(...) Este processo negociado é certamente mais lento do que uma decisão autoritária e "caída de pára-quedas", mas poupa tempo na implementação. Quando uma reforma é imposta, os políticos e a administração perdem um tempo louco, em más condições, a tentar corrigir erros estratégicos e a fazer, desordenadamente, concessões aos diversos grupos de actores susceptíveis de comprometer a reforma.A negociação a céu aberto não suprime nem as diferenças de posição no sistema, nem as oposições partidárias no xadrez político, nem os conflitos de interesses, nem as divergências na concepção da educação escolar. Ela não é senão uma maneira de forçar a sua explicitação e o confronto de todos os pontos de vista à volta de uma mesa, com a preocupação de construir um consenso viável.Se este trabalho não é feito antes do depósito e da adopção dos textos, estes últimos arriscam-se a ser "letra-morta". Pelo contrário, se a negociação parar no momento da implementação dos textos, asmudanças inevitáveis voltarão à lógica das influências camufladas e dos braços-de-ferro com alguns grupos de pressão que não se opõem globalmente à reforma, mas defendem incondicionalmente interesses particulares.É, pois, desejável que se alargue a lógica da pilotagem negociada, que esta se instaure desde o início de uma reforma e persista até à sua avaliação "final", alguns anos mais tarde, passando pela construção dos textos, das decisões formais e das diversas fases de implementação. Philippe Perrenoud, Obra citada infra
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As Mudanças Educativas como Processos de Negociação e Implicação
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- política educativa
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