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As Mudanças Educativas como Processos de Negociação e Implicação

http://terrear.blogspot.com/2010/03/as-mudancas-educativas-como-processos.html

(...) Este processo negociado é certamente mais lento do que uma de­cisão autoritária e "caída de pára-quedas", mas poupa tempo na im­plementação. Quando uma reforma é imposta, os políticos e a admi­nistração perdem um tempo louco, em más condições, a tentar corrigir erros estratégicos e a fazer, desordenadamente, concessões aos diversos grupos de actores susceptíveis de comprometer a re­forma.A negociação a céu aberto não suprime nem as diferenças de po­sição no sistema, nem as oposições partidárias no xadrez político, nem os conflitos de interesses, nem as divergências na concepção da educação escolar. Ela não é senão uma maneira de forçar a sua explicitação e o confronto de todos os pontos de vista à volta de uma mesa, com a preocupação de construir um consenso viável.Se este trabalho não é feito antes do depósito e da adopção dos textos, estes últimos arriscam-se a ser "letra-morta". Pelo contrário, se a negociação parar no momento da implementação dos textos, asmudanças inevitáveis voltarão à lógica das influências camufladas e dos braços-de-ferro com alguns grupos de pressão que não se opõem globalmente à reforma, mas defendem incondicionalmente interesses particulares.É, pois, desejável que se alargue a lógica da pilotagem negociada, que esta se instaure desde o início de uma reforma e persista até à sua avaliação "final", alguns anos mais tarde, passando pela cons­trução dos textos, das decisões formais e das diversas fases de im­plementação. Philippe Perrenoud, Obra citada infra

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