativa para um avião, como um Boeing 777, com uma velocidade de cruzeiro de 900 km/h.Lá terá o estimado leitor de pagar o jantar de muamba. Bom apetite para todos!
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February 19 2010, 1:00am | Comments »
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PREVENIR O TERRORISMO AÉREO
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Minha crónica no "Sol" de hoje:O passado dia 25 de Dezembro podia ter sido um dia trágico na história da aviação. No voo 253 da Northwest Airlines, de Amsterdão para Detroit, quase houve uma explosão provocada por um terrorrista nigeriano, ligado à Al-Qaeda, Umar Abdulmutallab. O jovem de 23 anos tinha escondido dentro da roupa interior, podendo confundir-se com os testículos, 80 gramas de um poderoso explosivo, o tetranitrato de pentaeritrina (PETN). Os passageiros apagaram rapidamente o fogo, iniciado pela introdução de um líquido, com uma seringa, no explosivo sólido, e dominaram o terrorista, que sobreviveu apenas com queimaduras de segundo grau na zona genital. O mesmo explosivo tinha sido usado por um outro terrorrista da mesma organização, o inglês Richard Reid, que o colocou na sola dos sapatos para fazer explodir o voo 63 da American Airlines, de Paris para Miami, a 22 de Dezembro de 2001. O PETN foi sintetizado pela primeira vez em 1891, por um químico alemão, Bernhard Tollens, que, curiosamente, havia estado, uns anos antes, na Universidade de Coimbra a dirigir os trabalhos práticos do Laboratório Chimico (morou mesmo nesse Laboratório, onde hoje funciona o Museu da Ciência).Devido a casos como estes, as medidas de segurança nos aeroportos de todo o mundo têm-se intensificado. Hoje, não podemos levar líquidos a bordo para além de certas quantidades e somos obrigados a tirar os sapatos, colocando-os numa máquina de raios X. Mas haverá mais: estão em teste novas máquinas de raios X que permitem uma espécie de strip-tease digital. Qual é a ciência por detrás de tais dispositivos? Ao contrário das máquinas correntes que verificam a nossa bagagem de mão (e também a de porão), cujo funcionamento se baseia na diferente absorção de raios X pelos vários materiais, os novos scanners emitem raios X de baixa intensidade que são reflectidos pelo corpo da pessoa, produzindo-se num écrã uma imagem anatómica. É como se o sujeito estivesse a ser cientificamente “apalpado”! Com esses detectores teria sido possível encontrar o PETN nas partes íntimas do nigeriano.Os novos detectores colocam vários tipos de problemas, que estão a ser muito discutidos. Talvez o principal seja a defesa da liberdade individual perante uma óbvia invasão de privacidade. Mas há outras questões, como a do alto custo dos aparelhos, que recairá inevitavelmente no público, e a demora adicional nos aeroportos. E há ainda a questão da protecção relativamente às radiações: este problema será, porém, o menor de todos, pois um passageiro, durante um voo de poucas horas, está sujeito a maior radiação natural do que durante os curtos instantes do exame. Seria preciso que um viajante fizesse 2000 exames deste tipo por ano para ultrapassar o limite de segurança. Há, de facto, passageiros frequentes, mas não assim tanto...
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January 22 2010, 2:00am | Comments »
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HUMOR: CONTROLO DE VELOCIDADE NO CANADÁ
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January 21 2010, 4:35am | Comments »
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HUMOR: SEGURANÇA NOS AEROPORTOS 3
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Legenda: "A sério, mãe! Tu estás na capa do "Scanboy"! És uma estrela!".Em cima: imagens recolhidas pelos scanners que estão a ser instalados em vários aeroportos.
January 16 2010, 7:15am | Comments »
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NOVA BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA 2
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Já aqui mostrámos a nova Biblioteca de Alexandria, no Egipto, por fora. Por amabilidade do Dr. Víctor Lobo, partilhamos com os leitores imagens que ele próprio tirou recentemente do interior dessa Biblioteca.
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January 16 2010, 7:07am | Comments »
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Que o Mar Fosse Tinta e o Céu Papel
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Informação recebida da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho:O ciclo de conferências “Que o mar fosse tinta e o céu papel” abre oficialmente as comemorações dos 500 anos sobre o nascimento de Fernão Mendes Pinto, na quinta-feira (dia 14), pelas 21h00, na Biblioteca Municipal de Montemor-o-Velho. Sob o tema “Literatura, Viagens, Literatura Como Viagem”, os conferencistas são Vasco Graça Moura e Gonçalo Cadilhe, que dão início a um programa comemorativo que decorrerá até 2011. A par do ciclo de conferências, as comemorações têm o apoio de um conjunto diversificado de instituições, dando origem a um vasto conjunto de iniciativas de homenagem Fernão Mendes Pinto, perpetuando a mensagem de interculturalidade protagonizada pelo viajante português e autor da Peregrinação. As acções comemorativas passam pelo projecto teatral Peregrinações, dinamizado pel’O Teatrão, a exposição com itinerância nacional e internacional “Fernão Mendes Pinto, Deslumbramentos do Olhar”, levada a cabo pelo Instituto Camões, o lançamento de um selo comemorativo pelos CTT, a emissão de uma moeda de 2 euros pela Imprensa Nacional Casa da Moeda e a publicação facsimilada da 2.ª edição portuguesa da Peregrinação, datada de 1678, adquirida pela Câmara Municipal de Montemor-o-Velho. Decorrendo até Outubro de 2010 e com a coordenação de António Pedro Pita, director regional da Cultura do Centro, o ciclo de conferências “Que o Mar Fosse Tinta e o Céu Papel” é uma organização da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, d’“O Teatrão” e do Ministério da Cultura.
January 13 2010, 12:38pm | Comments »
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Wellcome Collection em Londres
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Deixo três fotos da exposição da Wellcome Collection em Londres, que visitei recentemente. Para além da vista da galeria histórica intitulada "Medicine Man", mostro uma escultura moderna alusiva à obesidade e uma instalação também moderna que simula os cromossomas humanos através de peúgas...Tudo isto é no primeiro andar. No rés-do-chão há uma interessante exposição temporária sobre a identidade humana.
December 29 2009, 7:13pm | Comments »
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PARQUE BIOLÓGICO DA SERRA DA LOUSÃ
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Em Miranda do Corvo, perto de Coimbra, nas faldas da Serra da Lousã, impulsionado pelo médico Jaime Ramos, há um novo Parque Biológico que merece uma visita, designadamente para famílias com crianças.
December 28 2009, 4:23am | Comments »
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UMA VISITA A BIRMINGHAM
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Na continuação das minhas crónicas de viagem, desta vez conto a ida a uma grande cidade que é um destino turístico improvável mas, mesmo assim, muito interessante (na foto uma imagem do Thinktank, o Museu de Ciência de Birmingham):Birminghan, a maior cidade inglesa depois de Londres, fica no interior profundo da Inglaterra, no meio do meio (a região é mesmo chamada Midlands, literalmente “terras do meio”). O aeroporto internacional de Birmingham permite conexões à Europa Continental, evitando passar por Londres.A Revolução Industrial começou aqui, dada a existência de abundantes recursos naturais como o carvão. Não admira por isso que a cidade tenha ganho uma reputação de “feia, porca e má”. É uma fama hoje tornada injusta: Birminghan empreendeu há muito num plano de remodelação urbana que lhe permite hoje apresentar-se limpa (até entrou para o “top-ten” das cidades mais limpas de Inglaterra!) e bonita (tem havido, por exemplo, um programa de plantação de árvores, que leva Birmingham a reclamar o lugar de cidade com mais árvores em todo o Reino Unido). Os canais, que alguns dizem serem mais do que em Veneza (para alguns Birmingham disputará com Brugges o título de “Veneza do Norte”, mas trata-se de um exagero, a encantadora Brugges não permite meças a esse nível), foram limpos.O centro de Birmingham, em torno de estação ferroviária de New Street (que no tempo da Revolução Industrial foi uma das primeiras estações do mundo, uma vez que o comboio nasceu por essa altura e por estes lados), é uma zona de comércio. A própria estação está hoje embebida no meio de um centro comercial. Saindo da estação ao longo da New Street – uma rua pedonal frequentada por gente de muitas raças e cores, que dão à baixa um ar cosmopolita - na encontra-se um prédio de forma muita estranha, uma espécie de cogumelo gigante, com uma cobertura de escamas de alumínio – é o edifício dos Selfridges, que é um marco de um certo estilo de arquitectura dos anos setenta hoje reconhecidamente datado (entrando lá dentro, o ambiente não difere muito do de um bar da “Laranja Mecânica”, um dos primeiros filmes de Stanley Kubrick). O estilo contrasta fortemente com o da igreja neogótica próxima e com muitos outros edifícios em redor. Arquitectonicamente, Birmingham é uma cidade de contrastes: os estilos arquitectónicos aparecem salpicados e até as casas vitorianas, tão comuns noutras cidades inglesas (Londres, Manchester, etc.), se encontram aqui mas sem vizinhas com quem possam falar.Tão contrastante como a arquitectura é o nível do comércio na “down-town”. Há de tudo e para todos. Como é próprio da baixa das grandes cidades compra-se e vende-se de tudo. Quem achar o comércio do bizarro Selfridges bom demais encontrará muito perto um armazém com tecto de chapa de zinco que, lá dentro, é uma autêntica Feira de Carcavelos.Chove, chove sempre, por todo o lado. Os turistas podem, como é proverbial, refugiar-se da chuva nos museus ou nas igrejas: o Museu de Birmingham, bem perto da estação de New Street, alberga uma colecção de pré-rafaelistas e também alguns impressionistas e a Igreja principal, com o seu verde cemitério à volta, vale também uma visita não só para fugir da chuva mas para conhecer melhor a Church of England.Mas o melhor museu, na opinião deste visitante, é o “Thinks Tank”, situado num grande e moderno edifício chamado Milennium, sempre a “walking distance” da estação. Trata-se de um museu de ciência que alberga desde uma interessantíssima colecção de máquinas históricas, no rés do chão, que nos faz mergulhar nas entranhas da Idade Industrial, em minas, fábricas de têxteis, oficinas, etc., até uma galeria interactiva, no cimo, que nos faz entrar directamente no futuro. Os temas aqui são, como não poderiam deixar de ser, as nanotecnologias, a biónica, a engenharia genética, os novos materiais, o aeroespacial, etc. Entre esses pisos encontra-se uma galeria para as crianças brincarem com a ciência. Destacam-se as actividades de medicina e biologia, ciências que estão progressivamente a ganhar lugar nos museus de ciência.E o melhor do museu é, sem dúvida, o grande “hall” das máquinas, que faz lembrar o do “Science Museum” de Londres e que alberga desde máquinas a vapor gigantes, algumas das quais ainda funcionam, até uma locomotiva descomunal, que repousa cansada depois de durante muitos anos ter feito o serviço de Londres para Glasgow. As máquinas a vapor estão no sítio certo, pois foram elas que aqui proporcionaram a tal revolução industrial que transformou radicalmente a cidade.O inventor da máquina a vapor – James Watt – que andou por estas paragens é adequadamente recordado no “Think Tank”. Não se pense que ele era um mecânico: ele era um cientista que integrou uma sociedade de cientistas livres pensadores, a “Lunar Society” que, no século XVIII, se juntava aqui todos os meses, ou melhor, todas as luas novas. E fica bem lembrar que um amigo de Watt foi o português, natural de Aveiro, João Jacinto Magalhães que, na altura, estava exilado em Inglaterra e que foi um grande intermediário de ideias e instrumentos científicos.Um outro museu de Birmingham que vale a pena ver, encontra-se a um quarto de hora de New Street. É preciso tomar o comboio até à estação da Universidade. A Universidade de Birmingham é enorme e dispõe de um verdíssimo “campus”, onde não falta uma torre florentina (parecida com a torre do “campus” de Berkeley, em São Francisco) e um edifício ao estilo de palácio oriental onde está o gabinete para o “chancellor” universitário. Pois no interior do campus encontra-se um edifício neo-clássico que alberga uma pequena mas notável colecção de arte, a “Barber Collection”. O edifício tem no rés- do-chão um auditório para espectáculos e no piso de cima as famosas colecções: há um quadro apenas de cada artista, mas tratam-se sempre de artistas famosos. Vem-nos à memória o nome de Gulbenkian e a semelhança torna-se mais notória quando ficamos a saber que Barber era um “wealthy man” que investiu a sua fortuna em obras de arte para depois a doar generosamente à universidade.Outra visita que se pode fazer facilmente de comboio a partir da New Street de Birminghan é a Stratford upon Avon, a encantadora terra natal de Shakespeare. Paradoxalmente o berço da indústria não é longe do berço do maior bardo da literatura anglo-saxónica...Ir a Inglaterra para muitos portugueses é sinónimo de ir a Londres. Está bem que Londres vale não uma mas várias visitas, mas por que não ir, pelo menos uma vez, a Birmingham e às Midlands?
December 5 2009, 3:24am | Comments »







