Como num espelho...O sistema educativo é alvo de uma espécie de radiografia periódica feita pelos media, a opinião pública, os utentes e o Parlamento. Inquirem-se alguns pais descontentes, alguns alunos desiludidos, alguns literatos prontos a denunciar o abaixamento do nível, alguns professores amargos, alguns directores desorientados e conclui-se: "O ensino está em crise!". Ninguém sabe exactamente o que isto quer dizer, qual é a amplitude do fenómeno nem a sua antiguidade A crise não é uma realidade objectiva, mas um olhar lançado sobre a realidade, uma construção social que não inventa os factos, mas que os selecciona, os liga, os amplifica, os dramatiza, os inscreve num quadro de conjunto, lhes atribui sentido como indícios de um mal-estar global do ensino. Sabe-se que bastam três catástrofes sucessivas para que se fale de uma série negra. A crise é uma construção mais sofisticada, mas com o mesmo modelo. Todo o sistema educativo está constantemente cheio de tensões, de conflitos, de dúvidas, de problemas insolúveis. Há, bem entendido, períodos mais felizes que outros, mas o discurso da crise exagera o contraste: de súbito, anuncia-se que tudo está mal, finge-se acreditar que ontem tudo estava bem. Uma parte do professorado descobre, então, no jornal ou na televisão, a crise do sistema educativo, mas fica com a impressão de que nas suas proximidades nada se passa de extraordinário. Mesmo que não se deixem impressionar e influenciar pelo clima geral, a crise vai modificar o seu ambiente pelo simples facto de que, sob a pressão dos media e de outras influências, o governo vai ser obrigado a "fazer qualquer coisa". Quando se dá "subitamente" conta de que o ensino está prestes a falhar a reviravolta das novas tecnologias, o ministério reage e os estabelecimentos de ensino recebem os equipamentos informáticos que não pediram, sem contudo conseguirem que lhes reparem o telhado ou substituam uma fotocopiadora obsoleta. Quando se descobre que as escolas estão "dominadas pela violência", é a chamada geral ao combate decretada de cima, mesmo nos sítios onde tudo decorre pacificamente. Quando os orçamentos da instrução pública são deficitários e o governo promete "corrigir vigorosamente a situação", mesmo os estabelecimentos de ensino mais desprovidos devem contribuir com contenção de despesas. Em resumo, quando o sistema é considerado em crise, é difícil fingir que não estamos preocupados, mesmo que não vivamos todos os mesmos problemas. Inquéritos, recomendações, novos procedimentos e economias súbitas não transformam o trajecto de um estabelecimento de ensino, mas interferem com as dinâmicas em curso, mudando o ambiente, mobilizando energias, principalmente as do director, que de repente tem que fazer relatórios circunstanciais sobre sectores que não o preocupavam, ou assistir a reuniões de onde saem recomendações que têm, na sua escola, pouca pertinência. Ser director escolar é participar mais do que o corpo docente nos acessos febris do sistema e navegar entre dois escolhos: mobilizar o corpo docente à volta das últimas directivas do Ministério, com o risco de fazer perder tempo a toda a gente, ou ignorá-las, com o risco de passar ao lado de um verdadeiro problema. Dirigir em período de crise é conhecer a boa utilização das flutuações, quer do ambiente quer da conjuntura política, saber proteger o seu estabelecimento escolar das modas, sem deixar de estar solidário com os debates de fundo. Se a distinção é fácil de entender, é mais difícil de executar no dia-a-dia, quando estamos metidos no meio dos acontecimentos. Assim, no domínio das violências escolares, muito mediáticas hoje em dia em França, é muito difícil, para um director escolar de uma área ainda tranquila, saber se se deve preparar hoje para o pior, ou praticar o wait and see. Corre, em ambos os casos, o risco de uma apreciação errada. Ora, é tão aborrecido subestimar urna ameaça verdadeira como criar uma "psicose".Este dilema não admite solução preconcebida, pelo menos no momento em que a crise se declara. Se fosse necessário sugerir medidas preventivas, elas apontariam, certamente, no sentido de uma mais forte capacidade de análise das tendências do sistema educativo e de antecipação das suas incidências locais. Sem nos alhearmos do mundo, podemos tentar não estremecer a cada um destes sobressaltos. Por exemplo, é razoável que um estabelecimento de ensino organize regularmente debates e sessões de informação sobre a evolução da sociedade e das suas incidências sobre a educação. Quantas mais ferramentas de análise a cultura profissional propuser, mais os docentes e o director escolar estarão à altura de estabelecer a diferença entre o que se passa localmente e os movimentos da conjuntura. Ser director não significa ser o único ou o melhor informado, mas, pelo contrário, partilhar a informação e manter o debate. Não é fácil, pelo menos por duas razões:- urna parte dos docentes, visto que há muito tempo nada os ameaça directamente, sentem-se pouco inclinados a interessar-se pelas evoluções globais do sistema educativo; nem as suas chefias nem os seus sindicatos os conseguem mobilizar, convencê-los de que são actores do sistema; é por isso que a maioria das crises das finanças públicas, por vezes bastante previsíveis em função da conjuntura económica, têm geralmente o efeito de um trovão no céu dos docentes, que só então descobrem quanto custa a Escola e que parte representa no orçamento nacional;- ser detentor de uma informação estratégica é uma fonte de prestígio e de poder e observa-se em numerosos chefes - escolares ou de serviço, em diversos organismos - uma tendência para capitalizar e monopolizar essa informação, em vez de a fazer círcular; compreende-se sempre demasiado tarde que um observador esclarecido não pode substituír-se a um colectivo lúcido ... Philippe Perrenoud, obra citada infra
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Crise do sistema: protegermo-nos ou afogarmo-nos?
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April 22 2010, 9:16am | Comments »
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Lições do Coração
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March 31 2010, 2:11pm | Comments »
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Crime público, disse ela! E todos parece que querem ir atrás…
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Mais um contributo de Joaquim Azevedo para sustentar um debate. Porque, muitas vezes, como parece ser agora o caso, as soluções ofuscam e desviam do necessário combate ao problema.Esta deriva securitária tem agora mais uma expressão concreta, que vale a pena combater, em nome da convivência, da democracia, da sociedade de direito e da política como regulação pessoal e sociocomunitária, muito antes de ser regulação estatal.A Fenprof invoca um parecer do CNE, de 2002, “Para combater a indisciplina nas escolas”, para vir agora propor que as agressões aos professores sejam consideradas agressões e ofensas contra autoridades públicas. Mais até já se invoca que os professores possam dar voz de prisão a um aluno, um pai ou uma mãe, um autarca, sei lá.Primeiro, do ponto de vista jurídico, o novo quadro legal (Código Penal) instituído em 2007, veio tornar isso mesmo claro ao consagrar como ofensa qualificada a que seja cometida contra “docente ou membro da comunidade escolar”, o mesmo sucedendo se se tratar de difamação e ameaça. Logo, dizem os penalistas, é crime público (apesar da jurisprudência ser ainda escassa, como é óbvio). Basta, por isso, agir em conformidade e accionar a lei.Segundo, do ponto de vista social e comunitário, é bem evidente que este não é o caminho, pois a lei até já existe e as situações de indisciplina e violência na escola existem e continuam a existir. E se mais normas vierem a ser instituídas, como fuga para a frente, as “lixeiras sociais” continuarão com o mesmo lixo. Andamos a empurrar os problemas com a barriga e colocamos a cabeça e a palavra, o diálogo uns com os outros, de lado, secundarizados e até bem escondidos. Instituimos a ideia de que se castigarmos bem dois ou três alunos, de modo exemplar, expulsando-os das escolas, de preferência com a pena máxima e com direito a “prime-time” nos telejonais, resolvemos o problema. Se conseguirmos mudar as normas, então é que os problemas da violência e da indisciplina ficam mesmo resolvidos!Foi assim em 2002, será assim em 2010 e será pior ainda em 2015, muito pior, não só porque nenhum dos problemas sociais que existem actualmente se resolverá por esta via, mas também porque as escolas irão ter de acolher obrigatóriamente todos os jovens não só até aos 15, mas até aos 18 anos.Dei o exemplo, nos textos anteriores (aqui inseridos) , do Agrupamento de Beiriz e da Escola da Damaia. Há muitas outras escolas que fazem o que vale a pena ser feito, com muita determinação e coragem: criar um clima escolar rigoroso e construído sob a ética do cuidado, com professores muito bem preparados e com bons e eficazes sistemas de trabalho em equipa, pois estes caminhos são muito exigentes; estabelecer ambientes de boa comunicação entre os alunos, os professores e os pais-famílias, pois estes circuitos de comunicação, por mais difíceis que sejam, são os que têm de ser accionados, para que quando algo falhe seja possível imediatamente agir, ou seja, actuar sempre preventivamente e muito pouco correctivamente; envolver todos estes actores nos debates dos problemas e nas principais decisões a tomar, estabelecendo-se regras claras e sanções precisas, que todos entendam e cumpram e façam cumprir; criar pontes permanentes entre as escolas e outros agentes sociais locais, desde os assistentes sociais aos técnicos da justiça e da solidariedade social, desde o pessoal técnico da saúde às instituições de solidariedade social; nunca deixar ninguém pelo caminho (mesmo que “cheire mal e fique ali sentada a um canto da sala”, como disse a professora da criança de dez anos que lhe mordeu o braço, “negra” que bem mostrou à televisão), accionando todos os dispositivos de alerta, de encaminhamento e de solução social dos problemas de violência e agressão mútua que estão instalados no nosso quotidiano (a articulação com as CPCJ, a proximidade das respostas sociais com as famílias e o trabalho interprofissional são bens sociais inestimáveis a preservar e a desenvolver).Se, mesmo assim falharem as respostas que existem instituídas, é preciso criar outras, muito mais flexíveis e abertas à inspiração humana, instituídas sob o signo do máximo cuidado e da máxima atenção a cada pessoa que mora em cada aluno, a cada situação envolvente, e dirigidas à edificação de novos projectos de vida, que só os próprios podem construir, passo a passo, com muita paciência, resistência e determinação. Temos tantos técnicos tão capazes de o fazer, que já o fazem e que o podem fazer ainda melhor! É só incentivar e proporcionar os meios! Os governos e os líderes locais são orquestradores e não solistas!Ninguém pode cair da malha que temos de saber tecer, com laços sociais fraternos, com muito trabalho e esperança. Os seres humanos são capazes de milagres quando se unem na procura da satisfação do bem comum. É certo que hoje, em todos os concelhos do país, há adolescentes e jovens que passam esta malha, e habitam o que alguns chamam a “exclusão social”. É isso que temos de corrigir, na escola e nas comunidades, dando as mãos.Deixem lá a juridização dos problemas, porque perdem tempo e nada resolvem!Deixam lá de alimentar o jogo daqueles que querem desviar a atenção da população para violências, crimes e situações extremas, para que os cidadãos esqueçam as magnas questões que eles e todos temos de resolver!Deixem lá as derivas autoritárias e securitárias e vamos dar força, energia, coragem e esperança a quantos reconstroem e constroem esses difíceis laços sociais e relações entre todos os membros das nossas comunidades locais!
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March 28 2010, 10:37am | Comments »
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As galinhas, o gume e a violência escolar.
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O novo tema mediático versa a “violência escolar”. Como se houvesse uma “nova violência escolar” (NVE)! Como se, de repente, o mundo tivesse mudado e o azul do céu tivesse desaparecido! O que houve de novo, nos últimos dias, foram duas mediatizadas mortes, porventura desesperadas despedidas de vidas tornadas insuportavelmente mais frágeis do que todas elas são. E novos são também os meios de comunicação que veiculam as mais variadas formas de violência ou de desespero humanos. É muito grave.A nossa amada Sophia diz que “as pessoas sensíveis não são capazes de matar galinhas, porém são capazes de comer galinhas” mortas (digo eu)! Mas, vamos por partes.Inventou-se a NVE! Mas existe de facto, alguma NVE? O que é que a define? Como se manifesta e propaga? Quem são os seus agentes principais e quais são as suas regras? Em que é que é realmente nova?Vejo e reflicto com os meus pares e com muitas associações de pais, com professores e escolas, sobre os reflexos no ambiente escolar das novas formas de violência social. Estas têm manifestações muito claras e distintivas, sobretudo no que se refere à sua incidência sobre as crianças. Podemos tomar aqui o exemplo da extrema violência que os videojogos e a televisão inculcam nas mentes humanas em construção, ainda antes de chegarem ao ambiente específico da educação escolar. Dos zero aos seis anos, o “papel em branco” fica quase todo pintado. A que cores, com que traços, desenhando que quadros? Pensamos pouco sobre isso (paramos pouco para pensar, em geral). Não gostamos de fazer perguntas novas, que provocam, que chamam a ter de trilhar caminhos novos e até a arrepiar caminhos já traçados e tresmalhados.Nestas formas de violência, morrer e matar passa a ser coisa vulgar, repetida até à exaustão, dezenas de vezes por minuto. As mortes originadas pelas mais variadas formas de vida são-nos comunicadas com a mesma voz, o mesmo tom dito “neutral” com que se anuncia o novo gadget, resultante de muita e paciente investigação e do desenvolvimento técnico. A violência está a ser naturalizada; à vista desarmada estamos a transformá-la numa coisa banal, inscrita no nosso quotidiano, um traço humano natural, como uma ruga do nosso rosto. Como se fosse tão inevitável como a morte!E, enquanto isso se passa, as crianças, essas que agora passam na escola pelo menos 80% da sua vida, dos 0 aos 18 ou 22 anos de idade, 100% activas, e que passam 20% da sua vida em família, 80% do tempo a dormir, aprendem a disparar e a matar pelo menos uns 20 obstáculos “humanos” por minuto. Ou então, sentam-se ao nosso lado no sofá a devorar connosco as nossas “galinhas mortas”, ou seja, a violência das incontáveis guerras em curso, a violência dos conflitos étnicos e da intolerância humana, a violência e o desrespeito nas estradas, a violência que dispara nas relações entre casais, entre vizinhos, entre grupos-fronteiras, a violência do desrespeito pela natureza, a violência da natureza, que treme e inunda, a violência dos abusos de menores, a violência da exclusão social, a violência…Na escola, o espaço social por excelência que detém o tempo destas crianças, espaço apesar de tudo bastante aberto e livre, porque é que a violência face ao outro que me rodeia, que nem é do meu grupo, há-de ser diferente ou guiar-se por outros códigos? E há outros códigos? Onde se aprendem? Na família? “A escola é do Estado e tem de ser neutral”, avisam as eminências do regime! Por outras palavras: o que é isso do outro? O que é que o outro tem que ver comigo? Qual o lugar de cada outro na nossa sociedade e como é que esse lugar é objecto de reflexão e acção nas nossas escolas?Será que existe uma NVE ou estamos a criar mais uma novela para não pensarmos na violência que estamos a naturalizar e que nos está a devorar valores que são fundamentos de uma são convivência e os pilares de relações humanas fortes e laços sociais profundos. O outro, cada outro, tal qual é (“uma outra liberdade), que lugar, que prioridade, que atenção nos merecem? Na família, esse extraordinário lugar de aprendizagem dos afectos, da beleza e da profundidade das relações humanas (mesmo com o pouco tempo de que todos dispomos), de aprendizagem do respeito uns pelos outros, da autoridade e do perdão? Na escola, esse ambiente exigente de progressão permanente nas aprendizagens, esse magnífico espaço de convívio humano, inter-pares e entre adultos e crianças e jovens, entre pais e professores (ambos educadores das mesmas crianças), onde se aprende a viver uns com os outros? Na sociedade, nos tempos e lugares que habitamos, nas cidades que edificamos, bairro para ali, bairro para acolá, mas espaços privilegiados de convivência cívica e de construção do bem comum? Repito: qual o lugar do outro, de cada outro, tal qual é, que atenção lhe dedicamos, sobretudo aos que mais precisam do nosso cuidado, que relações humanas cultivamos?Entretanto, o ME, na 5 de Outubro, prepara medidas de emergência para conter a indisciplina escolar, para castigar de imediato todas as “novas” formas de agressão e violência nas escolas, para devolver autoridade aos professores (depois de ter estupidamente desbaratado muita da que ainda havia), para reforçar as competências das escolas e dos directores! A Confap e alguns partidos querem multar os pais dos “alunos” (não dos filhos) transgressores.Mas estamos a ver o mesmo filme? Estamos a falar do mesmo assunto? Já falamos com os nossos alunos sobre isto? Que pensam eles de tudo isto? Ou eles são o elo mais fraco das escolas?Não só é possível fazer diferente, como se está a fazer diferente. Escolas há que lidam bem, com sabedoria, com estas problemáticas socioculturais e que se renovam como casas de educação e desenvolvimento humano (ver caixa com exemplo). Não precisam de mais nada: autoridade, responsabilidade e liberdade.Pela voz de José Tolentino Mendonça, ocorre-me dizer: “Fernando Pessoa escrevia: «A espantosa realidade das coisas/ é a minha descoberta de todos os dias». É isso que peço, Senhor. Não nos deixes no embaraço baço da superfície; nos olhares e nos juízos que roçam apenas a periferia, que descrevem o exterior, mas nada sabem do gume. Dá-nos o saber de reparar a fundo, de escutar o indizível segredo que torna todos e tudo espelho do Teu assombro. Impele-nos à descoberta de um real que nos é tão próximo, mas afinal desconhecido.”A deriva securitária não será a saída nem terá saída.Beiriz: as faixas verdes da esperançaNo Agrupamento Campo Aberto, em Beiriz (Póvoa de Varzim, ver blogue “VoxNostra”), os professores, os pais e os alunos juntam-se para reflectir e agir sobre estas situações mais ou menos visíveis de violência que chega até dentro da escola. Há múltiplas formas de participação dos alunos na vida das escolas, mas por vezes esta participação é menos cuidada, bem como a dos pais. Nesta escola, a responsabilização dos alunos é o princípio estruturante de um bom clima escolar, eles são os “agentes centrais na definição e resolução dos problemas do quotidiano”.Semanalmente, os alunos de duas turmas, uma da manhã outra da tarde (envolve 2º e 3º ciclos), usam umas faixas verdes, que dizem a todos que eles e elas são responsáveis por cuidar do bom ambiente da escola (são o exemplo a seguir) e por intervir caso haja algum sinal de violência, indisciplina, falta de respeito, junto dos funcionários, professores, Director de Turma ou Psicólogo. Nas aulas de Formação Cívica trabalha-se exactamente esta problemática da violência e fomenta-se a reflexão e a redacção de trabalhos sobre a temática. Os resultados estão à vista, embora ainda se estejam a dar os primeiros passos.Joaquim AzevedoProfessor-Universidade Católica, Membro do Conselho Nacional de Educação e do Conselho Económico e Social.
March 18 2010, 9:35am | Comments »
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Questions sensibles et sujets tabous
http://terrear.blogspot.com/2009/12/questions-sensibles-et-sujets-tabous.html
Dossier coordonné par Élisabeth Bussienne et Michel TozziProblèmes existentiels longtemps tabous à l'école (la mort, la sexualité), contestation de certains sujets « sensibles » (l'évolution des espèces, le conflit israélo-palestinien), comportements sexistes, racistes, homophobes : comment réagir face à ces élèves qui veulent être reconnus comme des personnes et pas seulement comme des « apprenants » ?Comment pouvons-nous répondre en tant que professionnels qui faisons la part de ce qui nous touche personnellement ? Ce dossier s'appuie sur de nombreux témoignages ; il s'intéresse à la façon dont on peut analyser et anticiper les difficultés. Il montre comment donner la priorité, dans ces situations délicates, à l'éducatif sur le moralisme ou l'argument d'autorité. La présentation complète du dossier Les articles à lire en ligne Le sommaire du dossier L'éditorial du dossier
December 18 2009, 5:51am | Comments »
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Os Castigos Físicos Reduzem o Quoticiente Intelectual das Crianças
http://terrear.blogspot.com/2009/10/os-castigos-fisicos-reduzem-o.html
Pueden generar un estrés crónico que acaba afectando al desarrollo mental Un estudio realizado en Estados Unidos y en otros 32 países del planeta ha revelado que el castigo físico sufrido en la infancia condiciona el desarrollo mental de los pequeños. Las mediciones del cociente intelectual de miles de niños revelaron que aquéllos que no habían sufrido este tipo de castigos tenían entre 2,8 y 5 puntos más de CI que los que sí los habían padecido. Según los investigadores, estos resultados ponen de relieve la necesidad de ilegalizar esta costumbre en todas las naciones. Texto completo
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October 3 2009, 12:17pm | Comments »
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Máscaras, jovens e "escolas do diabo"
http://terrear.blogspot.com/2009/05/mascaras-jovens-e-escolas-do-diabo.html
Um artigo deJosé Machado PaisUm dos desafios da sociologia é o de desmascarar as actuações cotidianas, procurando descobrir o que elas revelam no que ocultam. De que forma? Pesquisando os usos que se fazem das máscaras. É esse o desafio que se lança, tomando-se como referenciais empíricos diferentes cenários de actuação das máscaras, a começar pelos actos de nomeação que mascaram a realidade a partir do momento em que a nomeiam. Será também dada atenção às máscaras que caracterizam os estilos juvenis e às tramas de significado que esses estilos escondem. Finalmente, questiona-se a existência das máscaras no cenário de escolas que retratadas como "escolas do diabo". Nesse caso, a hipótese discutida sugere que a violência protagonizada por alguns jovens nessas escolas é também uma máscara, dado ocultar formas subtis de violência a que esses jovens se encontram cotidianamente sujeitos.Palavras-chave: juventude; violência escolar; identidades; máscarasFonte
May 27 2009, 4:29pm | Comments »
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Violências na Escola
http://terrear.blogspot.com/2009/05/violencias-na-escola.html
Violences à l’école : ce qu’on sait et ce qui marcheEntretien avec Éric Debarbieuxmardi 26 mai 2009Éric Debarbieux, spécialiste reconnu de la violence à l’école, a bien voulu répondre à nos questions suite aux propositions du ministre de l’éducation et au tollé qu’elles ont suscité.Cahiers pédagogiques : Face à la violence à l’école il est question de favoriser les systèmes de détection. Que nous disent les recherches internationales, sur leur efficacité et leur rapport qualité-prix ?Éric Debarbieux : Il est vrai que sous le coup d’un certain affolement, des solutions techniques sont réclamées à corps et à cris : ainsi aux USA on propose des logiciels de profilage, ailleurs on réclame de la vidéosurveillance, des détecteurs de métaux dans les écoles pour les protéger des envahisseurs. Le marché de la sécurisation de l’espace scolaire devient extrêmement porteur. La moindre des précautions avant d’adopter ce type de « solutions » est d’examiner leur efficacité -voire leurs effets-pervers - ce que la recherche permet amplement de faire. La vidéosurveillance a été largement évaluée, d’une manière plus générale qu’au seul niveau scolaire, et il faut bien dire que les résultats sont décevants. Deux criminologues anglais, parmi les plus respectés (Welsh et Farrington de l’université de Cambridge en 2002) ont évalué avec de hauts standards scientifiques l’impact de celle-ci et leurs conclusions sont sans appel : la vidéosurveillance ne diminue que de manière très marginale la délinquance (moins de 6% de faits en moins). Plus intéressant encore : elle a des effets pervers dans le sens d’une démobilisation des personnels de surveillance, s’en remettant à la magie technologique. En réalité elle n’est efficace que dans des secteurs où ces personnels sont actifs et visibles. Que dans les cas de terrorisme la vidéosurveillance ait pu servir à appréhender les coupables est un autre problème : elle ne les a pas dissuadés de passer à l’acte et elle ne les en a pas empêchés. Indépendamment de toute glose politique sur une société « Big Brother » de la surveillance des citoyens ordinaires, la recherche montre d’abord que ça ne fonctionne pas. Des mesures parfois réclamées après des épisodes dramatiques impliquant des armes s’avèrent tout autant inefficaces. Il en va ainsi des détecteurs de métaux à l’entrée des établissements, lesquels, soit dit en passant et contrairement à la légende, ne sont présents que dans moins de un pour cent des écoles américaines (d’après le très officiel rapport annuel Indicators on Crime Safety en 2006). Les effets pervers en sont bien connus : ressentiment croissant des élèves par sentiment de mépris, surtout quand cela se double d’opérations comme la fouille des cartables, et du coup augmentation de la violence anti-institutionnelle. Une recherche de Randall R. Beger, un juriste américain, en 2003, suggère que l’usage excessif et agressif de mesures de sécurité à l’école peut nuire aux élèves en augmentant leur méfiance et leur sentiment d’insécurité et en leur déniant des droits essentiels. Pour ce chercheur, ces mesures excessives augmentent la violence entre élèves ; elles sont, sous prétexte de s’en protéger, une interférence de l’environnement dans le lieu des apprentissages. Beger va jusqu’à dire que certaines de ces mesures violent le fameux quatrième amendement de la constitution qui protège le citoyen des actions autoritaires de l’État et de la Police.C.P. :Que peut donne le recours à des « forces de l’ordre » (pour l’instant bien mal défini) ? Là encore, que nous disent les expériences étrangères ?E.D. : Il est hors de question pour moi de faire des amalgames faciles du type « CRS/SS » et je trouve d’ailleurs les critiques faites par le Parti Socialiste un peu surréalistes : la candidate officielle de ce parti aux élections présidentielles n’avait-elle pas prôné les « camps militaires » (certes « humanitaires » !) pour la rééducation des jeunes délinquants ? Le problème est beaucoup plus complexe que le choix entre le rien angéliste qui nie en fait l’existence de la délinquance à l’école -une délinquance parfois dure- et le « tout répressif » tout aussi naïf qui manque à coup sûr le problème de la violence quotidienne, faite plus d’une accumulation de tensions et de microviolences que de faits aisément qualifiables.La violence à l’école n’est pas forcément de l’ordre d’une délinquance et elle n’est pas pensée comme telle dans la majorité des autres pays (qu’on pense à toute l’importance des phénomènes de harcèlement entre pairs, aux élèves que l’on nomme parfois « à troubles de comportement », qui s‘expriment avec une agressivité trop forte et fréquente). Pour la violence délinquante travailler avec la police me semble normal pour aider à traiter une partie -mais une partie fort restreinte- de la violence à l’école. Seulement, et c’est là sans doute que le bât blesse, quelle police ? Pour quoi faire ? Si c’est une police de réelle proximité, en lien avec les institutions, les habitants, les jeunes eux-mêmes, une police de voisinage -pour ne pas dire de communauté- alors oui, il y a des expériences très concluantes (par exemple à Toronto, au Canada). Mais si c’est Starsky et Hutch dans les cours de récréation alors c’est de l’ordre du ridicule. De toute manière il ne faut pas trop en attendre : encore une fois ce n’est qu’une faible partie de la violence à l’école qui est du ressort de la police et de la justice.C.P. : Un grand absent des déclarations ministérielles, une fois encore, le travail en équipes, la coopération entre personnels à l’intérieur de l’établissement. Une fois de plus, pouvez-vous nous dire pourquoi ça marche ? Et pourquoi à votre avis le ministre n’en parle pas : méconnaissance, aveuglement idéologique ?Aveuglement idéologique ? Ou simplisme commun ? Cela se base sur une apparente « évidence » : la violence à l’école vient de « l’extérieur ». D’où une logique de protection vis-à-vis de cet extérieur, d’abord par la clôture de l’espace scolaire : grilles, portes, sas. Soulignons-le : il y a une grande part d’illusion dans cette conception, qui va effectivement jusqu’à l’aveuglement idéologique, particulièrement en France. Dans notre pays en effet et plus qu’ailleurs, la nation s’est identifiée à son système d’enseignement, dans un idéal d’égalité républicaine et d’école pour tous. L’école est le temple du savoir et de sa transmission, exigeant la coupure avec la vie ordinaire et les failles de la cité réelle. Le savoir serait en soi la clef contre la barbarie. C’est ce qu’exprime par exemple ce discours de Ségolène Royal (discours de Villepinte le 11 février 2007) : « L’école est le cœur battant de la République, l’école est le lieu où se transmettent tous les savoirs et les valeurs républicaines, l’école est le creuset où se forment les futurs citoyens. » Cette idée est largement consensuelle dans la classe politique, elle s’exprime aussi dans le discours d’un ministre de l’éducation dans des termes quasiment religieux : « la violence menace la sérénité de l’étude dont l’école doit être un sanctuaire » (Discours de Gilles de Robien, 5 septembre 2006). C’est ce que déclarait François Bayrou, ministre de l’éducation nationale en 1993 : « L’école doit être un sanctuaire et cela doit se matérialiser afin que les enfants se sentent à l’abri des menaces du monde qui les entoure. » En ce sens la violence dans les lieux d’enseignement est une atteinte au sacré et ne peut être conçue que venant d’un environnement hostile. Cela n’est pas spécifique au personnel politique : les explications privilégiées par la presse, bien qu’identifiant assez précisément les auteurs et les lieux de la violence scolaire, ont largement tendance à privilégier des déterminismes externes.Or, les faits sont têtus, la violence à l’école est très rarement le fait d’éléments extérieurs. Les statistiques du Ministère de l’éducation nationale en 2007 montrent qu’elles constituent 2,3% des faits portés à la connaissance de l’administration dans le second degré et 2,1% dans le premier degré. En ce qui concerne les incidents envers les personnels près de neuf incidents sur dix ont pour auteur un élève, 3,5% sont des personnes extérieures à l’établissement et un peu moins de 3% des familles. Qu’on le veuille ou non, c’est donc bien la relation pédagogique qui est au cœur du problème. On peut idéologiquement le regretter, mais c’est une réalité incontournable.Alors qu’est-ce qui est efficace ? Là encore les réponses sont connues. Ainsi une étude américaine de Sandra Jo Wilson, Mark W. Lipsey et James H. Derzon a tenté de mesurer l’effet des programmes utilisés pour diminuer les comportements agressifs à l’école et les causes du succès ou de l’échec de ces programmes (voir le site de l’observatoire international de la violence à l’école). Ces auteurs ont compilé 221 recherches à hauts standards scientifiques. Comme d’autres travaux célèbres cette synthèse montre que le travail en équipe, la formation du personnel, la supervision extérieure et l’aide du directeur de l’établissement sont des conditions au succès d’un programme, qui doit être de longue durée. Parmi les interventions efficaces on trouve des techniques dites « administratives » c’est-à-dire de conduite de la classe (coopération, participation), des règles et normes de comportement claires et communes à l’école. La qualité des réseaux sociaux est une condition de protection contre la violence ; celle-ci dépend du contexte de l’établissement lui-même (par exemple stabilité des équipes) et du contexte social local (liens communautaires, capital social). Bien sûr pour certains types de violence ou pour certains jeunes, des programmes spécifiques devront être mis en œuvre. Il n’empêche, la première base de l’action efficace est d’augmenter l’identification collective dans les établissements, celle des professionnels et celle des élèves. L’identification positive à l’école est prédictive de la réussite scolaire ; à l’inverse la désaffiliation est, selon le mot de Jason W. Osborne, « le premier chemin vers la violence à l’école », très vite suivie par une identification aux pairs déviants, eux-mêmes en décrochage scolaire.C.P. : La réponse de la gauche est surtout en termes de moyens. Qu’en pensez-vous ? En quoi est-ce vrai, et en quoi est-ce faux de mettre l’accent là-dessus ?E.B. : Parmi les multiples revendications des fédérations de parents ou des syndicats enseignants, celle portant sur la taille de l’établissement et l’effectif des élèves est la plus souvent avancée. La recherche disponible met bien en évidence un effet lié à un effectif trop important dans l’école et dans la salle de classe. Cependant, cela n’est pas à prendre en règle absolue : la taille de l’effectif n’est un facteur réellement significatif que dans les écoles recevant une population de faible niveau économique et particulièrement des populations de minorités ethniques. Ce n’est donc pas une baisse globale, et trop coûteuse du nombre d’élèves par classe qui est en jeu, mais une baisse ciblée sur les établissements de secteurs socialement défavorisés.Par ailleurs, il y a des mesures qui n’ont rien à voir avec une politique de moyens concédés. Et là, la gauche n’a pas mieux réussi ! Si l’on admet la grande importance de la stabilité des équipes, le système de recrutement des personnels de l’enseignement secondaire en France est une véritable catastrophe : le mouvement « national » a pour effet l’envoi en masse de jeunes débutants non ou peu formés dans des établissements sensibles dont ils n’ont qu’une idée partir. Le « turn-over » est massif avec des pointes de changement de personnel pouvant aller jusqu’à plus de 70% chaque année. Comment construire l’identification ? Comment être respectés par des élèves qui se sentent méprisés (« vous partirez à la fin de l’année de toute manière ! » disent-ils... à raison). La manière dont est cogérée la nomination des enseignants est criminogène. J’avoue en avoir assez de le répéter...Enfin deux points sont aussi essentiels : une très belle recherche québécoise (Jeffrey et Sun, voir aussi sur le site de l’observatoire de la violence à l’école) a bien montré, avec d’autres, que la qualité de l’accueil des enseignants dans un établissement était très explicative de la diminution des agressions subies par les enseignants, un accueil véritable, la mise en place d’un véritable vivre ensemble avec une entraide en équipe. Or que se passe-t-il trop souvent (heureusement pas toujours !) : remise de l’emploi du temps et débrouillez-vous. C’est absurde.Je terminerai sur la formation. On ne peut tout en attendre, mais c’est une condition nécessaire. Formation à la gestion du stress (de son stress entre autres), à la dynamique de groupe, à la prise de parole, au travail en équipe doivent accompagner la formation disciplinaire. La fragmentation de la formation que représente l’actuelle manière de (ne pas) concevoir la mastérisation me conduit hélas à bien des inquiétudes. C’est pourtant une belle occasion qu’il faudrait saisir.À condition de ne pas s’enferrer dans des « solutions » idéologiques. À tout problème complexe il y a une solution simple : la mauvaise.Éric Debarbieux est professeur en Sciences de l’éducation à l’université de Bordeaux. Il est le Président de l’Observatoire International de la Violence à l’Ecole et auteur notamment de « Les Dix commandements contre la violence à l’école » parus chez Odile Jacob ou de « Violence à l’école : un défi mondial ? » chez Armand Colin.Fonte
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May 27 2009, 4:54am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
25 de Março
http://terrear.blogspot.com/2009/03/25-de-marco.html
O final da crónica de hoje de Miguel Santos Guerra:Día 25 de marzo. Debería ser el último de la historia. Porque ya no fuese necesario luchar contra la multiforme e insidiosa violencia de género, contra la opresión y la discriminación. Me temo que no va a ser así. Me temo que el próximo año tendremos otra vez que lamentar la muerte y el dolor de muchas mujeres. Y el aprendizaje del horror que los niños y las niñas realizan. Porque la violencia nos convierte a todos en víctimas, aunque de distinta naturaleza. A los verdugos porque se envilecen, a sus víctimas porque sufren o mueren y a los espectadores porque aprenden a practicar o a temer la violencia. Por eso es tan de agradecer la lección del profesor Neira. Una lección que se nos ofrece a través de la forma más bella y más eficaz de autoridad: el ejemplo.Cada persona debería decir, para que la situación sea mejor el 25 de marzo del próximo año: “Por mí no quedará.: Estaré en esa causa, en esa lucha, en esa noble tarea con toda mi rabia, con toda mi energía y con toda mi esperanza”.
March 21 2009, 4:31am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Agresividad escolar y dificultades de aprendizaje
http://terrear.blogspot.com/2009/02/agresividad-escolar-y-dificultades-de.html
El objetivo del presente trabajo es la consideración del matonismo (bullying) y la relación con las dificultades en el aprendizaje. También en la muestra analizada se ha considerado la edad y el sexo de los sujetos.Los resultados nos indican la existencia de diferencias significativas para las variables analizadas, resaltando la caracterización de los sujetos con Dificultades de Aprendizaje como victimizadores y como víctimas, siendo la presencia de esta última característica muy superior a la primera. El estudio sugiere la relevancia del apoyo social, así como de la toma de perspectivas y la interpretación de los estímulos sociales en el origen y mantenimiento del fenómeno del bullying.Texto integral
February 12 2009, 8:20am | Comments »
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