Excerto final de poema VIDA de António Nobre (via Amélia Pais): (...) Jesus! Jesus! Jesus! o que aí vai de aflição!
Ó meu Amor! é para ver tantos abrolhos, Ó flor sem eles! que tu tens tão lindos olhos! Ah! foi para isso que te deu leite a tua ama, Foi para ver, coitada! essa bola de lama Que pelo Espaço vai, leva como a andorinha, A Terra!
Ó meu amor! antes fosses ceguinha...
Paris, 1891.