Todos sabemos que a autonomia se conjuga com a responsabilidade. Ter (e reivindicar) a liberdade de criar as normas que regulam a nossa acção é um dos bens essenciais da actividade docente. Porque nos faz criadores e autores e nos afasta da tentação dorebanho. E porque os alunos são os principais beneficiários de uma acção que se orienta a pensar nas suas necessidades de aprendizagem.É óbvio que a autonomia e a liberdade só existem num quadro deresponsabilidade e no âmbito de uma ética profissional. Agir profissionalmente é sempre trabalhar para cuidar do outro, para o fazer crescer, colocando os interesses próprios e pessoais legítimos em segundo lugar.Só uma ordem política apostada em promover a autonomia e a responsabilidade (e facultar os devidos apoios, meios e recursos) terá condições de fazer evoluir as práticas educativas para cenários mais positivos e gratificantes.Infelizmente, vivemos tempos paradoxais. Por um lado, há a afirmação retórica desta senda. Mas, por outro, há excessivas práticas de desautorização, de proletarização e funcionarização docente, de desconfiança declarada. O eterno problema do “medo de existir” na liberdade, na diferença e nas singularidades.Nesta desordem vivemos. Na esperança (sempre na esperança) de que uma réstia de luz a todos nos ilumine. E nos faça querer trilhar outros caminhos. Ou, em última instância, nos obrigue a mudar de vida. Porque ser professor não é uma actividade qualquer. Lida e forma pessoas. Cria (ou destrói) futuros. E é por isso inadmissível uma postura ou uma disposição descomprometida, alheada ou incompetente nos diversos planos da acção (científico, técnico, pedagógico).
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Uma pedagogia da autonomia e da responsabilidade
http://terrear.blogspot.com/2010/01/uma-pedagogia-da-autonomia-e-da.html
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