Esta declaração assumida por José Gil em entrevista hoje publicada pelo Jornal de Negócios é de uma extrema acutilância e justeza. Fonte de desesperança, gérmen de revolta, motivo de auto-exclusão e alienação. Portanto, que não apenas inquieta e irrita. Vai muito mais além. Chega à desmoralização, à apatia, ao desmonoramento.E onde está essa injustiça do Estado? Nas coisas mais simples (mas que não deixam de ser gravosas):a) na interminável demora de resposta a cidadãos e empresas que têm pendentes durante meses processos que por lei deveriam ser respondidos com celeridade num mês ou dois;b) no "chico-espertismo" de contornar a lei, fazendo pedidos sucessivos para que os prazos comecem a contar sempre do zero;c) na arrogância, no encolher de ombros perante a manifesta falta de resposta pública (olhe, venha cá daqui a 15 dias...; olhe, telefone para a semana pois o técnico hoje não pode atender; ... olhe...)d) na indiferença "as diferenças", na impessoalidade na forma de tratar as questões, seguindo os "bons" tiques burocráticos....e) na confusão reiterada entre fins e meios (sendos estes muitas vezes transformados em verdadeiros fins)..f) na irresponsabilidade perante a manifesta ineficácia da acção;g) na postura feudalizante em que os cidadãos são tratados como os novos "servos da gleba"...As situações-tipo poderiam ser continuadas. Estas bastam para ilustrar um mal que nos corrói e diminui.
passando os olhos por... terrear.blogspot.com
“Há uma injustiça do Estado que inquieta e irrita”
http://terrear.blogspot.com/2010/01/ha-uma-injustica-do-estado-que-inquieta.html
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