Para mais informações: http://www.uc.pt/depacad/mobilidade/
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João Marques passando os olhos por... uc.pt
Candidaturas On-Line para Titulares de Cursos Médio e Superior e Provas Adequadas aos Maiores de 23 Anos, de 2 a 31 de Agosto
http://www.uc.pt/tomenota/2010/20100726_2
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July 26 2010, 8:37am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... uc.pt
Durante uma semana, 400 alunos do Ensino Secundário foram estudantes da Universidade de Coimbra
http://www.uc.pt/tomenota/2010/20100726
Para mais informações: http://www.uc.pt/media_uc/clipping/100722CL
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July 26 2010, 5:02am | Comments »
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A tragédia da Matemática no básico
http://dererummundi.blogspot.com/2010/07/tragedia-da-matematica-no-basico.html
Depoimento que prestei ao "Jornal de Leiria" e publicado no último número sobre os resultados dos exames e Matemática do 9.º ano:Salta à vista que o ensino da Matemática é um dos maiores problemas nacionais. Os péssimos resultados dos exames do final do ensino básico são apenas um dos indicadores do desprezo pela Matemática que reina entre nós. O Ministério da Educação, que devia estar na primeira linha da defesa da Matemática, pouco ou nada tem feito na área. Pior: procura até esconder o seu falhanço. Os resultados do Plano de Matemática são aqueles que se vêem. Onde estão os relatórios com as conclusões? A tragédia será ainda maior se os responsáveis não forem mudados.
July 25 2010, 3:36pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
O NEGÓCIO DAS PULSEIRAS QUÂNTICAS
http://dererummundi.blogspot.com/2010/07/o-negocio-das-pulseiras-quanticas.html
Entrevista que dei ao "Correio da Manhã" sobre "pulseiras quânticas" e da qual foi publicado hoje um breve excerto:CM- Várias pulseiras como a Power-Body, a Power-Balance ou a Infinite estão a ser comercializadas como uma forma simples e eficaz de restituir ao corpo humano equilíbrio, flexibilidade e resistência através de hologramas quânticos, cuja frequência terá influência no bem-estar pessoal. Todas estas marcas fazem referência a supostos estudos científicos que testam os seus benefícios, embora não citem nenhum. Pergunto-lhe se é possível que estas pulseiras tenham algum efeito no bem-estar, se são capazes de equilibrar a nossa energia e porquê?CF- Não, não é possível que haja um efeito objectivo. A expressão "equilibrar a energia" não significa rigorosamente nada. É absurda. Quando muito funcionará como a astrologia: quem quiser acredita, mesmo que não haja qualquer base científica. Devo acrescentar que quem faz pretensões extraordinárias de um produto é que tem de fazer a prova dessas pretensões. Têm de provar os efeitos e não dizer qualquer coisa e ficar à espera que alguém prove o contrário. Ora até hoje não existe nenhuma prova de efeitos dessas pulseiras. É tudo treta. Não há nenhum fundamento científico. "Ionização negativa", "frequências naturais emitidas por hologramas", etc. tudo isso são fantasias. É banha da cobra!CM- O que significa energia quântica?CF- Aqui não significa nada. Não se devia usar sequer a expressão. Só há quatro formas de energia, ligadas às quatro forças fundamentais que se conhecem: gravítica, electromagnética. energia nuclear forte, e energia nuclear fraca. Na teoria quântica - teoria que nos permite entender os constituintes fundamentais da matéria - podem entrar os três últimos tipos de força (até agora não há uma teoria quântica da gravidade que seja consensual). Mas nada disto tem a ver com pulseiras...CM- Existe algum estudo que corrobore esta suposta tecnologia presente nas pulseiras?CF- Não, nenhum que eu conheça.CM- Tenho conhecimento de um estudo realizado pela Universidade Politécnica de Madrid que, ao estudar a possível influência da pulseira Power Balance no equilíbrio das pessoas, concluiu que estas não tinham qualquer efeito. Existem mais estudos neste sentido?CF- Não conheço esse estudo. A referência é muito vaga. Quais são os autores? Onde foi publicado? É possível que haja outros estudos, pois estuda-se qualquer assunto. Este assunto a mim não me interessa, a não ser do ponto de vista de cultura científica. Interessa-me o que ele mostra sobre a falta de cultura científica, algo mais do domínio da sociologia da ciência do que da ciência propriamente dita.CM- Estas pulseiras têm algum efeito, positivo ou negativo?CF- Não, nem positivo, nem negativo. Só fazem mal à carteira pois são caras. Um holograma é uma coisa inócua e uma tira de silicone também. Se se identificar algo que se possa medir de forma objectiva, o que me parece difícil (bem-estar é uma noção vaga) funciona o efeito placebo: sabe-se das ciências da saúde que algumas pessoas acreditam que vão ser curadas e curam, mesmo quando estão a tomar algo sem efeito nenhum.CM- Que conselhos daria às pessoas que já têm estas pulseiras ou que estão a equacionar adquiri-las?CF- Às que já têm nenhuns, já foram enganadas e só espero que não o voltem a ser. Às que não têm que pensem bem se querem contribuir para lucros de comerciantes sem escrúpulos. Mas cada um é livre, claro.CM- O facto de, por exemplo, se atribuir a criação da pulseira a um cientistas da NASA é apenas um pretexto para captar a atenção e tentar vender uma imagem de credibilidade?CF- Claro que é apenas um pretexto! Mas que cientistas da NASA? Há milhares de cientistas da NASA! E onde está, na NASA, a recomendação das pulseiras?CM- Há várias pessoas que afirmam ter melhorado os seus rendimentos desportivos ou o seu bem-estar graças ao uso destas pulseiras. Esse facto poderá estar relacionado com o efeito placebo?CF- Sim, pode. Esse efeito é bem conhecido. E as pessoas dizem muita coisa.CM- Podemos comparar estas pulseiras com as famosas Tucson?CF- As Tucson não serão assim tão famosas, porque eu não me lembro delas. Mas não sou especialista em pulseiras. Sou apenas um físico que leu uns disparates sobre pulseiras com "hologramas quânticos" que emitem "frequências naturais" que ajudam o "campo electromagnético do corpo". Isto é uma confusão de palavras que, embora isoladas possa, nalguns casos, fazer sentido, no seu conjunto não fazem sentido nenhum.CM - A pulseira Infinite, através de um site (aqui) refere um suposto estudo que comprova os seus benefícios. Este estudo é fidedigno?CF- Não, não é. Nem é fidedigno nem é sequer estudo. É mais um dos muitos disparates de pseudociência, isto é, algo que se faz passar por ciência para ganhar credibilidade, mas está nos antípodas da ciência. O sítio que indicou contém aliás um chorrilho de asneiras. São tantas que é difícil dizer qual é a mais grave. É a ignorância científica ao mais alto grau. Porquê perder tempo com isso?
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July 25 2010, 3:19pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Contra os trabalhos de casa, mas a favor de um tempo de trabalho em casa
http://terrear.blogspot.com/2010/07/ontra-os-trabalhos-de-casa-mas-favor-de.html
Não se trata aqui de jogar com as palavras mas de tentar dissociar dois debates que estão, muitas vezes, misturados. Primeiro debate: o tempo de trabalho do estudante limita-se às suas horas de presença nas aulas ou poder-se-á pedir-lhe, todas as semanas, que dedique algumas horas a mais ao trabalho escolar, no sentido lato do termo? Segundo debate: em caso afirmativo, para que serve esse trabalho, como é que ele é definido, distribuído, controlado? Deverá ser o mesmo para todos os alunos? E deverá ser constante, ao longo de todo o ano? Para afirmar um princípio de doutrina neste domínio, a equipa pedagógica poderá:- pronunciar-se a favor de um tempo de trabalho em casa (TTC) razoável, que oscilaria entre uma e duas horas por semana no início da escolaridade obrigatória, e três a quatro horas por semana no sexto ano, admitindo-se que este tempo é uma média que pode flutuar de uma semana para outra, em função das necessidades, das actividades empreendidas, etc.; e também que alguns alunos podem, mais que outros, escolher ou ter necessidade de trabalharem em casa;- admitir que a prática do TTC deve ser definida explicitamente, se não se quiser, por força dos estereótipos, recair na concepção tradicional dos trabalhos de casa. Daí a escolha de uma designação e de uma sigla que valem o que valem, mas que têm, pelo menos, o mérito de não veicularem, de imediato, todas as imagens tradicionais associadas aos "trabalhos de casa", tais como todos os pais ou quase todos os conheceram. O QUE SEMPRE SE QUIS SABER SOBRE O TTCA força da expressão "trabalhos de casa" é a de suscitar imagens muito precisas e pessoais, em relação às quais o TTC pode parecer muito abstracto. Tentemos, pois, caracterizá-lo mais concretamente. 1. Um recurso para o aluno, para a turma, para o professor O TTC deve ser utilizado em função das necessidades e dos projectos, não de uma forma regulamentada ou ritual, e inscreve-se numa lógica da acção racional e do trabalho que exige uma preparação prévia, fora do grupo.2. Um tempo de trabalho, não necessariamente de aprendizagem O TTC pode ser entendido em sentido estrito (drill, memorização, revisão, preparação dos trabalhos escritos) ou em sentido mais lato (fazer consultas no dicionário, resolver enigmas, inventar mensagens, redigir textos, procurar informações, preparar questões, tentar compreender um documento, etc.). E pode também ser uma preparação ou um prolongamento de actividades mais globais realizadas na aula: negociação, trabalho de organização, passar notas a limpo, pesquisa de documentação, de imagens, de filmes, entrevistas ou inquéritos, colecções de objectos, etc. 3. Um garante de flexibilidade O TTC tem, em primeiro lugar, por função permitir um funcionamento mais flexível e mais descentralizado de certas actividades. É uma facilidade que um grupo atribui a si próprio para favorecer o trabalho comum na sala de aula. Algumas actividades realizar-se-ão com mais naturalidade e mais tranquilamente em casa ou, em qualquer caso, fora das horas de aula, melhor individualmente ou a dois do que num grupo grande. 4. Nunca ser um substituto do trabalho na aulaMesmo quando está claramente definido como um tempo de aprendizagem, o TTC apenas pode ser uma consolidação ou uma preparação do trabalho que se faz na aula. Logo, não dispensa nunca o trabalhar esta ou aquela noção ou este ou aquele saber-fazer na aula. 5. Contra toda a equidade formal Não tem interesse que cada aluno receba todos os dias ou todas as semanas a mesma dose de trabalho para casa. Podem-se aceitar também muitas variações razoáveis, quer quanto ao conteúdo, quer quanto ao total de tempo do trabalho em casa. Alguns alunos terão necessidade de mais tempo do que outros para reverem, memorizarem, exercitarem noções ou um determinado saber-fazer. Outros poderão consagrar mais tempo a actividades de organização ou de preparação do que se faz na aula. A ausência de arbitrariedade é mais convincente que uma equidade formal.O TTC pode também ser diferenciado de acordo com as dificuldades dos alunos, mas não se pode fundamentar, nestas poucas horas, a luta contra as desigualdades, que deve passar por um apoio integrado na aula e pela diferenciação do ensino. 6. Um tempo flutuante Ao longo do ano, de uma semana para outra, o tempo de trabalho em casa pode flutuar entre tempos fracos e tempos fortes, que correspondem, por exemplo, às fases cruciais de uma investigação, à preparação de um espectáculo, ou a momentos intensos de aprendizagem ou de revisão. 7. O TTC não é feito para os paisO tempo de trabalho em casa não tem por função principal dar aos pais uma ideia do que se faz na aula. Para isso, têm à sua disposição as entrevistas, as aulas abertas, as exposições, as reuniões de pais, o processo de avaliação, etc. O tempo de trabalho em casa não tem nenhuma razão para ser representativo do conjunto de actividades que é feito na aula, nem de corresponder às necessidades de informação dos pais. Não é feito para eles. 8. Os pais não são os responsáveis Dentro do mesmo espírito, os pais não são responsáveis pelo trabalho que os filhos têm de fazer em casa. Se um aluno não faz o que anunciou ou o que lhe foi pedido, é um assunto que diz respeito ao professor ou à turma. A ausência de seriedade ou de solidariedade no TTC pode ser objecto de uma avaliação ou de um encontro com os pais, mas não se lhes pede para, todos os dias, controlarem se o filho "fez o seu TTC", da mesma forma como actualmente se asseguram que ele "fez os seus deveres". Isso deve ficar muito claro para os pais, e não ser desmentido por expectativas ou censuras implícitas. 9. O TIC não é avaliado Enquanto tal, o TTC não é objecto de qualquer avaliação formal. Se faz parte de um trabalho mais global (preparação de uma conferência, de um espectáculo, redacção de um texto, etc.), é o conjunto que é objecto de uma avaliação. 10. Não há nenhuma razão para normalizar o TTC entre turmasNão há nenhuma razão para o TTC ser uniformemente definido para todas as turmas.Cada professor deve explicar em primeiro lugar aos alunos, mas também aos pais, qual o uso que pretende fazer do TTC, e pode levar em conta os conselhos de uns e de outros, mas nem os alunos nem os pais podem reclamar uma norma que seria imposta a todas as turmas. Pelo contrário, parte-se do princípio que o tempo de trabalho em casa é uma componente de um sistema global de trabalho e que não pode ser julgado isoladamente. 11. Um reexame periódicoUm sistema tão flexível como este pode provocar efeitos perversos, desigualdades imprevisíveis, derivações desagradáveis. É então importante manter a sua coerência, fazer regularmente o ponto da situação no seio da equipa pedagógica e entre pais e professores, mas sem procurar normalizar o TTC ou regressar aos trabalhos de casa tradicionais.Philippe Perrenoud, Obra citada infraUm tema para abanar o senso comum.
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July 25 2010, 3:18pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
José Hermano Saraiva "versus" José Saramago
http://dererummundi.blogspot.com/2010/07/jose-hermano-saraiva-versus-jose.html
Num comentário ao post “Uma carta de Eugénio Lisboa enviada à direcção da ‘Árvore’” (24/07/2010)”, foi escrito o seguinte por um anónimo: "A obra literária de Saramago (sem discutir, sequer, o seu valor) não deve ser divorciada dos seus deveres de cidadão" diz alguém acima. Mas já se deve divorciar no caso de José Hermano Saraiva que merece todas as homenagens por ser um bom comunicador!! Vá a gente entender a mente humana”. Por ser eu o autor deste breve texto, embora não sentido a necessidade de me sujeitar a uma sessão de psicanálise, nem sequer estar para aí virado, para desvendar o que me vai na mente, basta-me esclarecer a minha posição de seu subscritor. E, para isso, nada melhor do que transcrever um artigo de opinião que escrevi no Diário de Coimbra, em 4 de Agosto de 2005, intitulado “O Historiador José Hermano Saraiva”: “Os desvairados impropérios dirigidos ao Prof. José Hermano Saraiva pelo senhor Acácio Barradas, nas colunas de 'Cartas ao Director' (Público, 26. Julho. 2005), espelham bem a sentença de Buffon: “O estilo é o próprio homem!”. E toda essa raiva , porquê? Pelo frisson que lhe parece ter causado a reportagem, datada de 24/Julho/2005, da autoria do jornalista do Público, Adelino Gomes, com o testemunho de personalidades (de entre elas, José Hermano Saraiva) dos mais variados espectros políticos sobre a ordem do falecido Prof. Rui Grácio, à época secretário de Estado de Orientação Pedagógica, para que fossem destruídos pelo fogo livros de índole “fascista” (ao tempo, revolucionários houve que tiveram nesse os Lusíadas nesse rol) que fazem parte de um espólio secular de um país em que o mau uso da liberdade passou a ser desculpa para todos os desmandos. Num momento pouco agradável de uma vida vítima de torpeza, apraz-me a oportunidade que me é dada de dizer que, em fins da década de 40, tive a honra de ser aluno de liceu do Prof. José Hermano Saraiva. E dele me recordo a dar as aulas da disciplina de História com o mesmo entusiasmo e aplauso que desperta na legião de pessoas que o escutam e o vêem nos seus programas televisivos por se tratar de um pedagogo que em nada se assemelha aos 'pedabobos' a quem os ventos da revolução trouxeram uma mudança radical nas suas 'convicções políticas anteriores', e que pululam por esse Portugal fora arrastando-o para o lugar de lanterna vermelha em estudos comparativos sobre Educação, relativamente a outros países europeus! E que bem ele utilizava a pedagogia de fazer para aprender: quando das matérias referentes aos descobrimentos, passava como trabalho de casa, a feitura de mapas a eles referentes bem como a construção – em madeira de balsa talhada a canivete e as velas em pano com a Cruz de Cristo pintadas - das caravelas de antanho, sendo atribuídas classificações que contavam para a nota de fim de período.Ma a minha discordância maior reside a montante do ataque que lhe é desferido na supracitada carta, e que eu abomino com todas as minhas forças, na vã tentativa de apoucar os sagrados laços de família, pela evocação despudorada do nome de seu irmão, António José Saraiva (1917-1993), , segundo Acácio Barradas, aqui com verdade, 'um dos portugueses mais perseguidos por questões políticas durante o regime do Estado Novo'. Vejamos o que, a este propósito, escreve Maria Ana Sequeira de Medeiros, nos seus dados biográficos: 'Expulso do ensino superior em 1943, na sequência de um processo disciplinar motivado por um desentendimento com Vitorino Nemésio, António José Saraiva ingressou no ensino liceal' ('António José Saraiva e Óscar Lopes: Correspondência', Gradiva, Março de 2005).A deturpação dos motivos desta expulsão logo é aproveitada por certa esquerda – que transforma deuses em demónios e demónios em deuses, a seu bel-prazer e ao sabor das suas conveniências – para lhe atribuir um cariz político. Sejamos honestos: reporta-se esta referência feita a António José Saraiva só a parte da vida de uma proeminente figura do mundo da Cultura. E a outra? Quando, 'verbis gratia', com a sabedoria, a reflexão e os desenganos que a idade traz à vida, denuncia os crimes cometidos pela ex-União Soviética nas estepes geladas da Sibéria? Ou, ainda, quando se manifesta contra a forma como se processou a 'descolonização exemplar em que os militares de Abril deixaram as colónias como pardais, largando armas e calçado, abandonado os portugueses e africanos que confiaram neles?' Por último, esta é uma sentida e singela homenagem (que muito peca por tardia) de um antigo aluno que lamenta que a condição de octogenário do seu antigo professor, que dedicou grande parte de uma vida ao estudo e divulgação escrita e oral da historiografia – 'não só pelo achado de documentos novos , mas também pelo surto de ideias fecundas', como defendeu António Sérgio - , e à sua divulgação popular lhe não permita já a destreza física para dar umas boas bengaladas nos costados de quem bem as merecia por pôr em causa, como pés, o estatuto profissional de historiador de José Hermano Saraiva!” Quer se queira ou não, há duas coisas que distinguem estes dois "josés": um, José Saramago, foi laureado com o Prémio Nobel, outro, José Hermano Saraiva, não; José Hermano; Saraiva que se conste, e muito menos que se documente, não saneou professores quando ministro "com a faca e o queijo na mão", José Saramago (1975) na direcção do “Diário de Notícias” saneou 30 jornalistas com a seguinte justificação: “Quem não está com a Revolução, é melhor não estar no Diário de Notícias”. Razão bastante para eu não precisar de separar a obra de José Hermano Saraiva (sem discutir, sequer, o seu valor) dos seus deveres de cidadão que se não compagina com o oportunismo de renegar a um passado para se juntar aos detentores de um novo poder, como sucedeu com tantos figurões que andam para aí travestidos de progressistas e que muito gostariam de ver ressuscitado "o lápis azul" dos coronéis da Censura do Estado Novo
July 25 2010, 2:19pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Eugénio Lisboa e a Fonte Luminosa
http://dererummundi.blogspot.com/2010/07/eugenio-lisboa-e-fonte-luminosa.html
Em resposta a um comentário de Luís Neves, ao post de Eugénio Lisboa, “Uma carta de Eugénio Lisboa enviada à direcção da 'Árvore'” (23/07/2010), foi recebido este texto que ora se publica:Ter ou não ter estado na Fonte Luminosa “O Sr. Luís Neves tem todo o direito de não saber quem sou do mesmo modo que eu não sei quem ele é. Só sei o que dizem as palavras que ele escreve. E o que essas dizem é que lhe fazem muita impressão as pessoas que se associaram a Mário Soares na Fonte Luminosa para travarem a vinda para Portugal dos Torquemadas que vinham substituir os do Estado Novo. Cada um gosta do que gosta. Não vou perder tempo - nem seria elegante - a inventariar aqui os meus conhecidos créditos anti-fascistas. Mas é importante esclarecer uma coisa: para mim, mas não para o Sr. Neves, todas as perseguições ao pensamento livre são igualmente más. Nessa medida, Saramago era tão mau ou pior do que António Ferro - porque este, mau como era, ainda tinha aquele teor de má consciência que o levava a tentar dialogar com os adversários. Saramago pertencia ao grupo dos energúmenos de boa consciência - podia demitir, punir e castigar porque tinha a "história" a seu favor... Quanto à Fonte Luminosa, não estive lá porque não vivia em Portugal. Não tenho portanto a honra de poder dizer aos meus netos:"Eu estive lá". O outro prazer teria sido o de ter estado lá e não ter visto o Sr. Neves. Não se pode ter tudo...Eugénio Lisboa”P.S.: “Esta de se não poder criticar a conduta de Saramago, só porque ele morreu - é de cabo de esquadra. Por esta via, a história não poderia escrever-se, a não ser que fosse sistematicamente encomiástica. Por exemplo, não se poderia criticar os esclavagistas porque já estão mortos e seria deselegante... Os censores arranjam sempre as razões mais nobres para a repressão. Salazar e Staline liam pela mesma cartilha. Há fascistas que o são sem saberem. Ou sabem-no mas fingem que não sabem. Saramago, em 1975, cometeu um acto fascista e não há muito tempo disse não estar arrependido:hoje, faria o mesmo. Merece dar o nome a uma rua? Para as pessoas que dão valor ao civismo - NÃO!”Na imagem: Fonte Luminosa de Lisboa
July 25 2010, 9:05am | Comments »
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Esperando o sol
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July 24 2010, 3:56pm | Comments »
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Boa noite
http://terrear.blogspot.com/2010/07/boa-noite.html
July 24 2010, 3:53pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
A Democracia das "Gandas Oportunidades"
http://dererummundi.blogspot.com/2010/07/democracia-das-gandas-oportunidades.html
“Não existe cómico fora do que é propriamente humano”” (Henri Bergson, 1859-1941).Acabo de ver no “You Tube” um sketch (e porque estamos a falar de Novas Oportunidades, traduzo: paródia em português), com o sugestivo título” Humor:Gandas Oportunidades”.Depois de o ver e de me rir tanto ou mais que nos filmes mexicanos do actor humorístico Cantinflas da minha juventude, em que ele representava várias profissões – mágico, bombeiro, deputado, etc. -, quando deveria ter chorado copiosamente pelo estado inditoso da educação portuguesa, espero que seja cumprida a crítica mordaz de Eça: "O riso é a mais antiga e ainda mais terrível forma de crítica. Passe-se sete vezes uma gargalhada em volta de uma instituição, e a instituição alui-se". Valter Lemos a jogar em casa, uma casa em que foi professor da Escola Superior de Educação local, fez um discurso mirífico em Castelo Branco em que enalteceu as Novas Oportunidades como sendo “o sonho da vida dos diplomados”, sem se referir ao pesadelo para o país de “mais de 400 mil terem recebido diplomas” que atestam, em meia dúzia de meses, uma espécie de milagre de multiplicação de diplomas, de equivalências ao 12.º ano do ensino secundário. E, desta forma, cometeu a injustiça de não reconhecer o facto do respectivo ensino secundário regular ser um dos poucos baluartes da exigência do nosso decadente sistema de ensino oficial em que no próprio ensino superior “há por aí muitos cursos da treta”, na opinião do ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo (Revista Sábado, 15 a 21 de Abril de 2010).Para que o leitor possa apreciar devidamente, transcrevo um descarnado naco de prosa do discurso de Valter Lemos, actual secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, em que, talvez, por falta de um Secretariado Nacional de Informação do tempo do Estado Novo, aquando da atribuição de diplomas de Novas Oportunidades albicastrenses, se desfez em elogios ao governo, a si próprio e à obra de ambos. Para esta figura de Estado, quiçá por desconhecimento da máxima latina de que “laus in ore proprio vilescit” (e porque continuamos nas Novas Oportunidades, aqui se traduz: “louvor, em boca própria, perde todo o valor”), as Novas Oportunidades são “uma grande aposta do Governo, cuja prioridade tem sido a qualificação dos portugueses”. Ainda, segundo ele, elas “têm sido um grande instrumento nesse sentido” (“Jornal Reconquista”, Castelo Branco, 22 de Julho de2010).Faço votos de que dos escombros das Novas Oportunidades (aluída pelas gargalhadas das “Gandas Oportunidades”) não ressuscite um novo Valter Lemos que depois de ter passado do Ministério da Educação, onde se desunhou em loas à educação da juventude portuguesa, transitou para o Ministério do Emprego e da Formação Profissional, onde passou a enaltecer com maior vigora, em cerimónias públicas de grande pompa e circunstância que se sucedem pelo país fora, as vantagens das Novas Oportunidades, escamoteando o desemprego que elas possam trazer a competentes operários transformando-os em diplomados com o 12.º ano que perderam “um saber de experiência feito” para adquirirem um saber de ignorância feito atestado por licenciaturas conducentes ao desemprego ou a ganharem num dia o que um operário especializado, que trabalhe por conta própria, ganha em menos de uma hora.Hoje, sinceramente, não me apetece voltar a abordar com seriedade as Novas Oportunidades. Mas para que o meu silêncio não possa ser tido como cúmplice nesta desastrosa situação de dar a todos os portugueses o diploma do 12-º ano ou uma licenciatura tão bem caracterizada neste sketch, o que seria uma ignomiosa deserção da minha parte, limito-me a transcrever um pequeno extracto de um recente post, que publiquei neste blogue, titulado “A Caixa de Pandora das Novas Oportunidades" (09/07/2010), em que estabeleci o confronto entre um ensino exigente e um outro deslocando-se em carris de facilitismo: “Vivemos num país a duas velocidades. Uns viajam em comboios a vapor, com incomodidades pelo caminho e paragens em vários apeadeiros; outros na comodidade do TGV que os transporta, à velocidade de um raio, rumo à obtenção de diplomas dos vários graus de ensino. O TGV é representado pelos exemplos das "Novas Oportunidades" para maiores de 18 anos e do "Acesso ao Ensino Superior para Maiores de 23 anos", com o respectivo e escandaloso facilitismo. Como é óbvio, quem faz o seu percurso escolar regular viaja em comboios do século XIX. Claro que, com isto, não estou contra as “Novas Oportunidades” ou acesso ao ensino superior, dependente da data de nascimento escarrapachada no B.I, de quem, por motivos vários, se viu obrigado a desistir dos respectivos estudos, mas... desde que esta forma de obtenção de diplomas se não torne num bodo aos pobres para quem não quer estudar com os sacrifícios que isso acarreta”.No século XIX, escreveu Ramalho Ortigão, dirigindo-se ao Ministro do Reino, “ o estado em que se encontra em Portugal a instrução secundária leva-me a dirigir a V. Ex.ª o seguinte aviso: Se a instrução secundária não for imediatamente reformada, este ramo do ensino público acabará dentro de poucos anos”. Para além da diminuição da natalidade, hoje, há o risco acrecentado de muitas escolas do ensino secundário oficial da III República, fecharem os portões por falta de alunos que reconhecem que depois de cumprido um 9.º ano em que é que é dificílimo chumbar e facílimo passar, há a possibilidade de se arranjar um emprego de faz-de-conta para ter acesso às Novas Oportunidades. “Et voilá!”, passados escassos meses o diploma do 12.º ano cai do céu aos trambolhões. Outra via será esperar pelos 23 anos para fazer um simulacro de prova de acesso ao ensino superior.Em plena Ditadura de Ignorância, em que se pertende confundir a escolorização de um país com a ilusão de um povo, caminha Portugal, a passos largos, para apresentar estatisticamente a maior percentagem de diplomados com o 12.º ano e de licenciados no espaço da Comunidade Europeia. Ou seja, ao contrário dos genéricos de certos filmes, neste sketch do “You Tube”, qualquer semelhança com a realidade não é pura ficção. É a realidade, ela mesma!
July 24 2010, 2:17pm | Comments »



