É um texto (ia a dizer reactivo, mas pensando melhor, digo) activo. Que retoma uma pro vocação a uma aluna superlativa. Provocare: chamar para o debate. Assim deviam ser as aulas, os seminários, as mensagens. Exercícios laboriosos de (des)construção de novos olhares, novos saberes (não desprovidos do seu sabor). Publicá-lo é uma homenagem ao Pensar.Posto que a essência de cada coisa a define no que ela é em si mesma e simultaneamente permite pô-la em relação com todas as outras, na unidade e na diferença, cada coisa estabelece uma relação de intra e interdependência cósmica com as suas congéneres. Diríamos que no universo existe uma linguagem comum, geradora de múltiplos sentidos, que a todos permite criar espaços de ancoragem, nomear, significar, representar e conhecer.À essência do humano estão afectas múltiplas formas de expressão: a racionalidade, a linguagem, a emotividade, a criatividade, a moralidade, a humanidade e a pessoalidade, entre outras. Neste sentido, a superlatividade que cada um comporta, requer, do meu ponto de vista, o esforço construtivo que cada um deve empreender para que a harmonia de sentidos e de vontades possa coexistir, exercer a nossa humanidade, desenvolvermos a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, saber ouvir, escutar, questionar e reflectir sobre o que torna cada pessoa um fim e não um meio, um ser inimitável, insubstituível, inalienável e único.A superlatividade que habita em cada um de nós e se expressa em gestos, palavras e acções exige tempo de alma, o qual não é cronologicamente mensurável, nem efémero. Écatártico / regenerativo, é o tempo da verdadeira fruição, encontro, comunhão e partilha, que permite a cada um de nós perder-se e reencontrar-se (retro, intra e prospectivamente). Nesta medida, o conceito de superlatividade cruza-se com a noção de luminosidade que cada ser humano, como pessoa, transporta e projecta no discurso e na acção, o que nos predispõe a conquistar, no outro, não apenas um espaço indiferenciado, quase anónimo, mas um lugar (com a carga, antropológica, ôntica e epistemológica que este último possui).Termino reiterando a ideia inicial - a nossa eventual superlatividade actualiza-se na medida em que cada um se excede e se supera num ganho efectivo de sentido pessoal e comunitário, gregário, que traduz a nossa capacidade operativa / transformadora/ edificadora/ mobilizadora, em contexto. Neste jogo de superlatividades reclamamos a presença dos outros para que paulatinamente possamos encontrar lugares de questionamento e inquietude, que nos ajudem a (re) significar, (re) escrever e (re) interpretar as múltiplas formas de existir com.(...)Ana S
passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Acerca do (S) superlativo (S) que devem existir em cada um de nós….
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