O engenheiro, professor e ensaísta Eugénio Lisboa, que nos dá a honra de colaborar neste blogue, é também poeta. Ele é o autor de um curioso livro de poesia sobre notáveis cientistas: "O Ilimitável Oceano" (Quasi, 2001). Escolhi três poemas sobre três "gigantes" a cujos ombros subiu Newton e um quarto sobre esse outro "gigante" que foi o próprio Newton.COPÉRNICOO céu que viste era o céude Ptolomeu. Mas diferentefoi a forma de o olhar.No modo de julgar, teu,a Terra, astro movente,demitiu-se de pensarque era o centro do mundo:assim ver, que abalo fundo!GALILEUAs leis do movimento perscrutastecom paciência e cândido olhar.Com o mesmo olhar o vasto céu sondastehumilde mas altivo no ousar.KEPLERO mundo próximo, à volta, apodrece.Fome, mortal conflito e pestilênciaturvam o dia mal amanhece.Segura-se à pureza da ciência:o curso aparente das estrelas,seguindo matemática divina,deriva, das rigorosas tabelasdo vasto cosmo, a curva sibilina.NEWTONDa qualidade oculta de tudo,não cuido, nem sei. Não é de ofíciosério sabê-lo: o tudo é mudoe forçar-lhe a fala é sério vício.Dos fenómenos, deduzo leisde movimento e destas derivoqualidades e acções: vereisque o saber, assim, avança, altivo.Eugénio Lisboa
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POEMAS DE EUGÉNIO LISBOA SOBRE GIGANTES DA FÍSICA
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