Quem tem o poder de organizar a escola? E de a dirigir? O debate a que Philippe Perrenoud nos convida no capítulo quarto (pp. 105-136) remete para a questão inicial sobre o "poder organizador" das escolas que, em muitos países, pertence a colectividades ou a associações diversas. Mas aborda igualmente o debate sobre a autonomia e a gestão das escolas. Em Portugal, todos conhecemos as "resistências" para pôr em prática propostas que, no plano formal, têm suscitado importantes consensos. Uma das dificuldades principais tem sido a incapacidade de transformar a "máquina" do Ministério da Educação, confiando-lhe essencialmente missões de acompanhamento (o que implicaria mais investigação) e de regulação (o que implicaria mais avaliação). Nada será feito se não confiarmos no julgamento dos pais para escolherem a melhor educação para os seus filhos, na capacidade das comunidades locais para organizarem a escola e na competência dos professores para assumirem as suas responsabilidades como "profissionais autónomos".António NóvoaPrefácio a Perrenoud (2003). Aprender a Negociar a Mudança em Educação. Porto:ASA
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o poder de organizar e de dirigir a escola
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