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INVESTIGAÇÃO E CIÊNCIA

http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/investigacao-e-ciencia.html

A palavra “investigar” remonta ao século XV. A investigação científica moderna teve convencionalmente o seu início na Europa com a chamada Revolução Científica, no início do século XVII. A investigação é o “braço armado” da ciência, uma vez que é graças a ela que a ciência progride. A etimologia ajuda a compreender o seu significado: a palavra "investigação" vem do latim “in” + “vestigium”, que quer dizer seguir o rasto, ir atrás de pegadas. Se se for a um dicionário moderno encontra-se que “investigar é realizar uma “pesquisa crítica e sistemática, com base por exemplo na experimentação, que se destina a rever conclusões aceites à luz de factos novos”. Os cientistas avançam pois indo atrás de marcas reveladoras, um pouco como Sherlock Holmes, o personagem de Conan Doyle que, a partir de indícios, conseguia descobrir toda uma história. A procura científica tem de ser “crítica” (há que ter cuidado com pistas falsas) e “sistemática” (tem de se perseguir todas as pistas acessíveis). Para a investigação ser produtiva tem de se examinar algo que não se conhecia, os tais “factos novos” que permitem rever “conclusões aceites”.O processo de investigação científica é persistente. As conclusões só são verdadeiras provisoriamente, dando lugar a outras, que, em geral, são compatíveis com as anteriores. Novas investigações permitirão rever as conclusões antes obtidas, alcançando outras que de algum modo devem abarcar as antigas ou pelo menos o essencial delas: a ciência é cumulativa. Pode pois dizer-se que a investigação consiste na procura não tanto da verdade, só idealmente alcançável, quer dizer, inalcançável, mas na procura da inconsistência, do erro, da mentira.

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